POR LUGARES INCRÍVEIS – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Violet Markey (Elle Fanning) e Theodore Finch (Justice Smith) são dois adolescentes que, apesar de estudarem na mesma escola, se aproximam e passam a se conhecer mais profundamente num momento muito dramático de suas vidas. Desde então, compartilham seus dias e, devido a um trabalho escolar, passam a embarcar em pequenas aventuras diárias, visitando lugares e consequentemente, dividindo seus sentimentos mais íntimos. Nesta nova relação, ambos buscam e encontram conforto um no outro, uma certa cumplicidade e a descoberta de que qualquer lugar pode ser especial, desde que na companhia certa.

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COMENTÁRIOS
Foi-se o tempo em que corações partidos eram as únicas preocupações dos adolescentes no cinema e na TV, não é mesmo? Fulano gosta de beltrano, que gosta de ciclano e por aí a história corria, até com algumas lágrimas, mas sempre por amor. Já hoje… ah, é preciso ter um coração de ferro para o que temos que encarar. Uma coisa é certa, é sucesso garantido. Os dramas estão em alta entre os adolescentes e nunca se viu tantas séries e filmes voltados para este público, inclusive tratando de assuntos tão delicados e dramáticos como suicídio, traumas pesados com pais, bullying, distúrbios psicológicos, sexualidade e por aí vai.

Por Lugares Incríveis é mais um desses filmes que veio prometendo tirar muitas lágrimas de seu público, num drama muito sensível, que aborda problemas reais e de difícil digestão para qualquer mortal. Então meu caro, é impossível que você não sinta alguma empatia pelo drama da jovem Violet. Assim como nós, Finch também se sensibilizou pela menina e, é graças a esta empatia imediata que embarcamos nessa viagem tão delicada traçada por estes dois personagens em momentos tão distintos, mas igualmente difíceis de suas vidas.

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Violet a menina bonita e popular, que frequenta festas e tem uma movimentada vida social, passa por um momento introspectivo da sua vida, onde se isolar não é só uma opção, mas uma necessidade. Já Finch, se trata do adolescente naturalmente isolado, principalmente pelo seu temperamento explosivo e traumas pesados que traz do seu passado.

Parece meio óbvio para você que eles precisam urgentemente se encontrar e se apoiar neste momento, certo? Certo, mas além da nossa torcida e de uma mãozinha do destino, um trabalho escolar acaba sendo o que firma esta amizade, de forma que eles precisam passar mais tempo juntos do que passariam em qualquer outra circunstância. Nisso aí, já temos os ingredientes perfeitos para que uma relação seja construída. Então, se você gosta de dramas reais, diálogos sensíveis e boas interpretações, embarque sem medo nessa emocionante história.

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COMENTÁRIOS COM SPOILER
Quer entender melhor o que se passa? Violet passa por um momento muito doloroso de luto pela perda de sua irmã e melhor amiga, já Finch também tem seus próprios problemas causados por graves traumas com seu pai, que gerou em si uma dificuldade grave de auto controle, o levando a momentos verdadeiramente sombrios e/ou excessivamente explosivos, onde precisa se isolar para que não machuque ainda mais as pessoas que o cerca. Não é pouco, concorda?

Caio Fernando Abreu que tem uma frase que diz: “Um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui.” E é exatamente o que Finch faz, quando se depara com Violet num momento de tanta dor e exposição, tentando tirar sua própria vida, ele se aproxima dela, estende a sua mão e guarda sua própria dor no bolso para ajudá-la.

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Mas, acontece que Finch teve uma ajudinha de um trabalho escolar, onde duplas deveriam explorar na cidade lugares pouco conhecidos, mas com algum significado para seus visitantes. Nesta pequena aventura, os dois acabam descobrindo que o que torna um lugar ou um momento especial, mágico, cheio de significados, está longe de ser um trabalho de engenharia elaborado ou ser o mais famoso ponto turístico da cidade, mas a companhia, o significado que aquele lugar passa a representar para os dois.

Como você pode imaginar, tem sim romance rolando solto em meio a todo este drama, mas ele fica facilmente em segundo plano. Eu, particularmente, achei totalmente dispensável inclusive, já que o casal não revelou ter uma boa química. Acho inclusive que uma profunda amizade entre os dois tornaria a história ainda mais tocante e sensível, já que pelo desfecho dramático do personagem Finch (ele acaba se suicidando), deu a impressão que ele poderia estar enganado sobre o que sentia com relação a Violet. Ou seus traumas eram ainda maiores que o seu sentimento.

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Os problemas de Finch foram abordados de forma muito superficial no filme, mas já li que são mais aprofundados no livro. Você percebe pelas reações do personagem o quanto ele é machucado pelos seus traumas, mas o telespectador não consegue perceber esta dimensão, dando a impressão que o significado que Finch deu à vida de Violet, e as lições que ele ensinou a ela, não fizeram o mesmo efeito pra si e não tiveram tanto significado para ele. Ou seja, fiquei com aquele desejo romântico de ver que as lições que ele ensinou à Violet e o amor dos dois, pudesse ser a cura para ambos.

Embora Violet tenha superado mais este trauma, e aparentemente, aprendido todas as lições ensinadas por Finch, isso traz ao final do filme um desfecho lindo, com frases maravilhosas e um sentimento bom, quase um consolo, que você recebe mais pela doçura de Violet do que pelo desfecho apresentado. Sim, meu lado romântico ficou esperando um final feliz que não rolou, mas o final é lindo e vale a conferida.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Elle Fanning, Justice Smith e Keegan-Michael Key são alguns nomes que compõem o incrível elenco de Por Lugares Incríveis. Embora Elle Fanning passe a maior parte do filme bem triste e séria como Violet, o que é incomum em seus trabalhos (Malévola, por exemplo) e isso já é uma surpresa, podemos ainda sentir aquela doçura que lhe é natural e que nos ajuda a visualizar a Violet antes do luto. E, Justice Smith, dispensa comentários, já vem se revelando um excelente ator em outros filmes e ganhado alguns bons destaques (como por exemplo em Pokémon: Detetive Pikachu).

Este longa-metragem é original Netflix, lançado em 28 de fevereiro de 2019 e que foi baseado no best-seller internacional de Jennifer Niven, de mesmo nome. All the Bright Places é o titulo original da obra, que durante 108 minutos te leva nessa viagem ao mais profundo de seus personagens. Dirigido por Brett Haley, este drama romântico hoje (01/03/2020), é o TOP 1 da Netflix Brasil.

CONCLUSÃO
Mas e aí? A que conclusão chegamos então? Não, os assuntos abordados, embora fortes, não foram bem aprofundados. Mas sim, é um filme com frases bonitas, boa interpretação e excelente fotografia, então vale a pena sim conferir, com certeza.

O que precisa ser dito aqui, é que Por Lugares Incríveis traz de fato alguns gatilhos, pois trata de assuntos delicados como luto, distúrbios mentais, traumas familiares e suicídio, então caso você tenha alguma dificuldade com estes temas, prepare mesmo o coração. Então, pelos temas abordados, concordo com a classificação de 16 anos.

Quer um conselho?
Copo de água numa mão, lencinho na outra e boas lágrimas.

O que aprendi?

“Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre de sino se você estiver ao lado da pessoa certa.”


por Jennifer Niven –
Por Lugares Incríveis

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BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇA (CRÍTICA)

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SINOPSE
132_01Joel é um cara pacato, calmo até demais. Está sempre mergulhado nos próprios pensamentos tendo bastante dificuldade de expressar seus sentimentos, e recorre sempre em anotar e desenhar todas as suas experiências diárias. Aquele pequeno caderno era seu único confidente, até que certo dia ele conhece Clementine, uma mulher impulsiva e inquieta, muito diferente da forma que ele agia. Mas isso não foi um impeditivo, a paixão foi avassaladora e um se entregou ao outro sem ponderar qualquer estranheza bastante rápido. Certo dia Clementine em um dos seus impulsos decide contratar um serviço curioso, no qual todas as suas memórias sobre um alguém poderiam ser apagadas. E assim Joel é excluído por completo das lembranças da moça, fazendo com que o introspectivo rapaz se desesperasse. Ele não compreendia a razão dela ter feito aquilo, mas decidiu que já que as coisas eram assim, então também a esqueceria. Durante o processo de limpeza, Joel passa por experiências transcendentais, acabando por se convencer a desistir de perder aquelas coisas que o fizeram tão bem em pelo menos parte da sua vida, no entanto, de que forma ele poderia desistir daquilo que escolheu começar?

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COMENTÁRIOS
Apesar de contar com um elenco de grandes nomes, Brilho Eterno é um filme que se destaca por si só, não dependendo apenas de seu elenco. Ele conta inclusive com a participação de estrelas como Kirsten Dunst, que apesar de uma participação pequena, traz grande relevância para a história. Mas, a sua força está no roteiro de Charlie Kaufman, ganhador do Oscar como Melhor Roteiro Original, que traz de forma muito sensível essas memórias, muitas vezes dolorosas, de uma relação exausta, desgastada pelas diferenças e pela rotina, fazendo com que Joel e Clem sequer consigam dialogar sem se atacarem, mas cenas estas que enriquecem de forma significativa a obra.

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A fotografia de Ellen Kuras acentua os tons frios que entram em choque os cabelos e as roupas coloridas de Clementine, caracterizando ainda mais a sua personalidade excêntrica, além de que, as cores de seu cabelo ajudam o telespectador a viajar de maneira mais precisa, entre fatos ocorridos no passado, presente e futuro. Destaca-se também a inspirada trilha sonora de Jon Brion que só acentuam a melancolia da história, principalmente, na cena inicial onde vemos Joel passando por um momento de angústia em seu carro, marcado por uma trilha sonora que nos envolve em seu drama.

O diretor francês Michel Condry mostra muita segurança, principalmente quando trabalha com materiais tão complexos e, umas das curiosidades do filme, é que Michel estava passando por um término de relação durante as gravações de Brilho Eterno, fazendo com que ele mesmo admitisse publicamente que o que parece muitas vezes clichê nas histórias de amor, tomam maior profundidade e significado quando são vivenciadas por nós.

“(…) Como é imensa a felicidade da virgem sem culpa.
Esquecendo o mundo, e pelo mundo sendo esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Cada prece é aceita, e cada desejo realizado”

O título do filme é a estrofe do poema “Eloisa to Abelard”, de Alexander Pope, que inclusive é mencionado no filme, pela personagem de Kirsten Dunst. A obra de Pope, curiosamente, trata-se também de um trágico final de relacionamento e diz que um amante tem de fazer diversas coisas, como amar, odiar, arrepender-se, e muitas vezes até dissimular, mas nunca esquecer-se. É disso que se trata Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, uma história de amor, que mesmo com seus mais dolorosos momentos, ainda é melhor do que jamais tê-la vivido.

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COMENTÁRIOS / COM SPOILERS! Para fugir do spoiler pule para O ELENCO E FICHA TÉNICA, depois conclua sua leitura.

“Até agora, a tecnologia foi bem-sucedida em fazer-nos esquecer de tudo… exceto as coisas das quais não queremos lembrar”

, foram as palavras ditas pelo diretor Michel Gondry.

O que esta frase lhe traz à tona quando você pensa em situações (ou pessoas) das quais gostaria de apagar da sua mente? Porque, quando me faço esta pergunta, noto que as coisas das quais mais gostaria de me esquecer, são justamente as, que de alguma forma, mais me afetam. E se me afetam de forma tão profunda, tão significativa, a ponto de me fazer focar nelas tanta energia, será que seria possível, de fato, esquecê-las? Seria possível algum tipo de tecnologia ou terapia capaz de nos fazer superar e esquecer situações e pessoas que estão tão enraizadas em nós?

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Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, obra do diretor Michel Gondry, é um filme de 2004, mas continua sendo um filme atual e marcante. Sensível, profundo, ele nos leva a trilhar um caminho por onde passamos pelo romantismo doce e tímido de um começo de relação, aos momentos mais sombrios de seu término. Numa viagem interna e exclusivamente sua, Brilho Eterno não lhe promete nenhuma resposta, apenas mais perguntas sobre o quanto são marcantes algumas pessoas que cruzam nossos caminhos e a forma curiosa e misteriosa com que entram e saem de nossas vidas.

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Jim Carrey, ao contrário de quase todos os seus papéis anteriores, traz um Joel introspectivo, tímido e quase sempre inseguro, que busca desesperadamente entender sua parceira Clementine, interpretada por Kate Wislet, que é uma mulher cheia de conflitos internos e dona de uma personalidade explosiva e muito impulsiva. O filme já valeria a pena pela interpretação impecável dos dois, mas ele nos leva numa viagem ainda mais profunda.

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Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) são um casal como tantos outros, que passam por momentos bons e ruins de toda relação, mas que ao se depararem com diferenças tão significativas de personalidade, são tentados a achar que a única solução para eles é o término da relação. Auxiliados por uma empresa especializada em apagar memórias, os dois resolvem que esta é a única medida razoável para que possam seguir suas vidas, sem as lembranças um do outro. O que Joel e Clem não contavam, são que nossas memórias são carregadas de sentimentos e, mesmo as mais distantes, criam ramificações em nosso presente, a partir do momento que são compartilhadas com quem amamos.

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Exemplo: A lembrança de um sorvete tomado numa tarde de verão da sua infância, não estará mais isolada em seu passado, se numa num momento de profunda intimidade e cumplicidade, você descreveu detalhadamente àquela tarde para quem você ama hoje. Nas próximas vezes que você lembrar daquela tarde de verão, ela virá carregada de lembranças doces do seu interlocutor de hoje.

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Sim, cada detalhe da sua vida, cada memória, carrega e carregará para sempre marcas das pessoas pelas quais passaram por ela. A sua comida preferida, a marca de shampoo que usa, as conversas na mesa de jantar, a roupa que você veste, as musicas que você ouve, tudo vem carregado de memórias e influências de pessoas que passaram pela sua vida. Sendo assim, Brilho Eterno, te leva numa aventura muito intensa, na mente de um casal que tenta desesperadamente esquecer-se um do outro, e suas descobertas sobre o quanto marcamos a vida e a mente daqueles que amamos.

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Não são apenas as memórias enraizadas um do outro que nos chamam tanta atenção nesta história, mas nos pegamos pensando até, em até que ponto o amor que sentimos por alguém, está apenas em nossa mente, já que em momentos diversos notamos nos personagens um vazio, uma angústia, um sentimento de falta, mesmo após o procedimento realizado. E não só isso, mas um sentimento de voltar-se a se atrair e se apaixonar pela mesma pessoa mais de uma vez, mesmo que sua mente não traga mais as lembranças desta pessoa. Claro, que esta é uma visão muito mais romântica do que psicológica, mas completamente aceitável para os cinéfilos mais românticos.

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São várias as perguntas que nos fazemos ao final dessa doce e angustiante viagem com Joel e Clem. Inclusive, uma que julgo de grande importância ao se colocar no lugar destes personagens, que seria: O quanto teríamos de aprendizado e amadurecimento, se a cada decepção na vida, pudéssemos simplesmente apagar a experiência vivida e seguir em frente? O que teríamos de bagagem para usarmos em futuras relações para que não sejam cometidos os mesmos erros?

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Uma coisa é certa, Joel e Clem aprenderam algo que, pelo menos na teoria, todos nós sabemos muito bem, que é entender que qualquer forma de relação humana traz desafios, dificuldades, rotina, as vezes até a necessidade de um tempo maior para adaptação, mas que ainda assim, mesmo com todos essas dificuldades e mesmo diante de uma personalidade completamente diferente da sua, é possível usarmos do amor e da razão em medidas iguais, decidindo de forma racional e lúcida enfrentar juntos as diferenças, mas sempre em nome deste amor que transcende à própria mente humana.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson, Elijah Wood, Jane Adams, David Cross, Deirdre O’Connell e Thomas Jay Ryan compõem o elenco. Dirigido por Michel Gondry, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, é uma filme de comédia dramática de romance, suspense e ficção cientítica estadunidense lançado em 2004. Adaptado por Charlie Kaufman, o longa se baseia numa história do próprio Kaufman em conjunto com Michel Gondry e Pierre Bismuth. Produzido por Steve Golin e Anthony Bregman, utilizou os estúdios da Anonymous Content e da This is That Production. Com cinematografia de Ellen Kuras, foi editado por Valdís Óskarsdóttir, e sua trilha sonora é composta pelo multi-instrumentista Jon Brion. Distribuído pela Focus Features LLC, a produção teve um orçamento de US$ 20.000.000, e faturou US$ 72.300.000.

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PREMIAÇÕES
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças foi um dos filmes que mais repercutiu em 2004, sendo grande sucesso de crítica e público. Recebeu em 2005 o Oscar para Melhor Roteiro Original, e Kate Winslet foi indicada como Melhor Atriz. No BAFTA de 2005 recebeu dois prêmios, Melhor Montagem e Melhor Roteiro Original, bem como foi indicado nas categorias Melhor Ator para Jim Carrey, Melhor Atriz para Kate Winslet, Melhor Direção, e Melhor Filme. Na Dinamarca foi indicado ao Prêmio Bodil na categoria Melhor Filme, na França com Prêmio César de Melhor Filme Estrangeiro, e no European Film Awards de 2004 foi também indicado como Melhor Filme Estrangeiro. Indicado em quatro prêmios do Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme Musical ou Comédia, Melhor Ator em Filme Musical ou Comédia para Jim Carrey, Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia para Kate Winslet, e Melhor Roteiro. No Screen Actor Guild Kate Winslet foi indicada como Melhor Atriz, enquanto venceu na categoria Melhor Roteiro na Writers Guild of America. Na premiação do Satellite Awards foi indicado em três categorias, Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Atriz de Comédia ou Musical para Kate Winslet, e Melhor Efeitos Visuais. Por fim foi indicado no Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro como Melhor Filme Estrangeiro.

CONCLUSÃO
O Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças não acaba na obra, pois mesmo após o seu término, ele continua presente em nossa mente. E apesar de sua classificação ser para 14 anos, não é um filme de público alvo tão abrangente. É um romance para quem gosta desta viagem interna na mente humana e suas relações, sendo então mais indicado a um público disposto a não somente consumir, mas interpretar a obra por completo.

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