HALO 3 – ODST (CRÍTICA)

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SINOPSE
No ano de 2552, a cidade de Nova Mombasa, no Quênia, se encontra sob o domínio da raça alienígena COVENANT, que busca algo misterioso nas entranhas da cidade. O jogador será o Novato da ODST (Tropa de Choque de Desembarque Orbital), divisão de elite da UNSC (Comando Espacial das Nações Unidas) que terá de recompor os passos de seus amigos e reencontrar seu pelotão e, por fim, escapar da cidade dominada pela guerra.

Alternando entre os eventos presentes, nos quais o Novato procura pistas de seus amigos, e os flashbacks, que contam a história de cada companheiro após o pouso e dispersão do pelotão, o jogador terá que controlar diversos soldados com recursos mínimos alternando entre a furtividade e a ferocidade para se reagrupar e ainda descobrir um segredo que pode mudar os rumos da guerra.

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O JOGADOR E A HISTÓRIA (Análise)
Uma pequena busca pela rede e você terá de detonados a análises muito mais completas das que eu aqui proponho. As minhas impressões se centram em aspectos simples: o fato de não jogar em console já há bastante tempo (finalizei esse game no Xbox 360 de um amigo) e, por ser professor de literatura, abordar os aspectos do enredo com mais ênfase. Não terá super dicas ou spoilers, mas impressões que lhes podem ser úteis ou não.

Quanto a jogabilidade de alguém que voltou aos consoles recentemente, jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) sempre foram os que mais me chamaram a atenção. Sou herdeiro de uma geração de Goldeneye 007 do Nintendo 64 (já resenhados aqui) e lá nos primórdios de meu vício no gênero também curti lutar contra raças extraterrestres em outros games do mesmo console como toda sequência de Turok e Perfect Dark (2000). Este último com alguma semelhança com Halo no que diz respeito ao conceito e design das armas, o  radar de combate e o espaço. Então no geral, tirando minha debilidade em coordenar movimentos no joystick, considerei uma ótima experiência.

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No Modo Campanha, fonte de minha análise, a história possui certas peculiaridades e clichês que são comuns a qualquer enredo de guerra. No entanto aqui são abordados de forma empolgante e é preciso muita capacidade de adaptação por parte do jogador mais inexperiente (como eu). Seguimos de perto múltiplas narrativas. Cinco companheiros preencherão as lacunas por trás da missão em Nova Mombasa: o Novato, Edward Buck, Veronica Dare (líder da missão), Taylor “Dutch” Miles, Kojo “Romeo” Agu e Michael “Mickey” Crespo. O ritmo se torna diferente quando o jogador assume o controle de cada um dos amigos. Por exemplo as missões do Novato exigem mais furtividade e menos tiros, as dos amigos são mais ferozes e podem contar com a ajuda de veículos especiais como tanques e caminhonetes ou até mesmo planadores do inimigo. Eu me senti mais à vontade pilotando do que sendo pilotado (como no tanque) e acho que deve ser o mais fácil para um cara com pouca habilidade como eu.

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Enquanto o Novato precisa de esgueirar pela cidade escapando dos alienígenas (ao meu ver pouco diversificados e quase sempre os mesmos), mas também encontrar pistas de seus amigos. Cada detalhe encontrado ao final de cada missão é um gatilho para um flashback e a partir desse momento encarnamos a perspectiva de um dos outros colegas de pelotão. O Novato (que não possui fala alguma e representa você) executa uma investigação e os flashbacks reconstroem a história. Assim alternamos entre a tensão silenciosa e a ação frenética do fronte de batalha.

O enredo enfoca a sobrevivência (tá na cara né?), contudo ainda há espaço para fortalecimento dos vínculos de amizade e amor (tem um romance no meio) bem dosados além de um resgate improvável. São poucas as reviravoltas na trama e por mais que o enredo não seja linear (com as constantes voltas ao passado), a história em si é, visto que se trata de uma chegada, uma complicação e uma saída do combate em Nova Mombasa.

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CURIOSIDADES

  1. Linha do tempo: O jogo nasceu para integrar a lacuna de tempo entre Halo 3 e Halo: Reach, mas acabou situando-se temporalmente entre Halo e Halo 3. Assim, o diretor de história, Joseph Staten, escreveu uma espécie de narrativa de detetive utilizando elementos de design filme noir em cujas músicas, Martin O’Donnell, impôs um ritmo mais leve que lembra o jazz.
  2. Top de vendas: Mesmo tendo alcançado boas críticas em relação ao enredo e trilha sonora, Halo 3 – ODST foi questionado por suas missões de campanha curtas e poucos extras. Porém conseguiu ser top de vendas do Xbox 360 no ano de 2009, somando mais de 2 milhões de cópias mundiais vendidas nas primeiras 24 horas.
  3. Recursos limitados e inovações: O jogador não possuirá os radares de movimento e escudos tão comuns a série (exceto em ocasiões especiais), mas somente um sistema mais tradicional de barra de vitalidade e kits médicos, além de não poder manusear duas armas ao mesmo tempo. Isso combina com o clima de sobrevivência que o jogo imprime. Todavia o esquadrão possui duas novas armas, a M7S Submachine Gun e a M6C/SOCOM, além do limite de carregamento de granadas aumentado para três de cada tipo.

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FICHA TÉCNICA
Desenvolvido pela Bungie e publicado pela Microsoft Game Studios, Halo 3: ODST é um game de ação de tiro em primeira pessoa lançado em 22 de setembro de 2009. Seu roteiro é escrito por Joseph Staten, responsável pela direção das cinemáticas de todos os jogos da franquia até aquele momento. As composições são de Martin O’Donnell e Michael Salvatori, dois experientes compositores de trilhas sonoras. Trazendo tanto o modo campanha quanto o multiplayer online, Halo 3: ODST foi lançado com exclusividade para o Xbox 360, e há previsão de que venha a ser lançado um dia para PC.

CONCLUSÃO
Para os jogadores veteranos, Halo 3 ODST (2009) pode apresentar algumas limitações para quem está habituado à franquia, mas para um iniciante ou velha-guarda enferrujado como eu, pode ser uma experiência prazerosa por possuir uma jogabilidade simples e bem dosada. Confesso que é fácil de gostar da ação frenética e a troca constante de armas para se adequar as mais diversas situações de combate.

Essa é a chave de Halo 3 ODST: adaptação. Tanto as armas humanas ou adquiridas dos cadáveres dos COVENANTs como o controle dos diversos veículos (tanque Scorpion ou Wartogs), exigirão muito julgamento e habilidade por parte do jogador. Cada item possui suas características e conhecê-las fazem a diferença na imersão e êxito da campanha.

Outro ponto relevante são os diálogos não só nas cenas CG (computação gráfica) e filmes entre as missões, como também nas fases em que o jogador contará com a ajuda de seus companheiros de pelotão. No meio do combate eles dão dicas importantes, alertam ou mesmo tem uma piada ou ironia a ser feita. Eles não morrem, então não se preocupe em protegê-los, eles dão conta do recado.

No mais aproveitem para metralhar muitos Brutes, salvar seus amigos e descobrir um valioso segredo. Este jogo curto de dificuldade moderada fará com que as horas passadas diante da tela sejam pura diversão e tensão. Lembre-se: “Há um trunfo prioritário na cidade”. E resgatar é preciso, Novato!

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20TH CENTURY BOYS – TRILOGIA (CRÍTICA)

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SINOPSE
114_01Kenji é um cara adulto perto dos quarenta, solteiro, morando com a mãe e, quem cuida da pequena Kanna, sobrinha deixada por sua irmã qual desconhece o paradeiro, e nem ao menos sabe quem é o pai. Passando por uma situação de aperto após transformar sua pequena loja numa conveniência franqueada, é visitado por dois investigadores da polícia procurando informações sobre uma família vizinha desaparecida por completo e de forma misteriosa. Aquele era um período bem estranho, com a epidemia de um vírus ainda não compreendido ceifando vidas pelo mundo, enquanto no Japão uma seita fanatizava todas as classes de pessoas. E o mais curioso é que esse grupo utilizava um símbolo que não era estranho para Kenji, lhe resgatando desorganizadas memórias de quando garoto. Uma notícia triste chegava, Donkey, um bom amigo de infância havia morrido por suicídio ao se atirar de um prédio. Todos aqueles amigos de décadas então se reuniram em seu funeral para prestar homenagens e se despedir, momento onde muito se reviram após muito tempo. Colocando o papo em dia comentam sobre a suspeita de Donkey ter se juntado ao culto do autointitulado ‘Amigo’, aquele com o símbolo de um olho com uma mão apontando como seta para cima, e que Kenji já havia visto antes discretamente desenhado numa parede da casa daqueles vizinhos que sumiram. Os amigos se entreolham questionando quem havia criado aquilo, cogitando que provavelmente algum deles deveria ser o ‘Amigo’, já que ninguém mais conhecia aquele desenho. Buscando nas lembranças eles iam trazendo informações adormecidas, e recordaram de terem enterrado uma cápsula do tempo. Saindo do funeral o grupo segue para onde acreditam ter escondido seus segredos da infância, e para surpresa dos mesmos, encontram o que buscavam. Era uma lata de metal que continha além de objetos sem relevância, também desenhos sem muito sentido, e uma bandeira com o tal símbolo das brincadeiras que faziam. O Livro de Profecias, também lembraram disso, embora não estivesse naquela lata. Era nele que o grupo. Naqueles escritos de criança, imaginavam um futuro onde um poderoso vilão surgia com os planos de destruir o mundo, e que apenas a união deles seria capaz de impedir. O problema era que a realidade de então, era muito parecida com aquelas histórias de menino.

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MEUS ERROS DE MEMÓRIA
Vocês já passaram pela situação de assistir algo que ficou marcado na sua memória por um motivo não muito claro? As vezes acontece por conta de uma cena muito impactante, um personagem interessante ou até mesmo por sua estranheza. Comigo neste caso foi uma mistura de todas essas coisas. Não recordo com exatidão o período, mas visto que este é um filme de 2008, e estou me referindo ao primeiro da trilogia por enquanto, vi bem mais a frente do que eu imaginava. No meu subconsciente eu tinha visto junto com os meus amigos de infância, lá por 1997 ou 1998, mas definitivamente não é o caso, o longa é dez anos mais novo. Ou seja, eu criei uma falsa memória. E o curioso é que imagino a razão, e está diretamente relacionada ao conteúdo do filme. Visto que nele existe um grupo de adultos por volta dos quarenta anos que tenta quecobrar a infância, enquanto somos apresentado a um monte de flashbacks. O que me leva a entender, que eu mesmo, por saudosismo do convívio com os meus amigos, fiz uma mistura absurda de informações antes de engavetar no cérebro. Não é algo relevante para ser dito, mas particularmente achei essa revisão de realidade bastante interessante.

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O QUE É 20TH CENTURY BOYS?
Esta provavelmente vai ser a tarefa mais difícil das minhas aventuras de escrever, fazer ser claro do que se trata 20th Century Boys, ao mesmo tempo que mantenho o foco em te convencer do quanto ele é interessante, e sem liberar os spoilers essenciais para tal convencimento. O que talvez já tenha dado para entender, é que suas “cerejas” do bolo, sim, aqui existem muitas cerejas, sejam seus complexos e atmosféricos segredos. Mas primeiro vamos entender suas origens e um pouco sobre seu criador. 20th Cenruty Boys originalmente é uma mangá de mistério e ficção científica criado por Naoki Urasawa em 1999, que rendeu 22 volumes, e foi finalizado em 2006. Logo na sequência, ainda no mesmo ano, lançou mais 2 volumes do intitulado 21th Century Boys. O autor até então pouco conhecido publicou simultaneamente enquanto trabalhava neste que falamos agora, Monster, uma obra popular entre os amantes de mangá, série de mistério finalizada em 2001.

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O mangá 20th Century Boys alcançou grande sucesso, lhe rendendo o Prêmio Kodansha Manga em 2001, o Prêmio de Excelência do 6º Japan Media Arts Festival em 2002, o Shogakukan Manga Award também em 2002, o Prêmio Internacional de Festival de Quadrangas de Angoulême para uma série em 2004, o Grande Prêmio da Associação de Cartoonistas do Japão em 2008, o Prêmio de Melhor Comic da Seiun em 2008, o Prêmio de Melhor edição dos EUA de Material Internacional pela Eisner em 2011, e para finalizar, recebeu novamente um repeteco deste último prêmio da Eisner em 2013. Então agora vamos ao que interessa mesmo, falarmos sobre sua versão em live-action, que não chega a ser tão rica como o mangá, afinal, essa é a coisa mais normal em se tratando de adaptações, mas que mesmo assim é um trabalho fabuloso e merecedor de atenção, tanto de quem só curte cinema, quanto dos otakus tarados pelos trabalhos brilhantes de Urasawa.

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CONCEITOS CINEMATOGRÁFICOS
A adaptação do mangá 20th Century Boys para o cinema foi divida em três partes, e são elas: 20th Century Boys: Beginning of the End (2008), 20th Century Boys 2: The Last Hope (2009) e 20th Century Boys 3: Redemption (2009). Seu título, que em tradução livre seria Garotos do Século 20, é emprestado de uma música da banda inglesa de folk e rock clássico, T. Rex, que fez bastante sucesso nos anos 60 e 70. A estrutura conceitual das três partes é a mesma, com uma película granulada sem muito exagero, em certos momentos traz uma câmera trêmula, e mostra sofisticação com cenas induzindo visão em primeira pessoa, com direito a olho de peixe e tudo mais. A direção ao mesmo tempo que mostra versatilidade na sua forma de filmagem, não faz questão de fazer isso parecer uma exibição gratuita de técnicas, tudo é muito natural e fluído, informando que a linguagem visual tem uma única intenção, valorizar a atmosfera pesada do roteiro. E o resultado no meu ponto de vista ficou fantástico. Temos um filme que se você abrir aleatoriamente em qualquer ponto terá a sensação de ser uma obra barata, praticamente amadora, mas definitivamente passa muito longe disso.

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ROTEIRO CABULOSO!
Como dito antes, o filme é separado em três partes, mas deve ser enxergado como uma única peça, assim como na trilogia O Senhor dos Anéis. Indo e vindo no tempo, o roteiro se foca em Kenji, que não escolhe, mas é notado pelos amigos desde a infância como um líder. Desajeitado, pouco esforçado, e até com uma certa lentidão de raciocínio, é reconhecido pelos outros por sua lealdade e força de vontade natural. Quando falamos da primeira parte, Beginning of the End, o foco da narrativa se agarra nele, explorando pequenas recuperações de memórias de períodos diferentes do passado, para ir montando um intrincado quebra-cabeças que se desmonta e remonta constantemente. O grande mistério aqui é desvendar quem é aquele que chamam de Amigo, já que todo o pacote inventado pelo grupo quando crianças, está sendo posto em prática literalmente por aquele homem misterioso. Desde a aplicação do símbolo inventando pelos jovens, quanto as perigosas promessas de um fim do mundo. Para todos o Amigo é visto como um profeta, uma verdadeira personificação divina, mas para Kenji e seus amigos, aquele só poderia ser um dos garotos que presenciaram suas invenções inocentes do passado, e decidiu brincar com o restante do grupo enquanto ascendia para o ato final do Livro de Profecias. A narrativa da adaptação preserva os principais e mais importantes aspectos que são vistos no mangá, e isso tendo o controle de qualidade do próprio Naoki Urasawa. Particularmente considero o roteiro uma obra prima, por conseguir controlar e manter a clareza mesmo com tantos personagens e elementos complexos se destruindo e reconstruindo, sem nunca perder sua atmosfera de tensão.

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SENTIMENTO DE ANGÚSTIA
Eu pelo menos mergulhei de cabeça na trama, e identifiquei bastante similaridade desta ficção com a nossa realidade de fim de 2019 no Brasil, onde temos mais do que nunca, um comportamento fanatizado de pessoas carentes que se agarram num personagem de idoneidade ao menos discutível. Quando o roteiro precisa te chocar mostrando o nível de alienação daqueles que seguem o Amigo, ele não brinca em serviço, trazendo de forma explícita a brutalidade com que aplicam violência contra aqueles que se opõem, ou mesmo falham no entendimento do líder hierárquico presente no momento. O sentimento é de angústia por saber que aquela atitude fanatizada e cega, não se restringe apenas a ficção, e se não cuidarmos de dissuadir, pelo menos moralmente, esses núcleos de gente mentalmente perturbadas, deixaremos só de assistir de longe, para ter aqui no nosso quintal, uma intolerância religiosa institucionalizada, e talvez até mesmo aparelhada pelo Estado. Procuro evitar ser literal com política nos nossos conteúdos, mas existem momentos onde sermos omissos, é estarmos assumindo cumplicidade com o errado. E quem acompanha o NerdComet sabe, aqui não abrimos mão de expressarmos nossos opiniões e reflexões, quem dirá num instante tão sombrio quanto o que vivemos. Conspirações e manipulações em massa nunca são coisas inofesivas, como sempre dizem meus velhos e valiosos  amigos do canal Meteoro Brasil no Youtube.

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TRILHA SONORA
20th Century Boys: Beginning of the End abre ao som do inglês T. Rex, e na mesma vibe também traz Like a Rolling Stone de Bob Dylan. O humor das crianças do filme faz criar Bob Lennon, uma música composta na história por Kenji, homenageando personagens da cultura pop que dispensam apresentações. O japonês Ryomei Shirai, compositor de dezenas de trabalhos para jogos eletrônicos, animes e filmes, é quem assina o ‘score’ da trilogia 20th Century Boys, além de fazer o arranjo de Ai Rock Yû, um empolgante hard rock performado num concerto ao vivo no filme. Só fico devendo a explicação de informar se a banda era real ou apenas um arranjo montado para o longa. A letra é do próprio Naoki Urasawa, que também escreveu Brothers, e obviamente a já comentada Bob Lennon. Também temos a swingada Koi no Kisetsu de Taku Izumi, e Penelope, de Joan Manuel Serrat e Augusto Algueró, executada pela Grande Orquestra de Paul Mariat, com violinos, metais, e pianos belíssimos.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Toshiaki Karasawa, Etsushi Toyokawa, Takako Tokiwa, Teruyuki Kagawa, Hidehiko Ishizuka, Takashi Ukaji, Hiroyuki Miyasako, Katsuhisa Namase, Fumiyo Kohinata, Kuranosuke Sasaki, Shirô Sano, Mirai Moriyama, Kanji Tsuda, Takashi Fujii, Hanako Yamada, Arata Iura, Nana Katase, Chizuru Ikewaki, Airi Taira, Raita Ryû, Ibuki Shimizu, Kaoru Fujiwara, Riku Uehara, Tadashi Nakamura, Dave Spector, Rina Hatakeyama e Tomiko Ishii compõem o elenco.

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20th Century Boys: Beginning of the End
Lançamento:
30/08/2008
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteiristas: Yasushi Fukuda, Takashi Nagasaki, Naoki Urasawa e Yûsuke Watanabe
Produtores: Morio Amagi, Xaypani Baccam, Ryûji Ichiyama e Nobuyuki Iinuma
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 38.231.562

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20th Century Boys 2: The Last Hope
Lançamento:
31/01/2009
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteiristas: Yasushi Fukuda, Takashi Nagasaki  e Yûsuke Watanabe
Produtores: Morio Amagi, Ryûji Ichiyama e Nobuyuki Iinuma
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 29.502.213

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20th Century Boys 3: Redemption
Lançamento:
29/08/2009
Direção: Yukihiko Tsutsumi
Roteirista: Yasushi Fukuda
Produtores: Morio Amagi, Ryûji Ichiyama, Nobuyuki Iinuma e Futoshi Ohira
Produtor Executivo: Seiji Okuda
Trilha Sonora: Ryomei Shirai
Orçamento: US$ 20.000.000
Faturamento Mundial: US$ 48.397.818

CONCLUSÃO
Uma coisa eu posso te garantir, eu duvido muito que você já tenha sido exposto a uma trama tão intrigante e complexa como essa. 20th Century Boys com certeza não é conteúdo para qualquer tipo de pessoa, ele é estereotipado na pegada japonesa, e consideravelmente complicado de se compreender. Não por ser um conteúdo cabeça, mas por exigir bastante interesse e foco de quem se predispõe assistir, já que a número de informações necessárias para se entender o todo é elevado, e jogado embaralhado no colo da gente. Eu tenho um apego muito grande a este filme, e o considero dentro dos meus vinte favoritos, sem sombras de dúvidas. A trilogia 20th Century Boys é recomendada para maiores de 15 anos, e caso consiga acesso a essa obra prima pouco conhecida aqui no Brasil, espero que tire um ótimo proveito. E por favor, volte aqui para me dizer o que achou. Quero saber se sou louco sozinho, ou alguém mais se empolgou tanto.

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O SEQUESTRO DE STELLA – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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O bom tom geralmente é o mais simples, isso é uma regra que procuro aplicar na minha vida pra evitar complicações. Ou pelo menos pra ser tão prático ao ponto de eu poder consertar mais fácil. Entendo que esse provavelmente foi o caminho seguido em O Sequestro de Stella, thriller alemão de 2019, do diretor Thomas Sieben, e distribuído pela Netflix. Já adianto, gostei do filme, mas com ressalvas. Não é um filme que lembrarei pela eternidade, provavelmente daqui uns três dias nem lembre mais que vi. Assisti no dia que escrevo esta resenha. No entanto, mesmo sendo um filme bastante simples, é também muito honesto com o que promete desde o início. É um filme original? Não, existe uma infinidade de filmes com o roteiro bem parecido, e isso de forma alguma é motivo para deslegitimar a obra. Vale lembrar também que este filme não se trata de um plágio de O Desaparecimento de Alice Creed, mas é sim o remake do longa britânico de 2009.

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FIQUE DISTANTE DOS TRAILERS

Logo de cara o que se nota é a modéstia, e embora seu início mostre um excelente trabalho de montagem, o decorrer do filme até o final faz parecer que a produção perdeu a carteira. O roteiro como eu disse anteriormente é muito simples, dois caras decidem sequestrar uma garota com um plano aparentemente decente. E aqui fica um importante aviso pra não estragar sua diversão, que provavelmente já não vai ser tanta. Se não viu o trailer, continue sem ver! Esse é mais um daqueles filmes onde o trailer é um resumo completo do filme, sem a preocupação ao menos de bagunçar a cronologia das cenas. Até para escolher as imagens para ilustrar ficou um pouquinho complicado, visto que praticamente tudo poderia ser um spoiler.

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ENTRANDO NO PLOT (E SEM SPOILERS)

Vic (Clemens Schick) e Tom (Max von der Groeben) planejam e concretizam o sequestro da jovem Stella (Jella Haase), onde de imediato o filme salta de um plano de periferia saturada, para um ambiente escuro e claustrofóbico. Local esse onde a história desenrola praticamente até o fim. Fica nítido desde o início que um dos sequestradores está pouco confortável com o crime que estavam cometendo, então o que se tem é a exploração de diálogos onde as diferenças de seus perfis psicológicos são delineadas. Enquanto Tom não consegue esconder o sentimento de culpa e preocupação, Vic exige dele mais concentração e iniciativa pelo sucesso do plano. Na cabeça de Vic tudo estava pronto, só bastava Tom ajustar o ânimo pra que tudo desse certo. Seria apenas tirar alguma fotos da já subjugada vítima e enviar o pedido de resgate à seu abastado pai. E é à partir deste ponto que qualquer coisa mais que se diga será um escroto spoiler.

O Sequestro de Stella

Com um roteiro tão básico eu pelo menos esperava um pouco mais de esmero pelas atuações, já que a coisa toda é tão micro, vamos pelo menos fazer nossa entonação ser macro. Mas não, nenhum dos três únicos atores, puxa a responsabilidade para si ao engrandecer o filme com algum diferencial. Basta apenas o feijão com arroz escrito no script e pegar seu magro cheque. E isso é uma pena, pois a gente nota fácil que atores bons de verdade enxergariam o potencial de tensão e emotividade que poderia sair dali. O resultado é algo que não fede, e só não cheira porque não prometeu algo qual descumpriu. Por isso escolhi as palavras do começo desse texto, se você tem um ovo, faça ele frito ou cozido. Se der errado é você quem vai ficar com fome. Exatamente o que a Netflix traz com esse remake, um belo ovo cozido sem acompanhamento. Talvez ganhe um copo d’água. Você gosta de ovo? Eu sim, tenho nada contra.

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CONCLUINDO, VALE OU NÃO À PENA VER?

Eu sou da política que tudo vale ser conferido, tirando A Centopeia Humana 3 e Piranhaconda, não tem filme que não valha pelo menos o confere para ver que piece of shit ele é. Mesmo com toda sua precariedade financeira e de atores mais expressivos, não julgo que o resultado seja um filme tão ruim. Seu chove e não molha não causa grande comoção, e você não tem tempo e nem motivos pra adquirir qualquer repulsa pelos vilões ou simpatia pela vítima. O Sequestro de Stella é um filme catálogo da Netflix que só será assistido uma única vez na vida por quem não achar nada mais interessante pra ver. Basicamente um episódio da sua novela preferida. A minha é Tieta.

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