CASO MARCO AURÉLIO (MISTÉRIO)

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RESUMO DO CASO
No dia 8 de junho de 1985, durante uma excursão no Pico dos Marins, Município do Piquete em São Paulo, o jovem escoteiro de 15 anos Marco Aurélio Bezerra Simon desapareceu sem deixar rastros de seu paradeiro e, mesmo com um gigantesco esforço de um exército de voluntários, civis e militares, absolutamente nada fora encontrado. O estranho episódio é um dos mais complexos e misteriosos da literatura brasileira, tendo entrado até mesmo em listas internacionais de maiores casos de desaparecimento do mundo. Oficialmente suas investigações foram encerradas no dia 8 de abril de 1990 e, embora o incidente houvesse recebido bastante atenção da mídia na época, acabou sendo consumido pelo tempo, praticamente recebendo o status de lenda. Foi quando o jornalista investigativo Rodrigo Nunes, em 10 de março de 2005, decidiu desarquivar o caso para resgatar o incidente e buscar novas informações. Como fruto de sua pesquisa, dois livros foram publicados, e em 2015 foram compilados em um único volume revisado. Seu teor traz inconsistências nos relatos dos outros escoteiros, do líder deles, no andamento das investigações policiais, além de conter teorias e entrevistas com testemunhas da época.

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COMO ACONTECEU?
Marco Aurélio junto de seu grupo de escotismo, participaria de uma expedição para conquistar o Pico dos Marins, e assim cumprir a tarefa que os graduaria no Ramo Senior, destinado a jovens de 15 à 17 anos. A viagem estava marcada para o dia 6 de junho de 1985, onde o grupo faria a escalada para montar acampamento 2400 metros acima do nível do mar. A trilha não era das mais complicadas e, exigia mais disposição para marcha em ladeira, do que técnicas especiais. Neste dia, Marco Antônio, irmão gêmeo de Marco Aurélio, tinha ficado doente e portanto não pôde participar daquela aventura, considerada tão importante para eles. O grupo então se fechou com Marco Aurélio sendo designado como monitor, os escoteiros Ramatis Rohm, Ricardo Salvione, Osvaldo Lobeiro e, o instrutor e líder do grupo, Juan Bernabeu Céspedes. Eles integravam o Grupamento de Escoteiros Olivetanos, de identificação número 240. Chegado o momento seguiram para a cidade de Piquete, se direcionando para a propriedade de Afonso Xavier, um senhor com 50 anos de experiência no local, e que serviria de guia para o grupo. No local montaram acampamento e fizeram algumas atividades relacionadas ao escotismo. Na hora de iniciar a marcha pela trilha, o instrutor Juan Bernabeu dispensou o auxílio do Senhor Afonso, alegando a facilidade para percorrer aquele caminho, e decidido assim, o Grupamento 240 tomou partida.

114_02Aquela trilha era bem popular, havia sido traçada na década de 30, e frequentemente era utilizada por turistas e aventureiros, com ou sem treinamento. Na manhã do dia 8 de junho os quatro escoteiros iniciaram sua caminhada rumo ao cume do Pico dos Marins, quando no meio do caminho, numa descida do Morro do Careca, Osvaldo Lobeiro sentiu uma luxação no joelho. Continuar a aventura não era mais uma opção, então o líder decidiu retornar ao acampamento. Marco Aurélio então se prontificou em descer na frente, abrindo caminho para os outros que carregavam o rapaz ferido apoiado nos ombros. Orientado pelo instrutor, Marco Aurélio levou um giz para marcar todo o trajeto com o número do grupamento. Às 14:30h aproximadamente, o rapaz se afastou de seus amigos e tornou a descida. Fazendo corretamente sua função como batedor, o grupo passou por três pedras onde estava lá o número 240. Após a terceira pedra, havia uma bifurcação onde Marco seguiu pela esquerda, o caminho mais curto, porém orientados pelo instrutor, o grupo pegou a via da direita, uma vez que Juan entendia que aquele terreno embora mais longo, seria menos acidentado quando transportando alguém. Os outros garotos protestaram, mas Juan estava convicto da decisão, e reforçou que no fim da descida todos se encontrariam. Ramatis Rohm, Ricardo Salvione e Osvaldo Lobeiro, guiados pelo líder Juan Bernabeu, levaram cerca de quinze horas para concluir o retorno, chegando às 5:30h da manhã, dia seguinte, no acampamento. Quando se deram por conta perceberam que Marco Aurélio não estava presente, e que todos os seus pertences estavam da mesma forma, como no dia anterior, intactos. Juan então decide retornar à trilha para procurar o garoto, voltando cinco horas depois sem sucesso em encontrá-lo. Foi quando convicto da gravidade da situação, decidiu ativar as autoridades.

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BUSCA POR LOCALIZAR MARCO AURÉLIO
O pai do menino era Ivo Simon, um jornalista respeitado da época, e rapidamente mobilizou meios através da imprensa. Foram designados 180 soldados do Quinto Bil, o Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, 18 homens da COE, o Centro de Operações Especiais, 6 alpinistas de agulhas negras, helicópteros da Escola de Especialistas de Aeronáutica de Guaratinguetá, um avião mandado pelo Governador Franco Montoro, um helicóptero do jornal Estado de São Paulo, sem contar os inúmeros voluntários civis que conheciam muito bem a região. Piquete virou palco para uma enorme campanha de resgate, no qual cada centímetro do lugar fora remexido, mas nenhum vestígio do rapaz foi encontrado. Aquela busca foi tão minuciosa, que uma faca perdida na mata por um soldado, fora localizada no dia seguinte por outra equipe. Marco Aurélio havia desaparecido de maneira misteriosa, e isso intrigou por muito tempo a região. Nem mesmo as mais de 300 pessoas envolvidas foram suficiente para encontrar uma mínima prova de crime, ou um pequeno traço do desaparecimento. Cartazes foram expostos em mais de vinte cidades, os rios da região foram percorridos na busca pelo mínimo vestígio, e surpreendentemente nada fora encontrado, nem sequer um fio de cabelo.

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AS INVESTIGAÇÕES
Antes de consumirmos os pormenores da investigação, é preciso ter em mente uma informação bastante estranha. Rodrigo Nunes, o jornalista investigativo que reabriu o caso em 2005, disse que ao entrevistar Vicente de Paula Santos, o datilógrafo responsável pelos depoimentos, descobriu a informação de que o profissional fora impedido por um major, de registrar em tempo real as declarações dos investigados. Todo o conteúdo constante das documentações foram registrados depois por intermédio do delegado Izidro de Ferraz, que ditou cada palavra. Isso faz com que inquérito não possa ser considerado integralmente confiável. Tendo isso em mente, a versão oficial do inquérito policial foi produzida com os depoimentos do líder Juan Bernabeu Céspedes, e dos escoteiros Ricardo Salvione, Osvaldo Lobeiro e Ramatis Rohm. Juan afirmou ter autorizado Marco Aurélio a seguir na frente abrindo passagem para o grupo que descia logo atrás, e que cerca de 15 minutos após a separação, não tinha mais visual de sua posição.

Durante a descida o grupo localizou apenas três marcações com giz feitas por Marco Aurélio, e que levavam até a fatídica bifurcação. O rapaz teria escolhido seguir pelo caminho da esquerda, mesmo sendo mais tortuoso para quem levava o peso de alguém ferido, como reforçou o líder Juan. Sendo assim decidiu por contrariar a sugestão do garoto, tomando a decisão de pegar o caminho da direita. Para acalmar o restante do grupamento que ficou preocupado com a Marco Aurélio ter seguido o outro trajeto, Juan afirmou que todos se encontrariam mais a frente, ao concluir o retorno. No entanto, isso não ocorreu. Juan também havia dito que havia cortado uma árvore e, Olindo Roberto Bonifácio, guia e voluntário que participou da reconstituição do caso, disse que tal árvore nunca foi encontrada.

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INFORMAÇÕES E SUGESTÕES CURIOSAS

  1. Após reunião da diretoria do Grupo Escoteiro Olivetano, foi combinado que a marcha seria conduzida por Sr. Afonso, guia com experiência de 30 anos naquela região, porém o mesmo fora dispensado por Juan, com a alegação de que o senhor não teria tempo. Porém Sr. Afonso e sua esposa desmentiram, dizendo que estava sim disponível, que até havia preparado lanche para fazer o percurso, e que na realidade Juan tinha o dispensado.
  2. Um outro grupo havia cruzado com o Grupo Olivetano em seu acampamento e, prontamente se ofereceram para fazerem o trajeto juntos, no entanto Juan dispensou o convite.
  3. Quando Osvaldo Lobeiro se machucou, próximo às 14:00h, Juan autorizou Marco Aurélio ir na frente, porém acompanhou com ele sozinho cerca de 100 metros a frente para orientar sobre algo e apontar a direção para onde o menino deveria ir. Regra básica do escotismo é nunca se separar, então por qual razão um escoteiro de grande experiência quebraria tal protocolo?
  4. Durante a descida, próximo das 2:00h, Juan e os outros haviam passado por uma propriedade conhecida como Fazenda do Seu Filinho e, como era de se esperar, Juan deveria perguntar se Marco Aurélio havia passado por ali, mas ele não o fez.
  5. Ao chegar na base do acampamento o grupo não encontrou Marco Aurélio, e como seria natural, deveriam perguntar ao Sr. Afonso sobre o garoto. No entanto nem os outros escoteiros, ou mesmo Juan, percorreram os 50 metros até a casa do senhor para perguntar sobre o amigo.
  6. Um depoimento controverso foi obtido do escoteiro Osvaldo Lobeiro, que foi separado dos outros garotos e presenciou Juan Bernabeu Céspedes sendo torturado, sem o acompanhamento do escrivão. Após o ocorrido, a polícia tentou avançar com a hipótese que Juan abusou de Marco Aurélio e o teria matado.
  7. A operação pente fino foi feita em fila indiana pelo Quinto Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, e este era um erro apontado pelo experiente guia, Ronaldo Nunes, que foi ignorado pelo Tenente Fischer que comandava a operação.
  8. Segundo o próprio Juan, ele retornou à montanha sozinho para procurar o menino, e passaram-se cerca de 5 horas depois, sem sucesso.
  9. Devido as fortes suspeitas, Juan concordou em passar por um polígrafo, mas o processo foi cancelado pelo delegado Francisco Baltazar Martin, que afirmou o rapaz ter sofrido fortes pressões psicológicas, e que aquilo interferiria no resultado do exame. Segundo murmúrios na Polícia, a decisão foi tomada devido a ingerência da União dos Escoteiros do Brasil, que não queria por em risco a imagem pública da instituição.
  10. No terceiro dia de buscas por Marco Aurélio, houve um incêndio de grandes proporções no Pico dos Marins, e os delegados George Henry e Bayerlein se questionaram se aquele ocorrido não havia sido proposital e com o fim de atrapalhar o primeiro dia em que participavam das investigações.
  11. Em entrevista a Rádio Mantiqueira, o delegado questionou o tempo alegado para percorrer aquelas trilhas: “O grupo de escoteiros dirigido por Juan havia o perdido o caminho na ida e na volta, pois na ida gastou seis horas (das oito da manhã às quatorze horas) numa caminhada que, pela trilha comum, batida e assinalada, não se leva hora e meia.
  12. Devido à má conduta, Juan Bernabeu Céspedes já havia sido expulso anteriormente de outro grupo de escoteiros. E isso é reforçado pelas três alegações nos itens seguintes.
  13. Segundo a experiência de Dr. Anivaldo Registro, delegado do G.A.S. (Grupo Anti-Sequestro de SP), os erros cometidos por Juan foram propositais.
  14. Pedro Teixeira da Silva, industrial, afirmou: “este não cumpria o regulamento do escotismo, era autoritário, ameaçava os garotos e não admitia ser repreendido.”
  15. Dr. Pedro Orlando Petrere Júnior, dentista, afirmou: “… modo estranho de comportamento … frio, com conduta que às vezes fugia ao normal de uma pessoa sã.”
  16. O laudo de reconstituição só foi liberado após o pai de Marco Aurélio ter recorrido à Corregedoria da Polícia Civil. Seu conteúdo era tendencioso, e apontava apenas indícios de que o garoto havia fugido. O inquérito policial contendo 391 folhas foi arquivado no dia 26 de abril de 1990, por determinação do Juiz de Direito Walter Luiz Esteves de Azevedo, acolhendo manifestação do Doutor Promotor Mauro de Oliveira Navarro.

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TEORIAS COM EXTRATERRESTRES
Devido o ar de forte mistério sobre o caso não solucionado, muitas teorias foram levantadas e, a mais curiosa delas nasce de parte do depoimento que os adolescentes deram sobre o momento em que iriam dormir após o segundo dia de buscas. Da região próxima onde Marco Aurélio havia desaparecido, os jovens ouviram um grito e na sequência o som de um apito, vindo do matagal. Sabendo que o amigo possuía um apito, os garotos correram até o local, onde observaram apenas estranhas luzes azuis que piscavam três vezes. Apenas os rapazes alegaram tal história, já Afonso Xavier discordava, e afirmava que as luzes se tratavam de casas distantes na região. Em 2011 a teoria dos extraterrestres, foi questionada por Ivo Bosaja Simon: “Tínhamos uma amizade muito grande com o Juan, seus pais, irmã, cunhado e sobrinhos. Chegamos a passar Natal juntos. Após o fato, ele prestou os depoimentos à Polícia e desapareceu. (…) Os depoimentos no inquérito nos levam a muitas suposições. Os erros do líder foram propositais? Falou-se em discos voadores e, por sugestão de um delegado de São Paulo, fomos a Brasília falar com o general Moacyr Uchoa, expert no assunto. Falou-se da seita Borboleta Azul e, no depoimento à Policia, seu responsável deu um endereço em Goiás, para onde teriam viajado na época alguns jovens. Pedi a jornalistas amigos para investigarem e o endereço era uma casa abandonada. (…) Se Marco Aurélio quisesse fugir, como suspeita o perito, poderia fazê-lo em São Paulo, com roupas, dinheiro e documentos. Na barraca na serra, ficou tudo isso.

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SERIA ESSE O CRIME PERFEITO?
Esse ano (2020) fará 35 anos do desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio Bezerra Simon, e quem pôde acompanhar a repercussão na época, ou os detalhados documentários e programas de TV que se sucederam a reabertura dos arquivos feita pelo jornalista investigativo Rodrigo Nunes em 2005, sabe o quanto esse caso é instigante. São muitas as teorias, e além das esperadas, como sequestro e assassinato, também existe a linha das ideais que correm pelo sobrenatural. Até o controverso Chico Xavier entrou na história certa vez que a família o procurou para uma comunicação mediúnica, no entanto o próprio Chico havia afirmado ser incapaz de se comunicar com pessoas que ainda não desencarnaram. O caso definitivamente é muito confuso, e até hoje a família tem esperança de na resposta que tanto precisa, sobre o que aconteceu, ou onde está Marco Aurélio.

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CONTATO (CRÍTICA)

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SINOPSE
Desde a infância Ellie sempre foi muito curiosa sobre o espaço e,  apoiada e incentivada com o carinho sem fim de um pai atencioso, começou a dar seus primeiros passos no radioamadorismo. Cada pequena descoberta era um evento e motivo de comemoração para aquela inteligente menina. E foi numa noite clara que prenunciava uma chuva de meteoros, que Ted, sem conseguir se despedir, deixou a filha seguir sua jornada solitária. A vida não pegou leve com Ellie, que decidiu se concentrar e fazer o seu melhor, estudando o suficiente para fazer do seu futuro o que quisesse. Optou por seguir contrariando tudo o que era esperado pela sociedade, e guiada pelo coração, se empenhou com o que mais amava, a radioastronomia. Ellie se tornou uma mulher perspicaz, focada e muito decidida, e nada e nem ninguém conseguia interferir em suas convicções. Tanto esforço trouxe retorno, quando nas suas intermináveis leituras do céu conseguiu um resultado positivo. Codificada em sinais de rádio, uma mensagem vinda da estrela Vega, na constelação de Lira, chega trazendo algo que mudaria não só as fundações de Ellie, mas também quebraria vários arquétipos para a humanidade.

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COMENTÁRIOS
Esse é um dos filmes que mais atinge o meu íntimo, pois além de trazer um assunto que gosto muito, que é a astronomia e a possibilidade de existência de vida pelo vasto cosmo, a mensagem relativista de Einstein é abordada de forma leve e poética para que qualquer audiência possa compreender. E se tem algo que sempre me agrada muito, é a democratização de linguagem para facilitar o acesso ao conhecimento. O saber é algo efêmero e desimportante quando você não consegue retransmiti-lo, e nesse sentido tenho Carl Sagan como gênio e herói. Contato (Contact, de 1997), é um drama de ficção científica baseado no romance homônimo do próprio Sagan, lançado em 1985, no qual é retratado de forma ficcional uma cientista da SETI que após anos cobrindo o infinito firmamento, encontra uma misteriosa onda sonora proveniente de Vega, a quinta estrela mais brilhante do nosso céu noturno e que se encontra na constelação de Lira.

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Vamos falar um pouco sobre o que é real aqui e de onde surgiu toda esta ideia. SETI é a sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence, que em tradução é Busca por Inteligência Extraterrestre. Esse programa é real e foi iniciado em 1980 por Carl Sagan, Bruce Murray e Louis Friedman, quando fundaram a U.S. Planetary Society. O objetivo era o proposto no próprio filme, fazer um pente fino no nosso céu esperando encontrar sinais de rádio que pudessem estar ligado com mensagens ou atividades extraterrestres. E foi no dia 15 de agosto de 1977 que SETI ganhou fama, quando Jerry Ehman, um dos participantes do projeto testemunhou um forte sinal captado por um radiotelescópio. Ehman circulou a indicação espectral em um papel e exclamou a descoberta com um “Wow!” Rapidamente aquela impressão circulou pela grande mídia, fazendo o discreto programa receber grande notoriedade.

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Ninguém é completamente uma coisa ou outra quando se trata de racional e emocional, simplesmente nosso cérebro não funciona como talvez tentemos nos convencer. Cada pequena convicção e crença que temos estão interligadas e conversam a todo momento. Em Contato temos Ellie, uma jovem que não conheceu a mãe e que tinha apenas no pai o referencial e alicerce de vida. Devido sua inteligência emocional ser bastante sólida, a jovem não se desespera com a partida do pai, e se apega no entendimento racional de que a natureza funciona desta maneira. Simplesmente as pessoas morrem. Isso era o que ela dizia para si e tentava se convencer, mas a realidade é que em seu subconsciente a não aceitação persistia. Seu ímpeto em renegar a existência de um Deus ou força maior, nada mais era que um grito de socorro silencioso em sua alma por compreender aquilo que estava fora do seu alcance de compreensão e intervenção. E é quando ela conhece Palmer, graduado em teologia e homem que procura boa parte de suas respostas na fé.

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As essências de ambos eram completamente opostas, assim como a árvore de conhecimento que traziam de suas formações como indivíduos. Palmer era alguém aberto e pronto para ouvir e conhecer, romantizava ideias não se importando com certezas absolutas, enquanto Ellie era apaixonada e petulante, questionava com ceticismo e sem ser honesta em querer ouvir discursos dos quais já se sentia convicta de compreender onde chegariam. Palmer enxergava isso nela e mesmo assim a admirava, sabendo que alguém inteligente como Ellie não se força a qualquer coisa, você apenas acompanha e aprecia como escala os degraus evolutivos do autoconhecimento, e se alimenta de satisfação por ter tido a oportunidade de estar presente naqueles momentos. O milagre da vida para Palmer era viver, não tinha exatamente a ver com Deus, e quanto a Ellie, ela ainda precisava compreender sua verdadeira motivação de existir. Não confunda, seu trabalho era a pergunta, e seu milagre seria a resposta.

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COMENTÁRIOS COM SPOILERS
O grande trunfo de Contato não está em trazer a pauta do quão grande é o universo e, o quanto somos insignificantes visto a grandeza de sua vastidão.  Claro, também é sobre isso. Sobre o como podemos ser presunçosos em pressupor que um planeta jovem como a Terra abrigaria o homo sapiens com seus 350 mil anos de existência e, essa criatura fosse capaz e a portadora de toda a filosofia e reflexão sobre a existência do tudo, frente a possíveis bilhões de civilizações com outros bilhões de anos em escala existencial na nossa frente. Sim, sinta-se pequeno! É isso que você é! É isso que eu sou! Não olhe para baixo achando estar no topo da pirâmide do conhecimento, mas olhe para cima com humildade e saiba que toda a verdade sobre o tudo que você possa um dia almejar conhecer, possivelmente está muito além e distante de nós.

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Pode parecer cruel e realmente é para alguns, mas certamente não para você que está lendo humildemente este texto de um desconhecido que nada conhece sobre a sua vida para fazer tais afirmações. Mas eu ouso te sugerir ter orgulho de quem você é, mas o faça através dos vislumbres dos olhos de outros, cobiçando sempre o objetivo de aprimorar o seu futuro. Ademais, nossa inteligência tem uma variedade de aplicações, e não são apenas para escaladas sociais, mas também para encantar, ensinar, em principal, dividir. Se você acha que detêm o ouro e está escondendo para se tornar inalcançável, infelizmente você não compreendeu a mensagem. Para mim Contato é isso, o mergulho numa experiência de uma personagem que inconscientemente quer buscar a verdade, que enxergou isso através dos olhos de um homem crédulo demais para sua realidade, por quem se apaixonou ao notar a mesma integridade que eu pai carregava e que alimentava sua alma. As palavras similares, o tom acolhedor, a forma de pensar, todas essas coisas serviam como um gatilho para Ellie, que mesmo relutante em se entregar, não perdeu o mesmo espírito aventureiro que a fez entrar numa máquina de função e intenção desconhecida.

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Quando Ellie, com pernas trêmulas adentra aquele grande maquinário alienígena, ela não tinha nada além da esperança de que tudo estaria bem. Aquele era o seu verdadeiro rito que a transportaria para uma realidade sem retorno, seu verdadeiro salto da fé. Uma coisa são cientistas confiarem em seus semelhantes e na intenção coletiva de buscarem algum feito ousado, outra é ouvir uma voz desconhecida sugerindo um movimento para uma possível morte. Ou quem sabe algo até pior. Aquela era a verdadeira Ellie, destemida e buscando a verdade para uma pergunta que ainda se formularia num paradoxo de consciência e inconsciência que só almejava o conforto de sua mente em eterno confronto de fé e razão. Precisando ser forte e solitária neste instante, Ellie se agarra na sua natureza impetuosa e se aprofunda num túnel quântico que a transporta possivelmente até Lira.

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A excursão não saiu barata, fazendo incluir a oferta do famoso dilema do destino ou acaso, quando Ellie ao se desprender do seu acento de segurança para recuperar a bússola dada por Palmer, sobrevive ao impacto do abrupto repouso de sua cápsula. Quando finalmente ela toca algo que poderia chamar de solo e, como em seus sonhos com California, era assim que aquele lugar se parecia. Não tarda muito e uma silhueta espectral vai tomando forma ao se aproximar dela. Ellie simplesmente foi presenteada com aquilo que estava registrado em seu íntimo, a figura de seu pai. Aquele não era ele, ela sabia disso, mas em seu coração estava tão confortada com a pureza da ilusão de quem sabe que apenas uma entidade bem intencionada poderia acessar, entender e proporcionar, que se expôs por completo e sem medo a todo aquele momento. Tudo aquilo era para Ellie, e por qual razão ela foi a escolhida e não outro? Talvez por apenas ela procurar com a fé de verdadeiramente encontrar e, quando encontrou, continuou acreditando. Ellie encontrou seu destino e sua verdade, que pode ser baseada até mesmo numa ilusão, mas que para ela ainda assim é a verdade. Ellie entendeu a mensagem de forma alta e clara, câmbio.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Jodie Foster, Jena Malone, Matthew McConaughey, David Morse, Tom Skerritt, James Woods, John Hurt, William Fichtner, Angela Bassett, Jake Busey, Rob Lowe, Geoffrey Blake, Max Martini e Steven Ford compõem o elenco. Dirigido por Robert Zemeckis, Contato é um drama de ficção científica baseado no romance homônimo de Carl Sagan com Ann Druyan, publicado em 1985. Adaptado por James V. Hart e Michael Goldenberg, e produzido por Steve Starkey e Robert Zemeckis, o longa da Warner Bros. foi produzido nos estúdios da South Side Amusement Company. Seu orçamento de consideráveis 90 milhões de dólares foram revestidos num faturamento de mais de 170 milhões.

CONCLUSÃO
Não sei se você conhece Carl Sagan e qual era sua proposta quando se tratava de abordar a ciência como um todo. Vou só listar um pouco sobre quem era este brilhante homem, que partiu cedo mas deixou um vasto legado e boas lições. Sagan era cientista, físico, biólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e divulgador científico, que nas horas vagas se empenhava ao máximo para levar da forma mais simples tudo o que conhecia, e para qualquer um que quisesse aprender. Era o tipo de cara que não te ignoraria na rua, pois sabia que você, um mero desconhecido, poderia ser um oceano de novas descobertas para ele. Considero Contato sua magnum opus, e hoje, mesmo com mais de vinte anos de idade, é um filme atual e que tem muito a ensinar sobre a vida, e não apenas ciência, para qualquer um que esteja disposto a aprender.

Para criaturas pequenas como nós, a vastidão só é suportável por meio do amor.
– Carl Sagan

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SEX EDUCATION – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
137_04Otis é um garoto bem diferente da maioria dos jovens com que convive, vindo de uma criação pouco convencional na qual seus pais não conseguem se desligar de suas carreiras como terapeutas sexuais, o que fazia com que o rapaz desde muito jovem ficasse exposto a todo tipo de conhecimento sobre o assunto. A decoração da sua casa é repleta de ornamentos fálicos e todo tipo de objetos que remetiam a sexualidade. Para quem não conhecia o entusiasmo da sua mãe pelo trabalho, aquilo era uma total loucura. Na escola era introspectivo e pouco notado, e em seu íntimo se sentia para trás na corrida por alcançar a vida adulta, o que para ele se traduzia em: fazer sexo. Em outras palavras, perder a virgindade. Se por um lado ele se sentia perdido com as próprias ações na busca disso, de outro ele era um oráculo de conhecimento sobre tudo relacionado a comportamento sexual. Como eu disse, a vida dele era louca. Tinha acesso a intermináveis estantes repletas de livro sobre o tema, e sua mãe fazia de sua vida um reflexo das sessões com seus pacientes. Definitivamente sexo não era um tabu para Otis e, é quando ele se junta a Maeve, uma colega de classe que ele sempre observava de longe com certa admiração, e que agora lhe deu brecha para um melhor contato, fazendo sua imaginação começar a se desenvolver em atração por ela. Mas aquele era um mero acordo comercial, onde a menina conseguia clientes com problemas em suas vidas sexuais, e Otis orientava individualmente em breves reuniões sigilosas. No entanto essa feliz parceria vai se desenvolvendo, e inconscientemente o jovem vai aflorando uma nova realidade para Maeve, ao mesmo tempo que ela o faz se sentir mais confiante do próprio potencial.

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COMENTÁRIOS
Na juventude é natural nossa ansiedade maior por avançar em nossa própria sexualidade, e isso pode se tornar um verdadeiro caos dependendo da nossa bagagem de vida até o fatídico momento de interesse por essas descobertas. São infinitos fatores e combinações que podem desencadear uma vida sexual sem brilho e satisfação, e é com uma enorme sensibilidade e respeito que Sex Education (2019) aborda esse tópico tão delicado. Sempre inteligente e com humor elevado, são escritos os mais variados tipo de cenários e situações. É surpreende a ousadia e a assertividade do tato de Laurie Nunn, criadora e uma das idealizadoras da série em conjunto com Ben Taylor. Gostaria muito que esta série pudesse alcançar todo mundo, pois desmonta paradigmas espinhosos e remonta de forma clara, para que independente da sua origem cultural, consiga entender a simplicidade que é a complexidade de como as pessoas enxergam suas próprias realidades. Recebemos projeções da vida dos nosso amigos, familiares, aquele outro desconhecido por qual temos empatia, e obviamente, sobre nós mesmos. E não existe nada mais esclarecedor e útil do que vermos nossos próprios demônios serem fragmentados em pedaços na nossa frente, e ter as opções de deixarmos as coisas seguirem como estão indo ou decidirmos atualizar. No fim sempre temos o livre arbítrio.

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Comentando um pouco sobre os aspectos gerais, Sex Education é uma série muito leve e confortável de assistir. Sua fotografia é belíssima e explora as belezas naturais da Wye Valley, patrimônio internacional da humanidade que se estende pela fronteira da Inglaterra com o País de Gales, sendo uma das paisagens cênicas mais inspiradoras de toda Grã-Bretanha. Seu enredo é bem amarrado e traz discussões precisas sobre temas triviais para o nosso entendimento sobre o quanto é importante nos colocarmos na posição do outro. As vezes o que nos causa graça ou repulsa pelo mero capricho de um julgamento imaturo, é motivo de muita dor e sofrimento para o alheio. Tudo isso é bem explorado com compaixão e nunca abandonando a honestidade. A trilha sonora é feita para abraçar a geração dos trinta, com Billy Idol, A-Ha, The Cure, The Smiths, UB40, INXS e muitos mais! Meu chapa, tem até Love Missile F1-11 do Sigue Sigue Sputnik, mais anos oitenta é impossível!

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PERSONAGENS! Sei que não vou conseguir destrinchar todos os que merecem atenção, mas vou citar ao menos os mais constantes na série.

  • Otis Milburn, é interpretado por Asa Butterfield, um jovem de carisma fenomenal! Um personagem complexo que mescla introspectividade com desinibição de uma maneira muito singular. Fechado para seus próprios dilemas e limitações, é uma caixinha de surpresa quando se trata de solucionar seus problemas.
  • Maeve Wiley recebe vida de Emma Mackey, atriz de semblante natural conflituoso, com um ar misto de arrogância e doçura, e que foi capaz evocar uma jovem rebelde de personalidade bem emaranhada. Sempre inteligente, sagaz e de humor ácido, se enxerga uma pessoa melhor através dos olhos, para ela ingênuos, de um tolo e esperançoso Otis.
  • Eric Effiong é vivido por Ncuti Gatwa. É para mim o personagem mais carismático da série. Negro, gay, de família humilde e tradicional, é uma pessoa sempre extrovertida e que valoriza o apoio e carinho daqueles que mais importam. Seu melhor amigo é Otis, e quando digo amigo, é porque os dois são unha e carne. Eric tem suas quedas, mas está sempre evoluindo e buscando jogar a bola pra frente. Rancor não é com esse cara!
  • Aimee Gibbs é interpretada por “Aimee” Lou Wood. Ela fica situada no grupo das patricinhas da escola, e das garotas de sua mini bolha é a menos extrema ao interagir com quem é de fora. Cabeça de vento com tudo, literalmente é lenta para entender o óbvio, o que acaba fazendo com que suas amigas façam-na de gato e sapato. Nos relacionamentos é confusa, e combinado com seu desconhecimento sobre seu próprio corpo, precisa se esforçar para entender o que quer da vida.
  • Jackson Marchetti é o superastro da escola vivido por Kedar Williams-Stirling. Descolado, popular, entusiasta na natação e com notas elevadas, está sempre rodeado de admiradores e professores interessados em seu alto desempenho acadêmico. Mas por dentro Jackson sofre uma enorme pressão, afinal, na busca de seus ótimos resultados ele precisa se abdicar de uma série de distrações e prazeres que talvez só pudesse aproveitar nesta etapa da vida.
  • Adam Groff é interpretado por Connor Swindells, e é filho do diretor Michael Groff. Adam é o um dos personagens mais complicados para não dizer caóticos de Sex Education. Nitidamente fica claro que sua agressividade tem origem da criação ríspida que teve de um pai problemático e que não o orienta bem. Sempre perdido em suas atitudes, não consegue focar e mirar num objetivo claro, estando sempre a mercê do que surge no ambiente.
  • Dra. Jean F. Milburn é encarnada por Gillian Anderson, a eterna Scully de Arquivo-X. Sensacional! Se mostrando calculista e falsamente estável, é uma mulher inteligente, bem resolvida, mas que também quer ter tudo sob seu controle. Quebrando a ética em diversos momentos ao seu relacionar com pacientes, também faz da vida de Otis um curioso laboratório para suas pesquisas comportamentais, e claro, sem ele saber.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Asa Butterfield, Gillian Anderson, Ncuti Gatwa, Emma Mackey, Connor Swindells, Kedar Williams-Stirling, Aimee Lou Wood, Alistair Petrie, Mimi Keene, Chaneil Kular, Simone Ashley, Tanya Reynolds, Mikael Persbrandt, Patricia Allison e Anne-Marie Duff compõem o elenco. Escrito por Laurie Nunn, Sex Education é uma série de drama, romance e comédia lançada em 2019 sob o selo de distribuição Netflix. A adaptação recebeu como roteiristas na primeira temporada Laurie Nunn, Sophie Goodhart, Laura Neal e Freddy Syborn, e a direção foi dividida entre Ben Taylor e Kate Herron. A produção executiva é de Jamie Campbell e Ben Taylor, o produtor é Jon Jennings, cinematografia de Jamie Cairney e Oli Russell, e edições de Steve Ackroyd, David Webb e Calum Ross. Os estúdios utilizados são da Eleven Film, enquanto a distribuição internacional é do serviço por assinatura stream Netflix. A série conta até 2020 com duas temporadas, cada uma contendo oito episódios de uma média de cinquenta minutos cada um.

CONCLUSÃO
Sex Education é uma das séries mais gostosas de divertidas de se assistir no catálogo da Netflix, porém ela tem um corte de audiência por motivos óbvios, a censura. Não existe nada explícito aqui, no entanto o linguajar é pesado e escrito pensando em causar efeito nos jovens adultos. Definitivamente não é conteúdo para crianças assistirem. Convide seu companheiro ou amigos da sua faixa de idade, e pode ter certeza que vocês terão ótimos momentos de diversão. A classificação indicativa para Sex Education é de 16 anos, e a série já tem disponibilizada duas temporadas na Netflix. Então lave as mãos, pegue a sua pipoca e bate aquela vitamina de mamão!

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I AM NOT OKAY WITH THIS – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
A vida para a jovem Sydney ficou sem sentido após a morte de seu pai, alguém a quem era apegada e guardou boas recordações. Dali em diante passou a se sentir pouco amada e respeitada por todos ao seu redor, e nem mesmo vindo de sua mãe sentia o mínimo carinho. Na escola sofria com o bullying, se sentindo sempre incapaz de revidar. Até que certo dia uma coisa muito estranha aconteceu. Era pouco informada sobre coisas básicas relacionadas ao próprio corpo, já que se fechava em seu mundo e não interagia bem com os outros. Isso fez com que acabasse crendo que as certas coisas que aconteciam com ela poderiam ser completamente normais e estarem ligadas com as mudanças da idade. A primeira demonstração dessa particularidade aconteceu quando interiorizando uma forte raiva por uma pessoa, fez com que seu nariz sangrasse de forma significativa. Sydney não era uma garota má, no entanto como qualquer pessoa, não conseguia pesar os pensamentos pelos seus desafetos, e essa incapacidade de controlar seus desejos de retaliação pelos maus tratos que sofria, poderia a tornar bastante perigosa.

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COMENTÁRIOS
Mais uma vez a Netflix traz aquele ar de anos oitenta que super deu certo com o projeto Stranger Things, e a bola da vez é I Am Not Okay with This (2020), série adolescente de drama, comédia e fantasia. A linguagem e conceito são bem parecidas entre as duas produções, rolando até boatos de que fazem parte do mesmo universo, uma vez também que são obras dos mesmos criadores. A dinâmica aqui rola em torno de Sydney, uma adolescente que sofreu uma dura perda familiar, não conseguindo enxergar mais brilho nas coisas mais simples. Ela não se tornou depressiva ou coisa do tipo, apenas se isolou na própria existência e passou a ser pouco tolerante com o ambiente que a cercava. O que de certo modo era até compreensível, visto que vivia numa pequena cidade onde a maioria das pessoas eram pouco legais. Seu círculo de bom convívio era bem restrito, havia Dina, uma amiga da escola, Stanley, um rapaz que morava bem próximo de sua casa, e Liam, seu irmão caçula.

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A produção da série é conservadora e não faz movimentos bruscos, em sua película busca manter um sépia bem quente e levemente granulado com fim de remeter ao estilo vintage. A trilha sonora traz rock clássico do Kinks, soul sessentista de Shirley Ellis, o som psicodélico do Cults, o rock atmosféricos e denso do Bloodwitch, além de muitos outros hits bacanas. Combinando essa filmografia com essa inspirada sonorização, conseguimos embarcar numa viagem cheia de subidas e descidas no consciente de Sydney. Quando se trata das atuações, particularmente fiquei fascinado com Stanley, interpretado por Wyatt Oleff, o jovem Stan de It: A Coisa (2017), filme em que contracenou junto de Sophia Lillis. O jovem de comportamento bem atípico é o salvaguarda para o humor involuntário. A tirada com o vidro elétrico do carro que insiste em ser lento ao descer é algo impagável, principalmente por parecer que para ele é coisa mais normal do mundo. Stanley está próximo dos dezesseis mas age como um pós-hippie cinquentão que viveu numa cúpula entorpecente de cannabis. Conhece o Ozzy? Então. Já Sydney tem seu papel facilitado, e que coincidentemente (ou não), repetiu a mesma fórmula do papel encarnado em It. Os outros personagens não se destacam tanto assim, e funcionam mais como suporte para que o enredo evolua a próximos níveis.

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COMENTÁRIOS COM SPOILERS PESADOS!
O grande dilema de Sydney no decorrer da sua jornada de autoconhecimento, é entender onde se divide suas mudanças fisiológicas das habilidades que demonstra ter. Próximo ao fechamento dessa primeira temporada descobrimos que seu pai trazia capacidades muito parecidas, e que carregou uma enorme culpa por ter matado sem a intenção um incontável números de pessoas, sentimento triste esse que o fez não conseguir lidar com o fardo que carregava. Isso é revelado à Sydney através de uma conversa franca entre mãe e filha, num instante onde percebeu que sua mãe não era ruim, porém assim como ela, uma pessoa melancólica com a perda do marido, ao mesmo tempo que desiludida pela filha não se esforçar para ser uma pessoa agradável aos outros. Entendendo o próprio passado e concluindo que o problema estava muito mais nela do que no ambiente onde vivia, acordou no dia seguinte disposta a se esforçar para mudar sua própria realidade. Surpreendeu seus familiares e tocou sua vida com mais leveza, percebendo assim, que seu cotidiano poderia ser bem menos doloroso e complicado.

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Chegado o tal baile anual do colegial, momento singular de todo filme e série adolescente. Já embarcamos sabendo que ali vai rolar uma treta maligna! E advinha, aqui não é diferente. Bradley, indignado por ter sido exposto como um grande otário por Sydney, decide tentar humilhá-la na frente de toda a escola. Ele não economiza em ferir a moça, já que havia pegado seu diário onde continham todos os tipos de confissões. Ao avançar nos insultos e revelações de seus segredos pessoais, Sydney perde mais uma vez o controle, fazendo a cabeça de Bradley literalmente explodir, dando sequência àquele flashback rotineiro na série onde ela corre pela rua com o corpo coberto em sangue. A jovem já havia em períodos anteriores experienciado a sensação de estar sendo observada por alguma coisa, o que ela compreendia como uma sombra. Como da vez em que causou uma cataclisma na biblioteca. Mas retornado à fuga do seu crime por dar “um pouco mais” do que Bradley merecia, Sydney corre até a torre que Stanley comentou e brincou certa vez, lugar onde finalmente é confrontada por algo que já estava convicta de ser coisa de sua cabeça. Aquela forma sinuosa que sentia estar próximo vez ou outra, finalmente se revelava. Sydney pergunta se devia ter medo daquele homem. Deu-se a entender que não, além de que, “eram eles que deveriam temê-la”, e que agora iriam “começar” compreender isso.

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Como num preparo para algo que estaria por vir, obviamente na próxima temporada, aquele homem, ou entidade, escolha sua melhor definição, parecia estar presente todo tempo analisando Sydney. Aqui começa um bom background para teorizar o que diabos seria isso. Não é difícil associar com Stranger Things e os poderes de Eleven, visto que as capacidades das duas são bem semelhantes. Superpoderes psíquicos, como os de se comunicar com pessoas através da mente, levitar e lançar objetos, e causar chagas físicas e mentais em alvos desejados. O padrão é o mesmo, então a sugestão que não sei de onde surgiu, mas veio antes da série oficialmente estrear, talvez tenha algum fundamento. De qualquer forma, por ceticismo eu prefiro não me empolgar com ligações como essa, ainda enxergo I Am Not Okay with This como um produto independente, mas ficaria bastante satisfeito de estar errado. Estender o universo Stranger Things desta maneira não me parece uma má ideia. Resta esperar mais revelações surgirem para compreendermos melhor qual a verdade.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Sofia Bryant, Kathleen Rose Perkins, Richard Ellis e Aidan Wojtak-Hissong compõem o elenco principal. Adaptado por Jonathan Entwistle e Christy Hall se baseando no romance homônimo de Charles Forsman, I Am Not Okay With This é uma série de drama, comédia e com pitadas sobrenaturais, lançada sob o selo Netflix em 2020. Dirigido por Jonathan Entwistle, que também roteiriza, é produzida por Christy Hall, Shawn Levy, Dan Levine, Dan Cohen e Josh Barry. As produções ocorreram nos estúdios 21 Laps Entertainment, Ceremony Pictures e da Raindrop Valley. Sua primeira temporada conta com 7 episódios, e eles são curtos, durando uma média de 20 à 28 minutos cada. A série é distribuída e está disponível no serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Para qual público I Am Not Okay with This estaria destinado? Essa é uma pergunta complicada que eu deveria ser mais esperto em não fazê-la, mas já que a fiz, vamos lá. Ao mesmo tempo que ela reflete muito do que Stranger Things é, ela também traz um conteúdo mais sensível, me fazendo sugerir a classificação de não recomendado para menores de 14 anos (pelo menos). Consumo de álcool, piadas ácidas referenciando direta e indiretamente uma falsa normalidade no uso de drogas, pode não ser um bom conteúdo pra um mente ainda em construção. Eu dei a classificação de 14, mas oficialmente a censura da série classificou como 16. Eu digo: excelente. Então eu consigo resumir que esta seria uma série para jovens adultos que gostam de drama adolescente (digo isso sem julgamentos, afinal, eu mesmo assisti e curti), comédia, e quem compra, o leve suspense com fantasia que vai se transformando aos poucos. I Am Not Okay with This é uma série bem curtinha e que você consegue assistir tudo num único dia. Então faça sua pipoca e sintonize na Netflix!

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FINAL FANTASY VII

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Antigamente jogar videogame era uma coisa bastante cara. Não que hoje em dia não seja, mas tínhamos bem menos acesso às coisas. Como já contado em algumas outras oportunidades, sempre era uma odisseia conseguir um novo game. As vezes era preciso andar quilômetros para trocar um cartucho emprestado com um amigo, ou então sair no pau por certo título na prateleira de uma locadora. Pior era pegar um jogo num final de semana, jogar por horas, devolver para a locadora, e quando pegávamos novamente no outro fim de semana, terem apagado aquele save que nos dedicamos tanto. Não havia nada de Steam, PSN, Live, ou qualquer serviço similar, era entrar numa loja física mesmo e ter que entregar até as cuecas para conseguir o jogo que tanto queria.

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A vida de um jogador na década de oitenta e noventa era assim, e já que comprar era algo muito difícil para gente, o jeito era trocar ou locar. Isso não quer dizer que não éramos crianças felizes, muito pelo contrário. Dávamos um valor tremendo para cada joguinho posto em mãos. Nada ficava de enfeite na estante de casa, os cartuchos fritavam mesmo! Só que isso começou a mudar, e o universo dos videogames começou a sofrer uma brutal revolução. Chegava à Terra com o auxílio de tecnologia extraterrestre, os famosos Compact Disc Read-Only Memory, popularmente conhecidos como CD-ROM. Ou apenas CD mesmo. Meu amigo mais jovem, você não faz ideia, mas esse disquinho no qual cabiam uns 700 megabytes revolucionou o mundo. E essa volta toda numa postagem, que já deveria estar falando sobre Final Fantasy VII, tem seu motivo, e começa a ser explicado agora.

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Título: Final Fantasy VII (ファイナルファンタジーVII)
Desenvolvedora: SquareSoft (Square-Enix desde 2003)
Publicadoras: SquareSoft, Sony Computer Entertainment e Eidos Interactive
Diretor: Yoshinori Kitase
Produtor: Hironobu Sakaguchi
Escritores: Kazushige Nojima e Yoshinori Kitase
Programador: Ken Narita
Artistas: Yusuke Naora e Tetsuya Nomura
Compositor: Nobuo Uematsu
Lançamentos: 31/01/1997 (Japão) e 07/09/1997 (América do Norte)

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SINOPSE (DO COMECINHO)
O planeta Gaia vinha sofrendo com as atividades depredatórias da Shin-Ra, uma megacorporação com subdivisões de atuação e influência em diversos segmentos de poder ao redor do globo. Sua sede principal se baseava em Migdar, a maior cidade do planeta e, também era de lá, das profundezas da região mais carente, que o grupo ecoterrorista AVALANCHE arquitetava seus planos contra aquela superpotência. O grupo fundado e liderado por Barret Wallace contava com a companhia de Biggs, Wedge, Jessie e Tifa, tendo a última, Tifa Lockhart, recentemente reencontrado seu amigo de infância, Cloud Strife. Barret considerando-o minimamente capaz, o contrata para participar da próxima ação contra a Shin-Ra, uma vez que Tifa contou sobre seus feitos como um ex-membro de 1ª Classe da SOLDIER.

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O grupo então parte para a incursão de ataque a um dos reatores de energia Mako. A companhia não revelava, mas haviam fortes indícios de que a energia elétrica gerada fazia uso de recursos vitais e limitados do planeta. Barret não achava nada, ele era convicto disso, então não media esforços para causar o máximo de estrago à Shin-Ra. O game se inicia a partir deste momento, quando Cloud, o mercenário ex-SOLDIER se junta a AVALANCHE rumo ao ataque para sabotar o reator Mako do Setor 7 de Midgar. E essa é só a pontinha do iceberg, Final Fantasy VII progride numa profundidade que até então não tinha precedentes.

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NASCIMENTO DA 7ª FANTASIA FINAL
Após o lançamento de Final Fantasy VI em 1994 para o Super Nintendo, a SquareSoft não tardou a por mão na massa para tracejar mais uma novo trabalho. Hironobu Sakaguchi, criador da série Final Fantasy, esboçava a ideia de um tal Detetive Joe, um cara temperamental, que investigava um grupo de terroristas que tinha explodido a Cidade de Midgar. Notamos alguns conceitos já começarem a ser estabelecidos nesse primeiro estágio, assim como a “Corrente da Vida”, que mais tarde seria batizada como Lifestream. Com a chegada de um poderoso reforço de dois roteiristas, Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima, algumas coisas foram melhor trabalhadas, e a base do enredo foi tomando um rumo bem mais rico e complexo.

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Paralelamente era desenvolvido outro icônico jogo, Chrono Trigger para o Super Nintendo, então os esforços eram divididos. Muitas ideias foram jogadas na mesa para que fossem definidas as melhores combinações possíveis. A Feiticeira Edea, por exemplo, fora descartada pelos dois projetos, tendo sido aproveitada no até então futuro, em Final Fantasy VIII. Em vários momentos o sétimo Final Fantasy era colocado de lado para acelerar o processo de conclusão de Chrono Trigger, que estava em vias de finalizar, e ser entregue como produto final para produção e distribuição.

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Descongestionada a fila de prioridades após a entrega de Chrono Trigger, em 1995 as atenções retomaram para Final Fantasy VII. A equipe tinha disponível cerca de 120 colaboradores, misturados entre artistas e programadores. Os esforços se dividiram tanto nas sedes japonesas da SquareSoft, bem como num novo estúdio sediado em Los Angeles. Esse intercâmbio possibilitou melhores políticas na localização do jogo fora do Japão, e em lhe dar um ar um pouco mais ocidental que os tradicionais RPGs japoneses da época. Foram investidos 45 milhões de dólares em valores corrigidos para a época, e isso fez com que Final Fantasy VII recebesse o título de jogo com maior orçamento até aquele momento.

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Conforme comentei um pouco atrás, neste artigo mesmo, uma grande mudança para o mundo dos videogame acontecia com a chegada do CD-ROM. Antes os jogos eram programados para serem colocados em cartuchos, onde os dados eram armazenados em EEPROM (sigla para Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory), e essa técnica permitia um acúmulo bastante restrito de quantidade de dados. Para se ter uma ideia, os maiores jogos do Super Nintendo eram o Tales of Phantasia e Star Ocean, que ocupavam 48 Megabits de dados cada um. Com a chegada do CD-ROM ao mercado, espaço não deveria ser mais preocupação, já que em um único disco era possível acumular mais de 100 vezes a quantidade de dados que cabiam num EEPROM, e não só isso, com um custo de fabricação em massa muito mais barato.

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Uma pequena guerra foi instaurada quando Yoshinori Kitase se pôs decidido a fazer de Final Fantasy VII um jogo 3D. A SquareSoft criou com o uso da plataforma SGI Onyx uma techdemo, onde mostrava o potencial gráfico estimado para seu novo trabalho. Se tratava de uma demonstração poligonal baseada no conceito de Final Fantasy VI, no qual os personagens lutavam numa renderização feita em tempo real contra um golem. A demo foi bem vista pela mídia especializada, porém isso abria certos dilemas. A SquareSoft sempre se manteve fiel a Nintendo na parceria de seus jogos, no entanto a “Big N” decidiu tomar o rumo de se manter com um console baseado em cartuchos, e isso gerou um atrito de interesses que causou a quebra de relação entre as duas empresas. A Nintendo até chegou a desenvolver uma forma mais eficiente de acúmulo de dados com o acessório Nintendo 64DD, mas nem mesmo ele seria suficiente para comportar tal jogo. Sendo assim a SquareSoft tomou a decisão de se unir a Sony, que trazia ao mundo o tão aguardado PlayStation. A parceria fez com que Final Fantasy VII se tornasse um exclusivo para a plataforma, ajudando assim a consolidar o sucesso daquele videogame.

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GAMEPLAY, RPG TEM ISSO?
O que se ouve muito por aí é que RPGs não tem jogabilidade. São apenas joguinhos onde você faz intermináveis leituras e nada joga. Obviamente não podemos comparar um jRPG (especificamente os RPGs no estilo japonês) com jogos de ação. E afirmo, não é nem relevante esse tipo de comparação. Mas sim, esse é um gênero que tem muito para oferecer em formas de jogar. Como aqui estamos falando de Final Fantasy VII, então vamos nos focar estritamente nele.

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Em Final Fantasy VII existem três bases de jogabilidade, além muitos extras, considerando os minigames. Temos as tradicionais batalhas onde seu grupo combate contra um ou mais inimigos, as andanças em cenários pré-renderizados, e a movimentação no mapa mundi, onde tudo é inteiramente poligonal. Quando de tratam dos minigames a coisa se expande, pois existem inúmeras formas de jogabilidade, e quando digo muitas, é porque realmente a variedade é enorme. Então é mais fácil listar alguns para explicar. Lembrando, esta lista vale mais como curiosidade para mostrar que Final Fantasy VII oferece bem mais conteúdo extra do que a maioria das pessoas que ainda não jogou imagina. E claro, embora alguns destes minigames sejam obrigatórios para a progressão do jogo, uma boa parte deles existe apenas para diversificar e disponibilizar conteúdo extra para aumentar a sua vida útil.

  1. 051_13EVENT SQUARE (GOLD SAUCER)
    Neste minigame você é o diretor de uma uma peça teatral e precisa arrancar boas reações do público, enquanto comanda o decorrer de um conto fantástico de cavaleiros atrapalhados, dragões fajutos e reis incompetentes. Aqui suas decisões vão gerar diversos desfechos para uma história épica que deixaria William Shakespeare frustrado de tanta inveja.
  2. 051_16SPEED SQUARE (GOLD SAUCER)
    Na Speed Square você entra em uma montanha russa onde precisa atirar em diversos tipos de alvos. A mecânica é similar a um jogo de nave em primeira pessoa, e além de acertar os alvos, óbvio, você também precisa se preocupar com uma barra de aquecimento do canhão no lado esquerdo. Tiros seguidos demais ela esvazia e então você precisa esperar uns instantes para poder usar a arma novamente. Já jogou Star Fox? Então, é parecido. Mas aqui o objetivo é fazer pontos suficientes para ganhar prêmios.
  3. 051_17ROUND SQUARE (GOLD SAUCER)
    Um parque não é nada sem uma roda gigante, e estamos falando de Gold Saucer, o maior complexo de entretenimento de Gaia! Para o passeio Cloud pode escolher entre Tifa e Aeris, e ter um momento mais próximo, no qual os personagens conversam um pouco sobre os seus problemas pessoais. Para isso algumas escolhas devem ser feitas durante os eventos em Gold Saucer, e caso você dê mole, não vai ser Tifa e nem Aeris na gondola contigo, mas sim Cid, o barbudo de boca suja!
  4. 051_18WONDER SQUARE: ARM WRESTLING (GOLD SAUCER)
    Wonder Square nada mais é que um enorme fliperama que hospeda todo tipo de jogo. Nele temos o Arm Wrestling, um máquina onde você pode competir contra um lutador de sumô ou de vale-tudo. É literalmente uma queda-de-braços, na qual você precisa apertar consecutivamente e em alta velocidade o botão definido como OK no joystick.
  5. 051_19WONDER SQUARE: WONDER CATCHER (GOLD SAUCER)
    O famoso jogo de passar raiva! Wonder Catcher é o tradicional jogo do guindaste com uma garra onde você precisa agarrar prêmios. A questão é que aqui você não controla absolutamente nada, apenas quantas vezes quer tentar a sorte em receber algo ou não. Basicamente pague 100 Gil, espere um pouquinho, e descubra se teve sucesso ou não. Vou até deixar a tabela de probabilidades. Nada (30%), Potion (30%), 1 GP (25%), 3 GP (10%), Ether (2%) e Megalixir (2%). Existem lendas de ser possível ganhar outros itens, boa sorte, tenho mais o que fazer.
  6. 051_20WONDER SQUARE: SUPER DUNK (GOLD SAUCER)
    Encaçape uma bola de basquete na cesta! Parece fácil não? Errou! Você precisa descobrir o momento exato de largar o botão para que Cloud lance a bola. O segredo está em se atentar na posição do joelho e movimento da cabeça. Pegando o timing é preciso fazer sequências para ganhar grandes fortunas em GP, e se tornar o maioral de Gold Saucer.
  7. 051_21WONDER SQUARE: MOG HOUSE (GOLD SAUCER)
    Você assim como eu é velho e sabe o que é um Tamagotchi? Não? Então irei te explicar. Em Mog House você precisa ajudar Mog a conseguir um companheira. O problema é que ele ainda precisa completar certos passos para aprender a voar. Então ele precisará ser alimentado com Kupo-Nuts. Mas lembre-se, ele precisa voar, e não atolar no chão. Se ele não estiver cheio ainda, resmungará e irá mexer na barriga, mas se ele chiar e pular alegremente, é porque está bem alimentado. Então pare por aí e espere um pouco. Ele irá tentar voar, e caso tenha sucesso é só esperar a senhorita Mog chegar. Repita o processo, Kupo quer se exibir para a moça. Após isso é só assistir ao resultado dessa sua ajudinha.
  8. 051_22WONDER SQUARE: 3D BATTLER (GOLD SAUCER)
    Esqueça Mortal Kombat ou Street Fighter, o lance aqui é 3D Battler! Nesse incrível game de porradaria a lógica é a mesma usada no ‘jó-ken-pô’ (pedra, papel e tesoura), só que no lugar temos ataque alto, médio e baixo. Ataque alto ganha de ataque baixo, perde para médio, e empata com alto. Ataque médio derrota alto, perde para baixo e empata com com médio. E por fim, Ataque baixo vence médio, é derrotado por alto e empata com baixo. Está esperando o quê? Desafie seus amigos para esse incrível jogo de luta par um jogador! Não, pera.
  9. 051_23WONDER SQUARE: G-BIKE (GOLD SAUCER)
    Já pensou em pilotar aquela ‘motranca’ de cloud?! Bem, existe um momento do jogo onde você controlar a Fenrir, (esse é o nome da moto do nosso herói, não sabia?) mas em Gold Saucer você pode tudo, até mesmo repetir aquela corrida cheia de adrenalina! O objetivo aqui é balanças a Buster Sword e sentar o sarrafo em geral! Defenda o caminhãozinho derrubando os terríveis capangas da Shin-Ra. Na primeira vez que você conseguir mais de 10000 pontos, você receberá não apenas 10 GP, mas também um interessante item,  um Speed Source.
  10. 051_24WONDER SQUARE: SNOWBOARDING (GOLDSAUCER)
    Similar ao episódio da fuga na Fenrir, também existe um momento no jogo onde você anda de snowboard. Na Gold Saucer, advinha, você pode fazer isso de novo! Ho ho ho ho ho. Então suba na sua prancha e desça em alta velocidade a encosta da Icicle Inn! Desviar dos obstáculos, pegar os balões, não cair e, fazer um bom tempo, são os referenciais para o cálculo da sua pontuação. Esse é um minigame bem desafiador, então prepare um cachecol e um gorro antes de partir para o treino.
  11. 051_25WONDER SQUARE: TORPEDO ATTACK (GOLDSAUCER)
    Em Torpedo Attack você é o almirante que controla um poderoso submarino de guerra nas profundezas da costa de Junon, num replay do episódio do reator submerso. O objetivo é ser o mais furtivo possível, e um a um ir derrotando seus oponentes. Submarinos amarelos são frágeis, e os vermelho um pouco mais resistentes. Fique atento também às minas aquáticas. Existem nesse minigame cinco dificuldades, a primeira é a mesma que você enfrenta obrigatoriamente na história do game, e as outras quatro são graduais aumentos na dificuldade.
  12. 051_26CHOCOBO SQUARE (GOLD SAUCER)
    Esse é um complexo minigame no qual você pode simplesmente apostar em chocobos como numa corrida de cavalos, ou literalmente se tornar um jóquei de galinha gigante e ficar famoso. O modo Racing não apenas serve para você enriquecer, mas também para uma função “extra minigame”. Em Final Fantasy VII você pode capturar chocobos, levar para um estábulo alugado em Choco Bill (não em Gold Saucer), e lá alimentá-lo da maneira correta. Posteriormente você pode criar vários deles e até cruzá-los! Sim, você pode conseguir todo tipo de chocobos nesse processo. Não entrarei em detalhes quanto a isso senão eu levaria muito tempo explicando. O importante aqui é saber que esses chocobos criados nos estábulos podem ser usados para competir nas corridas da Chocobo Square. Existem chocobos de várias cores, cada um com suas vantagens e desvantagens. Então se quer descobrir mais sobre isso comece a estudar porque é mais complicado do que conseguir uma vaga em medicina de uma universidade pública.
  13. 051_27DIGGING GAME
    Em Bone Village você pode se tornar um capataz de garimpeiros e, conseguir todo tipo de tesouros demarcando áreas, instalando e detonando explosivos. Selecione os locais onde deseja procurar algo, pague as tarifas de serviço, tire uma soneca, e espere os garimpeiros fazerem o trabalho sujo durante a noite. Daí é só você verifica no baú o que de precioso encontrou!
  14. 051_28BATTLE SQUARE (GOLD SAUCER)
    Este é o local onde os campeões são feitos! Aqui você enfrenta uma sucessão de arenas onde em cada transição a dificuldade aumenta. Mas as coisas não são tão simples, a cada vitória um slot machine surge para complicar sua vida. Basicamente você tem um pouquinho de chance de se dar bem, e um monte de chance de se dar muito mal. Não importa, você é um guerreiro! Então eu tenho fé que até pelado e com a energia vazia, você é capaz de alcançar a oitava e última luta contra um Proud Clod, e assim derrotá-lo! Dica, é aqui que você consegue o mais poderoso Limit Break de Cloud, o Omnislash, bem como algumas outras coisas de importância, só que essas dicas fui proibido de informar.
  15. 051_29FORT CONDOR: TD OU RTS?
    Como em um jogo tower defense, proteger o Fort Condor é uma experiência tática que vai exigir bom raciocínio e agilidade. Você precisa posicionar unidades que irão bloquear as unidades inimigas que tentam alcançar o ninho da Phoenix. Estão disponíveis torres que lançam objetos e unidades de infantarias variadas, e diferente de um tower defense tradicional, você pode definir como em um RTS (Real-time Strategy, que traduzido fica Estratégia em Tempo Real), para onde quer destinar que uma unidade se direcione para marcar posição ou atacar.

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GRÁFICOS, CINEMÁTICA E SONORIZAÇÃO
Se formos nos basear pela ótica dos dias de hoje os gráficos de Final Fantasy VII vão parecer terríveis, porém essa não é a maneira correta de avaliar absolutamente nada. Todas as coisas possuem um contexto, e um jogo não foge dessa regra. Em 1997, quando o game fora lançado, jogos poligonais ainda estavam engatinhando. Existia sim a tecnologia 3D em jogos para o Sega Saturn, 3DO, fliperamas e, até para o próprio PlayStation, mas ninguém se distanciava tanto do outro em qualidade. O videogame que fazia mais bonito nesse sentido era o recém lançado Nintendo 64, mas jogos especificamente de RPG não existiam para esse console. E nesse cenário surge Final Fantasy VII, trazendo um jogo de RPG com gráficos incríveis! Trazia cenários pré renderizados como em Resident Evil (que na época fazia um baita sucesso), batalhas totalmente tridimensionais, e claro, as soberbas cenas em FMV (Full Motion Video). Nada, absolutamente nada, tinha feito algo parecido! Eram tomadas enormes daqueles filminhos que deixavam as pessoas boquiabertas. E quanto aos golpes especiais e “invocações”?! Assistir o Omnislash de Cloud ou o ataque de Bahamut Zero era um show a parte!

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Outro atributo importantíssimo de Final Fantasy VII são suas músicas indiscutivelmente fenomenais e, para isso não é preciso ninguém ser um fã de RPG, é senso comum Nobuo Uematsu ser um gênio quando se trata de trilhas sonoras. O sétimo jogo da franquia Final Fantasy foi um divisor de águas quando falamos de sonorização. O fato da SquareSoft ter embarcado junto com a Sony num console com suporte a CD, fazia ser possível abarrotar o disco com dezenas de minutos de músicas em qualidade digital. Não estou falando de musiquinhas MIDI (Musical Instrument Digital Interface), mas de faixas de músicas convertidas do analógico para o digital com extrema fidelidade. Isso quer dizer que não tínhamos só simulações instrumentais ou de voz, mas literalmente qualquer coisa que pudesse ser captado. Deixarei aqui algumas das faixas mais memoráveis e que nunca sairão da memória de qualquer indivíduo que um dia tenha jogado Final Fantasy VII!

Estas são apenas algumas das músicas mais marcantes. A trilha sonora completa pode ser comprada numa edição moderna em Blu-Ray chamada Final Fantasy VII Original Soundtrack Revival Disc (SQEX-20065), lançada em 2019.

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REPERCUSSÃO E LEGADO
Tendo em mãos um produto tão valorizado quanto Final Fantasy VII, faria sentido imaginar que espremeriam ainda mais para ver se pingava dinheiro. No Brasil quase nada chega, mas em sua terra natal, o Japão, nosso joguinho querido recebeu umas dezesseis toneladas de produtos derivados. Você vai achar que algumas coisas são mentiras, mas não quero nem saber. Depois você pesquisa no Google e verifica se é cascata minha. Action Figures, várias compilações e versões das trilhas sonoras, roupas, livros, refrigerantes, isqueiros, doces como chocolates e outras guloseimas, velas aromáticas em forma de “materia”, bijuterias, relógios em edições limitadas, garrafas térmicas, capas para telefone, broches, carteiras, gravatas, cintos, bolsas, perfumes, bebidas energéticas, pelúcias, cerâmicas, e mais uma penca de outras maluquices. Dá uma olhadinha na loja oficial.

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Não só souvenirs foram explorados, mas Final Fantasy VII teve seu universo estendido em filmes e outros jogos. Não pretendo entrar em detalhes sobre essas outras mídias para evitar gerar confusão no entendimento do jogo original, então apenas relacionarei cada um deles, sua plataforma original, caso tenha uma, e seus respectivos anos de lançamento.

  • Before Crisis: Final Fantasy VII é um RPG de ação lançados em 24 episódios apenas no Japão para a plataforma mobile em 2004.
  • Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII é um jogo de ação lançado para PlayStation 2 em 2006.  Nos Estados Unidos recebeu um spin-off chamado Dirge of Cerberus Lost Episode: Final Fantasy VII, também em 2006.
  • Crisis Core: Final Fantasy VII é um RPG de ação com combates em tempo real lançado para PSP (PlayStation Portable) em 2007.
  • Final Fantasy VII: Advent Children é um longa metragem feito inteiramente em computação gráfica lançado em 2005. Em 2009 o filme foi relançado numa versão refinada pelo diretor, chamada Final Fantasy VII: Advent Children Complete.
  • Last Order: Final Fantasy VII é um OVA (Original Video Animation) que vinha inserido numa versão limitada de Final Fantasy VII: Advent Children chamada de Advent Pieces. A edição foi lançada em 2005 na quantidade limitada de 77.777 cópias, e hoje não está mais disponível para compra.
  • On a Way to Smile é uma série de contos lançados para promover o lançamento de Final Fantasy VII: Advent Children Complete, e em 2009 estas histórias foram compiladas e lançadas em um único volume.
  • Case of Denzel é uma adaptação animada de um dos contos da série On a Way to Smile, e foi lançado em todas as cópias de Final Fantasy VII: Advent Children Complete, lançado em 2009.
  • Final Fantasy VII Lateral Biography: Turks ~The Kids Are Alright~ é um romance lançado em 2011.
  • Final Fantasy VII G-Bike é um jogo de corrida para a plataforma iOS e Android. Foi lançado em 2011 apenas no Japão, e em 2015 foi descontinuado.

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PERSONAGENS PRINCIPAIS

  • CLOUD STRIFE (クラウド・ストライフ)
    134_32Inicialmente em Final Fantasy VII, Cloud é apresentado como um ex-membro de 1ª Classe da SOLDIER, um jovem arrogante e egoísta, que só aceitou se juntar a AVALANCHE por causa do dinheiro. A verdade é que essa não era sua real personalidade, mas fruto de uma série de acontecimentos que afetaram tanto sua memória quanto seu comportamento. Na sua infância vivia em Nibelheim, sendo apenas mais uma criança da mesma cidade onde Tifa também morava. Tendo perdido a mãe quando ainda era muito jovem, Cloud se manteve introspectivo, porém ainda assim otimista com as coisas. Ele tentava se aproximar das outras crianças mas era sempre rejeitado. O jovem tinha um sonho qual compartilhava com sua leal amiga, Tifa, prometendo de forma orgulhosa e esperançosa um dia ser um SOLDIER tão famoso quanto Sephiroth, um lendário guerreiro que todos os jovens tinham como inspiração.
    “Eu sou Cloud… o mestre do meu próprio mundo imaginário.” – Cloud
    Cloud conseguiu se alistar, trabalhou e, ficou afastado por muito anos de sua terra natal e de seus conhecidos. Chegou a Midgar onde reencontrou a amiga Tifa, que contou a Barret sobre suas incríveis habilidades como um SOLDIER de grande valor. Mas Cloud tinha um olhar diferente, era sim ainda a mesma pessoa, mas trazia grandes mistérios que no decorrer da história iria se revelar. Cloud é um perito espadachim que carrega uma enorme e poderosa espada, incluindo a icônica Buster Sword, além de ter disponível as armas mais poderosas de Final Fantasy VII.
  • TIFA LOCKHART (ティファ・ロックハート)
    134_33Amiga de Cloud da época de criança quando viviam em Nibelheim, mas, perdeu o contato com o rapaz quando ele ingressou na SOLDIER. Desde muito jovem é bastante empenhada em tudo o que fazia, se dedicava ao piano e era uma menina popular e corajosa entre os pequenos amigos. Diferente de Cloud que era muito instrospectivo, Tifa fazia tudo para quebrar o gelo entre o amigo, conseguindo vez ou outra arrancar dele longas conversas, nas quais o menino contava todos os seus sonhos megalomaníacos e engraçados para ela. O amor e carinho que ela sentia por ele era enorme, fazendo com que exigisse promessas de um futuro entre os dois, mas nas quais Cloud como um menino um pouco atrasado no entendimento das relações, não compreendia claramente o que queriam dizer. Nunca foi um mistério para Tifa o quanto sentia admiração e paixão por aquele garoto bobo, dentro de si ela sabia que ele era diferente e capaz de enormes feitos. Sentia orgulho e tinha certeza de que cumpriria seus planos de ser ainda mais importante que Sephiroth, mas tinha medo de que nesse futuro de fama ela fosse esquecida.
    “Tifa: Ei, por que não fazemos uma promessa? Um, se você ficar famoso e eu estou com pressa… Você me salva, ok?
    Cloud: O que?
    Tifa: Sempre que tenho problemas, meu herói vem me resgatar.
    Cloud: O que?
    Tifa: Vamos! Prometa-me!
    Cloud: Ok. Prometido.” – Cloud e Tifa
    Passaram-se anos sem que os dois se vissem, mas Cloud retornou. E como uma boa amiga, fez o que pôde para atraí-lo para si quando convenceu a se unir a AVALANCHE. Tifa se tornou uma jovem adulta um pouco diferente de quando criança, agora ficando um pouco mais tímida e empática, mas é quem dá suporte aos companheiros na luta contra a Shin-Ra, uma vez que a corporação destruiu sua cidade natal. A jovem é como uma mãe para o grupo, entregando incentivos e apoio emocional. Tifa é altamente treinada nas artes marciais, conseguindo executar golpes precisos e poderosos!
  • BARRET WALLACE (バレット・ウォーレス)
    134_34Líder do grupo ecoterrorista AVALANCHE, Barret dedica todas suas forças pela causa de salvar o planeta do uso depredatório de energia Mako, nome que a Corporação Shin-Ra deu a sua matéria prima, que na verdade não deixa de ser Lifestream, a fonte de vida e equilíbrio de todo o planeta Gaia. Parte de seu empenho vem da necessidade que sente de oferecer para Marlene, sua filha, um futuro onde o meio ambiente seja ao menos preservado, e outra bem menos nobre, o ímpeto de vingança pelo sofrimento que a Shin-Ra lhe causou no passado. No decorrer da aventura o grosseirão de pavio curto que não consegue controlar sua natureza de espraguejar para tudo, vai encontrando um pouco de equilíbrio. Compreendendo que na verdade não é da dor que vem sua força, mas sim do seu coração e do amor pela filha. No fundo Barret é bastante emotivo e só quer o bem dos que lhe cercam, porém calejado pelas pesadas perdas, não consegue com naturalidade expressar carinho por aquilo que teme se apegar e perder de novo, sendo Marlene a única exceção. Procurando sempre parecer mais culto do que realmente é, tem o hábito de adotar para si frases de outros, quais muitas vezes repete no contexto e no momento incorreto.
    “O trem em que estamos não faz nenhuma parada!” – Barret
    O brutamonte que instala armas no lugar do antebraço perdido, no fim das contas só quer se sentir seguro e útil para sua família, e para Barret família são todos aqueles que estimam pelo bem de sua filha. Seu passado é de quem cresceu num pequeno vilarejo em Corel Prison, um local rodeado por floresta onde todos viviam da mineração de carvão. Na vida adulta casou com Myrna, que sofria de uma enfermidade desconhecida, em uma época em que a Shin-Ra iniciava seus empreendimentos com energia elétrica. Barret achou de boa valia participar da construção de um Reator Mako ao norte de Corel, seria uma boa ideia conseguir um pouco de dinheiro para cuidar da família. Embora relutante, Dyne, amigo de Barret desde a infância, também aceita participar após muita insistência. Aquele prometia ser o passaporte para todas as famílias de Corel progredirem como comunidade, e assim também ter recursos para cuidar da esposa. Mas as coisas não correram como o previsto, e o bom homem sonhador perdeu sua esposa. Agora através da iniciativa AVALANCHE, Barret alimenta a sede de vingança para acabar com aqueles que lhe tiraram tudo o que ele amava, e que continuam a destruir o planeta. Barret perdeu o braço num incidente que envolveu a Shin-Ra, mas sua deficiência permitiu o poder de acoplar poderosas armas diretamente em seu corpo.
  • AERIS GAINSBOROUGH (エアリス・ゲインズブール)
    134_35Aeris (como é conhecida na versão japonesa do game, ou Aerith, como foi traduzido, diga-se, equivocadamente, na versão norte-americana) é considerada a última dos Cetras, uma poderosa e antiga raça com poderes mágicos, que se não fosse pela sua existência, já estaria extinta. Sendo única e detentora de misteriosos atributos, a jovem se tornou alvo da imoral e ambiciosa Shin-Ra, que por toda sua vida a perseguiu na intenção de capturá-la na intenção de pesquisar sua fisiologia. Aeris chega a esbarrar com Cloud logo no comecinho do jogo, quando nas úmidas noites de Midgar está vendendo flores enquanto o mercenário escapa de sua primeira missão. Mais tarde os dois se encontram novamente, quando Cloud usa suas habilidades para salvar a moça.
    “Posso escapar do meu destino?” – Aeris
    Aeris tem uma personalidade sempre muito otimista, despreocupada e a alegre, além de estar sempre agindo como se flertasse com Cloud, ao mesmo tempo que sempre foge pela tangente. Carinhosa e educada, age como uma mãe para todos do grupo, trazendo um compaixão e lealdade inabalável. Se por um lado Cloud traz um ar caótico e vigoroso, Aeris tem um temperamento excessivamente relaxado e inocente. Aeris utiliza curiosos bastões que amplificam seus poderes mágicos, porém não são direcionados para o ataque, mas sim habilidades restaurativas que podem curar os seus amigos, além de conceder melhorias positivas em seus status durante os combates.
  • RED XIII (レッドXIII)
    134_36Nomeado como Red XIII nos laboratórios da Shin-Ra, seu nome real é Nanaki. Tendo uma aparência confusa, não sendo possível definir se está mais para um leão do que um lobo, Red XIII foi capturado e mantido em cativeiro enquanto era pesquisado de forma abusiva pelo Professor Hojo. Nativo de Cosmo Canyon, o curioso e inteligente animal, que sim, é capaz de falar, possui 48 anos, ou seja, algo que equivale a cerca de 15 anos para os humanos. Red XIII é de uma espécie capaz de viver centenas de anos, e por tradição são brilhantes e honrados guerreiros. O passado deste jovem inclui muitos mistérios, que serão aos poucos revelados em seus retornos a sua cidade natal. Após ser liberto dos cruéis laboratórios da Shin-Ra, Red XIII aceita se juntar a AVALANCHE, e assim partir na missão de resgatar seu valor como membro da Tribo Gi, na qual Seto era o mais poderoso e imponente guerreiro.
    “Humanos olham sempre as aparências, de todo jeito. De qualquer modo você olha para isso, eu disse que eu faço um ótimo ser humano.” – Red XIII
    Com pelugem vermelho-alaranjada brilhante, Red XIII traz na ponta da sua cauda uma chama que nunca se apaga, característica ironicamente nunca explicada ou citada durante todo o jogo. Seu corpo é adornado em penas, pinturas e acessórios, como os vistos em índios nativo-americanos. Em combate são os cocares que potencializam suas capacidades de luta, tornando um incrível e diferente personagem de se jogar.
  • CID HIGHWIND (シド・ハイウィンド)
    134_37De temperamento complicado, pavio curto e boca suja, de longe Cid é o mais rude dos personagens de Final Fantasy VII, fazendo com que Barret pareça uma lady perto dele. O mecânico e ex-cientista tem um sonho nunca realizado, enviar um foguete para conquistar o espaço, mas sempre algo frustrava seus planos. Turrão, ele não se preocupa com trivialidades, podendo até o mundo estar acabando, ele vai fazer o que bem entender, onde quase sempre escolhe um canto para dormir enquanto cataclismas ocorrem. Cid é um personagem divertido, sendo seu nome uma constante na franquia Final Fantasy, estando sempre presente em algum personagem dos jogos. Mas fique claro, apenas o nome se repete, os personagens e características nunca são os mesmos.
    “Eu não me importo se isto é ciência ou mágica. Não, se precisar eu colocaria minha fé na ciência. Porque graças a ciência, humanos que costumavam andar somente ao redor da terra podem agora voar! E finalmente, nós estamos a ponto de ir ao espaço sideral. Ciência é ‘Poder’ criada e desenvolvida por humanos. E apenas a ciência pode salvar este planeta. Eu estava pronto para agradecer a ciência com minha vida. Para mim, não há nada mais grandioso!” – Cid
    Mas porque será que Cid é assim, tão mal humorado? Embora aja como um grosseirão, por dentro ele é bondoso, e suas atitudes quase obscenas não passam de um mecanismo de defesa para esconder sua fragilidade e complexos traumas. Então o fato de chamar todos os outros constantemente de “idiotas”, não quer dizer que ele realmente os considere assim. Durante um incidente onde um dos capangas da Shin-Ra tenta roubar seu Tiny Bronco, Cid decide se aliar ao grupo AVALANCHE. Com um cigarro sempre na boca (crianças, não sigam esse mal exemplo), Cid empunha lanças muito poderosas, fazendo o ser em combate quase tão majestoso quando Cloud.
  • VINCENT VALENTINE (ヴィンセント・ヴァレンタイン)
    134_38Este é um dos personagens mais misteriosos de Final Fantasy VII. Para início de conversa ele é um opcional, ou seja, é possível terminar o jogo apenas ouvindo falar de sua existência. Vincent é um ex-Turk de passado muito misterioso. Tão misterioso que não me atrevo a falar muito sobre ele, mas adianto, seus vínculos com os personagens do game são simplesmente uma obra fantástica de roteiro. Com aparência sombria e pálida em fazer analogia a um vampiro, Vincent fala de forma enigmática, se referindo aos seus traumas do passado como “pecados”.
    “Eu não me importo com o que você está fazendo, menos ainda o jeito idiota de como você faz.” – Vincent
    Apesar de uma personalidade fria, ele não é indiferente, e como compensação pelos seus erros e comportamento seco do qual não tem controle, está disposto a salvar o planeta como pedido de desculpas pela falsa impressão. Complexo e de visual super estiloso, Vincent possui uma capa com misteriosos poderes (sim, tudo nesse cara remete a mistério), além de portar armas de fogo rústicas para combater seus inimigos. Outra característica interessante são suas transformações físicas durante as execuções dos Limit Breaks, habilidade adquirida graças a experiências nefastas que o Professor Hojo realizou nele.
  • YUFFIE KISARAGI (ユフィ・キサラギ)
    134_39Assim como Vincent, Yuffie é mais uma personagem secreta em Final Fantasy VII, e é preciso dizer, a mais enjoada de recrutar para o seu grupo. A primeira impressão que se tem com essa ninja pilantrinha é o puro ódio! Imagine você, passeando com seu grupo enquanto combate consecutivas batalhas em florestas, quando surge a beldade e sua tara por roubar ‘materias’ alheias. Sim, essa criaturinha das trevas literalmente te assalta e leva todas as suas ‘materias’! Lhe restando apenas caça-la no interior de Wutai para dar um jeito de recuperar o que é seu.
    “Você começou a fazê-lo então. Você vai viver de verdade consigo mesmo.” – Yuffie
    Yuffie é um dos dois personagens especiais e opcionais do jogo, não alterando muito o andamento do game, no entanto modifica sim um ou outro evento que sucede sua entrada para a AVALANCHE. Com jeito moleca rebelde, arrogante e divertida, sua meta é restaurar a antiga nação de Wutai ao que era antes de ser conquistada pela Shin-Ra. Yuffie é uma hábil ninja que pode ser descoberta após os eventos na Mina Mythril, e é capaz de lançar shurikens em combate a distância, assim como Barret e Vincent.
  • CAIT SITH (ケット・シー)
    134_40Quase certamente esse será o personagem mais sem sal na sua experiência de jogar Final Fantasy VII. O personagem não é inédito na franquia, assim como Cid, é recorrente em outras edições Final Fantasy, vezes como um NPC, outras como um inimigo, mas aqui ele participa como membro do seu grupo. Geralmente aparece na franquia como um gato preto antropomórfico com o estômago branco, usando botas vermelhas, uma pequena capa ou cachecol vermelho e uma coroa de ouro. Aqui ele é esse mesmo gato, no entanto ele controla um moogle gigante. E de que forma curiosa ele faz isso? Utilizando um megafone e gritando ordens do que fazer para a pobre criatura.
    “Sorte casual. Isso vai ser aproveitável. Aplique isto sobre a boa vontade dos outros e algo GRANDE vai acontecer depois do verão.” – Cait Sith
    Ao contrário da maioria dos personagens, Cait Sith tem apenas duas habilidades de Limite: Dados e Slots. Utilizando o Dados, são lançados vários dados para baixo (com base no nível dele) e definidos os valores dos danos. Os caça-níqueis podem ter uma variedade de efeitos com base no resultado de um slot que aumenta o poder dos aliados ou danifica os inimigos, nos quais a melhor combinação mata todos os inimigos instantaneamente (mesmo aqueles com imunidade aos feitiços de Morte Instantânea / Sudden Death), enquanto os piores vão matar todos os aliados, levando o jogo ao Game Over.
  • SEPHIROTH (セフィロス)
    134_41Não é segredo para ninguém que Sephiroth é o grande vilão de Final Fantasy VII, porém seu backgroung é tão complexo que ele precisa desenvolver pela trama até que finalmente seja revelado sua natureza mais vil. Considerado um exemplo de super soldado da Shin-Ra, Sephiroth por anos era considerado o melhor dos melhores dos SOLDIER’s de 1ª Classe, sendo o garoto propaganda e inspiração para muitos jovens também se candidatarem. Durante as campanhas da Shin-Ra pelo mundo, foi condecorado como um herói lendário de guerra, conseguindo grandes feitos e trazendo muito lucro para a megacorporação. Mas tudo mudou quando Sephiroth começou a revirar seu passado e descobrir mais sobre a sua origem. As revelações eram pesadas demais, fazendo com que sua sanidade fosse colocada a prova.
    “Tristeza? Por que deveria eu estar triste? Eu sou o escolhido. Eu fui designado para ser líder deste Planeta. Eu tenho ordens para tomar este planeta de vocês, pessoas estúpidas de Cetra. Por que razão deveria estar triste?” – Sephiroth
    Suas habilidades com a Masamune, uma brutal espada de cerca de dois metros com poderes de drenar a energia dos inimigos, deixam qualquer oponente intimidado. Sephiroth não é um humano comum, só isso posso adiantar sobre este personagem tão interessante de ser descobrir sobre. Nestes perfis procurei ser o mais raso possível cobre cada um dos principais protagonistas (e esse antagonista), visto que a frente contarei mais detalhes sobre o enredo nos quais não terei como fugir.

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CETRAS NA GÊNESIS DE UM MUNDO
Cerca de 2000 anos antes do eventos do jogo, os Cetras povoavam todo o planeta Gaia. Eram seres com feições humanas, mas de grande elevação espiritual. Essas criaturas possuiam poderes de se comunicar diretamente com a natureza e compreendiam a essência do fluxo interior de Gaia, o Lifestream. Em dado momento, os Cetras começaram a se dividir, no qual um grupo de pessoas vagavam como nômades, levando vida à cada canto do mundo e, buscando cumprir a profecia em fazer deste planeta a lendária Terra Prometida. Esse segmento dos Cetras passaria a ser conhecido no futuro como os Ancients. Já o outro grupo buscou uma vida mais mundana, perdendo seus poderes espirituais com o decorrer das gerações, e dando assim origem a espécie humana. Tiravam de Gaia mas não se preocupavam em devolver. Não eram criaturas más, porém perderam o zelo por cuidar da natureza. Diferentes dos Cetras que consideravam o planeta uma divindade máxima de vida, fazendo de suas existências uma total devoção à Mãe Terra. Com o passar do tempo os seres humanos foram aumentando em número e fazendo com que os Ancients se tornassem praticamente extintos. Nos eventos do período de Final Fantasy VII, Aeris é considerada a última descendente dos Cetras.

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JENOVA, O ANJO CAÍDO
Em determinando momento um meteoro se chocou com o planeta, trazendo junto de si um terrível mal. Era Jenova, uma entidade alienígena denominada como a Calamidade do Céu, que para os Cetras, não passava de um vírus, causando desordem de consciência e, fazendo com que alguns morressem ou se transformassem em terríveis monstros. Mas alguns conseguiram resistir, e aprisionaram Jenova na Northern Cave Crater, mesmo local onde colidira o meteoro. Então Gaia se incumbiu de gerar incríveis criaturas para proteger o planeta de Jenova e outras possíveis ameaças, tais entidades de proporções épicas eram conhecidas como Weapons. Enormes e poderosos monstros com a capacidade de varrer cidades com uma única investida. Sapphire Weapon, Diamond Weapon, Ruby Weapon, Emerald Weapon e Ultimate Weapon aparecem em Final Fantasy VII, porém também temos Jade Weapon que surge em Before Crisis: Final Fantasy VII e Omega Weapon em Final Fantasy VII: Dirge of Cerberus, todas do mesmo universo extendido.

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LIFESTREAM
Para entendermos bem como funciona Gaia, é importante entendermos o que lhe da vida e flui em seu interior. O planeta é como muitos outros, seu núcleo é composto de ferro líquido e sua crosta basicamente de material rochoso, no entanto entre as duas camadas explicadas de forma resumida, existe o Lifestream, uma substância líquida efervescente e luminescente verde ou azul, que quando estagnada em sua forma manante, cria as chamadas poças de Mako, mas quando ativo parecem ondas ou fios que podem entrar em erupção no chão. Fissuras artificiais e profundas no solo, assim como terremotos naturais, podem revelar e fazer erupir grandes quantidades de Lifestream ao ar livre. Existem raros lugares acessíveis onde ele é abundante e flui naturalmente, surgem de fontes conhecidas como Mako Springs, e são responsáveis por produzir as populares materias, artefatos mágicos dos mais diferentes tipos. O Lifestream embora belo, é plenamente prejudicial aos seres vivos, e o contato direto pode acarretar no que chama de Envenenamento Mako, fazendo com que as criaturas definhem por colapso mental. Tal efeito é estudado pela Shin-Ra, no entanto não existe definição exata de nada.

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Mas o que seria o Lifestream em si? Saber a resposta para isso é entender de onde tudo surge em Final Fantasy VII e, talvez a existência de tudo em seu universo. De forma resumida seria correto dizer que Lifestream é a consciência coletiva de tudo, ao mesmo tempo que o sopro da vida. Embora entendido como um líquido ou ondas flutuantes, o Lifestream pode mostrar uma personificação como uma Entidade conhecida como Minerva. Segundo a lenda, Minerva dera a ordem de que as Weapons nascessem para conter a Calamidade do Céu, para o florescer de tudo o que existe de não etéreo ou vivo em Gaia, e até mesmo a criação de todo o universo. Em poucas palavras, Lifestream é a natureza do tudo, e Minerva sua projeção em algo compreendido como Deus. Dentro desta proposta, a do Lifestream ser um aglomerado de vida e consciência, podemos dar um passo extra e entender alguns pontos. Quando qualquer organismo morre, seja ele simples ou complexo, seu espírito se descola de sua estrutura física e volta para se reunir ao Lifestream, para assim levar ao coletivo suas experiências vividas, com fim de criar coisas novas experimentadas por sua existência. O Lifestream depende deste ciclo de criação e destruição para evoluir e expandir sua própria natureza, sendo capaz assim de criar novas formas de vida, novos planetas como Gaia, e quem sabe até novos universos.

O conceito do que seria o Lifestream nasceu logo no início do projeto, já no primeiro rascunho de Hironobu Sakaguchi, mas ele foi sendo mais elaborado junto com Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima, até sua definição final conhecida. A faísca de ideia aconteceu quando Sakaguchi perdera sua mãe, e como forma de luto em ajudar sua própria dor, procurou dar uma explicação bela para o que seria a vida, e o porque dela ir e vir de forma tão natural, mas ainda assim, tão doce e amarga de entendermos.

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SHIN-RA E A DOMINAÇÃO GLOBAL
Na natureza o belo não existe sem seu lado feio, afinal, para tudo é necessários um equilíbrio, e é aí que entra em cena a Shin-Ra, o peso negativo da balança destes tempos. Shinra Electric Power Company, também conhecida como Shinra Inc., mas que eu decidi me referir apenas como Shin-Ra, visto que assim é visto nos escritos originais de Final Fantasy VII, é uma multinacional que tem sua principal atividade em explorar a energia Mako e, assim fornecer eletricidade com eficiência e facilidade para toda Gaia. Sua influência alcança e tem tentáculos em vários segmentos, legais e ilegais através de todo o mundo. A Shin-Ra também tem grande interesse em investir em pesquisas de engenharia genética, exploração espacial, e utiliza da sua riqueza para manter seu exército de SOLDIER’s com o fim de defender seus próprios interesses. Todo esse poder militar combinado ao monopólio comercial de energia Mako, dá à Shin-Ra um literal controle sobre a população mundial. Ela quem define as regras, ela quem executa as punições, e ela quem decide o que pode ou não acontecer em toda Gaia. Buscando sempre expandir seu domínimo, não mede esforços em tomar tudo o que quer, invadindo territórios mesmo pacíficos para acessar poças Makos e, assim instalar mais e mais reatores. Infelizmente as coisas são desta forma, ela sabe que pessoas precisam trabalhar, fornece as cadeias de empregos com sua estrutura, estabelece novas bases satélites, e sabe que todos aqueles peões irão construir comunidades ao redor do que eles mesmos trabalharam, eternizando assim um lento ciclo de destruição inconsciente de todo o planeta. E é aqui que entram nossos heróis, o grupo de ecoterroristas AVALANCHE.

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ECOTERRORISMO
Seguindo os ensinamentos vindos do Planet Life de Cosmo Canyon, terra de Red XIII, o Planeta Gaia é um organismo vivo com todas as suas criaturas fazendo parte dele e se ligando ao Lifestream. Assim como os Ancients, eles são conscientes de que as alteralções no ambiente e exploração contínua de Energia Mako irá desequilibrar o ecossistema do mundo até ele seja incapaz de sustentar a vida. O grupo ecoterrorista AVALANCHE tem ciência de que a Shin-Ra nunca recuaria apenas com uma conversa sobre consciência ambiental, até mesmo porque outros já o fizeram, foram ignorado e alguns até mortos. Não restava outra maneira, e numa iniciativa de inteligência, vontade e capacidade, o grupo de amigos idealistas reúne forças para sabotar as estruturas daquela imoral e poderosa corporação. O primeito alvo e ato que inicia o jogo, é quando Cloud se une a AVALANCHE liderada por Barret, num ataque com fim de jogar pelos ares o Reator 7 de Midgar, que fornecia 1/8 da energia daquela cidade. Barret Wallace, Biggs, Wedge,  Jessie, Cloud Strife e Tifa Lockhart são um grupo pequeno, mas empenhado e salvar aquele planeta de seu fatídico fim, e dar para Marlene um futuro melhor. Em tempos difíceis e de dúvida era essa pequena menina, filha de Barret que vivia agarrada com Tifa, que todos se inspiravam a continuar. Final Fantasy VII não estaciona nesta premissa, mas ela o gatilho para muitas outras coisas que surgem mais a frente na aventura.

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AMO O VILÃO, ODEIO O HERÓI
Pessoas são complexas e atraem a atenção de outros pelos motivos mais variados, mas uma coisa é constante, as que se afirmam chamam mais atenção. A natureza humana se seduz pelo belo, pelo extravagante, e por promessas que nem sempre se cumprem. Não se permitem dar o tempo de analisar e enxergar o que existe além da casca. Enquanto Cloud no começo da jornada se mostra um cara fechado e com uma arrogância sem muito sal, Sephiroth é previamente vendido como um ser magistral e poderoso, de grande estatura, postura ereta e com uma imponência natural de quem já passou por muitos momentos de glória. Se um age como um cara confuso e egoísta, chegando a irritar com sua falta de tato, o outro é todo descolado mostrando sempre assertividade em sua conduta. Mas como dito, nem tudo é o que parece ser, no fim das contas Cloud estava psicologicamente doente e com a ajuda dos amigos buscando um rumo, enquanto por outro lado Sephiroth em sua prepotência escolhia o lado obscuro por não saber lidar com o conhecer sua verdadeira origem. Mas ainda é certo que o visual de Sephiroth e sua marra de badass chame bem mais atenção do que o tímido Cloud.

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AMIZADE, AMOR, TRISTEZAS E INCERTEZAS
Aeris, Tifa e Cloud. Incialmente o que enxergamos sem analisar a fundo como esse suposto triângulo amoroso funciona, é que só tem gente doida querendo ferrar com a cabeça um do outro. De um lado temos Cloud, um cara inseguro, cheio de complexos de inferioridade, e que para piorar perdeu a memória. De outro Aeris, uma jovem que perdeu o grande amor da sua vida (Zack), e ao mesmo tempo que não consegue esquece-lo, enxerga em Cloud muitas semelhanças. Mas não pára por aí, já explico. Por fim temos Tifa, amiga de Cloud, apaixonada pelo rapaz, mas devido a tanto tempo sem contato e consciente de que por algum motivo esqueceu das coisas, tem medo de forçar e afastá-lo ainda mais. Precisamos mergulhar um pouco no psicológico de cada um para entender as motivações que levam a agirem como agem. Mas eu já adianto, não é o caso de ninguém querendo ferir ninguém.

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Quando Cloud chega em Midgar, próximo de Tifa, não tem mais o mesmo jeito da infância, e a amiga, muito compreensível, percebia que havia um sofrimento em seu olhar. Aqueles eram bloqueios causados por traumas que nem ele mesmo percebia ter acontecido, sua memória estava uma total bagunça e seus lapsos de consciência machucavam muito. Nessa situação Aeris aparece, uma jovem sem as mesmas preocupações e receios de Tifa. Com a visão e interesse diferente por Cloud, Aeris fez da sua presença na vida dele uma única missão, resgatar sua autoestima para que pudesse reunir forças e se perdoar de seus pecados. Aeris tinha um sentimento maternal por Cloud, mas não só por ele, por todos do grupo. Sabia exatamente como se doar, atentendo os conflitos de cada uma daquelas pessoas. Mas entendia que Cloud trazia algo ainda mais especial, e no fundo queria apenas unir Tifa a ele. Quando Aeris se insinuava para Cloud, não se tratava dela esperar que algo acontecesse, mas para fazê-lo se sentir importante, inflar seu ego, e dar forças para se deslocar do vazio emocional onde estava preso. No entanto Cloud era um cara tão devagar que não notava absolutamente nada, e isso fazia com que Tifa começasse a sentir ciúmes de Aeris, já que não era tão espontânea pra fazer frente àquela caristmática rival.

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DESTINO TRAÇADO
Qual o sentido da vida? Pergunta clichê, não é mesmo? Começo com este questionamento devido a um evento muito especial e doloroso que acontece em Final Fantasy VII, a morte. Uma morte prematura e impossível de ser impedida nesta história. E esse é com certeza um dos momentos mais pesados e tristes da história das narrativas de jogos de videogames. Aeris era a última dos Ancients, um povo com poderes mágicos descendentes dos Cetras, e entre seus dons, ela parecia pressentir o próprio fim. – “Posso escapar do meu destino?” – se perguntava Aeris. Tal consciência angustiante não contaminava sua alegria e vontade de proteger a todos que amava, muito pelo contrário, era sempre contagiante e muito divertida. Porém seu catastrófico fim chegou, quando de forma covarde Sephiroth lhe tira a vida. Mas por qual razão? Porque uma história tão bonita e positiva precisaria de uma queda tão vertiginosa num abismo sombrio assim? Não existe uma razão. A vida é deste jeito. E como tudo na vida, a intenção desta história é mostrar tempestades de sentimentos. Te fazer buscar o autoconhecimento para aprender a lidar com todos os obstáculos que enfrentamos em nossa existência. Assim como celebramos um nascimento, temos de aprender a nos despedir também.

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O REMÉDIO DA REVELAÇÃO
Cloud estava começando a entender as coisas, percebia que existia algo de errado com ele, e que Aeris era a amiga que fazia o máximo para ajudá-lo naqueles momentos. Com sua morte ele desabou numa angústia incontrolável, fazendo nosso herói desabar por completo. Ele sabia que Aeris havia perdido a vida numa busca por tirar o peso do mundo de suas costas, mas o que ele não sabia, era que ela podia enxergar o futuro. Aeris entendia muito além do que um humano comum é capaz, e por mais que fosse jovem e incapaz de entender sua vocação plenamente, sabia que o mundo precisava ser salvo. E para isso Cloud precisaria estar com sua alma tranquila. Cloud culpava a si por não poder protegê-la. Ali, naquele momento, em sua cabeça, o culpado era apenas ele, e não Sephiroth. Isso fez com que Cloud afundasse mais e mais.

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Em meio a trevas interior Cloud estava em choque. Perdido, consumido, devastado. Não restava nada mais, mergulhou numa neblina sem fim de insconciência, até que num incidente onde ocorreu um terremoto, foi tragado pelo Lifestream junto com TIfa. Como  se estivessem sendo protegidos por uma força misteriosa, os dois transcenderam e se puseram frente a frente, num momento de revelação que mudaria tudo. Os dois contam a verdade um para o outro, sobre seus sentimentos, as promessas de quando crianças, fazendo que Cloud encontrasse a verdade a partir daquele gatilho. Enfim ele estava liberto, e conseguiu encontrar seu eu verdadeiro. No fim das contas era Tifa, que ao revelar seu amor, o salvou da destruição. Graças a Tifa, conseguiu recuperar sua memória, tomar fôlego para continuar. Porém uma coisa ainda não mudava, o tamanho da cicatriz que Sephiroth marcou em sua alma.

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O VERDADEIRO SOLDIER 1ST CLASS
Durante a jornada de Final Fantasy VII, um certo personagem muito importante para toda a história é citado em diversas ocasiões. Seu nome é Zack Fair, um SOLDIER de 1ª Classe. O destino fez assim, mas Zack tinha uma namorada, seu nome era Aeris, quem Cloud e todos os outros viriam conhecer tempos depois. Zack estava sempre alegre não importando quanto difícil fosse a situação, sempre positivo e eficiente em suas decisões, conversava com Cloud e enchia o amigo de orgulho. Acabou se tornando o melhor amigo e ídolo de Cloud, e sua morte fez nutrir um sentimento de culpa muito grande por não ter conseguido salvá-lo. Isso gerou um trauma muito forte em Cloud, causando uma dolorosa confusão mental quando mesclou sua própria realidade com as coisas que ouvia de Zack. Suas manias, seus trejeitos e suas visões, eram originais daquele integro amigo que tanto admirava e ouvia com atenção.  Sephiroth levava a fama, mas era Zack com uma imponente Buster Sword que poucos além de Cloud também conseguem empunhar, o verdadeiro e lendário SOLDIER de 1ª Classe!

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FAMÍLIA SÃO AQUELES QUE NOS QUEREM BEM
O jeito inocente e sempre otimista de Aeris acaba por fazer com que Cloud se apaixone perdidamente por ela, e além de começar a perceber o quanto era importate a causa de salvar o planeta. Graças a Aeris, Cloud começa a transformar seu comportamento, passando de uma pessoa fechada e triste para alguém com bom humor e que se importava com seus companheiros. Cloud cresceu órfão e nunca soube o que era alguém se importar, sim Tifa estava lá, mas naquele momento ainda eram crianças e os entendimentos da vida dos dois não eram suficientes. Zack e Aeris deram para Cloud esse tão importante sentimento, um pouco mais tarde e partindo cedo, mas estiveram lá para fazer deste jovem uma pessoa melhor. Eles não estavam mais vivos, pelos menos é assim que o lado humano de quem fica entende, mas reunidos no infinito do Lifestream, aqueles dois seres divinos para Cloud estavam sempre lá para resgatá-lo nos momentos mais difíceis. Por diversas ocasiões em Final Fantasy VII original e suas expansões de universo, tanto Zack quanto Aeris se fazem presentes observado-o como eternos anjos da guarda.

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FINAL FANTASY VII É SÓ ISSO?
É impossível contar para alguém o que é Final Fantasy VII, como outras coisas grandiosas a gente tenta. Esse é o tipo de experiência boa que você quer compartilhar com todas as pessoas para depois sentar e ter intermináveis conversas. Decidi escrever sobre ele desta forma pessoal, mas não sei como serei compreendido. Por se tratar de um jogo antigo e ter seu maior spoiler exposto pelos quatro cantos do mundo, que é a triste morte de Aeris, não tem muitas coisas possíveis de esconder sobre este jogo. No mais é algo tão complexo e denso, que você não consegue reter todas as informações para estragar a experiência de jogar.

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Para muitos Final Fantay VII é apenas mais um jogo, bons pra uns e até enfadonhos para outros. Como tudo na vida a percepção das coisas é muito subjetiva, então me resta apenas dizer o meu ponto de vista. Na minha vida com os videogames eu tive três grandes descobertas, e foram três momentos de nirvana que nunca mais se repetirão. O primeiro eu contei na minha primeira postagem para este site, quando tive meu primeiro contato com um videogame graças ao meu amado tio que já partiu. A segunda foi o vislumbre de um jovem com o belo e o novo, quando paradigmas foram quebrados e algo impossível podia estar ao alcance. Se tratava de Donkey Kong Country, o jogo que me pesa tanto em importância quanto Final Fantasy VII, e também tenho uma postagem sobre ele. E Final Fantasy VII foi minha terceira grande descoberta. Eu já havia jogado outros jRPG’s como Chrono Trigger e Final Fantasy VI, mas nada, em absoluto, me foi mais épico do que a odisseia destes nobres guerreiros da AVALANCHE!

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Final Fantasy VII para mim é um guia de senso moral, provedor de inspirações, e até mesmo um guia espiritual. Sua história é algo belo, cheia de alegrias, tristezas, reflexões e superações. Não há nada estático, não existem personagens sólidos, tudo é mutável. Todos evoluem nesta aventura do começo ao fim. São pequenas peças de uma sinfonia que ressoam cada vez mais brilhantes toda vez que é revisitada. Não faço ideia de quantas vezes joguei Final Fantasy VII, mas foram muitas. Hoje meu pensamento é de pedir licença com toda a humildade aos heróis Yoshinori Kitase, Hironobu Sakaguchi e Kazushige Nojima, que deram partida nesta epopeia original, qual foi importante não apenas para mim, mas pra muita gente. Em breve teremos o remake, que mesmo maravilhoso, nunca será capaz de ofuscar a o brilho de sua fonte original. De qualquer forma eu aceitarei a experiência nova, onde numa nova vida, até Final Fantasy VII terá seu reinício até a eternidade. E conto uma curiosidade, a logo do NerdComet quando idealizei era em homenagem a este jogo. Enfim, espero que tenham gostado desta breve leitura.

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1917 (CRÍTICA)

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SINOPSE
Em abril de 1917, durante os movimentos sangrentos da Primeira Guerra Mundial, os alemães se afastaram por um momento de um setor da Frente Ocidental no norte da França. Os dois soldados britânicos, Blake e Schofield, são selecionados para uma missão de alta prioridade entregue pelo General Erinmore. Atravessar o mais rápido possível o território inimigo com fim de entregar a mensagem de cancelar um ataque, uma vez que a inteligência havia descoberto que o recuo opositor se tratava de uma calculada manobra à nova área de linha defesa alemã em Hindenburg, onde uma forte barreira de artilharia fora montada. Blake estava mais estimulado que Schofield, já que seu irmão estava no 2º Batalhão do Regimento de Devonshire, aquele que seria o alvo da armadilha alemã. Os dois então marcham cruzando o hostil território inimigo obedecendo a ordem, numa tentativa heróica e impossível para salvar aquelas 1600 vidas que dependiam apenas de uma mensagem.

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CATARSE OFF-TOPIC
Durante nossas vidas passamos por muitas fases, algumas muito boas, outras ruins, e por vezes nos vemos reflexivos encarando vazios sem saber aproveitar tão bem nosso tempo. Todo mundo tem um pouco disso vez ou outra, e pelos mais variados motivos. Acontece com você e acontece comigo, e este é o meu primeiro texto integralmente escrito depois de passar pela minha própria via crucis. Geralmente você não vê confissões tão pessoais num site, mas o NerdComet nasceu assim, com uma primeira postagem falando sobre saudade de alguém infinitamente importante para mim, sobre alguém que partiu cedo demais. Ainda não alcançamos lugar nenhum tão alto, porém esse espacinho já me proporcionou muitas coisas boas e conquistas. O que era uma sugestão de atividade trocada entre dois grandes amigos virou minha principal e única válvula de escape por um bom tempo. Não sei se somos bons no que fazemos, e falando exclusivamente por mim, nunca fui um bom estudante. Muito diferente do Marco Lima, que é um eterno discente, estando sempre se lapidando para buscar a maestria, e levar seu conhecimento aos outros. Tenho orgulho de você cara!

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Tolo é aquele que não percebe o valor da amizade, o vínculo social mais importante ao ser humano. Autossuficiência é arrogância, mera presunção. Um misto de burrice por insistir na solidão estando preso numa esfera com bilhões de vidas semelhantes. Ninguém precisa disso e ninguém merece isso. Se permita ser puxado de volta do abismo se uma mão te oferecer ajuda, não existe fossa abissal funda o suficiente da qual não possa escapar. Talvez eu pareça seguro para muita gente, mas no meu íntimo sei quanto frágil sou, não foram poucas as vezes que precisei disso e fui resgatado. Todos enfrentamos demônios, não ache que você é diferente, não seja tão arrogante, vai sempre surgir um anjo para te salvar. Alguns destes heróis possuem asas ou capas, podendo até voar, mas como é o seu anjo da guarda é só você quem pode dizer. 1917 fala sobre heroísmo, sobre quem resiste ao impossível, atravessa as mais penosas provações, flagelando a própria alma, mas chega ao seu destino. Foi se mantendo de pé, imponente, com cabelos manchados de vermelho sangue, que como uma fênix, tal mítica e majestosa criatura que se destrói e renasce, superou os mais espinhosos caminhos da devastadora crueldade da vida, onde me alcançou e entregou uma mensagem de salvação.

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COMENTÁRIOS
Finalmente vamos assistir um filme, nosso primeiro do ano, nosso primeiro da nova vida! E devido a minha fase reflexiva, eu estava completamente disperso sobre do que se tratava 1917. Eu não sabia absolutamente nada! Parece ridículo? Mas eu não sabia ao menos o gênero do qual era! Mergulhamos juntos para descobrir então. Eu ainda estava aéreo no começo do filme, com a expectativa de um filme arrastado, pois é assim que ele soa no comecinho. Sim sou bastante ansioso, mas enfim. Uma caminhada por longas e complexas trincheiras enlameadas no fronte da Primeira Grande Guerra Mundial e uma pulga já coçou atrás da orelha. Que cenário enorme era aquele?! Dois jovens homens de feições abatidas por participarem da tragédia que é a desgraça de uma guerra, discutindo enquanto trombam e tropeçam em tudo naquele ambiente úmido, escorregadio e insalubre. Um número sem fim de outros jovens tão acabados e nervosos quanto, uns feridos por fora e outros quase mortos por dentro. Uns apontavam rifles para o lado inimigo sob aquele firmamento nublado, de ar pesado da morte, sem ter muita esperança daquela merda em algum momento acabar. Outros se entregavam à angústia, apáticos olhando pequenas fotos da família, tragando de uma só vez um cigarro. Cada um sobrevivia seu próprio inferno.

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Schofield e Blake tinham uma missão ordenada por um superior, nitidamente uma passaporte apenas de ida para o vale da morte. Atravessar o território inimigo com o fim de entregar a mensagem para cancelarem um ataque. Uma verdadeira corrida contra o relógio, atravessando oceanos de lama, circundando muitos corpos, se esquivando do chumbo quente. Que viagem incrível meu amigo! Algo que começa ameno, vai avançando vertiginosamente alcançando um grau de tensão incalculável. Não sou estudante de cinema, mas com o tanto que já assisti sei identificar algumas coisas. E uma delas são os planos sequências. Eu ainda me pergunto se fui enganado por alguma ilusão de um grande mestre da direção chamado Sam Mendes, mas admito que ele me convenceu de que toda a extensão dos 119 minutos de 1917 possuíam únicos, e 4 enormes planos sequências. Sabendo você ou não, explico brevemente o que é isso. Um filme possui várias tomadas na grande maioria das vezes, aquele momento em que o diretor grita para todo o set de filmagem que está gravando! Ele pode berrar “ação!”, enfim. Deste momento em diante é foco total para o que está sendo registrado, afinal, todo o trabalho árduo da equipe é apenas para produzir aquele momento. Então entenda que tudo o que acontece nessa tomada (esse plano sequência), precisou ser minuciosamente decorado, sejam tanto as falas quanto os movimentos pelo set. E se você assistiu 1917, você vai entender a proporção da complexidade do que é andar por quase meia hora num cenário tão grande. O fundo é verde? Eu não sei, não quis me dar o direito de pesquisar nada antes de fazer esta resenha. Só o que eu sei é que aquilo tudo me pareceu absurdamente fantástico! Nunca me senti tão imerso num filme assim, seu realismo é simplesmente estupendo.

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A direção é fantástica, e não acredito que outro cara mereça a premiação máxima do mainstream. Deem logo um Oscar para esse cara! No entanto mais uns outros merecem ser parabenizados, como a porra do diretor de fotografia! Roger Deakins. Um gênio que já trabalhou em obras como Um Sonho de Liberdade (1994), um dos meus filmes favoritos de todos os tempos (e creio que de muitos), Fargo (1997), Skyfall (2012), e que levou uma estatueta do carecão em 2018 por Blade Runner 2049. Para 2019 ele está indicado mais uma vez, décima quinta com 1917, e se Academia não for injusta, o maluco vai levar! E Thomas Newman, você sabe quem é? Não? Compositor e maestro californiano, mais de 60 anos, caucasiano, vários centímetros de altura, e que foi indicado ‘fucking’ Oscar onze vezes por suas trilhas sonoras! Dois Globos de Ouro, dois BAFTAs e duas premiações do Grammy. Um Sonho de Liberdade (1994), Perfume de Mulher (1992), Beleza Americana (1999), Skyfall (2012), são apenas uma parte do seu portfólio, e advinha, mais uma vez ele está indicado com 1917 ao Oscar. A disputa vai ser pesada, nessa categoria a concorrência é boa, mas desejo sorte, pois seu trabalho ficou sensacional! Assim como toda a edição de som, simplesmente um exemplo a ser seguido pelo cinema de alto padrão.

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Não posso esquecer dos atores. O que seria de 1917 sem esses caras? E não, não estou falando de Colin Firth ou do Doutor Estranho, mas da dupla de jovens George MacKay e Dean-Charles Chapman, que carregam todo o peso dramático do longa como dois veteranos responsáveis, tanto como soldados, e como artistas cênicos! Brutal! Simplesmente brutal! Para mim, o Dan, não existiria possibilidade alguma de  George MacKay estar fora dos indicados ao Oscar de Melhor Ator em 2020. O rapaz bagunçou com o coreto! Mostrou vigor físico, equilíbrio (no sentido literal as vezes), e uma eficiência bizarra de decorar diálogos e caminhos em terrenos complicadíssimos. No meio de um caos que imagino que tenha sido esses gigantescos plano sequências o cara conseguiu recitar com perfeição até mesmo um belo e um pouco comprido poema. Quem diria que o pequeno e não tão expressivo Curly de Peter Pan (2003), em seu primeiro trabalho para as telonas, viraria esse monstro como ator? Só tenho de parabenizar, fantástico!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Claire Duburcq, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Daniel Mays, Adrian Scarborough, Jamie Parker, Michael Jibson, Richard McCabe, Chris Walley e Nabhaan Rizwan compõem o elenco. Coescrito por Sam Mendes e Krysty Wilson-Cairns, 1917 é um filme guerra épico de 2019 em parceria entre Estados Unidos e Reino Unido. A direção é de Sam Mendes, experiente diretor com uma bela lista de trabalhos. Direção de fotografia de Roger Deakins, direção de arte de Dennis Gassner, figurino de David Crossman e Jacqueline Durran, trilha sonora de Thomas Newman, e edições de Lee Smith. A produção traz os investidores Sam Mendes, Pippa Harris, Jayne-Ann Tenggren, Callum McDougall e Brian Oliver, e as execuções foram nos estúdios da DreamWorks Pictures, Reliance Entertainment, New Republic Pictures, Mogambo, Neal Street Productions e da Amblin Partners. Com um orçamento próximo dos US$ 100.000.000, o longa de guerra gerou uma receita de mais de US$ 200.000.000.

CONCLUSÃO
Eu precisava disso. Precisava de um bom filme para clarear minha mente e sair do estado de confusão mental que me encontrava, e olha o presente que recebo. Um puta filme de guerra com proporções épicas! Direção brilhante, fotografia sem igual, uma trilha sonora inspiradora, e a atuação de um rapaz que na minha opinião tomaria o prêmio de todos os indicados ao Oscar, e considero uma injustiça o cara ao menos ter sido cogitado. Mas isso não importa, para mim ele é o grande vencedor da noite. Enfim eu lavei minha alma com o primeiro de muitos filmes que assistiremos e comentaremos juntos a partir de agora. 1917 é um filme a priori adulto, traz violência, cenas de consumo de drogas lícitas e linguagem madura, sua classificação etária é de 14 anos. Recomendo assistir no cinema enquanto der tempo, ou esperar para conferir em casa, de preferência com uma boa projeção de imagem e som, pois esse filme merece. Espero que tenha gostado e que deixe seu comentário, nos veremos com mais frequência a partir de agora.

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BAAHUBALI 2: A CONCLUSÃO (CRÍTICA)

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ATENÇÃO! De forma alguma leia esta crítica sem ter visto Baahubali: O Início primeiro, isto está repleto de spoilers! Afinal, os dois filmes são sequências diretas e não podem ser dissociados.

SINOPSE
Mesmo sendo criado por uma humilde tribo e por pais amorosos, Shivudu sempre buscou compreender sua verdadeira origem, e para isso ele superou grandes desafios, alcançando o até então desconhecido reino de Mahishmathi no topo da montanha. O que era apenas uma curiosidade que tomava como inspiração uma ilusão, fez revelar uma enorme decepção. A desigualdade e a injustiça imperava sobre um povo que clamava por salvação, então o filho de Baahubali, junto aos resistentes contra a tirania, ascendeu como Shiva buscando por restauração. O que Shivudu tocou se iluminou, e o que não bastava apenas sua vontade, ele tomou com fúria para recobrar o equilíbrio. Sem saber se destinado a nada, cumpriu como o Ganges seu caminho, devastando tudo para que se reconstituísse. Encontrou e libertou Davasena, sua mãe biológica, que mesmo sendo física e psicologicamente torturada, se manteve firme como uma verdadeira progenitora de um Deus, e que sabia que a Salvação um dia viria. Shivudu encontrara alguns dos personagens que poderiam fazer entender sua real história, e era chegada a hora de compreender definitivamente qual a sua herança e responsabilidade com Mahishmathi. O que seu pai havia vivido, pelo que lutou, conquistou, e quais os reais motivos que levaram a sua morte prematura. Shivudu queria saber tudo para compreender a melhor forma de mudar o futuro de seu povo como um verdadeiro herdeiro e merecedor do trono, como a Rainha Sivagami um dia profetizara.

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COMENTÁRIOS
Depois de Baahubali: O Início (2015), Tollywood sentiu novamente o gostinho de estar entre os holofotes do mundo com a sequência da sua super produção épica de fantasia. Aqui pelo Brasil não tivemos a oportunidade de assistir esse blockbuster indiano nos cinemas, mas nos Estados Unidos Baahubali 2: A Conclusão ficou em terceiro lugar nas bilheterias por uma semana. Talvez você tenha estranhado o termo “Tollywood”, então explico. O cinema indiano é dividido em dois grandes polos de estúdios cinematográficos (e muitos outros menores), a já tradicional e conhecida Bollywood, de Mumbai, que tem como o idioma o hindi, e Tollywood ao sul do país, que tem como língua o telugu. E não apenas com a dobradinha Baahubali, mas Tollywood já superou a gigante rival algumas outras vezes com outras produções.

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Enquanto em Baahubali: O Início assistimos o retorno de Shivudu à suas origens, mesmo que sem saber, nesta sequência somos inseridos nos acontecimentos da geração anterior, mostrando detalhadamente os passos de seu pai. E é aqui que a coisas começam a ficar bem loucas de se entender. A primeira coisa que você precisa tomar ciência é que os atores são os mesmos entre filhos e pais, e isso vale tanto para Shivudu, o filho visto no primeiro filme, com ralação ao pai, Amarendra Baahubali, interpretado por Prabhas, quanto para seus antagonistas, Bhallaladeva e seu pai, interpretado por Rana Daggubati. Compreendido isso e nos acostumando com a ideia, não apenas fica mais fácil, mas é a única forma de montar o entendimento de tudo. Mas de qualquer forma encurto um pouco e conto, este, diferente do primeiro filme, é algo muito mais simples de se acompanhar. Enquanto em Baahubali: O Início se fazia necessário montar um enorme cenário, em Baahubali 2: A Conclusão a coisa é bem mais direta, e o que temos nele é um drama romântico (ainda de proporções épicas) com ar de tragédia, porém com bastante comédia e ação de altíssimo nível.

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ENREDO COMENTADO / MUITOS SPOILERS
PULE PARA A CONCLUSÃO OU FICHA TÉCNICA!

Como dito antes, esta segunda parte não tem muito segredo. A proposta aqui é contar como Davasena e Amarendra se conheceram, se apaixonaram, e tiveram suas vidas dificultadas pela inveja e ciúme de Bhallaladeva, que manipulava o amor de sua mãe, a Rainha Sivagami, para sabotar o irmão. E o que temos é uma sucessão de eventos em que Bhalla, frustrado por não ser tão íntegro quanto Amarendra, recorre aos sentimentos mais obscursos de seu interior para frustrar a felicidade do irmão. Simbolicamente é como a história de Caim e Abel original do Gênesis, mas com um desfecho levemente mais complexo e dramático.

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Buscando conhecer mais de perto as dificuldades do mundo real onde seu povo vivia, Amarendra sai em peregrinação com Kattappa, seu tutor e amigo. Amarendra Baahubali não era uma criatura comum, seu senso moral era de um verdadeiro Deus. Ao mesmo tempo que aplicava simplicidade na busca pelo respeito por todos ao seu entorno, sabia exatamente o que era certo e o que era errado. Caminhando aos arredores de Kuntala, uns dos reinos vassalos ao império de Mahishmathi, Amarendra vislumbra Davasena. Uma criatura angelical que tomou dele toda a atenção, fazendo-o se apaixonar perdidamente. Não queria se postar como O Grande Baahubali, se fez de tolo e fraco, sua meta era surpreende-la por ser apenas quem era, não o que tinha ou de onde vinha. Não importava para Davasena que aquele fosse apenas um homem bobo e sem títulos, ela enxergou nele apenas o que ele era, uma infinidade de integridade que príncipe algum se mostrara antes.

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Sabendo do interesse do irmão por Davasena, Bhallaladeva manipula a situação exigindo que Sivagami a lhe desse como esposa, uma vez que a Rainha não sabia do romance de Baahubali com a moça. Davasena nega o pedido. Como uma mulher imponente e independente, não deixaria que outro decidisse por sua vida, e tal ato não passava de insolência para Sivagami, que ordenou um imediato ataque contra Kuntala. Porém a cidade estava guardada pelo maior guerreiro de toda Mahishmathi, Baahubali, que com ferocidade e inteligência guardou o reino de sua amada. Ele não sabia os motivos do ataque, e seu único interesse era retornar para Mahishmathi, apresentar Davasena, e tomá-la como sua rainha no trono. Numa belíssima cena lúdica e musical, com direito até a barco voador, o casal retorna ao reino de Baahubali, onde no palácio real todos os aguardavam. Para surpresa de Baahubali as coisas eram mais confusas do que ele esperava, os traiçoeiros planos de Bhallaladeva intencionavam gerar a instabilidade emocional de Sivagami, que não se via como boa mãe em repartir privilégios. Baahubali era o Rei, e Bhallaladeva, que se vitimiza de forma velada para arrancar a empatia da Rainha Mãe, a colou na posição de ser obrigada a tomar Davasena do melhor filho, ou tirar seu título de Rei. Davasena não se submeteu mais uma vez ao luxo da ordem de Sivagami, era mulher de Baahubali, e não estava interessada em Bhallaladeva. Essa mais nova insolência incurtiu na ordem real por sua prisão imediata, que fora impedida de imediato por Baahubali. Amarendra Baahubali não deixaria que ninguém tocasse em sua mulher.

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“Se encostarem a mão em Davasena, sofrerão a ira da espada de Baahubali.”

A discussão causou instabilidade na realeza, e seria agora após Sivagami ser derrotada moralmente pelo juízo imaculado de Baahubali, que Bijjaladeva articularia manipulando para que seu filho Bhallaladeva tomasse o trono. Sivagami estava dividida e ferida, o que facilitou para que decidisse em retirar o trono de Baahubali e assim coroar Bhallaladeva, uma vez que as opções não existiam para o campeão de Davasena.

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Baahubali era o encarregado de organizar a coroação do irmão, então como Ministro de Guerra movimentou todo o aparato para saudar o novo Rei de Mahishmathi, Bhallaladeva, filho de Bijjaladeva e Sivagami Devi. Sivagami sabia que pecara com seu melhor filho, e não conseguia enfrentá-lo olhando nos olhos. Baahbubali não se importava nem mesmo de sacrificar a própria existência por seu povo ou por Sivagami, porém quando se une a Davasena, outro ser tão Divino que o completa e o eleva, não se tratava mais apenas de si. Amarendra era o Rei, O Verdadeiro Rei, e não importava se Sivagami dera a ele uma escolha injusta. O trono ou Davasena? Poder não importava para Amarendra Baahubali, isso era apenas um título, escolhera sem titubear a mulher que amava. Mas isso não mudava nada, para seu povo Baahubali era o verdadeiro rei. A verdadeira personificação de Shiva na Terra. E a voz do povo não se escondia, todos saudavam por ele, todo esse amor criava ainda mais inveja no interior de Bhallaladeva.

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Mas algo não poderia ser tolerado, Davasena aprisionada pelas ordens da sua família? Inaceitável! A ira do Deus Rudra, o protetor das terras e dos mares se apossou de Amarendra. Davasena acorrentada e subjugada por um ato tirânico da Rainha Sivagami que estava cega pelos jogos psicológicos de Bhallaladeva, fazia emanar a imponência de Amarendra. Aquela mulher levava dentro de si um filho de Amarendra, e isso fez acordar um Baahubali tão eficaz na destruição, como quanto sempre se mostrou para atos pacíficos. Ouvindo as acusações de Setupaty, um subalterno da realeza, num julgamento real em desfavor de Davasena, Amarendra assolava o locutor. Não importava os alarmes de Bhallaladeva, que ocupava o trono, Baahubali sabia o que era certo ou errado, e ele desafiaria até mesmo Deus para defender sua mulher e filho. Amarendra ainda não compreendia os detalhes de sua prisão, e não queria ouvir daquele qual sua mulher ferira ainda sem conhecer a razão. Sabia quem amava, sabia que sua integridade provinha da pureza, então deixa que Davasena explique. Tentar ser assediada custou os dedos de Setupaty no julgo de Davasena, mas para Baahubali ainda era pouco. E ignorando todos os ritos, pune decapitando aquele que ousara, não apenas por tentar ferir a honra de sua mulher que mesmo sozinha soube se defender, mas de todas as outras de Mahishmathi. Corta por si mesmo as correntes que aprisionavam sua esposa e conclui por si só aquele julgamento. O ato fora reprovado por Sivagami, que mais uma vez de forma injusta decreta o banimento dos dois de Mahishmathi por não respeitar as tradições e ordem do Rei.

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Mais uma vez Baahubali mostra sua grandeza, e com humildade aceita a ordem da Rainha Mãe Sivagami. Isso não mudava nada para Amarendra, agora ele estaria ainda mais próximo como um cidadão comum daqueles que amava, e um rei destronado ainda é um rei quando recebe a glória de seu povo. Se livrando de todas as amarras da nobreza, Davasena e Amarendra se unem de bom coração e são recebidos com amor por toda a plebe de Mahishmathi, e trabalhando junto ao povo também dividiam seus conhecimentos com todos que queriam aprender. Pôde então ver ainda mais de perto os detalhes do sofrimento que se mantinha oculto enquanto vivia recluso em palácios, se inspirando assim em ajudar para melhorar a qualidade de vida daquelas humildes pessoas.

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A  inveja de Bhallaladeva chegava no extremo final, onde conspirava pela morte de Baahubali, Davasena, e do filho que levava dentro de si, fazendo-o contrariar até mesmo o pouco de juízo do próprio pai. Kumara Varma, guerreiro e amigo de Baahubali que antes guardava por Davasena em Kuntala, ouvira todo o plano. Se aproximou de Bijjaladeva com compaixão pelo pai que fora maltratado, mas tudo não passava de uma grande encenação ainda não revelada. Bijjaladeva incitou Kumara Varma para que atentasse contra a vida de Bhallaladeva, porém entregou-o a adaga de Baahubali para que cometesse o assassinato do próprio filho pela paz de Mahishmathi. Imaturo Kumara Varma aceitou acreditando estar fazendo um mal para fazer o bem, mas fora traído e morto por Bijjaladeva com fim de incriminar Baahubali a pena máxima de conspirar pela morte do rei. Uma terceira grande decisão para a Rainha Mãe, principalmente por saber que a morte de Baahubali traria o caos para toda Mahishmathi. Então a covardia suprema e arrojo da culpa é lançado com todo peso em Kattappa, o obediente escravo real que cuidara e treinara Baahubali por toda a vida. O amigo leal mais próximo de Amarendra Baahubali. Sivagami tão cega com tudo mostra duas opções a Kattappa, ou ele mata Amarendra, ou ela mesma o faz. Chorando e relutando ele aceitar cometer o crime supremo, não queria ver seu melhor amigo sendo morto pela própria mãe.

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Duvidando da lealdade de Kattappa em cumprir a sórdida missão, Bhallaladeva e Bijjaladeva colocaram-no como isca para atrair Baahubali, que após salvá-lo de uma fogueira, é alvejado por uma violenta chuva de flechas. A grandeza de Amarendra Baahubali era tamanha que se colocou como escudo para Kattappa, que ainda estava ferido e de mãos atadas. Baahubali se ergue, como um guerreiro imortal. Quebra todas aquelas flechas das costas como se não fossem nada, e encara um inimigo desconhecido no horizonte da madrugada. Eles eram muitos, mesmo que forte estava ferido, e precisava remover Kattappa daquele lugar. Tomou o amigo nos braços e o levou para um lugar seguro. Kattappa dizia que ele precisava fugir, não explicava a razão, mas Baahubali entendia a aflição daquele homem. Sabia de seu sacrifício, assim como Jesus quando traído por Judas. Fazia parte do Grande Plano, e Amarendra Baahubali sabia que renasceria. Sua morte não era o fim, mas um novo início. Do pai, um novo homem renasceria. Ele só precisava de uma coisa, manter Kattappa vivo, aquele que ascenderia o seu sangue numa nova era que viria.

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“Mesmo que eu quisesse abandoná-lo, você prometeu segurar o meu filho nos seus braços.”

Amarendra Baahubali era uma verdadeira divindade. Shiva na Terra. Agora, o Deus da Destruição. Limpou todos os oponentes para deixar caminho livre para Kattappa. Lançou-no uma espada, que fora servira para cortar sua própria carne. Amarendra caiu, mas caiu entendendo a razão. E pedindo para que Kattappa cuidasse de seu filho e sua mãe. Seu melhor amigo o tomou essa vida, mas deveria cuidar da próxima. Era uma promessa.

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Como um espectro aterrorizante, Kattappa surge na entrada do salão real onde apenas a Rainha Mãe estava imóvel encarando o vazio. Abatido pela traição ao melhor dos melhores em favor da lealdade a um reino sujo por injustiças, o guerreiro arrasta sua espada com o sangue divino. Mancha as mãos de Sivagami com último sopro de vida de Amarendra, para que sinta o peso de sua decisão mergulhada em tantas vaidades de uma mulher poderosa. Ainda assim tentando repreende-lo, Sivagami é silenciada duramente por Kattappa, que profere claramente que a Rainha cometera um erro. Se deixou cegar pela raiva por Baahubali, e foi manipulada todo o tempo por Bhallaladeva. E seu ego fora devastado ao saber sobre o último pedido de Baahubali:

“Cuide da minha mãe.”

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Antes mesmo de pensar em Davasena ou mesmo Shivudu que estava por nascer, era sua mãe a maior preocupação. Pois Ele sabia, da dor que viria e, consumiria as profundezas da alma de Sivagami. Saltando num precipício de angústia a Rainha de antes, soberana em postura, desaba ao rememorar o quanto aquele filho, que ao menos era biologicamente seu, era especial. Mas é interrompida de suas reflexões por Davasena, que já com seu bebê nos braços, entra no salão real. Kattappa não esconde o peso da vergonha que sentia, e revela à Davasena o maior pecado de sua existência. Incitada por Bijjaladeva a matar seu neto para o povo não almejar um inquisidor, Sivagami caminha e se abaixa humildemente aos pés de Davasena. Revelando o erro de não ter enxergado as virtudes do homem pelo qual ela lutou e tanto amou, e que agora caía em desgraça. Sivagami sabia não ser possível pedir ou ser perdoada pelos pecados que cometera.

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Bhallaladeva pede a mãe que acalme o povo comunicando oficializando a morte de Baahubali e, Sivagami com grande vigor se ergue, toma o neto no colo, e vai até a borda do palácio, onde comunica a morte de Amarendra. Buscando revogar para consertar todos os seus atos egoístas e mal pensados, ergue o bebê, e comunica que o novo Rei seria “Mahendra Baahubali!” O povo grite em vozes de glória por vida longa a Mahendra Baahubali. Num ato de impedir a insurreição de Baahubali, Bhallaladeva ordena a captura de Sivagami, que é defendida por Kattappa para fugir com Mahendra em seus braços, mas ela ainda precisava salvar Davasena que havia instantes antes dado a luz. Sem mais forças Davasena diz que a dor de perder o marido vai passar, mas que seu filho deveria viver para um dia voltar e libertar Mahishmathi. Sivagami então consegue escapar por uma passagem secreta e alcança o exterior do reino, quando orientado apenas pelo ódio, Bhallaladeva usa de um arco para ferir mortalmente com uma flecha a prória mãe, ainda com Mahendra no colo. Os dois caem num córrego da cercania. Bhallaladeva não tinha limites, e o ódio que tinha por Davasena o fez reduzir Kuntala às cinzas, e aprisionar perpetuamente a mulher de Baahubali. Seu desejo era possuir tudo o que Baahubali conquistava com sua natureza perfeita, mas o coração de Davasena não seria jamais ocupado por um ser tão vil.

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Todos acreditavam que Mahendra havia morrido, mas Sivagami rogou a Deus para que a punisse em sacrifício pela vida de seu neto. E Shiva atendeu. Foram longos 25 anos de espera pelo retorno de Baahubali, e Davasena nunca duvidara do seu retorno. Sua fé era inabalável, Mahendra era Amarendra, a reencarnação do Deus que amara como homem, e em nova vida tem como filho. E agora era o momento do juízo final, Shiva retornava para libertar seu povo dessa maldição! Baahubali reúne seus seguidores para que lutem unidos a ele para enfrentar a tirania de Bhallaladeva, e avança em direção a Mahishmathi com seu pequeno exército de homens simples. Durante o calor da batalha Bhallaladeva avança pela multidão, captura Davasena e foge em sua biga com o encalço de Mahendra. Após entrar nos enormes portões a ponte é levantada, mas Baahubali salta e é atingido no meio do peito por uma flecha desferida por Bhallaladeva. Uma chuva de milhares de outras flechas é disparada, mas Kattappa e seus aliados protegem com escudos a integridade de Mahendra. A crueldade não tem fim, Bhallaladeva não se importa em tirar a vida nem mesmo de seus próprios soldados. Mahendra Baahubali estava irado por Bhallaladeva tomar sua mãe, já estava agindo de forma cega, mas Kattappa o acalma para que pense. Para que pense como um Baahubali.

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Saltando de forma improvável, Baahubali, Kattappa, e mais quatro guerreiros são lançados para dentro das muralhas de Mahishmathi. Com o plano tendo funcionado, outros guerreiros também se atiram para acessar e lutar no interior da cidade. Mahendra sozinho arrebenta as enormes correntes que erguiam a ponte de acesso, fazendo que todos os seus que ainda não haviam entrado pudessem passar. Com toda fúria Mahendra Baahubali investe contra aqueles que açoitavam sua mãe, e pede para que sua mulher, Avanthika, ajude Davasena a acender a pira funeraria que alimentou por anos, galho a galho.

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Bhallaladeva avança contra Baahubali em sua potente biga, e em duelo Mahendra distrói o veículo do tirânico irmão. A batalha vai para o solo, e a briga é feroz. Mahendra é mais forte, ágil e inteligente, mas o ódio de Bhallaladeva faz dele um oponente perigoso. Enquanto isso Davasena caminha com a chama em sua cabeça num ritual sagrado chamado “Prova de Fogo”, onde quem o conclui nunca mais experimentará a derrota. Bijjaladeva ordena que inflamem uma ponte por onde ela terá de passar, e atiram óleo e as chamas lambem com violência. Mas Davasena tem fé que nada irá impedi-la, e mais uma vez Shiva dá o seu sopro. Na voraz luta de Mahendra e Bhallaladeva, Baahubali destrói a gigantesca estátua em ouro do irmão, fazendo com que sua cabeça role, derrube a ponte em chamas, e se transforme num caminho para sua mãe pisar e chegar no outro lado.

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A luta entre os dois irmãos se intensifica se tornando ainda mais sangrenta, o rancor de Bhallaladeva é tamanho que ele tenta arrancar o coração de Mahendra com as próprias mãos. Baahubali consegue se desvencilhar e é atirado longe, mas se levanta com um olhar sinistro encontrando as correntes que aprisionaram e machucaram sua mãe pode tantos anos. Com a angústia acumulada e o peso de honrar sua mãe, se torna monstruoso em combate, subjugando Bhallaladeva à miséria moral. Lança-o sobre a pira de galhos construída por Davasena, e dá um grande salto com sua espada, cravando-a em sua perna para que sua sua mãe ceife sua demoníaca alma nas chamas. E assim finalmente todo o sofrimento pela maldição da mítica Mahishmathi é chegado ao fim.

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“Esta é minha primeira ordem com a Rainha Mãe como testemunha. No nosso reino aqueles que acreditam em trabalho e justiça andarão com a cabeça erguida. Se alguém pensa em fazer mal a essas pessoas, quem quer que seja, sua cabeça queimará no fogo do inferno. Esta é minha palavra. E a minha palavra é lei.”

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Prabhas, Rana Daggubati, Anushka Shetty, Tamannaah, Ramya Krishna, Sathyaraj, Nassar, Meka Ramakrishna, Subbaraju, Rakesh Varre, Charandeep Surneni, Adivi Sesh, Rohini, Nora Fatehi, Tanikella Bharani e Teja Kakumanu compõem o elenco. Criação de K. V. Vijayendra Prasad, Baahubali 2: A Conclusão, teve seu roteiro compartilhado com o também diretor e ator do longa S. S. Rajamouli. A superprodução indiana de 2017 é produzida por Shobu Yarlagadda e Prasad Devineni, utilizando os estúdios da Arka Media Works, assim como na primeira parte. O compositor M.M. Keeravaani também retorna, dando continuidade ao seu belíssimo trabalho . Seu orçamento foi de 38 milhões de dólares (₹2.5 bilhões), e teve um faturamento de 275 milhões (₹18 bilhões). O épico indiano de S. S. Rajamouli, é a segunda parte de uma duologia. Existem boatos de um terceiro longa, mas até o momento, fim de 2019, nada fora concretizado. O importante frisar é que o épico se fecha nestes dois filmes, onde conta primeiro a jornada de Shivudu, e no segundo a história de seu pai, Amarendra Baahubali.

CONCLUSÃO
Afirmo com total segurança que não existe absolutamente nada parecido com Baahubali, e não é para menos, é preciso muita ousadia e competência tanto para escrever a complexidade do seu roteiro, pensar o conceito e, colocar tudo em prática de forma tão grandiosa e funcional. Baahubali 2: A Conclusão abusa da teatralidade e estilo, amarrando com chave de ouro um dos épicos mais bonitos visualmente do cinema, mas que infelizmente será ignorado por muita gente pelo simples fato de ser um filme estrangeiro. Esse é aquele tipo de coisa que traz um sentimento de querer compartilhar com todos. Rasgo seda sim, e neste caso sem a mínima vergonha. Baahubali 2: A Conclusão tem classificação etária de 16 anos, e está disponível, junto de Baahubali: O Início, no serviço por assinatura Netflix.

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DON (CRÍTICA)

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SINOPSE
Comandando a Operação de Singhania, o vice-comissário De Silva orquestra as investigações em Kuala Lumpur, na Malásia, contra o crime organizado liderado por Don, um criminoso lendário dentro da alta cúpula internacional do tráfico de drogas. Mr. Singhania é um dos dois gerentes antes subordinados a um chefão falecido, conhecido como Boris, e o outro é Verdhan, cujo paradeiro é desconhecido. Após Ramesh, um dos capangas mais próximos de Don tentar se dissociar do grupo por querer levar uma vida menos arriscada, é assassinado por Don. Porém a noiva de Ramesh, Kamini, decide cooperar com a polícia para tentar capturá-lo, e assim trazer paz à memória de seu amado. Roma, irmã de Ramesh, inconformada se infiltra discretamente na gangue de Don, para tentar pegá-lo desprevenido em algum momento. Durante uma das várias tentativas da polícia em capturar Don, uma audaciosa perseguição entre o bandido e De Silva ocorre, terminando num grave acidente onde Don finalmente é alcançado. A captura não é anunciada e, apenas De Silva e um número limitado de agentes sabem, ato esse que permitiu ao comissário traçar um plano surreal de por um sósia de Don, Vijay, para encarnar os super criminoso. Vijay é um cara pacato, humilde, e que queria apenas viver uma vida tranquila ao lado do pequeno garoto que cuidava. Mas em troca da oferta de uma boa escola para a criança, Vijay aceita o perigosíssimo trabalho de se infiltrar no mundo do crime.

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COMENTÁRIOS
Me sinto num papel de diplomacia em convencer brasileiros assim como eu, a se darem mais oportunidades de conhecer o cinema estrangeiro. E olha que eu nem pego pesado ofertando pérolas consideras ‘cults’ do circuito exótico internacional. Don (também conhecido como Don: The Chase Begin Again) é um filme indiano de ação lançado em 2006 que traz atuações de super celebridades indianas, como o galã Shah Rukh Khan e a belíssima Priyanka Chopra, que exala muito carisma com sua sensualidade natural. Simpatia essa que salta aos olhos pelos trejeitos desse povo tão espontâneo na arte cênica, com suas músicas, danças e desinibição. O mais interessante em Don é que por se tratar de um filme de ação, imagine-se que trechos musicais com danças coreografadas fariam toda a dinâmica do conceito rolar ladeira a baixo, mas aí que a gente quebra a cara. Com o mesmo feeling da abertura de um longa de James Bond esses momentos se fazem, porém não apenas numa chamada ao filme, mas no decorrer de seu todo. E não só isso, as músicas em Don também fazem sentido no somar com o roteiro, enriquecendo mais ainda a metodologia de narração e montagem de cenário. É uma dinâmica muito, mas muito diferente das quais estamos acostumados no ocidente. A riqueza cultural e o que esse pátio de cinema tem para ensinar ao ocidente é uma coisa fora de série, e que merece bem mais atenção do que tem recebido.  Don (2006) não é o original, nas sim um remake de um aclamado filme também indiano e de mesmo nome de 1978, no qual o astro Amitabh Bachchan era o protagonista.

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Um dos pontos mais fortes de Don é sua trilha sonora. Eu mesmo não sou exatamente fã do gênero de músicas que se aplicam neste filme, mas a sonorização eletrônica com sintetizadores mixando grooves de guitarras pesadas e pontuais, belas marcações de contrabaixo, e até mesmo violinos, criam uma atmosfera sensacional dos clássicos conceitos de espionagem característicos do mundo de Ian Fleming. O sentimento eufórico é esse mesmo, Goldfinger (1964), Skyfall (2012), GoldenEye (1995). É cara, é nesse nível mesmo que espero você ser capaz de imaginar, só que como expliquei, isso se perpetua por todo o decorrer do longa. A busca por incorporar elementos narrativos em trilhas é sempre algo muito delicado. A probabilidade de se transformar num puro musical ou mesmo beirar a galhofa é sempre grande. Um risco enorme. Mas se trata de cinema indiano, meu amigo. Bollywood, Tolywood, não importa, quando se trata de gerenciamento artístico, até mesmo a Disney suga daqueles cantos, quem já consome esse tipo de material sabe do que estou falando. Segue uma amostra:

COMENTÁRIOS COM SPOILERS
Com um roteiro sensacional vemos algumas referências, intencional ou não, a filmes como A Outra Face (1997) ou clássicos da série Missão: Impossível. Tramas complexas de perigo onde a verdadeira identidade por ser revelada é um motivo de tensão, sempre é algo divertido. Aqui temos um frio e debochado vilão, que boa parte do filme assume o protagonismo central, e não compreendemos claramente se estamos assistindo um filme normal onde o vilão será derrotado, ou se homenageamos justamente o lado errado apenas por ele ser, mesmo que ainda errado, muito carismático. Tarda um pouco, embora o filme tenha realmente todos os arcos bem longos, mas Don finalmente é capturado pela polícia. Dado-se isso o que vemos é um absoluto show de interpretação. Don e seu sósia são o mesmo ator, óbvio, mas a personalidade do dois personagens são coisas completamente diferentes, totalmente opostas. Daí temos Vijay a pedido da polícia sendo treinado para incorporar o então vilão morto, e assim ajudar nas investigações no mundo perigosíssimo da máfia. E é nessa transição que o cara mostra sua habilidade. O crescente de transformação é algo sensacional, o cara humilde e inseguro que se molda num divertido, caótico e presunçoso vilão, quase um Coringa. E o final cara! Que desfecho é aquele? Sensacional! Não vou nem comentar nada (mesmo aqui sendo área de spoilers), porque para quem assistiu não é preciso explicação, e esse é o supra sumo plot twist de Don!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Shah Rukh Khan, Priyanka Chopra, Arjun Rampal, Boman Irani, Isha Koppikar, Om Puri, Kareena Kapoor, Pavan Malhotra, Rajesh Khattar, Tanay Chheda, Satyajit Sharma, Chunky Pandey, Sushma Reddy e Diwakar Pundir compõem o elenco. Baseado em Don (1978) que fora criado por Salim-Javed, Don (2006) é um remake do consagrado longa que se tornaria definitivamente uma franquia. Produzido por Ritesh Sidhwani e Farhan Akhtar, esta é uma superprodução dirigida pelo próprio Akhtar. Don é produzido nos estúdios da Excel Entertainment, e tem distribuição da Eros International. Venceu o Neuchâtel International Fantastic Film Festival na categoria de melhor filme asiático, e foi indicado a diversos outros prêmios, como o 1st Asian Film Awards, 52nd Filmfare Awards e 8th IIFA Awards. Seu orçamento foi de ₹38 crores, e teve uma arrecadação de ₹106 crores.

CONCLUSÃO
Num ritmo excelente de roteiro Don se desenvolve em seus extensos 168 minutos, ter uma montagem longa é uma característica da maioria dos filmes indianos, e nesse não é diferente. Mas vamos lá, Don é para que tipo de público? Primeiro precisamos entender que a cultura aqui é outra, muito diferente da nossa no Brasil. Então não cabe ficar julgando conceitos por identificar estranheza, apenas sente no barco e curta como o mar navega. Tem vezes que é bom esse desprendimento crítico e simplesmente entrar no jogo, acredite, quando você der conta já é um adepto da grande Bollywood. Ação, comédia, romance, boa música, boas atuações, e por fim um pouco mais de ação. Assim eu defino Don, filme que tem uma continuação conhecida simplesmente como Don 2, ou Don 2: The Chase Continues de 2011, e no fim de dezembro de 2019 foi lançado Don 3: The Chase Ends. Com classificação etária de 16 anos, Don está disponível no catálogo Netflix, bem como sua continuação.

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NERDCOMET AWARDS 2019

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Como imaginado por muita gente mesmo antes do lançamento, Coringa (Joker) superou as expectativas até mesmo dos mais otimistas. O escolhido para encarnar o perturbado inimigo mortal de Batman, não foi ninguém menos que Joaquim Phoenix, conhecido por sua excentricidade em ser extremo quando topa pegar um papel. Mas desta vez não foram exatamente seus atos como vilão que predominaram na trama, Coringa conta como o mítico personagem se fez, numa combinação de problemas mentais patológicos, com a exposição a atos insanos de crueldade vindos de uma sociedade tão doente quanto ele. Até o momento Coringa já levou o Leão de Ouro, prêmio máximo do  76º Festival Internacional de Cinema de Veneza, mas é certeza que a maior agremiação de cinema do mundo também irá distribuir estatuetas do carequinha para o filme. Tendo um orçamento de até modestos US$ 70.000.000, a produção chegou nos US$ 1.062.994.002, fazendo a Warner chorar de felicidade!

Em segundo lugar na nossa pesquisa ficou Vingadores: Ultimato (Avengers: Engame), e Toy Story 4 na terceira posição. Uma coisa é fácil de afirmar, 2019 teve foi filme bom!

 

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Segundo ano de Perdidos no Espaço (Lost in Space) custou a chegar, mas finalmente deu as caras e chegou atropelando tudo! Até mesmo The Witcher no entendimento da gente! Existiram muitas outras boas séries que mereciam ter um espaço aqui, mas devido a não se enquadrarem exatamente na temática ‘nerd’, preferimos usar isso como argumento para enxugar as dezenas de opções. Mas falando do vencedor da categoria, Perdidos no Espaço voltou, e voltou fazendo bonito. Com um início morno, a série vai ganhando gás e desbanca num climax ainda mais empolgante do que sua primeira parte, deixando mais uma vez em aberto a continuidade. O que quer dizer que provavelmente será um outro enorme ano de espera por mais conteúdo.

Em segundo lugar na nossa pesquisa ficou The Witcher, enquanto a série coreana Retaliação (Vagabond) ficou com o bronze. As duas primeiras imagino que quase todos já conhecem, mas dou a dica, se deem a oportunidade de assistir Retaliação, ela está disponível no Netflix.

 

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The Promised Neverland (Yakusoku no Neverland) é um show da arte de se fazer uma boa história, além é claro, de reunir elementos técnicos muito a frente de sua concorrência esse ano. Geralmente são os animes de ação ou de apelo muito dramático os que mais se destacam, então é curioso se ver surpreendido por uma obra de suspense e terror. Seu clima é de atmosfera pesada e tensão total, sendo valorizados por uma ambientação detalhada das coisas, pelas inovações na forma de enquadrar, no dinamismo dos movimentos, e no seu ritmo constante de qualidade ao longo de 12 episódios.

Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) levou a prata, e a mais nova versão do clássico adaptado diversas vezes, Dororo, ficou com o bronze.

 

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O Relógio do Juízo Final (DC), minissérie ainda em andamento que introduz os personagens de Watchmen no mundo DC. E porque esse é um ano para o Watchmen (30 anos da série original, eu acho). Fora que isso, ainda consegue respeitar o conceito visual original, e a linguagem já desenvolvida por Alan Moore.

Em segundo temos Noite de Trevas – Metal (DC), onde Batman investiga o multiverso e se depara com sete versões malignas dele mesmo lideradas pelo deus das trevas conhecido como Barbatos, que planeja desencadear trevas em toda a Terra. Material bem obscuro e que já inspirou a minissérie o Batman Que Ri. Já o terceiro lugar ficou com O Retorno de Wolverine (Marvel)! O cara voltou dos mortos, ressuscitado por uma vilã com nome de deusa grega, Perséfone. Ele pode energizar suas garras e enquanto estava supostamente morto fez uma verdadeira carnificina a serviço de uma organização chamada Soteria.

 

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Nós do NerdComet procuramos manter um certo distanciamento de assuntos políticos ou de opiniões delicadas, mas muito diferente do que dizem por aí, não existe discurso 100% livre de ideologia. Quando alguém vir com essa retórica, pode ter certeza, ele não quer eliminar ideologias, ele quer impor a dele. E é nesse cenário que retrata nossa realidade no Brasil, e porque não, em algumas outras partes do mundo, que se faz necessário mergulharmos nesse assunto nebuloso. Partindo do princípio de quem almeja brigar contra o revisionismo histórico, a desonestidade intelectual, ou mesmo tirar da inércia aqueles que se colocam ingenuamente como massa de manobra, surge o livro Tudo o que você precisou desaprender para virar um idiota, da dupla do canal do YouTube Meteoro Brasil. Obviamente se você for minimamente antenado, saberá a qual outro livro este que vos digo faz paródia em seu título. O Brasil não é para amadores, e se você sobreviveu a esse 2019, parabéns!

Como compromisso civilizatório, pois você pode não ter notado ainda, mas nossa situação realmente é grave, escolhemos como segundo lugar Escravidão, de Laurentino Gomes, e em terceiro Sobre o Autoritarismo Brasileiro, de Lilia M. Schwarcz.

 

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O sangrento Período Sengoku do Japão serve de cenário para Sekiro: Shadows Die Twice, jogo que traz a essência soulslike de uma forma mais madura que suas inspirações, ao mesmo tempo que mostra mecânicas originais e identidade própria. Desenvolvido pela FromSoftware e distribuído pela Activision, o game chegou em março para o PlayStation 4, Xbox One e PC, e de lá para cá veio arrecadando uma legião de fãs. Sua beleza estética aliada a sua dificuldade empolgante, fez deste uma evolução natural de jogos como o renomado Dark Souls. Sekiro: Shadows Die Twice já recebeu o título de Jogo do Ano no The Game Awards 2019 que ocorreu em Los Angeles, e aqui no NerdComet a escolha não é diferente.

Control é outro jogo maravilhoso que não poderia ficar de fora, e leva o segundo lugar na nossa premiação, enquanto Resident Evil 2 Remake fica com o bronze.

 

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Se tem uma coisa foi comentada sem parar, e ainda estão comentando desde que O Mandaloriano saiu, é o equivocado Bebê Yoda. Qual motivo de ser equivocado? Ele não é o Yoda, ora essa! O próprio CEO da Disney, Bob Iger, diz que pequeno Gremlim tem um nome, ao mesmo tempo que não o revela. Na série, por enquanto, ele é retratado apenas como “A Criança”. Na prática isso não faz a mínima diferença, o que a Waldisney mais quer neste momento ela já está tendo, atenção máxima para seu novo personagem qual vai encher os cofres com vendas de todo tipo de brinquedos. Enquanto isso vamos espalhando memes e mais memes do parente genético do Yoda, e nos estressando. Sim, eu estou me estressando com esse boneco orelhudo. Não aguento mais!

Em segundo lugar temos o frustrante Stadia da Google, que prometeu mudar a forma de se jogar, e no fim das contas mostrou-se uma plataforma bem instável. Vai melhorar? Não sei, mas com o hype que a Google fez, deveriam ter caprichado mais nos testes antes de trazer para o grande público. Por enquanto está sendo tão bom quanto o Google Glass foi. Já em terceiro lugar temos a tão esperada conclusão da franquia Star Wars, que se iniciou a mais de 40 anos atrás. Por mais que Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker não tenha enchido tanto nossos olhos como gostaríamos, ainda assim é um importante marco para o mundo nerd, e um provável novo início de ciclo.

 

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Aparecida Mota, Bianca Ben, Carlos Magno “Coxa”, Cláudio Almeida, Dan Pereira, Daniel Castro, Daniel Santos, Débora Sales, Felipe Pires, Flávio W. S. Lins, Graciela M. Lopes, Gustavo Henry Gabriel, Isaias Sales, João Paulo Oliveira, Julianna Sant’Ana, Júlio Cesar, Kylo Ren, Leandro Araújo, Leandro “Alucard”, Marco Lima, Maria Luíza, Maurício “Vash The Stampede”, Milena Sousa, Moisés Marques, Neto Novais, Rafael Cavalcanti, Regina Rodrigues, Rosangela Rodrigues, Simba, Pablo, Victor Silva, Wanderson, e você, que participou acompanhando nossas postagens durante todo esse primeiro ano de existência.

THE WITCHER – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Não importa em que mundo você esteja, ele sempre será bastante perverso com o diferente ou com o que não compreende. E num lugar assim, como qualquer outro, que Geralt de Rívia vive, um caçador de monstros que vaga solitariamente buscando conhecer a si mesmo para encontrar seu lugar num mundo onde as pessoas podem ser muito mais cruéis que as mais terríveis bestas que enfrenta. Seu destino o leva a conhecer Yennefer de Vengerberg, uma poderosa feiticeira e, Cirilla Fiona Elen Riannon, uma jovem princesa sobrevivente de uma chacina, e detentora de um perigoso segredo. Juntos esse incomum trio precisa aprender a conviver e caminhar por este inóspito continente habitado por todo tipo de perigosas criaturas.

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COMENTÁRIOS
Aguardadíssimo por uma legião de fãs, mais da série de jogos eletrônicos do que dos livros originais de Andrzej Sapkowski, The Witcher chegou arrebentando tudo na Netflix nesse finzinho de 2019. Muito diferente do que alguns jornalistas do ramo vinham alimentando como ideia, a série em nada tem métrica para se comparar a Game of Thrones. Os conceitos são diferentes, a linguagem é outra, e o público alvo não exatamente é compatível. Enquanto a obra de George R. R. Martin aborda de forma pesada os conflitos pelo poder, quase como num House of Cards, The Witcher está mais preocupado (ao menos nesta primeira temporada) em trazer uma aventura fantástica num ambiente onde a politização tem outra natureza. Racismo e atritos entre diferenças sociais são os elementos mais comuns, e nesse canário vamos compreendendo o alinhamento moral de Geralt, herói desta história.

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Um dos principais méritos de The Witcher são suas imponentes tomadas de lutas coreografadas, geralmente em grandes planos sequências, sincronia impecável, velocidade, e muito vigor, mostrando o altíssimo nível de dedicação de Henry Cavill aos treinos para o papel. Todo os conceitos, que até então eram graficamente exclusivo dos jogos The Witcher, foram acolhidos e muito bem explorados pela equipe de design artístico. Trazendo belíssimas e convincentes paisagens digitalizadas e, uma elaboração bastante realista de grandes salões de castelos, calabouços, e vielas detalhadas de reinados de todos os tamanhos e tipos. A produção é muito bonita e confortável, com uma saturação sóbria que contribui bem para a atmosfera de mistério por trás de um universo que se revela aos pouquinhos. Aqui não existem grandes linhas de diálogos para te inserir artificialmente na ‘main story’, você terá de ter paciência e atenção para entender onde o roteiro quer te levar. O universo de The Witcher é vasto e muito rico em detalhes, não devendo em nada aos contos de Tolkien, ou mesmo a George R. R. Martin. Sua linguagem não é das mais simples, e ao mesmo tempo que acelera com vigor em momentos de ação, também traz alguns grandes e inconsistentes intervalos de tempo entre eles. O que no meu ver não é motivo algum para qualquer coisa ser taxada como bom ou ruim, neste caso considero o roteiro sendo o que é, já que ele não almeja ser obrigado a manter um dinamismo artificial.

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Vou ser franco aqui, eu conheço consideravelmente os games da franquia, mas não sou um exato fã. Não me identifico muito com a mecânica de RPG mais voltada para ação hack ‘n slash, fui doutrinado a viver em cativeiro com jRPG’s baseados em turno que as vezes duram centenas de horas, mas reconheço a grandeza que é The Witcher, e o quanto sua fanbase estava ansiosa pela série. E de forma mais do que merecida eu preciso parabenizar a comunidade de adeptos pela qualidade do presente de natal que receberam, e The Witcher é simplesmente fantástico! Não encontrei pontos para dizer o que poderia ser melhor, e imagino que essa será uma produção que ficará marcada como uma excelente adaptação de jogo para a TV. E sim, eu sei que existe o livro, mas é indiscutível que o que fez The Witcher ser o que é hoje, foi o estrondoso sucesso da CD Projekt RED em 2007.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Henry Cavill, Freya Allan, Anya Chalotra, Jodhi May, Björn Hlynur Haraldsson, Adam Levy, MyAnna Buring, Mimi Ndiweni, Therica Wilson-Read e Emma Appleton. Adaptado por Lauren Schmidt Hissrich, que se baseia na saga literária Wiedźmin (2011~2019) de contos e romances de fantasia do polonês Andrzej Sapkowski, a série The Witcher original da Netflix estreou no dia 20 de dezembro de 2019. A superprodução coproduzida nos Estados Unidos, Hungria e Polônia, é dirigida na parceria de Tomasz Bagiński e Alik Sakharov, e tem como produtores executivos Sean Daniel, Jason Brown, Tomasz Bagiński (também diretor), Jarosław Sawko, e a própria roteirista Lauren Schmidt Hissrich. A primeira temporada possui um total de 8 episódios, com cerca de 60 minutos de duração cada.

CONCLUSÃO
Seja você um fã dos jogos, consumidor dos contos originais de Andrzej Sapkowski, ou mesmo os dois, não importa, eu tenho certeza que ficará bastante satisfeito com essa adaptação muito respeitosa de The Witcher. Diferente de Game of Thrones, a pegada aqui é outra, temos um cenário de conflitos e problemas sociais, onde um herói e duas outras personagens ascendem em suas histórias pessoais até o instante onde o destino os unirá. Não, isso não é spoiler, está na própria sinopse oficial, que é até tímida na retratação do plot. Essa aventura dramática de fantasia medieval tem potencial de agradar qualquer tipo de público. Embora seu enredo inicial exija uma atenção dedicada para não se perder, sua fluidez permite uma fácil assimilação. Curte aventura de fantasia medieval e estava procurando o que assistir? The Witcher é obrigatório para você! Classificado como recomendado para maiores de 16 anos, a série está disponível oficialmente no serviço por assinatura Netflix.

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ID – O PSICÓLOGO DE ROBÔS (NEWS)

SINOPSE

No futuro, uma série de robôs é criada com um sistema operacional que simula o consciente e inconsciência tal qual Freud explicou, com algoritmo que simulam o ID, Ego e SuperEgo. Robôs com esse sistema operacional eram mais inteligentes e capazes de criar infinitas soluções para qualquer problema, mas tal como nos humanos, começaram as psicopatologias: Robôs com depressão, ansiedade, crise de pânico, bipolaridade etc. Para resolver esse problema uma nova profissão é criada: o psicanalista de robôs.

 

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Capa do livro, ilustração de Vitor Wiedergrün.

DO QUE SE TRATA?

De forma resumida este é um filme de ficção científica sobre inteligências artificiais que desenvolveram emoções. Histórias sobre robôs não faltam na nossa biblioteca de contos humanos. Nomes como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, inspiraram gerações a pensar sobre o futuro e, no como a humanidade poderia ser substituída, ou mesmo superada por novos seres, mais desenvolvidos e criados por nós. Sem contar os filmes que tratam desse tema cada vez mais contemporâneo. ID – O Psicólogo de Robôs é um projeto de longa metragem que também bebe dessa fonte, e almeja ampliar ainda mais o catálogo desse gênero, trazendo novos elementos e modos de contar essa epopeia distópica sobre relações entre humanos e robôs. Se baseando no livro O Psicanalista de Robôs de Gabriel Billy, os envolvidos no projeto enxergam grande, e almejam dar vida a uma referência do cinema brasileiro de ficção científica. Então vamos conhecer um pouco sobre seus personagens centrais.

 

CURTA METRAGEM

Para mostrar um pouco da história do longa, foi feito um curta no começo de 2019. Uma história paralela ao longa que mostra como esse tema tem um potencial enorme.

SINOPSE DO CURTA: Em mais um dia normal de trabalho, Adão encerra seus atendimentos psicológicos com uma paciente que guarda um segredo que precisa contar para alguém. Adão usará todas as suas habilidades para descobrir o que Alexa esconde, mas pode ser que seus segredos sejam muito maiores do que ele imagina.

 

PERSONAGENS

  • Adão (Junior Osvald): É principal psicólogo de robôs da PSY, um homem inteligente mas que sente muita culpa, e procura de alguma forma a redenção.
  • Zoe/Lilith (Sthefany Lorentz): Um robô criado para satisfação sexual, mas que não quer se relacionar, consegue sentir amor e, tem dupla personalidade.
  • Samuel: O chefe da PSY, um homem frio que enxerga os robôs como tecnologia robótica desenvolvida com o mero fim de atender as necessidades dos homens.
  • Lúcia (Karolline Santana da Silva): Líder dos naturalistas. Uma mulher decidida e que busca uma salvação final para a humanidade.
  • Miguel: Líder dos techis, um homem que acredita na utopia de um dia robôs e humanos serem capazes de conviver em harmonia.
  • Elisa (Isadora Bittencourt): Recepcionista da PSY, é uma mulher misteriosa e que parece saber muito mais do que demonstra.
  • Max: Este é o elhor amigo de Adão, é um homem cheio de preconceitos quanto aos robôs, em uma única palavra, “robofóbico”.
  • Evelyn (Joanice Castro): Esposa falecida de Adão, uma mulher que sofria de uma depressão tão profunda, que nem mesmo seu marido psicólogo conseguiu ajudar.
  • Harriet: Um robô que trabalha com Lilith para que um dia seus semelhantes sejam finalmente libertos.
  • Gabriela: Atriz trans que apoia a causa dos techis.

 

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Parte da equipe reunida

A EQUIPE

DIREÇÃO
Diretor, Roteirista e Produtor: Rikardo Santana-Silva
1º Assistente de Direção: Mateus Ross
2º Assistente de Direção: Annelyse Bosa
Assistente de Produção: Eraldo Mota e Rayssa de Souza
Supervisor de Roteiro: Jacob Galon
Coordenadora de Roteiro: Tallyta Moraes
Preparador de Elenco: Junior Pereira
Consultora: Isadora Souza
Fotografia de Still: Mikaella Carbonera
Making of: Tata
Storyboard: Letícia Gomes
Estagiários: Rafael Elias e Matheus Fronza

ARTE
Designer de Produção & Figurinista: Luciana Lourenço
Assistente de Arte: Jessica Nayara
Assistente de Figurino: Letícia Ross
Decoradora de Set: Viv Brüschz
Assistente de Decoração de Set: Laura Maria Toledo
Contraregra: Larissa Martins
Maquiagem & Cabelo: Joanice Castro
Assistente de Maquiagem: Rafael Bonacin

FOTOGRAFIA
Diretor de Fotografia: Guilherme Labiak
1º Assistente de Fotografia: Max Martins
2ª Assistente de Fotografia: Bianca Leal
Gaffer: Roberto Willan
Best Boy: Oraci Pereira
Second Unit: Fernanda Suguimati
Assistente de Second Unit: Juliana Vilela
Operador de Drone: Pablo Vaz

PRODUÇÃO
Diretor de Produção: Edgar Krüger
Gerente de Locação: Willians Camargo
Assistente de Catering: Matheus Cassiano
Técnico de Som: Carlos Lemos
Microfonista: Ana Lemos
Logger: Gabriel Eckstein

EDIÇÃO
Editora & VFX: Thamires Trindade
Assistente de Edição: Gabriel Eckstein
Colorista & Editor de Trailer: Nyck Maftum
Edição de Som & ADR: Lucas Pereira
Música Original: Gabriel Billy
Foley: Ana Lemos e Carlos Lemos
Title Designer: Helen Sippel
Tradução & Legendagem: Beatriz Sganzerla

COMUNICAÇÃO
Diretor de Comunicação: Phillipe Halley
Assessora de Imprensa: Joceline Alemar
Divulgação Digital: Brenner Natal
Redes Sociais: Luciana Lourenço
Website: Karolline Santana da Silva
Design Gráfico: Dany Ribeiro

 

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DESAFIOS DE PRODUÇÃO

A Produtora Banana Filmes Curitiba começou atuar no ano de 2017, sendo um grupo de alunos da Hollywood Film Academy. Atualmente, está formalizada como uma produtora cinematográfica e possui um corpo de nove colaboradores: Edgar Krüger, Gui Labiak, Jacob Galon, Jessica Nayara, Karolline Santana da Silva, Luciana Almeida, Mateus Ross, Rikardo Santana-Silva e Viv Brüschz. A produtora tem como foco a produção de cinema, e para isso está recorrendo a novas maneiras de financiar seus filmes. A Banana Filmes já fez dois longas metragens, cada um tendo um custo total de R$2500,00. Esse valor foi bancado pela própria equipe e elenco, pois todos tinham o sonho de fazer um longa, custasse o que fosse. O primeiro longa foi Eterno Retorno, gravado em um plano sequência, e o segundo, Trieu, gravado em inteiramente em inglês, ou seja, sempre se colocando um desafio nas produções. No total já foram feitos pela equipe 10 curtas metragens, 5 videoclipes, 1 piloto de série e 2 longas. O desafio com ID – O Psicólogo de Robôs é um pouco maior, e para isso a produtora irá precisar de ajuda de novos colaboradores.

 

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COMO FAZER PARTE E AJUDAR?

O filme irá passar por três etapas, a pré-produção, produção e a pós-produção. E como qualquer coisa bem feita, é necessário não apenas esforço, mas investimento financeiro. Então o que você acha do seu negócio estampar como um dos apoiadores deste trabalho de arte? Não entenda este gesto como uma simples ajuda, mas como um investimento real para o seu trabalho. A propaganda é a alma do negócio, correto? Então se você tem uma marca e gostaria de ter seu nome associado à uma boa ideia, está aí uma ótima forma de se promover enquanto ajuda um excelente projeto a sair do papel!

O programa escolhido para o financiamento coletivo é o Catarse, então clique aqui para conhecer ainda mais sobre o próprio projeto, e como você pode ajudar.

O NerdComet não recebe nada com esta divulgação, apenas temos como lema apoiar todas aquelas boas ideias e vê-las concretizadas. Este também é um excelente tipo de pagamento. Então se você não pode colaborar financeiramente, não tem problema, apenas divulgue esta ideia nas suas redes sociais e entre sua network. Vamos ajudar este filme acontecer!

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O ESCOLHIDO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
ATENÇÃO:
Irei me basear pelas impressões da primeira temporada, então esta resenha é destinada ao público iniciante na série.

Lúcia, Enzo e Damião são médicos enviados para Águazul, um vilarejo remoto no Pantanal Matogrossense para vacinar os moradores contra uma nova mutação do virus da zika. Chegando no lugar o trio é hostilizado pela população, que rejeita violentamente a presença não só deles, mas de qualquer profissional de saúde. Todos os moradores seguem uma obscura seita, onde alguém, ou alguma coisa, conhecida como Escolhido, dita todas as regras. Decididos em cumprir suas tarefas de vacinar toda aquela pessoas, os três precisarão enfrentar coisas mistérios inimagináveis.

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COMENTÁRIOS
Atraído por um curioso trailer decidi dar uma chance ao O Escolhido (Para exportação: The Chosen One), série tupiniquim com uma abordagem bem diferente do que estamos acostumados nos produtos nacionais. A produção se trata de uma adaptação da série mexicana Niño Santo (2011), criada por Mauricio Katz e Pedro Peirano. Apresentando um drama com altas doses de suspense paranormal, somos obrigados a nos acostumar com seu tenebroso ponto fraco, as fraquíssimas atuações, e passamos a focar no que realmente é interessante, sua trama. Não que este último faça o roteiro ser uma obra prima, mas seu plot inicial é bastante intrigante para nos prender a atenção. Mas retomo um pouco mais a conversa para as atuações, e recobro que ela não é de toda ruim. São muitos os personagens de O Escolhido, e ironicamente são os principais os que se mostram menos íntimos dos holofotes. Em certos momentos até rola um bom entrosamento entre os três, mas não precisam muitas linhas de diálogo para coisa desabar na artificialidade, parecendo ter sido escrito por quem não tem mesmo o tino pra coisa. E para completar a estranheza, os personagens secundários são bem melhor interpretados, com desenvolvimentos interessantes e bastante convincentes.

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A série conta com apenas seis episódios na primeira temporada, e para mim, mesmo sendo algo curto, foi complicado manter o interesse. O que eu falei sobre ignorar as más atuações e se entregar à trama, acaba não se sustentando por muito tempo. Quando você está envolvido o suficiente, surge um anticlímax pesado, fruto de um interpretação catastrófica, que te faz ter vontade de voar no ator para exigir que ele faça seu trabalho direito. Foram apenas quatro as atuações que me convenceram, e que infelizmente não eram o suficiente para sustentar a qualidade. Mariano Mattos Martins como Mateus, Renan Tenca como ‘O Escolhido’, Lourinelson Vladmir como Santiago, e Francisco Gaspar, como o homem simples Silvino, foram os que deram alguma sobrevida para a série. Mas os três principais atores, pelo menos neste trabalho, definitivamente não foram nada felizes. Considero uma pena o resultado final, e fiquei até curioso em assistir Niño Santo (2011), já que o plot original me pareceu bem bacana.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Paloma Bernardi, Pedro Caetano, Gutto Szuster, Renan Tenca, Mariano Mattos Martins, Alli Willow, Tuna Dwek, Francisco Gaspar, Lourinelson Vladmir, Kiko Vianello, Bruna Anauate, Alexandre Paro, Cintia Rosa, Paulo Azevedo, Laerte Késsimos, Paulo Marcello, Fafá Rennó, Tsupto Xavante, Tião D’Ávila, Maria do Carmo Soares, Fernando Teixeira, Adriano Paixão, Cesar Pezzuoli, Ana Nero, Cesar Pezzuoli, João Carlos Andreazza, Laura Chevi, MC Choice, Brian Castro, Astrea Lucena e Aury Porto compõem o elenco. Adaptado da série mexicana Niño Santo (2011) por Raphael Draccon e Carolina Munhóz para o mercado nacional, a série O Escolhido de 2019 é dirigida por Michel Tikhomiroff, e é produzida pelo estúdio Mixer Films sob a produção executiva dos próprios roteiristas Raphael Draccon e Carolina Munhóz, em parceria com Lanna Marcondes. A produção original distribuída pela Netflix, hoje conta com duas temporadas de seis episódios cada.

CONCLUSÃO
Com um roteiro bastante interessante, O Escolhido é capaz de prender nossa atenção ao menos nos seus dois primeiros episódios, mas creio que dificilmente alguém não vá torcer o nariz e começar a se sentir ainda mais incomodado pelas atuações pouco convincentes. Alguns atores estão muito bem, enfatizando o próprio ‘Escolhido’, que cria um personagem de psicológico complexo que nos gera uma confusão agradável sobre qual é seu real alinhamento moral, no entanto o trio principal parece completamente perdido, fazendo a série descer ladeira a baixo em qualidade. Agora estou curiosos para assistir Niño Santo (2011), já que a O Escolhido ofereceu uma bala doce por fora, mas bem amarga por dentro. A série é recomenda para maiores de 16 anos, e está disponível com suas duas atuais temporadas no serviço por assinatura Netflix.

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20TH CENTURY BOYS – TRILOGIA (CRÍTICA)

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SINOPSE
114_01Kenji é um cara adulto perto dos quarenta, solteiro, morando com a mãe e, quem cuida da pequena Kanna, sobrinha deixada por sua irmã qual desconhece o paradeiro, e nem ao menos sabe quem é o pai. Passando por uma situação de aperto após transformar sua pequena loja numa conveniência franqueada, é visitado por dois investigadores da polícia procurando informações sobre uma família vizinha desaparecida por completo e de forma misteriosa. Aquele era um período bem estranho, com a epidemia de um vírus ainda não compreendido ceifando vidas pelo mundo, enquanto no Japão uma seita fanatizava todas as classes de pessoas. E o mais curioso é que esse grupo utilizava um símbolo que não era estranho para Kenji, lhe resgatando desorganizadas memórias de quando garoto. Uma notícia triste chegava, Donkey, um bom amigo de infância havia morrido por suicídio ao se atirar de um prédio. Todos aqueles amigos de décadas então se reuniram em seu funeral para prestar homenagens e se despedir, momento onde muito se reviram após muito tempo. Colocando o papo em dia comentam sobre a suspeita de Donkey ter se juntado ao culto do autointitulado ‘Amigo’, aquele com o símbolo de um olho com uma mão apontando como seta para cima, e que Kenji já havia visto antes discretamente desenhado numa parede da casa daqueles vizinhos que sumiram. Os amigos se entreolham questionando quem havia criado aquilo, cogitando que provavelmente algum deles deveria ser o ‘Amigo’, já que ninguém mais conhecia aquele desenho. Buscando nas lembranças eles iam trazendo informações adormecidas, e recordaram de terem enterrado uma cápsula do tempo. Saindo do funeral o grupo segue para onde acreditam ter escondido seus segredos da infância, e para surpresa dos mesmos, encontram o que buscavam. Era uma lata de metal que continha além de objetos sem relevância, também desenhos sem muito sentido, e uma bandeira com o tal símbolo das brincadeiras que faziam. O Livro de Profecias, também lembraram disso, embora não estivesse naquela lata. Era nele que o grupo. Naqueles escritos de criança, imaginavam um futuro onde um poderoso vilão surgia com os planos de destruir o mundo, e que apenas a união deles seria capaz de impedir. O problema era que a realidade de então, era muito parecida com aquelas histórias de menino.

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MEUS ERROS DE MEMÓRIA
Vocês já passaram pela situação de assistir algo que ficou marcado na sua memória por um motivo não muito claro? As vezes acontece por conta de uma cena muito impactante, um personagem interessante ou até mesmo por sua estranheza. Comigo neste caso foi uma mistura de todas essas coisas. Não recordo com exatidão o período, mas visto que este é um filme de 2008, e estou me referindo ao primeiro da trilogia por enquanto, vi bem mais a frente do que eu imaginava. No meu subconsciente eu tinha visto junto com os meus amigos de infância, lá por 1997 ou 1998, mas definitivamente não é o caso, o longa é dez anos mais novo. Ou seja, eu criei uma falsa memória. E o curioso é que imagino a razão, e está diretamente relacionada ao conteúdo do filme. Visto que nele existe um grupo de adultos por volta dos quarenta anos que tenta quecobrar a infância, enquanto somos apresentado a um monte de flashbacks. O que me leva a entender, que eu mesmo, por saudosismo do convívio com os meus amigos, fiz uma mistura absurda de informações antes de engavetar no cérebro. Não é algo relevante para ser dito, mas particularmente achei essa revisão de realidade bastante interessante.

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O QUE É 20TH CENTURY BOYS?
Esta provavelmente vai ser a tarefa mais difícil das minhas aventuras de escrever, fazer ser claro do que se trata 20th Century Boys, ao mesmo tempo que mantenho o foco em te convencer do quanto ele é interessante, e sem liberar os spoilers essenciais para tal convencimento. O que talvez já tenha dado para entender, é que suas “cerejas” do bolo, sim, aqui existem muitas cerejas, sejam seus complexos e atmosféricos segredos. Mas primeiro vamos entender suas origens e um pouco sobre seu criador. 20th Cenruty Boys originalmente é uma mangá de mistério e ficção científica criado por Naoki Urasawa em 1999, que rendeu 22 volumes, e foi finalizado em 2006. Logo na sequência, ainda no mesmo ano, lançou mais 2 volumes do intitulado 21th Century Boys. O autor até então pouco conhecido publicou simultaneamente enquanto trabalhava neste que falamos agora, Monster, uma obra popular entre os amantes de mangá, série de mistério finalizada em 2001.

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O mangá 20th Century Boys alcançou grande sucesso, lhe rendendo o Prêmio Kodansha Manga em 2001, o Prêmio de Excelência do 6º Japan Media Arts Festival em 2002, o Shogakukan Manga Award também em 2002, o Prêmio Internacional de Festival de Quadrangas de Angoulême para uma série em 2004, o Grande Prêmio da Associação de Cartoonistas do Japão em 2008, o Prêmio de Melhor Comic da Seiun em 2008, o Prêmio de Melhor edição dos EUA de Material Internacional pela Eisner em 2011, e para finalizar, recebeu novamente um repeteco deste último prêmio da Eisner em 2013. Então agora vamos ao que interessa mesmo, falarmos sobre sua versão em live-action, que não chega a ser tão rica como o mangá, afinal, essa é a coisa mais normal em se tratando de adaptações, mas que mesmo assim é um trabalho fabuloso e merecedor de atenção, tanto de quem só curte cinema, quanto dos otakus tarados pelos trabalhos brilhantes de Urasawa.

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CONCEITOS CINEMATOGRÁFICOS
A adaptação do mangá 20th Century Boys para o cinema foi divida em três partes, e são elas: 20th Century Boys: Beginning of the End (2008), 20th Century Boys 2: The Last Hope (2009) e 20th Century Boys 3: Redemption (2009). Seu título, que em tradução livre seria Garotos do Século 20, é emprestado de uma música da banda inglesa de folk e rock clássico, T. Rex, que fez bastante sucesso nos anos 60 e 70. A estrutura conceitual das três partes é a mesma, com uma película granulada sem muito exagero, em certos momentos traz uma câmera trêmula, e mostra sofisticação com cenas induzindo visão em primeira pessoa, com direito a olho de peixe e tudo mais. A direção ao mesmo tempo que mostra versatilidade na sua forma de filmagem, não faz questão de fazer isso parecer uma exibição gratuita de técnicas, tudo é muito natural e fluído, informando que a linguagem visual tem uma única intenção, valorizar a atmosfera pesada do roteiro. E o resultado no meu ponto de vista ficou fantástico. Temos um filme que se você abrir aleatoriamente em qualquer ponto terá a sensação de ser uma obra barata, praticamente amadora, mas definitivamente passa muito longe disso.

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ROTEIRO CABULOSO!
Como dito antes, o filme é separado em três partes, mas deve ser enxergado como uma única peça, assim como na trilogia O Senhor dos Anéis. Indo e vindo no tempo, o roteiro se foca em Kenji, que não escolhe, mas é notado pelos amigos desde a infância como um líder. Desajeitado, pouco esforçado, e até com uma certa lentidão de raciocínio, é reconhecido pelos outros por sua lealdade e força de vontade natural. Quando falamos da primeira parte, Beginning of the End, o foco da narrativa se agarra nele, explorando pequenas recuperações de memórias de períodos diferentes do passado, para ir montando um intrincado quebra-cabeças que se desmonta e remonta constantemente. O grande mistério aqui é desvendar quem é aquele que chamam de Amigo, já que todo o pacote inventado pelo grupo quando crianças, está sendo posto em prática literalmente por aquele homem misterioso. Desde a aplicação do símbolo inventando pelos jovens, quanto as perigosas promessas de um fim do mundo. Para todos o Amigo é visto como um profeta, uma verdadeira personificação divina, mas para Kenji e seus amigos, aquele só poderia ser um dos garotos que presenciaram suas invenções inocentes do passado, e decidiu brincar com o restante do grupo enquanto ascendia para o ato final do Livro de Profecias. A narrativa da adaptação preserva os principais e mais importantes aspectos que são vistos no mangá, e isso tendo o controle de qualidade do próprio Naoki Urasawa. Particularmente considero o roteiro uma obra prima, por conseguir controlar e manter a clareza mesmo com tantos personagens e elementos complexos se destruindo e reconstruindo, sem nunca perder sua atmosfera de tensão.

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SENTIMENTO DE ANGÚSTIA
Eu pelo menos mergulhei de cabeça na trama, e identifiquei bastante similaridade desta ficção com a nossa realidade de fim de 2019 no Brasil, onde temos mais do que nunca, um comportamento fanatizado de pessoas carentes que se agarram num personagem de idoneidade ao menos discutível. Quando o roteiro precisa te chocar mostrando o nível de alienação daqueles que seguem o Amigo, ele não brinca em serviço, trazendo de forma explícita a brutalidade com que aplicam violência contra aqueles que se opõem, ou mesmo falham no entendimento do líder hierárquico presente no momento. O sentimento é de angústia por saber que aquela atitude fanatizada e cega, não se restringe apenas a ficção, e se não cuidarmos de dissuadir, pelo menos moralmente, esses núcleos de gente mentalmente perturbadas, deixaremos só de assistir de longe, para ter aqui no nosso quintal, uma intolerância religiosa institucionalizada, e talvez até mesmo aparelhada pelo Estado. Procuro evitar ser literal com política nos nossos conteúdos, mas existem momentos onde sermos omissos, é estarmos assumindo cumplicidade com o errado. E quem acompanha o NerdComet sabe, aqui não abrimos mão de expressarmos nossos opiniões e reflexões, quem dirá num instante tão sombrio quanto o que vivemos. Conspirações e manipulações em massa nunca são coisas inofesivas, como sempre dizem meus velhos e valiosos  amigos do canal Meteoro Brasil no Youtube.

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TRILHA SONORA
20th Century Boys: Beginning of the End abre ao som do inglês T. Rex, e na mesma vibe também traz Like a Rolling Stone de Bob Dylan. O humor das crianças do filme faz criar Bob Lennon, uma música composta na história por Kenji, homenageando personagens da cultura pop que dispensam apresentações. O japonês Ryomei Shirai, compositor de dezenas de trabalhos para jogos eletrônicos, animes e filmes, é quem assina o ‘score’ da trilogia 20th Century Boys, além de fazer o arranjo de Ai Rock Yû, um empolgante hard rock performado num concerto ao vivo no filme. Só fico devendo a explicação de informar se a banda era real ou apenas um arranjo montado para o longa. A letra é do próprio Naoki Urasawa, que também escreveu Brothers, e obviamente a já comentada Bob Lennon. Também temos a swingada Koi no Kisetsu de Taku Izumi, e Penelope, de Joan Manuel Serrat e Augusto Algueró, executada pela Grande Orquestra de Paul Mariat, com violinos, metais, e pianos belíssimos.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Toshiaki Karasawa, Etsushi Toyokawa, Takako Tokiwa, Teruyuki Kagawa, Hidehiko Ishizuka, Takashi Ukaji, Hiroyuki Miyasako, Katsuhisa Namase, Fumiyo Kohinata, Kuranosuke Sasaki, Shirô Sano, Mirai Moriyama, Kanji Tsuda, Takashi Fujii, Hanako Yamada, Arata Iura, Nana Katase, Chizuru Ikewaki, Airi Taira, Raita Ryû, Ibuki Shimizu, Kaoru Fujiwara, Riku Uehara, Tadashi Nakamura, Dave Spector, Rina Hatakeyama e Tomiko Ishii compõem o elenco.

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20th Century Boys: Beginning of the End
Lançamento:
30/08/2008
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteiristas: Yasushi Fukuda, Takashi Nagasaki, Naoki Urasawa e Yûsuke Watanabe
Produtores: Morio Amagi, Xaypani Baccam, Ryûji Ichiyama e Nobuyuki Iinuma
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 38.231.562

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20th Century Boys 2: The Last Hope
Lançamento:
31/01/2009
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteiristas: Yasushi Fukuda, Takashi Nagasaki  e Yûsuke Watanabe
Produtores: Morio Amagi, Ryûji Ichiyama e Nobuyuki Iinuma
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 29.502.213

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20th Century Boys 3: Redemption
Lançamento:
29/08/2009
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteirista: Yasushi Fukuda
Produtores: Morio Amagi, Ryûji Ichiyama, Nobuyuki Iinuma e Futoshi Ohira
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 48.397.818

CONCLUSÃO
Uma coisa eu posso te garantir, eu duvido muito que você já tenha sido exposto a uma trama tão intrigante e complexa como essa. 20th Century Boys com certeza não é conteúdo para qualquer tipo de pessoa, ele é estereotipado na pegada japonesa, e consideravelmente complicado de se compreender. Não por ser um conteúdo cabeça, mas por exigir bastante interesse e foco de quem se predispõe assistir, já que a número de informações necessárias para se entender o todo é elevado, e jogado embaralhado no colo da gente. Eu tenho um apego muito grande a este filme, e o considero dentro dos meus vinte favoritos, sem sombras de dúvidas. A trilogia 20th Century Boys é recomendada para maiores de 15 anos, e caso consiga acesso a essa obra prima pouco conhecida aqui no Brasil, espero que tire um ótimo proveito. E por favor, volte aqui para me dizer o que achou. Quero saber se sou louco sozinho, ou alguém mais se empolgou tanto.

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O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS (CRÍTICA)

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SINOPSE
Alex Rogan é um adolescente que investe todo o seu tempo livre quebrando os próprios recordes em Starfighter, seu jogo de fliperama favorito. Certo dia o garoto é contactado por Centauri, um misterioso homem que revela ser o verdadeiro criador daquela máquina, qual tinha como finalidade treinar e recrutar hábeis pilotos para verdadeiras batalhas espaciais. Alex então é levado para um planeta alienígena muito distante da Terra, onde é colocado no front de uma violenta guerra. Lá o rapaz é colocado sob forte pressão, e descobre que suas habilidades não são tão especiais quando vidas reais estão em perigo.

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COMENTÁRIOS
Trinta e cinco anos se passaram e, O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter), que fora sucesso de bilheteria ao redor do mundo, ainda vive no imaginário de sua base de fãs. No Brasil era explorado ao máximo nas contínuas reprises de Sessão da Tarde, numa época onde junto com A História Sem Fim (1984), Krull (1983) e TRON (1982), alimentava o lado lúdico dos jovens bem mais inocentes que os de hoje. O Último Guerreiro das Estrelas é algo tão relevante, que agora mesmo, fim de 2019, existe uma sequência direta sendo escrita e produzida por Gary Whitta, co-roteirista de Rogue One: Uma História Star Wars (2016). Mas o que há de tão bom assim neste clássico de mais de três décadas de vida? E ainda hoje, seria algo para se ver na boa sem se incomodar com sua idade?

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Quando foi lançado em 1984, era o que tinha de melhor em se tratando de efeitos especiais. Seus incríveis feitos só foram conseguidos graças aos recursos tecnológicos do Gray X-MP, o mais poderoso computador disponível na época com seus 16 MB de memória. O que um dia superou até mesmo o icônico TRON, hoje se tornou bastante datado, e vai precisar de muito desprendimento da modernidade para ser aceito pelos mais jovens. Mas sinceramente eu considero que isso não importa tanto, já que o seu maior mérito é sua ideia até hoje exclusiva. Jonathan R. Buetel acertou em cheio quando teve o estalo de mesclar o conto arturiano , com o do maior pontuador num fliperama construído com o único fim de selecionar o maior guerreiro da galáxia. As similaridades de roteiro com a de obras como E.T.: O Extraterrestre (1982), ou os filmes da franquia Star Wars, precisavam ser evitadas, isso fez com que os textos originais sofressem uma série de modificações. O resultado é uma aventura de ficção científica com muita identidade, e mostrando um humor bem espirituoso.

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Seu maior ponto fraco são suas interpretações nada boas, e vamos ser sinceros aqui, atores bons em produções juvenis eram raridade naqueles tempos. Aqui temos Lance Guest, sempre canastrão em seus trabalhos, mas conseguindo ainda um pouco de crédito devido o fator nostálgico daqueles que eram crianças ou jovens adolescentes na época, e trazem alguma simpatia pelo cara. Eu em particular busco compreender qualquer obra considerando seu cenário original, e para a década de oitenta e começo de noventa, O Último Guerreiro das Estrelas é um filme totalmente aceitável. E acredite, para mim, ainda muito compensador de assistir, mesmo considerando todas as suas limitações e problemas.

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LENDAS URBANAS
Muitas histórias e lendas urbanas se escondem atrás de O Último Guerreiro das Estrelas, desde um protótipo de jogo baseado no filme sendo feito para o Atari 5200 e que nunca deu as caras, até que o filme era baseado em Polybius, um outro famigerado jogo que causaria convulsões, amnésia e pesadelos naqueles que jogassem. Polybius seria um jogo fazia parte de um projeto secreto do governo americano para coletar “dados extrassensoriais” dos jogadores, e teria sido desenvolvido nos subúrbios de Portland, Oregon, em 1981. No fim das contas ninguém nunca conseguiu provar nada dessas histórias, mas que a criatividade do povo é algo sem limites, isso é.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Lance Guest, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stewart, Norman Snow, Robert Preston, Kay E. Kuter, Barbara Bosson, Chris Hebert, Dan Mason, Vernon Washington, John O’Leary, George McDaniel, Adrienne Barbeau, Heather Locklear, Scott Dunlop e Peggy Pope compõem o elenco. Escrito por Jonathan R. Betuel, O Último Guerreiro das Estrelas é uma produção estadunidense de 1984 dirigida por Nick Castle. A aventura de ficção científica tem como produtores Gary Adelson e Edward O. Denault, que usam o estúdios da Universal Pictures. Seu orçamento é estimado em 15 milhões de dólares, e sua receita final de aproximadamente 28 milhões.

CONCLUSÃO
Quem já passou dos trinta com certeza conhece essa pérola da aventura e ficção científica que fazia todo moleque sonhar em passar pela mesma surreal situação. Para quem não conhece ainda, fica a dica para compreender o que era sinônimo de diversão para seus pais e tios. Procurem entender que as tentativas de efeitos especiais que com certeza te arrancará risos, um dia foram as coisas mais maravilhosas para alguém. O mundo evolui, e embora a arte faça o mesmo, cada uma delas tem sua posição contextual nas diferentes épocas.

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NINGUÉM TÁ OLHANDO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
As pessoas não estão tão abandonadas assim, escondido num plano invisível existe o Sistema Angelus de Proteção aos Humanos, uma grande rede que se espalha pelo mundo inteiro. No 5511º Distrito um novo membro chegava, era Ulisses, um angelus muito questionador, e que diferente de todos os outros, contestava pontualmente cada uma das regras. Após receber a Ordem do Dia enviada pelo Chefe, um angelus deve se dirigir ao seu protegido para acompanhá-lo por todo expediente, enquanto o livra dos perigos sem ser notado. Ao fim do período trabalhado, o angelus deve fazer seu relatório e entregar ao supervisor para que o mesmo seja arquivado. Ulisses entendia o processo mas não conseguia controlar seus impulsos, decidia por si só ajudar os humanos que sentia realmente estar precisando de socorro. Sempre bem intencionado, mas ainda assim quebrando sequências de tradições milenares, Ulisses começava a alterar muito mais a ordem das coisas do que imaginava ser capaz.

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COMENTÁRIOS
Simplesmente por ser uma produção brasileira, muita gente já fica pé atrás. “Ah, vai ser mais uma produçãozinha com cara de novela das nove.” Aí que você se engana, Ninguém Tá Olhando (Para exportação: Nobody’s Looking) possui uma estética, tanto visual quanto de linguagem, muito peculiar. Com um humor ácido e bastante inteligente, arranca gargalhadas até mesmo em situações dramáticas apenas por seus cenários criados absurdos. Ulisses que é interpretado por Victor Lamoglia, é engraçadíssimo nos seus atos atrapalhados e nas expressões quando descobre mais uma vez ter feito besteira. E admito ter me surpreendido muito, quando noto Kéfera Buchmann fazendo um excelente trabalho como atriz. De verdade, eu não consumo o trabalho dela, e o pouco o que eu imaginava era sim baseado apenas em preconceitos dos estereótipos formados pela youtuber teen. Quebrei a cara, e gostei bastante disso.

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Esquetes, stand-up comedy, sitcom, enfim, nada muito focado assim na comédia prende muito minha atenção. Pelo menos não por muito tempo.  Mas assistindo ao trailer de Ninguém Tá Olhando na própria Netflix, senti que aquela ideia tinha um potencial muito bom. Marquei o interesse de assistir quando a série estivesse liberada, e percebendo que eram apenas oito episódios de poucos minutos, decidi conferir. E foi uma experiência sensacional! Excelentes atuações num roteiro muito bem elaborado, e uma produção bem bacana. Com direito a computação gráfica de qualidade e tudo mais! Te dou uma dica, caso ainda esteja de nariz torcido, abandone o preconceito e dê oportunidades a coisas diferentes do que está acostumado a consumir. O único risco é o de você gostar bastante e precisar ocultar de seus amigos trevosinhos que curtiu uma parada brasileira onde estrelam aquela celebridades que todo mundo curte zoar. E o pior, na maioria das vezes pelo mesmo motivo, imaturidade e preconceito besta. Deixei o trailer aí para que dê uma conferida, e gostaria de saber sua opinião nos comentários. Fechado?

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Victor Lamoglia, Kéfera Buchmann, Júlia Rabello, Projota, Danilo de Moura, Augusto Madeira, Leandro Ramos e Telma Souza compõem o elenco. Criada pro Daniel Rezende, Carolina Markowicz, Teodoro Poppovic, Ninguém Tá Olhando é uma série do gênero sitcom lançada exclusivamente para o serviço por assinatura Netflix no fim de 2019. A direção ficou a cargo de Daniel Rezende, diretor também de Turma da Mônica: Laços (2019), conhecido por sua participação em grandes sucessos brasileiros como Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007), e até mesmo o estadunidense Robocop (2014) atuando como editor de José Padilha.

CONCLUSÃO
Juntando a galera do Porta dos Fundos, Parafernalha, Julinho da Van, outros bons comediantes, e até mesmo o compositor Projota, Ninguém Tá Vendo foi uma aposta acertadíssima de seus idealizadores! Seu humor é inteligente, original e absolutamente nada pedante. Os diálogos fluem com naturalidade e as situações mais absurdas possíveis arrancariam risadas até mesmo do Chef Érick Jacquin. Pode perguntar pra ele. O sitcom está disponível na Netflix tendo apenas oito episódios de uns vinte minutos cada, e certamente terá uma segunda temporada, já que a história ficou em aberto. Sua classificação etária é de 16 anos, então tire as crianças da sala porque rolam alguns palavrões e pagações de peitinho. Estava sem nada para assistir, então cai dentro desta série que é garantia de sucesso no fim de semana.

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SWORD ART ONLINE – ANIME (CRÍTICA)

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SINOPSE
111_01Em 2022 uma tecnologia que permitia entrar em mundos de realidade virtual realistas e detalhados se tornava febre entre os jovens e adultos japoneses. A novidade se chamava NerveGear, e consistia em um capacete que estimulava os cinco sentidos dos usuários, permitindo que eles conseguissem total imersão e controle de seus avatares. Akihiko Kayaba era o nome por trás da genial invenção, e quem também oferecia o Sword Art Online, um jogo de realidade virtual do tipo VRMMORPG, sigla para Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game. Seu lançamento se daria no fatídico dia 6 de novembro de 2022, quando 10 mil jogadores entraram pela primeira vez em seus servidores, e para surpresa de todos, descobriram-se incapazes de deslogar. Kayaba então aparece informando para todos, que se desejassem a sessão, teriam de vencer todos os 100 andares de Aincrad, um castelo vertical de aço no cenário de Sword Art Online. E aqueles que fossem mortos na partida, ou que tentassem remover forçosamente o NervoGear, também seriam mortos na vida real. São nessas condições que sobressai Kirigaya “Kirito” Kazuto, um dos mil jogadores da versão beta e, profundo conhecedor dos ambientes e mecânicas de Sword Art Online. Kirito está convicto de poder vencer aquele desafio, aproveitando ter descoberto a identidade de Kayaba, para depois de sair, ir até ele e conseguir libertar todos os ainda presos no jogo. Em sua jornada ele enfrentará todo tipo de obstáculo, mas também fará amigos leais que lhe darão todo o suporte nesta fantástica aventura de vida ou morte.

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COMENTÁRIOS
Sword Art Online (ソードアート・オンライン) é o primeiro arco de uma franquia que já gerou dezenas de produtos relacionados, mas trataremos aqui especificamente o primeiro anime lançado no fim de 2012. De qualquer forma é importante saber que, como praticamente todos os animes existentes, este também é derivado de um mangá. A mente por trás deste incrível trabalho é Reki Kawahara, escritor japonês de light novels, e também autor de Accel World, uma outra obra de temática parecida. Para Sword Art Online, que vamos abreviar como SAO, Kawahara se inspirou principalmente no MMORPG coreano Ragnarök Online de 2002. E como eu sei disso? Eu abneguei por quase uma década de vida social em prol desta m… Enfim, eu joguei bastante e afirmo com toda convicção do mundo que todos os elementos de Ragnarök Online estão inseridos em SAO. O que não faz nem de perto isso ser um problema, já que o conceito traz quase infinitas possibilidades para se gerar conteúdo. E não é a toa que a franquia hoje tem cinco arcos de animes (com mais um já agendado para 2020), um longa metragem, uma infinidade de light novels, uns dez jogos para videogames, e óbvio, um número sem fim de mangás.

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Partindo da premissa do herói que toma para si a responsabilidade por todos, SAO segue bem uma grande lista de clichês clássicos do gênero seinen. Mas bem diferente da maioria das obras do estilo, ele valoriza muito o seu lado dramático e filosófico. Hoje a sociedade se vê cada vez mais dependente da tecnologia e sofre em se desconectar dessas vias inimagináveis de fios que ligam o mundo. Tudo é muito rápido, nossa forma de fazer vínculos e nos inserirmos em sociedades, acontecem num estalo. Então não é tão difícil entender, mesmo para você que talvez não faça ideia do que raios é um MMORPG. Mas entenda algo, assim como é natural e compreensível a socialização numa fila ou mesa de bar, o mesmo pode ser feito através do telefone. E então porque desconsiderar o mesmo em um jogo no qual você compartilha uma lista sem fim de tarefas, enquanto se diverte e interage verbalmente com novas pessoas? Acredito que explicando assim se torna inevitável entender a facilidade que é formar vínculo em alta velocidade com uma pessoa do outro lado do globo. E SAO se trata muito mais dessa relação entre pessoas, do que avançar pelos andares de uma torre para alcançar a vitória. No entando não se engane, não é porque atrás de uma aventura repleta de drama, que a coisa toda é arrastada e cansativa. Suas cenas de ação são muito empolgantes, existem alívios cômicos continuamente, o fan service está lá, e conforme vamos nos aproximando do fim do arco, uma clima épico vai aflorando para nos fazer entristecer por saber que a temporada irá acabar. Mas fique tranquilo, como dito antes, o que não falta é conteúdo para curtir na sequência.

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Título Original: Sword Art Online (ソードアート・オンライン)
Gêneros: Seinen, fantasia, ficção científica, drama e romance.
Total de Episódios: 25
Período no Ar: 08/07/2012 até 23/12/2012 (Japão)
Criador: Reki Kawahara
Direção: Itou Tomohiko
Designer de Personagens: Adachi Shingo
Direção de Animação: Adachi Shingo e Kawakami Tetsuya
Trilha Sonora: Kajiura Yuki
Estúdio: A-1 Pictures

CONCLUSÃO (COM DICA DE AMIGO)
Se você já é um fã de animes e procura assistir de tudo, então não perca tempo e vai logo lá conferir Sword Art Online se ainda não o fez. Mas se você já não é um otaku de carteirinha, então está aí uma excelente oportunidade de se inserir nesse universo cheio de boas histórias par contar. Relaxa, você estará seguro podendo sair quando bem entender, e isso sem precisar maratonar tudo de uma só vez para sair vivo. Porém deixo uma recomendação de saúde (mental) pública, fique distante dos MMORPG’s de verdade! Você não faz ideia do que é mergulhar em um jogo por dezenas de horas diárias as vezes, achar que está tudo bem, e quando se dá conta, ter pedido anos e anos em algo que não rendeu tantos frutos quanto o seu tempo fora dele poderia proporcionar. Jogos eletrônicos não são um vício, longe disso, mas quando se trata de MMORPG a coisa não é tão simples assim. É só você entender que num jogo deste gênero, existem conquistas umas atrás das outras, e no momento que você está dormindo, tem alguém correndo atrás daquelas conquistas para se manter no topo entre os mais bem sucedidos no game. Isso te instiga a jogar continuamente, afinal, eu pressuponho que a maioria das pessoas que se interessem por jogo tenham mais competitividade no coraçãozinho que a média da população geral. Enfim, não estou dizendo que você não deva jogar nada. Quem sou eu para querer pagar sermão pra alguém, mas só deixo o alerta. Nosso familiares e amigos de longa data são insubstituíveis, e se fez um novo no joguinho, trate logo, tomando todos os cuidados com segurança, de trazê-lo para o seu círculo real de amizades. Estes foram os conselhos do He-Man. Até a próxima minha gente!

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STAR TREK: DISCOVERY – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE / PRIMEIRA TEMPORADA
Um século de paz se passava entre a Federação e o Império Klingon, quando durante a investigação em um satélite danificado na borda do espaço amigo, a tripulação da USS Shenzhou encontra um objeto oculto de seus sensores. A primeira oficial Michael Burnham se candidata a investigar mais de perto, descobrindo aquela ser uma antiga nave. Surpreendida e atacada por um klingon, acidentalmente acaba o matando enquanto tentava escapar, o que levou uma facção de klingons ao lamento pela morte do soldado. “Torchbearer” era seu apelido, e antes que o rejeitado Voq se voluntariasse a assumir o seu posto, liderados por T’Kuvma, os klingons se revelavam em uma nave invisível. T’Kuvma então fomenta a ira dos seus pela suposta tentativa da Federação em querer usurpar a individualidade dos klingons e de sua cultura, planejando assim cumprir uma antiga profecia de reunir as 24 grandes casas klingons assim como Kahless fizera no passado. Voq então ativa um farol que convoca os klingons, e Burnham desesperada tentando impedir uma guerra, contraria as ordens da Capitão Georgiou, tenta impedir.

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COMENTÁRIOS
Enquanto alguns evocam Star Wars como uma aventura de ficção científica, os amantes de Star Trek se contorcem de ódio com tal sugestão errônea. Temos de convir, se formos prestar um pouquinho só de atenção, iremos perceber que Star Wars é uma fantasia medieval ambientada no espaço, com história de cavaleiros com espadas, ‘montarias’ e tudo mais, exatamente como os clássicos europeus. Isso nunca fora um assunto obscuro, e sempre fora encarado exatamente assim pelo próprio autor. Por outro lado Star Trek procura ser o mais científico possível, fazendo uso de conceitos críveis, e que nada mais seriam do que uma projeção de evolução. Seus enredos são ficções? Óbvio, mas procurando manter sempre a coerência de se manter como científico em suas concepções de futuro. Então após fazer uma rasa distinção do que seria a franquia para os passageiros de primeira viagem, tentaremos nos focar especificamente em Star Trek: Discovery, a produção originalmente lançada para o serviço CBS All Access em 2017.

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É importante perguntar inicialmente, quais destes três é você? Um: Literalmente um passageiro de primeira viagem e que não faz ideia do que é Star Trek? Dois: Já consumidor de Star Trek, mas aberto a novas reformulações em prol da boa aceitação do público geração a frente da sua? Três: Um fã purista e exigente que não aceitar que toda a essência e filosofia original seja maculada? Bem, pergunto isso porque é a base para saber com que olhos irá encarar esta sétima série da franquia. A primeira temporada de  Star Trek: Discovery se passa no ano 2256 do nosso calendário terrestre, dez anos antes da expedição que origina a série sob o comando de James Tiberius “Jim” Kirk, o Capitão Kirk, líder da USS Enterprise. As iniciais incoerências e inconsistências começam a ser notadas quando colocamos as duas séries lado a lado. Star Trek: Discovery apresenta um nível conceitual de tecnologia absurdamente superior ao que se viria anos depois na série original, o que faz com que os fãs mais puristas e detalhistas se contorçam de agonia. Falha simples que poderia ser contornada com o posicionamento do episódio em outro momento mais a frente na linha cronológica.  A filosofia também fora arranhada, já que diretrizes da Frota Estelar prezam pela não interferência em sociedades ou formas de vida alienígenas, e em Star Trek: Discovery isso não é plenamente respeitado. Então se você é um fã muito radical, eu até acredito que talvez você complete a série, mas com certeza terá de arrumar um peruca ao término.

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Quando consideramos o público cru neste universo, lógico, o que curta ficção científica, não há dúvida alguma de que ficará muito satisfeito. O ponto de partida é recheado de sequências de ação, batalhas espaciais e, a montagem de um cenário atraente até mesmo para quem não é público alvo de Star Trek. Mas não demora muito, e após os três primeiros episódios, Discovery toma rumo à natureza do que realmente é a franquia. A curiosidade de desbravar novos mundos, os conflitos morais entre os personagens, e um capitão destemido estimulando sua tripulação para resolver os problemas mais complexos, tudo que Gene Roddenberry, criador de Star Trek, idealizou para sua obra. Como considerado antes, creio que um ‘trekker’ muito purista vá se incomodar com quase tudo, visto que esta é uma total reformulação da série, quase um reboot. Agora, se você for um fã flexível, que consome o que a maré trouxer, relaxa porque todas as pequenas falhas são aceitáveis e não vão manchar a honra da sua série preferida.

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A produção de Star Trek: Discovery é fabulosa, trazendo um elenco de primeira linha, recursos técnicos tão bons quanto de superproduções do cinema e, uma edição sonora fantástica! Como de esperado, era preciso superar velhos paradigmas, fazendo desta que nunca foi uma série lá muito interessada em se fazer visualmente vistosa, parecer mais agradável aos olhos do público mais moderno. E afirmo, o tiro foi acertado! Trouxe uma roupagem cheia de luxo numa película de alto contraste muito bonita. Suas cenas em computação gráfica são de excelente bom gosto, e em momento algum eu me senti incomodado com falhas de efeitos da pós produção. O roteiro é o típico de série, e essa é uma do tipo contínua, no entanto ainda assim consegue se fracionar com uma boa lógica. Uma outra coisa que também me chamou a atenção foram as cenas de ação, já que Star Trek é famosa por ser uma tristeza nesse quesito. E voe ‘voilà’, que beleza! Coreografia muito bem feitas e, que aproveitam muito bem ângulos e recursos do cenário.

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Uma coisa é certa, os temos são outros e as coisas precisam inovar. Hoje já temos a muito bem sucedida trilogia de J. J. Abrams que já está indo para um quarto filme, e faz bem para a saúde da franquia que a série não se sinta intimidada pelo seu novo carro-chefe. Star Trek: Discovery traz uma boa revigorada ao universo criado por Roddenberry, e junto de Perdidos no Espaço (2018), outra série de ficção científica das antigas que recebera uma nova vestimenta. Se você  ainda nunca assistiu nada de Star Trek, considere-se um privilegiado, pois terá com esse um ótimo ponto de partida. E fique tranquilo se acha que ficará perdido dentro desta franquia gigantesca, tudo em Discovery é explicado, e aos poucos você vai se inserindo. E quem sabe tome gosto para conhecer as produções que antecederam esta. Então aperte o cinto, entraremos em dobra espacial!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Sonequa Martin-Green, Doug Jones, Shazad Latif, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Jason Isaacs, Wilson Cruz, Anson Mount, Michelle Yeoh, Mary Chieffo, James Frain, Jayne Brook, Kenneth Mitchell, Rainn Wilson, Tig Notaro, Ethan Peck, Rachael Ancheril e David Ajala compõem o elenco. Produzida pela CBS Television Studios associada com a Secret Hideout, Roddenberry Entertainment e Living Dead Guy Productions, Star Trek: Discovery tem Gretchen J. Berg e Aaron Harberts como diretores gerais, e Akiva Goldsman como provedor de produção. A série de ficção científica com milhões de fãs pelo mundo veio com um altíssimo nível, sendo premiada em 2018 como a Melhor Série de Televisão pelo Saturn Awards, e que também agraciou Sonequa Martin-Green como Melhor Atriz. Jason Isaacs também foi lembrado pelo Empire Awards, no qual recebeu como Melhor Ator de TV. Star Trek: Discovery até o fim de 2019 possui duas temporadas, 15 episódios na primeira, e 14 na segunda, sendo distribuído no Brasil com o selo Netflix.

CONCLUSÃO
Star Trek: Discovery chega trazendo novos ares para uma franquia repleta de fãs ao redor do mundo. E faz isso modificando alguns poucos conceitos, que a meu ver não deveriam servir para desqualificá-lo dentro do seu universo. Claro, isso é opinião minha. Sua produção é cinco estrelas, trazendo excelentes atuações, roteiro redondinho, efeitos especiais com qualidade de cinema, e uma trilha sonora muito inspirada. Se você tinha dúvidas do que assistir, considere esta uma das primeiras opções na sua lista. Classificada como recomendada para maiores de 14 anos, Star Trek: Discovery está disponível no serviço por assinatura Netflix. Vida longa e próspera!

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BOHEMIAN RHAPSODY (CRÍTICA)

 

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SINOPSE
Brian May, Roger Taylor e Tim Staffell formavam o Smile, uma boa banda londrina mas sem muita identidade. Só que as coisas tomaram rumos inimagináveis quando o atirado Freddie Mercury ofereceu sua única e potente voz para o grupo. Tim Staffell sai, e junto de Freddie, John Deacon entra para assumir o baixo. Nascia assim o Queen, uma das maiores e mais importantes bandas de todos os tempos! Junto da fama também veio muito luxo e portas abertas, e as coisas começam a sair do controle quando o estilo de vida extravagante de Freddie passa a afetar a rotina do grupo.

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COMENTÁRIOS
Sendo centralizado pela ótica de Freddie Mercury, Bohemian Rhapsody traz uma certa polêmica. Assim como eu, acredito que muitas pessoas se perguntaram se aqueles triviais eventos comportamentais foram honestamente bem retratados no drama. Te seria justo que uma briga entre você e um amigo fosse contada apenas pela versão dele? É, Freddie Mercury não estava aqui para palpitar no roteiro. Mas deixemos a treta de lado e vamos ficar com a licença poética da coisa, afinal, a história não foi tão cruel assim com o músico. Vamos ao que importa, dissecar um pouquinho este fabuloso filme.

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Bohemian Rhapsody é simplesmente fantástico! Esteticamente bonito e bem roteirizado, possui duas coisas importantíssimas e que empatam no meu entendimento, uma é a qualidade absurda da edição de som, e outra a atuação brilhante de Rami Malek. O verdadeiro Freddie era levemente mais parrudo, mas é impossível não aceitar a verdade do personagem retratado. Malek literalmente incorporou Freddie, demonstrando todos os seu trejeitos e expressões. É possível sentir a dedicação do ator com o trabalho que topou fazer, e tanto esforço lhe garantiu merecidamente uma estatueta do Óscar. Em pensar que o papel quase ficou para Sacha Baron Cohen, o caricato Borat. Tudo em Bohemian Rhapsody é ousado, o filme não se trata de um musicas e muito menos um documentário, mas consegue um sucesso incrível do roteiro por incorporar muito bem as duas coisas. A trilha sonora, seu principal elemento, é brutal e seleciona os melhores hits da banda. Somebody to Love, Keep Yourself Alive, Now I’m Here, Killer Queen, Don’t Stop Me Now, e obviamente We Will Rock You e Bohemian Rhapsody são só algumas das músicas do filme.

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UM POUCO DA HISTÓRIA DE FREDDIE
Demonstrando desde muito cedo ter tino para arte, Freddie com apenas oito anos já se interessava pela música de Lata Mangeshkar, uma cantora e compositora indiana que naquele momento era sua maior inspiração. Aos doze montou uma banda, The Hectics, e mesmo com um invejável talento, era alvo do bullying das crianças da sua idade por causa de sua personalidade afeminada. Freddie então se recolheu na própria realidade, se tornando uma pessoa bastante introspectiva e tímida com os desconhecidos. Aos dezessete Freddie se mudou para Londres com sua família, fugindo dos perigos da Revolução Civil de Zanzibar em 1964. Se graduou como designer gráfico numa escola politécnica, e no início da vida adulta foi trabalhar como vendedor em uma loja de roupas, fato esse alterado no roteiro de Bohemian Rhapsody. De qualquer forma foi lá que conheceu Mary Austin, aquela que se tornara sua namorada e fiel amiga por toda vida.

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Freddie integrou algumas bandas, o Wreckage que não durou muito, e depois o grupo Sour Milk Sea. Mas foi em abril de 1970 que Freddie se junto ao Smile, banda do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor, época em que Freddie, apelidado assim por seus na infância, adotou a alcunha de Mercury, baseado na letra de uma de suas primeiras canções. Farrokh Bulsara, era esse o nome de batismo do proeminente astro do rock, e claro, Smile era bacana mas não soava tão bem ao ponto de combinar com a imponência de um Freddie Mercury, então porque não trocarmos para algo mais glamouroso? Queen pareceu ótimo! Uma coisa precisa ser contada, nada da infância de Freddie é retratada em Bohemian Rhapsody. Na realidade o filme inicia no momento onde o Smile estava em decadência, e Freddie chegou para se unir ao grupo. Então porque eu contar tudo isso? Bem, o longa não é um documentário, mas pedaço da jornada de um personagem complexo que merece ter sua personalidade minimamente explicada. E tanto seu trajeto com o Queen quanto seu passado anterior à banda, tem iguais importâncias para quem queira tirar o máximo proveito do filme.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Rami Malek, Ben Hardy, Gwilym Lee, Joseph Mazzello, Allen Leech, Lucy Boynton, Mike Myers, Aaron McCusker, Aidan Gillen, Tom Hollander, Dermot Murphy, Meneka Das, Ace Bhatti, Dickie Beau, Neil Fox-Roberts, Philip Andrew e Matthew Houston compõem o elenco. Bohemian Rhapsody foi dirigido por Bryan Singer e Dexter Fletcher, esse último que não é creditado no filme. O roteiro ficou a cargo de Anthony McCarten, e foi produzido por Graham King e Jim Beach. Esse é praticamente um filme musical, portanto é importante dizer que as músicas e edições sonoras ficaram na conta de John Ottman. O longa foi distribuído pela 20th Century Fox, e teve um orçamento de 52 milhões de dólares, com uma receita final de mais de 900 milhões.

CONCLUSÃO
Bohemian Rhapsody conta o trajeto da vida de Freddie Mercury ao ingressar naquela que se tornaria uma das maiores e influentes bandas de rock do mundo. Sempre eclética, o Queen fez nascer com a voz de Freddie, músicas que agradavam todas as idades e classes sociais. Não é segredo para ninguém, Freddie Mercury morreu devido a complicações causadas pelo vírus da AIDS, mas sua força de vontade aliada à sua influência, o tornou no maior símbolo do mundo de elucidação da doença. Mas Bohemian Rhapsody não é apenas isso, ele tem seus dramas e conflitos, mas em essência é um filme muito divertido e empolgante que deve ser visto numa reunião de família. We Will Rock You!

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OS MELHORES FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA

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ALIEN: O OITAVO PASSAGEIRO (1979)

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SINOPSE: A nave espacial rebocadora Nostromo está retornando de Thedus para a Terra trazendo consigo com uma carga de 20 milhões de toneladas de minério, bem como seus 7 membros da tripulação. A viagem então é interrompida por um sinal misterioso, que faz o computador por protocolo acorde toda a equipe. Agora com a Nostromo desconectada do pesado carregamento, aterrissa no planeta de onde a mensagem surgiu, e enquanto em solo, um membro do grupo é atacado por uma estranha criatura. Pensava-se que aquele fosse somente um caso isolado, sendo retomado destino à Terra. No entanto aquilo era apenas o começo de uma jornada aterrorizante, pois a Nostromo carregava um oitavo passageiro.

COMENTÁRIOS: Alien: O Oitavo Passageiro (Alien) é um filme britano-estadunidense dirigido por Ridley Scott, e escrito por Dan O’Bannon, se baseando em uma história criada por ele e Ronald Shusett, na qual se inspiraram em trabalhos anteriores de ficção científica e terror. Aclamado pela crítica arrematou milhões de fãs pelo mundo todo, e logo se tornou a franquia mais importante de Ridley Scott. Alien definitivamente não é apenas um filme de ficção científica, mas também uma verdadeira obra sombria de horror, trazendo cenas assustadoras que até hoje faz o público se contorcer no sofá. Seu orçamento foi de 11 milhões de dólares, e rendeu uma receita de 105 milhões.

 

BLADE RUNNER: O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

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SINOPSE: No que seria o futuro do ano 2019, a Corporação Tyrell desenvolve seres biogenéticos para serem usados como trabalhadores em colônias fora do planeta, conhecidos como replicantes. Os modelos Nexus-6 possuem uma vida útil de 4 anos, e é descoberto que quatro destes retornaram à Terra ilegalmente, provavelmente para buscar prolongar suas vidas. Sendo propriedades da Tyrell, o ex-policial Rick Deckard é contratado como mercenário para caçar o grupo fugitivo pela cidade de Los Angeles.

COMENTÁRIOS: Blade Runner: O Caçador de Androides (Blade Runner) é uma produção honcongo-estadunidense dirigida por Ridley Scott, o mesmo de Alien, e tem seu roteiro escrito por Hampton Fancher e David Peoples, que se inspiraram no romance de Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep?. Blade Runner se trata de uma ficção científica neo-noir excessivamente atmosférica que se desenvolve sem pressa, te inserindo num ambiente muito característico conhecido popularmente como cyberpunk. A Los Angeles é escura, com o chão sempre úmido refletindo as infinitas luzes neon, com um ambiente pesado e violento. Não bastando sua estética visual fantástica, ainda traz composições originais de Vangelis com uma das trilhas sonoras mais fabulosa de todos os tempos, combinando uma melodia sombria, clássico e sintetizadores futuristas. Definitivamente Blade Runner estabeleceu o conceito até então nunca visto no cinema. Custando 28 milhões de dólares, teve um faturamento final de 33,8 milhões.

 

DE VOLTA PARA O FUTURO (1985)

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SINOPSE: Marty McFly é um adolescente de uma pequena cidade californianda, que após uma experiência errada do excêntrico Dr. Emmett “Doc” Brown, é transportado em um DeLorian modificado para o ano de 1955. Agora no passado, Marty conhece as versões bem mais jovens dos seus pais, mas sua presença acaba interferindo gravemente na sua própria linha temporal. Deixando assim, ele simplesmente não nasceria, então decide dar uma forcinha para que seus pais se apaixonem. E claro, tudo isso antes de voltar para o seu tempo e ainda salvar o Doc Brown da enrascada em que se meteu.

COMENTÁRIOS: De Volta para o Futuro (Back to the Future) é uma superprodução norte-americana de Steven Spielberg, Neil Canton e Bob Gale, dirigida por Robert Zemeckis. Roteirizado pelo próprio Zemeckis em parceria com Bob Gale, essa aventura fantástica de viagem no tempo, se tornou um dos filmes mais importantes do século 20! E eu me nego a detalhar De Volta para o Futuro, mesmo sabendo que há um público jovem que não faz ideia do que isso se trata. Me re-cu-so! Filho, você tem prova do ENEM hoje? Então, esquece isso e vai assistir essa parada! Brincadeira, faz a prova primeiro. MAS DEPOIS VAI ASSISTIR ESSA PARADA! Confie em mim! Tendo um orçamento de 19 milhões de dólares, essa obra-prima faturou nada menos que 381 milhões!

 

O SEGREDO DO ABISMO (1989)

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SINOPSE: O USS Montana, um avançado submarino nuclear, afundou misteriosamente com 156 tripulantes na Fossa Cayman, na região do Caribe, e após o ocorrido não houve mais contato. Devido a um furacão estar se aproximando, uma experiente equipe de plataforma de exploração de petróleo da proximidade é convocada e, liderada pela Marinha para executar a Operação Salvo, que visa resgatar a tripulação do Montana. O trabalho se inicia com a perigosa descida, e Bud Brigman, mergulhador chefe,  pressente que sua equipe está correndo perigo, porém o que descobriria mais abaixo estava muito além da sua compreensão.

COMENTÁRIOS: O Segredo do Abismo (The Abyss) é um filme estadunidense escrito e dirigido por James Cameron. Com uma produção megalomaníaca, Cameron investiu apenas de baixo d’água, oito semanas de gravação, e fez deste um palco para efeitos especiais revolucionários. Lembra do androide T-1000 de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final? Então, as entidades alienígenas aqui foram a vanguarda de tais recursos fabulosos. O Segredo do Abismo é um aventura de ficção científica cheia de suspense e sensações claustrofóbicas, além de trazer um dos finais mais surpreendentes dentre os filmes do gênero. A façanha custou caro para época, tendo um custo de 45 milhões de dólares, e uma receita de 90 milhões.

 

O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL (1991)

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SINOPSE: O ciborgue assassino T-1000 é enviado pela SkyNet de volta no tempo, com um único propósito, eliminar John Connor, aquele que no futuro será a chave para a vitória da humanidade. O jovem então é perseguido pela letal máquina, que possui a habilidade de mimetizar fisionomias para se misturar a população. Num esforço para se proteger, o próprio John envia do futuro o T-800, um ciborgue Modelo 101 da SkyNet, que embora inferior ao T-1000, é ainda assim poderoso e reprogramado para lutar pela resistência.

COMENTÁRIOS: O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day) é uma produção estadunidense escrita, produzida e dirigida por James Cameron. Considerado um visionário por muitos, Cameron fez deste o primeiro filme a superar a marca dos 100 milhões de dólares de orçamento, e esse investimento absurdo, ainda mais para a época, lhe rendeu um faturamento de mais de 520 milhões. Sucesso de bilheteria e detentor de milhões de fãs fanáticos pela franquia, este segundo episódio lhe rendeu sete indicações ao Óscar, tendo recebido o prêmio nas categorias de melhores Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros, Edição de Som, Som e Maquiagem. Além do BAFTA, MTV Movie Awars, e outras premiações menos conhecidas.

 

ETERNAMENTE JOVENS (1992)

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SINOPSE: O ano era 1939 e, Daniel McCormick, um piloto de testes, perde a cabeça quando descobre que a mulher que amava, e estava prestes a pedir em casamento, entra num coma irreversível depois de ser atropelada. Desiludido com a vida e não tendo mais nada a perder, aceita se voluntariar num experimento militar no qual ficaria um ano em animação suspensa. Acaba acontencendo um incêndio e o cientista encarregado morre, fazendo com que o projeto seja cancelado. Sem ser notado, Daniel acaba esquecido no antigo laboratório estando ainda em suspensão. Passaram-se 50 anos desde então, e durante as brincadeiras de dois garotos num galpão supostamente abandonado, Daniel é encontrado congelado em sua cápsula. Por acidente as crianças o tiram do estado de hibernação, e acordando muito confuso, não fazia ideia do quanto tempo havia passado. Nat, um dos meninos, decide levá-lo para casa, e embora tente escondê-lo de sua mãe, Claire acaba descobrindo. Os dois então somam esforços para tentar ajudar aquele intrigante homem a se adaptar a um mundo totalmente novo.

COMENTÁRIOS: Eternamente Jovem (Forever Young) é filme norte-americano roteirizado por J.J. Abrams e dirigido por Steve Miner. Decidi encaixar esse drama romântico na lista, por ele trazer um elemento que em 1992 era sinônimo de ficção científica, mas que hoje em dia se mostra bastante promissor, a criogenia. Mesmo não sendo um filme muito lembrado, considero este um excelente filme e que precisa ser conhecido pelas novas gerações. A premiere hollywoodiana de Eternamente Jovem arrecadou 70 mil dólares como caridade para duas instituições de Mel Gibson, o Centro de Recuperação de Usuários de Alcool e Drogas, e o Centro de Atendimento a Desabrigados de Santa Mônica.

 

STARGATE (1994)

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SINOPSE: Devido as suas teorias fora do convencional, Dr. Daniel Jackson é pouco respeitado por seus pares na academia, no entanto isso não impede de ser convidado a participar das traduções de antigos hieroglifos para a Força Aérea dos Estados Unidos. Jackson é levado para uma instalação militar no Colorado, onde conhece o Coronel Jack O’Neill, que lhe informa que tudo tratado ali seria confidencial. Hieroglifos são apresentados ao professor para que ele faça suas considerações, e logo ele informa que aquelas informações diziam sobre um portal para as estrelas. Os militares então revelam um monumento fantástico, algo que eles acreditavam ser o citado portal, mas não sabiam como seguir além dali. Agora com a colaboração do Dr. Daniel Jackson, o grupo de pesquisadores consegue ativar o Stargate, e assim poder desbravar o seu outro lado.

COMENTÁRIOS: Simplesmente Stargate (Stargate) e, também conhecido no Brasil como Stargate: A Chave para o Futuro da Humanidade, é uma produção franco-estadunidense dirigida por Roland Emmerich, e roteirizado pelo mesmo na parceria com Dean Devlin. Stargate de 1994 é o ponto de partida para uma franquia que floresceu bastante, sucedendo outros filmes e diversos seriados. Mesclando mitologia egípcia, viagens interplanetárias, raças alienígenas, e uma variedade de teorias científicas, é prato cheio para o público sedento por conteúdo nerd! Com um orçamento de 55 milhões de dólares, Stargate teve uma receita de 196.6 milhões. Uma cifra expressiva!

 

OS 12 MACACOS (1995)

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SINOPSE: No ano de 2035, James Cole é um preso que em troca de benefícios na sua pena, aceita a missão de voltar no tempo para coletar informações, e assim tentar decifrar o enigma do vírus que foi responsável pela morte de boa parte da população do planeta. Sua viagem acaba tendo problemas, fazendo-o parar num sanatório onde é tomado como louco. Agora ele só tem uma saída, tentar convencer a psiquiatra Kathryn Railly de sua sanidade, e assim poder conseguir uma solução de cura para a epidemia.

COMENTÁRIOS: Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) é uma produção norte-americana, escrita por David e Janet Peoples, e dirigido por Terry Gilliam. Trazendo uma trama complexa de viagem no tempo, Os 12 Macacos teve uma ótima aceitação em seu lançamento, e muito disso se vale ao espetacular desempenho da dupla Brad Pitt e Bruce Willis. Para Pitt rendeu uma indicação ao Óscar como Melhor Ator Coadjuvante, e conquistou o prêmio na mesma categoria do Golden Globe Award. O filme recebeu vários prêmios e nomeações do Saturn Awards, bem como de outras agremiações. Um verdadeiro divisor de águas na ficção científica do cinema, simplesmente espetacular! Com um orçamento de 29.5 milhões de dólares, teve uma receita final de 168.8 milhões.

 

O QUINTO ELEMENTO (1997)

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SINOPSE: Em pleno século XXIII, Korben Dallas é apenas um motorista de táxi que se envolve numa aventura, na qual precisa impedir um ser demoníaco capaz de atravessar dimensões. Se nada for feito a Terra será dizimada, e para impedir isto ele precisa encontrar quatro artefatos antigos que representam os elementos, com a finalidade de combiná-los com Leeloo, o principal e quinto elemento.

COMENTÁRIOS: O Quinto Elemento (Le Cinquième élément / The Fifth Element) é um filme franco-estadunidense dirigido por Luc Besson e escrito pelo mesmo em cooperação com Robert Mark Kamen. Bastante divertido e focado na ação, O Quinto Elemento não é uma história de ficção científica pra ser levar a sério, mas sim aquele filme para juntar os amigos e dar bastante risada. Esse foi um grande sucesso de bilheteria, tendo um orçamento de 90 milhões de dólares, e captação de quase 264 milhões.

 

GATTACA: EXPERIÊNCIA GENÉTICA (1997)

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SINOPSE: Vincent Freeman sempre teve o sonho de viajar ao espaço, mas por ser considerado inapto geneticamente não pode se candidatar. Então ele decide desafiar seu destino ao assumir a identidade de Jerome Morrow, no entanto a investigação de assassinato põe seu disfarce em risco.

COMENTÁRIOS: Gattaca: Experiência Genética (Gattaca) é uma produção dos Estados Unidos escrita e dirigida por Andrew Niccol. Com uma atmosfera carregada de uma intencional melancolia, Gattaca atravessa os gêneros de drama,  suspense e ficção científica. Indicado e vencedor de uma série de prêmios, principalmente envolvendo sua estética visual, a produção hoje é considerada um clássico cult. Tendo um orçamento de 36 milhões de dólares, não consegui localizar seu faturamento além do mercado dos EUA e Canadá, onde rendeu pouco mais de 12 milhões.

 

O ENIGMA DO HORIZONTE (1997)

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SINOPSE: Em 2047 uma missão de resgate é enviada para localizar a Event Horizon, uma nave perdida de forma misteriosa sete anos atrás enquanto explorava os limites do sistema solar. Ao encontrá-la, os astronautas envolvidos na tarefa vão gradativamente tomando consciência do terrível enigma que envolveu aquele incidente, e descobrem que algo muito sinistro pode ter tomado controle da nave.

COMENTÁRIOS: O Enigma do Horizonte (Event Horizon) é uma produção dividida entre Reino Unido e Estados Unidos, sendo escrita por Philip Eisner e dirigida por Paul WS Anderson. Misturando suspense, terror e ficção científica, esse é um filme barra pesada, mostrando explicitamente muito gore e sanguinolência. Eu não sou lá muito fã de grafismos sádicos como esse, porém a viagem insólita e seu clima extremamente denso, faz deste filme uma verdadeira obra de arte no gênero terror espacial. O Enigma do Horizonte teve um orçamento de 60 milhões de dólares, e uma receita de 23.7 milhões em território americano. Seu faturamento mundial eu não consegui encontrar em nenhuma fonte confiável.

 

MATRIX (1999)

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SINOPSE: Thomas A. Anderson é um jovem programador que se sente deslocado em meio a rotina que o cerca, a sensação é contínua de um não pertencimento naquele lugar. Eventos cada vez mais misteriosos vão acontecendo próximo dele, e tudo fica ainda mais confuso quando é localizado por Morpheus e Trinity, aqueles que lhe revelam que toda a realidade conhecida até então, não passava de uma projeção criada por uma avançada inteligência artificial para distrair e escravizar seus corpos enquanto drenam energia para sustentar todo o sistema.

COMENTÁRIOS: Matrix (The Matrix) é uma superprodução australo-estadunidense, escrita e dirigida pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski. Foi, e ainda é, extremamente aclamado como um dos filmes mais importantes da história do cinema, pois além de possuir um roteiro fantástico, também trouxe elementos cinematográficos nunca vistos até então. O longa recebeu os Óscares de Melhor Montagem, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Visuais, além de dezenas de premiações e menções em convenções como BAFTA e Saturn Awards. Matrix teve orçamento de 63 milhões de dólares, e uma receita final de incríveis 463 milhões.

 

A.I.: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2001)

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SINOPSE: Em 2141, após parte do planeta ser inundado pela elevação do nível dos mares e androides passarem a conviver entre os humanos, a Cybertronics desenvolve um novo robô. Com fisionomia infantil e batizado de David, sua proposta comercial era a de amar os seus pais pela eternidade. Henry e Monica Swinton, na eminência de perder seu filho, decidem ser os primeiros a adotar um deste. Depois de iniciado e programado da maneira correta, David passa a entender Monica como sua verdadeira mãe, porém seu filho biológico tem uma melhora imprevista, e as coisas tomam um rumo completamente inesperado.

COMENTÁRIOS: A.I.: Inteligência Artificial (I.A.: Artificial Intelligence) é um filme de Steven Spielberg concebido a partir de um projeto de Stanley Kubrick, se baseando no conto de Supertoys Last All Summer Long, de Brian Aldiss. A.I., como a maioria se refere, é um drama de ficção científica que acompanha a jornada de David, uma máquina que busca entender como se encaixar e, ao mesmo tempo lidar com a rejeição daquele principal personagem qual foi criado e programado para amar, um ser humano cheio de emoções complexas. Uma obra de arte extremamente atmosférica na qual preciso estar no clima exato para tirar o melhor proveito. Recomendo um dia frio e chuvoso, cortinas fechadas, e nenhuma pressa para assistir, fazendo isso, é certeza absoluta de estar apto para fazer essa viagem fantástica na mente imaginativa dos gênios Spielberg e Kubrick. A.I.: Inteligência Artificial foi indicado aos Óscares de Melhores Efeitos Visuais e Trilha Sonora, e também outros prêmios BAFTA e Golden Globe Awards. Seu orçamento foi de 100 milhões de dólares, tendo uma receita final de 236 milhões.

 

DONNIE DARKO (2001)

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SINOPSE: Donnie é um aluno brilhante, porém bastante estranho. Desprezando a maioria dos colegas da escola, ele, e apenas ele, enxerga um coelho de aparência macabra que o incentiva a praticar brincadeiras humilhantes e destrutivas com as pessoas ao seu redor. Até que certo dia, em uma de suas alucinações, é pedido que ele saia de casa, e enquanto do lado de fora, lhe é revelado que o mundo irá acabar dentro de um mês. Donnie não leva aquilo a sério e volta para dentro, quando instantes depois um avião cai no telhado, quase o matando. A partir de então ele começa a se perguntar o quão real as suas previsões poderiam ser.

COMENTÁRIOS: Donnie Darko (Donnie Darko) é um filme norte-americano escrito e dirigido pelo então estreante Richard Kelly. Está com a cuca fresca ao mesmo tempo que bastante afiada? Não? Então é melhor ficar só em Efeito Borboleta (2004) mesmo, porque Donnie Darko é o que há de mais bizarro quando se trata de história mirabolante com viagens e paradoxos temporais. Seu clima é obscuro reflexivo, e quando incrementado com um coelho medonho saindo das sombras, as coisas ficam mais loucas ainda. Esse é aquele tipo de filme que tem uma infinidade de interpretações possíveis, na qual todas elas provavelmente estarão certas. Entendeu nada? Então confira que você vai entender menos ainda! Donnie Darko foi indicado e recebeu uma série de prêmios, além de ser bastante lembrado por sua ótima trilha sonora. O filme teve um orçamento de 4,5 milhões de dólares, e faturou 7,5 milhões, não fazendo deste um blockbuster, mas sim um filme para poucos nerds capacitados. Se sentiu desafiado?

 

MINORITY REPORT: A NOVA LEI (2002)

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SINOPSE: Em 2054 as taxas de homicídio chegaram no zero graças a polícia PreCrime de Washington. O sistema se baseava em deter o cidadão antes que ele cometesse o crime, e para isso três seres humanos com a capacidade de prever o futuro, os Precogs, ficavam anexados em um robusto sistema de computadores com realidade aumentada para serem utilizados por operadores que faziam as previsões. O programa de segurança polêmico estava em vias de ser adotado pelo Governo Federal. John Anderton é um dos agentes operadores da PreCrime, um homem sofrido que tem filho desaparecido e está separado da esposa. Sua vida se torna ainda mais caótica quando é identificado como o assassino de um homem chamado Leo Crow dentro de 36 horas.

COMENTÁRIOS: Minority Report: A Nova Lei (Minority Report) é um filme estadunidense dirigido por Steven Spielberg, e é roteirizado por Scott Frank e Jon Cohen, se baseando no conto The Minority Report de Philip K. Dick. A produção combina elementos de gênero noir-tecnologia, whodunit, suspense, ficção científica e muita ação frenética. Antes que me pergunte, whodunit é um termo utilizado para categorizar um gênero onde não se sabe quem matou determinado personagem, mas há um pesado processo investigativo para se descobrir quem é. Inteligente e repleto de conspirações, Minority Report: A Nova Lei é um filme bastante envolvente e divertido. Seu orçamento foi de 102 milhões de dólares, e teve um faturamento de mais de 358 milhões.

 

FILHOS DA ESPERANÇA (2006)

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SINOPSE: No ano de 2027 a humanidade se vê a beira da extinção, pois de forma ainda não compreendida nenhuma mulher mais conseguia engravidar. Era notícia no mundo inteiro a morte aos 18 anos daquele que seria o ser humano mais jovem do planeta, e a sociedade que já vivia em inquietação, violência e caos, se agitou ainda mais. Em meio a esse ambiente de trevas, Theodore Faron, um ex-ativista desiludido por sua causa, se tornou um burocrata numa Londres repleta de grupos ultra-nacionalistas, e em busca de sua ex-esposa Julian, ele é apresentado a uma jovem que surpreendentemente estava grávida!

COMENTÁRIOS: Filhos da Esperança (Children of Men) é uma produção britânico-americana baseada no romance The Children of Men, de P. D. James. É dirigido por Alfonso Cuarón, que também divide o roteiro adaptado com Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus e Hawk Ostby. Surpreendente e injustiçado! Este é um daqueles filmes que é impossível compreender porque é tão pouco lembrado e valorizado. Embora indicado aos prêmios do Óscar 2007 nas categorias Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição, e tendo recebido os prêmios máximos como Melhor Filme de Ficção Científica, tanto pelo BAFTA quanto o Saturn Awards, ainda assim ele fora esquecido pelo público. Eu não vejo praticamente ninguém defendendo esta belíssima obra de arte. Parece que só tem eu. Então assista também e se una a mim para defendermos um cinema bom de verdade que valorize os grandes feitos! Filhos da Esperança teve um orçamento de 76 milhões de dólares, e teve prejuízo com seus 70 milhões de faturamento. Vai entender.

 

SUNSHINE: ALERTA SOLAR (2007)

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SINOPSE: Em um futuro não muito distante, o Sol está perdendo sua força, e prestes a entrar em colapso muito antes do que era previsto. Num esforço para impedir que isso aconteça e assim salvar a humanidade, a tripulação a bordo da Icarus II transporta uma gigantesca bomba nuclear. O plano é chegar próximo o suficiente do Sol para lança-la, na esperança das teorias estarem corretas e com a detonação a estrela ser revitalizada. Porém, pouco após ultrapassar o ponto do último contato com a Terra, a tripulação recebe um misterioso chamado de socorro da Icarus I, a nave até então desaparecida da expedição de 7 anos antes, e que havia falhado no mesmo objetivo.

COMENTÁRIOS: Sunshine: Alerta Solar (Sunshine) é uma produção dividida entre Reino Unido e Estados Unidos, escrita por Alex Garland e dirigida por Danny Boyle. Pouco valorizado pela crítica, e menos ainda pela audiência dos cinemas, este é um filme de ficção científica espacial de suspense que preenche todos os pré-requisitos para ser no mínimo um ótimo filme. Mesmo sendo uma obra excelente, não teve a felicidade de conseguir atrair a atenção do público, e com seu orçamento de 40 milhões de dólares, faturou apenas 32 milhões. Considero este um filme muito injustiçado.

 

LUNAR (2009)

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SINOPSE: Durante quase três anos Sam Bell cumpriu seu contrato com a Lunar Industries, uma mineradora que opera no lado oculto da Lua extraindo Hélio 3, material que se tornou a principal fonte de energia da Terra. Sam não está tão sozinho, na sua companhia há Gerty, um robô-computador. Chegando próximo ao período do contrato terminar, o isolamento dos últimos anos começa a pesar. As únicas noticias que tem de casa e do resto do mundo chegam através de gravações de sua esposa e filha, pois as transmissões ao vivo foram interrompidas por causa de um defeito intermitente no satélite de comunicação. Cada vez mais ansioso pelo regresso ao lar, ele começa a se sentir fragmentado, entrando num estado agudo de paranoia.

COMENTÁRIOS: Lunar (Moon) é um filme britânico dirigido por Duncan Jones, que dividiu seu roteiro com Nathan Parker. Este é um drama espacial de suspense psicológico com uma abordagem muito peculiar, e na minha opinião traz uma das melhores atuações da carreira de Sam Rockwell. Como uma produção tão simples e linear consegue um feito tão bom quanto este? Repito, mérito total do seu principal ator. Não cabe muito explicar o efeito que Lunar causa, é o tipo de obra que só é completamente compreendida se assistirmos. Com um orçamento modesto de 5 milhões de dólares, a produção conseguiu uma receita final de 9.8 milhões

 

PANDORUM (2009)

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SINOPSE: Payton e Bower são dois astronautas que acordam de um sono profundo dentro de uma nave aparentemente abandonada. Nenhum dos dois possui qualquer memória de quem são ou mesmo da missão que participam. Enquanto Payton fica no controle de um rádio comunicador, Bower explora o lugar para tentar encontrar alguma resposta. Porém as coisas começam a ficar muito estranhas quando percebem que talvez não estejam sozinhos, e que o destino de toda humanidade está em suas mãos.

COMENTÁRIOS: Pandoum (Pandorum) é uma produção norte-americana roteirizada por Travis Milloy e Bronwen Hughes, e tem a direção de Christian Alvart. Pandorum teve um lançamento muito, mas realmente muito tímido. Vamos começar pela sua bilheteria negativa: custo de 33 milhões de dólares, e faturamento de 20.6 milhões. A razão é pelo filme ser ruim? Nunca! Deveras longe disso! Este é um filme fenomenal, uma verdadeira obra do terror espacial e que faz jus às suas óbvias inspirações. Porque o filme rendeu tão mal então? Por causa de uma produtora e distribuidora de filmes chamada Overture Films, que chegou a falir em 2010 devido aos seus péssimos planos de divulgação e distribuição. Uma verdadeira lástima.

 

REPO MEN: O RESGATE DE ÓRGÃOS (2010)

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SINOPSE: No ano de 2025 a medicina quebrou paradigmas, e todo tipo de órgão agora pode ser fabricado e comercializado. A The Union lidera esse mercado, oferecendo não apenas substituições para pessoas debilitadas, mas também melhorias para qualquer um que tenha condições e esteja disposto a pagar o altíssimo preço. O grande problema são as pessoas desejarem mas não conseguirem honrar as dívidas adquirida, e quando isso ocorre são acionados os repo-men, agentes privados dispostos a tudo para recobrar os bens da The Union.

COMENTÁRIOS: Repo Men: O Resgate de Órgãos (Repo Men) é produzido pelo Canadá e Estados Unidos, sendo roteirizado por Eric Garcia e Garrett Lerner. A direção é do cineasta britânico Miguel Sapochnik, mais conhecido por seu trabalho na série Game of Thrones. A crítica detesta este filme, e o motivo eu ainda estou processando. Na realidade estou tentando entender desde 2010, ano em que ele foi lançado. Em Repo Men: O Resgate de Órgãos temos um futuro distópico completamente louco, no qual a decência fora deixada de lado, e substituída pela obsessão pelo dinheiro. Além da sanguinolência sem limites, nos faz refletir o quanto a humanidade é capaz de se por refém de situações quais sabe que poderão ser bem cruéis. Alguns fazem isso por necessidade, até aí é compreensível, mas a grande maioria é apenas por vaidade. Me diz você o que achou, quero saber se estou louco sozinho e por ter colocado este filme na lista. Tendo um orçamento de 32 milhões de dólates, fechou no negativo com pouco mais de 18 milhões.

 

A ORIGEM (2010)

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SINOPSE: Don Cobb é um dos melhores no que faz, invadir os sonhos das pessoas durante o sono e roubar os segredos mais valiosos. Tudo muda para ele quando quando é procurado por Saito, um ambicioso empresário decidido a usar suas habilidades para tomar o enorme império econômico de um rival. Para realizar este ousado plano, Cobb conta com a ajuda de Arthur, um comparsa de confiança, Ariadne, uma inexperiente arquiteta de sonhos, e Eames, que consegue se camuflar habilmente em sonhos.

COMENTÁRIOS: A Origem (Inception) é um filme britano-estadunidense escrito e dirigido por Christopher Nolan. Misturando de forma caótica e ao mesmo tempo organizada, A Origem faz uma excelente salada com ingredientes de ação, drama, suspense e fantasia. Sim, o conceito criado não tem embasamento científico algum, nem mesmo se pensando em futuro, logo é necessária uma boa dose de licença poética para considerar esta uma obra de ficção científica. Mas ele está nesta lista correto? Então acho que está fundamentada minha opinião pessoal. Dilemas conceituais à parte, o importante aqui é te convencer de assistir caso já não tenha o feito. Considerada mais uma grande obra do genial Nolan, A Origem traz um elenco brilhante, efeitos especiais soberbos, uma trilha sonora inspiradíssima e um roteiro espetacular como o de poucos filmes. Esta é uma “ficção científica” que brinca muito com o surrealismo, fazendo o espectador mergulhar em cenas fantásticas e complexas. E Nolan, obviamente sabendo desta quantidade de informação à ser interpretada, pontualmente te presenteia com slow motions pontuais de cair o queixo. Com um orçamento de 160 milhões de dólares, a produção teve uma receita final de incríveis 825 milhões!

 

O PREÇO DO AMANHÃ (2011)

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SINOPSE: Num futuro não tão distante, o envelhecimento é interrompido aos 25 anos e as pessoas passam a negociar o tempo como moeda. Enquanto os ricos negociam décadas, podendo até se tornar imortais, as classes mais baixas são exploradas, precisam esmolar, pegar emprésimos impagáveis e, alguns recorrem até aos roubos para conserguir terminar mais um dia vivos. É neste cenário que Will Salas é acusado injustamente de assassinato, e terá de correr contra o relógio para provar sua inocência.

COMENTÁRIOS: O Preço do Amanhã (In Time) é uma produção norte-americana escrita e dirigida por Andrew Niccol. Quem imaginaria o carinha do NSYNC se revelando como um ator bem acima da média. Não serei hipócrita, eu não. E queimei a língua quando decidi dar a chance ao filme do até então: “só um canto teen”. O Preço do Amanhã é uma ficção científica distópica que conceitua o tempo como o bem mais valiosos para uma pessoa,  e com roteiro chamando cenas de ações frenéticas, faz seu simbolismo ficar ainda mais evidente. Junto de O Quinto Elemento (1997) e O Vingador do Futuro (1990), este é um dos filmes mais empolgantes de ficção científica dentro do estilo na minha opinião. Custando 40 milhões de dólares para ser feito, sua receita foi de 174 milhões.

 

STAR TREK: ALÉM DA ESCURIDÃO (2013)

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SINOPSE: Quando a tripulação da Enterprise retorna para casa, é descoberta que uma força descomunal de dentro da própria organização foi responsável pela destruição de uma frota inteira da Federação. Com questões pessoais por resolver, Capitão Kirk lidera a caçada ao homem que leva uma arma de destruição em massa, localizado numa zona instável de guerra. Enquanto nossos heróis se veem num épico e mortal jogo de estratégia, o amor será desafiado, amizades serão desfeitas e sacrifícios aceitos pela única família de Kirk, sua tripulação.

COMENTÁRIOS: Star Trek: Além da Escuridão (Star Trek: Into Darkness) é um filme escrito por Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof, que tem produção e direção de J. J. Abrams. Eu confesso que nunca me senti atraído por Star Trek original, e serei apedrejado por 48,26% dos leitores por causa disso. Mas essa roupagem moderna me atraiu muito, e informo pra quem talvez não saiba, muito deste novo conceito partiu de um game de ação e ficção científica chamado Mass Effect, que por contra partida foi inspirado também em Star Trek. Confuso? Considero Star Trek: Além da Escuridão o melhor dentre os três filmes recém lançados, e tenho certeza que irá agradar tanto fãs saudosistas quanto navegantes de primeira viagem. Com um orçamento de 190 milhões de dólares, a produção teve uma receita final de 467 milhões.

 

OBLIVION (2013)

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SINOPSE: No futuro de uma Terra irreconhecível após a destruição causada pelo ataque de uma raça alienígena, Jack Harper é o responsável por manter em funcionamento os equipamentos de segurança do planeta. O que sobrou da humanidade hoje vive em uma colônia lunar, lugar para onde Jack irá após terminar seu período de trabalho. Mas em certo dia tudo muda quando Jack encontra a espaçonave de uma mulher, o que coloca em dúvida toda a realidade que ele conhece.

COMENTÁRIOS: Oblivion (Oblivion) é uma produção dirigida por Joseph Kosinski, que também colabora no roteiro junto com William Monahan, Karl Gajdusek e Michael Arndt. Oblivion é um filme esteticamente muito bonito de se ver e, que mostra esmero pela fotografia, efeitos especiais soberbos, uma trilha sonora matadora, e um figurino que vai chamar muito a atenção dos mais detalhistas. Com certeza um dos melhores filmes de seu ano de lançamento. Um título obrigatório para verdadeiros fãs de ficção científica! Tendo um orçamento de 120 milhões de dólares, Oblivion conseguiu uma receita de 286 milhões.

 

INTERESTELAR (2014)

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SINOPSE: Os recursos naturais da Terra estão perto do fim, e para salvar a espécie humana, uma equipe de astronautas recebe a missão de verificar planetas candidatos para receber toda a população do mundo. Mesmo correndo um enorme risco de nunca mais voltar a ver seus filhos, Cooper, um ex-piloto da NASA, aceita liderar uma missão ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, para buscar um novo lar para a humanidade.

COMENTÁRIOS: Interestelar (Interestellar) é um filme anglo-americano dirigido por Christopher Nolan, que também faz o roteiro em colaboração com seu irmão, Jonathan Nolan. O Cara não tinha muito a provar depois de Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) e A Origem (2010), mas eis que o bendito me surge com mais essa! São dois filmes de ficção científica que me fazem brilhar os olhos, Contato (1997) e este aqui. Visualmente fantástico, Interestelar é uma homenagem muito respeitosa a academia científica. Claro, ele não é cientificamente perfeito, além de que incomodou algumas pessoas com suas explicações exageradas em certos momentos. É fã de Carl Sagan e Stephen Hawking? Parece que os irmãos Nolan também! Com um orçamento de 165 milhões de dólares, a produção somou uma reveira de 675 milhões! Um ótimo número para um filme de nicho.

 

O PREDESTINADO (2014)

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SINOPSE: Após anos de missões viajando no tempo aplicando a lei e caçando criminosos, um agente temporal enfrenta sua última missão, dar fim as ações do perigoso terrorista responsável pela morte de milhares de pessoas, um foragido conhecido, e que já vinha enganando as autoridades por muito tempo.

COMENTÁRIOS: O Predestinado (Predestination) é uma produção australiana baseada no conto All You Zombies de Robert A. Heinlein, e que foi adaptada e dirigida pelos The Spierig Brothers. Bem diferente do que a sinopse propõe, O Predestinado não se trata de um filme de ação, aqui você vai receber na veia uma dose de ficção científica da pesada. Com uma trama complexa e cheia de reviravoltas, é diversão para aqueles que curtem quebrar a cabela por uma boa história. Bastante premiado na Austrália, seu país de origem, o longa teve um orçamentode 5.3 milhões de dólares, e uma receita negativa de 4.1 milhões. Caso de mais um excelente filme traído pela bilheteria, uma pena.

 

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (2017)

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SINOPSE: Quando um impiedoso coronel ordena um covarde ataque contra a tribo de César, o grupo é forçado mais uma vez a entrar num brutal combate contra os humanos. Após os macacos sofrerem perdas inimagináveis, César se enche de ódio como nunca antes, e decide marchar com seu exército. Lutando contra seus instintos mais sombrios e primitivos, César se coloca frente à frente contra aquele homem cruel, iniciando uma guerra épica que determinaria o destino de suas espécies e o futuro do planeta.

COMENTÁRIOS: Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes) é uma superprodução norte-americana dirigida por Matt Reeves, que também participa do roteiro em conjunto com Mark Bomback. Eu só conhecia O Planeta dos Macacos por nome, e rolava até um pouco de preconceito quando via as produções antigas da década de 60 e 70. Mas quando meu falecido tio me recomendou, dizendo para considerear o conteúdo e não a estética, o meu mudo mudou. Planeta dos Macacos é uma saga de ficção científica fantástica e muito rica em detalhes, onde todos os filmes tem importância. Não se engane, para entender de verdade a série, é preciso também ver os filmes antigos. Os novos não se tratam de remakes, mas sim continuações canônicas. Recomendo demais! Com um orçamento significativo de 150 milhões de dólares, Planeta dos Macacos: A Guerra produziu uma receita de 490 milhões.

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HINTERKAIFECK: MISTÉRIO DA ALEMANHA (CRIME)

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Localizada no estado da Baviera, sudeste da Alemanha, a Fazenda Hinterkaifeck foi palco de umas cenas mais perturbadoras da história do país. Durante a noite do dia 31 de março de 1922, os fazendeiros Andreas Gruber (63), sua esposa Cäzilia (72), a filha viúva Viktoria Gabriel (35), com seus dois filhos, Cäzilia (7) e Josef (2), e a empregada Maria Baumgartner (44), foram brutalmente mortos por ataques de enxada. O fato por si só já é completamente macabro, porém que a história não para por aí, os mistérios que lhe rodeiam fazem as coisas ficarem mais aterrorizantes. Então acompanhe comigo esta intrigante história real, que com certeza irá lhe causar calafrios na espinha!

Seis meses antes do crime ocorrer a empregada da fazenda pedia demissão alegando que aquela casa era assombrada, no mesmo período em que Gruber comentava com a vizinhança sobre estranhas pegadas na neve ao redor de sua propriedade. Na sua porta foi largado o exemplar de um jornal, uma publicação que circulava em Munique, não ali, e que nem ele, ou qualquer outro dos arredores assinava. Aquelas pegadas de antes, continuavam a se repetir nos dias seguintes, na maioria das vezes vindas da floresta, e indo até a casa de máquinas da fazenda. Somando para a esquisitice, as chaves da família passaram a desaparecer sem explicações. Durante certa noite Gruber ouviu passos no sótão, porém verificando todo o local, não encontrou nada e nem ninguém. Esses fatos foram comentados com os vizinhos, mas curiosamente o senhor não aceitava ajuda, e muito menos comunicava à polícia.

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Na véspera dos assassinatos, Cäzilia Gabriel, a filha de sete anos de Viktoria, contou aos amigos da escola que sua mãe havia fugido de casa após uma briga violenta com a família na noite anterior, sendo apenas encontrada horas depois na floresta. Eles também notaram ao longe, um estranho homem de bigode nas cercanias da floresta olhando na direção da casa. Na tarde do dia 31 de marco, o fatídico dia, a nova empregada Maria Baumgartner chegava à residência da família, sendo acompanhada pela irmã que partiu após uma curta estadia. Tarde da noite, algo atraiu Viktoria Gabriel, a filha Cäzilia, e seus pais, Andreas e Cäzilia até o celeiro da fazenda, onde foram assassinados um de cada vez com golpes de enxada na cabeça. O agressor (ou agressores) entrou na casa e também matou Baumgartner e, presumivelmente por último, Josef, que dormia no berço no quarto da mãe.

Passaram-se quatro dias até os Schlittenbauer acharem estranho a ausência dos vizinhos e, pediram aos seus filhos para procurá-los, mas logo eles retornaram dizendo não ter encontrado ninguém em casa. No mesmo dia, Schlittenbauer não convencido, volta lá junto de Michael Pöll e Jakob Sigl, quando finalmente descobrem os corpos. A investigação que se iniciou foi bem atrapalhada, com direito a alterações na cena do crime e perda de evidências. Crime por interesse financeiro fora descartado, já que uma grande quantidade de dinheiro foi localizada intocado na casa. O mais bizarro de tudo era que o responsável pelas mortes talvez tenha ficado na fazenda após os assassinatos, já que o gado estava sendo alimentado, e todos os finais de semana os moradores da redondeza viam fumaça saindo pela chaminé. E detalhe, isso não apenas durante os quatro dias até os corpos serem localizados, mas mesmo depois enquanto ocorriam as investigações! A chaminé continuava a funcionar, e alguns alimentos que ainda estavam na casa iam desaparecendo aos poucos. Várias pessoas foram consideradas suspeitas, dentre elas vizinhos, transeuntes, amigos da família, e até mesmo o marido de Viktoria Gabriel, Kari Gabriel, que supostamente havia sido morto durante a Primeira Guerra Mundial e não tinha tido seu corpo encontrado.

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O caso é um complexo mistério, tendo servido como material para artigos, livros, documentários e filmes durante os anos. Hinterkaifeck: Der Mordfall (1979) e Spuren Eines Mysteriösen Verbrechens (1997), do alemão Peter Leuschner, são livros que citam relatórios das investigações da polícia. Hinterkaifeck: Symbol des Unheimlichen (1981) é um filme documental que se baseia nos livros de Leuschner. Em 2009, dirigido por Esther Gronenborn, fora lançado o thriller de mistério Hinter Kaifeck. E em 2017 os autores Bill James e sua filha, Rachel McCarthy James, trouxeram uma linha bastante inusitada, mas que chamou a atenção no último capítulo do livro The Man from the Train. Nele eles conjecturam a possibilidade do assassino de Hinterkaifeck ser Paul Mueller, um serial killer que agiu nos Estados Unidos entre 1898 e 1912, executando suas vítimas de maneira muito parecida com o que houve na Alemanha em 1922. Os crimes atribuídos a Mueller, incluem os assassinatos em Villisca, cidade de Iowa, onde famílias inteiras foram espancadas com um machado cego, provavelmente motivados por uma atração sadista e necrófila por garotas pré-adolescentes. O caso da Fazenda Hinterkaifeck ainda é um enorme mistério, e após tanto tempo passado, é improvável que ele algum dia vá ser solucionado. Mas e aí, acha que é capaz de montar este sinistro e complexo quebra-cabeças? Deixe sua opinião nos comentários, e nos sugira outros casos bizarros que você gostaria de ver esmiuçado pela gente.

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