STAR WARS: CLONE WARS – SÉRIE DO CARTOON NETWORK (CRÍTICA)

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Como fogo, por toda a Galáxia as Guerras Clônicas se espalham. Ao perverso Conde Dookan, aliados mais planetas se tornam. Contra essa ameaça, aos Cavaleiros Jedis é designada a tarefa de liderar o recém formado Exército da República. Enquanto aumenta o fervor da batalha, na mesma proporção a bravura do mais talentoso estudante da Força cresce. (Yoda, narração inicial)

Após a fatídica Batalha de Geonosis (final do O Ataque dos Clones, 2002), os jedis, os grandes emissários da paz na Galáxia, são convertidos em generais e estão à frente do exercito de clones da República. Nesta animação do criador de Samurai Jack, presenciamos os reveses desta batalha épica que mudou para sempre o destino da Galáxia e jovem e talentoso Anakin Skywalker, futuro Darth Vader. Nesta animação, que influenciou a criação em computação gráfica Clone Wars, conheceremos novos vilões e tudo que um verdadeiro jedi terá que fazer para cessar o avanço do Lado Sombrio sobre o destino do universo, nem que para isso tenha que perder a própria alma.

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Título original: Star Wars: Clone Wars.
Direção: Genndy Tartakovsky.
Roteiro: Bryan Andrews (1 episodio, 2003), Darrick Bachman (25 episódios, 2003-2005), Paul Rudish (1 episódio, 2003) e Genndy Tartakovsky (25 episódios, 2003-2005).
Duração: 2h 13min
Lançamento: 2003-2005 (série).

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Elenco: André Sogliuzzo (Capitão ARC), Mat Lucas (Anakin Skywalker), James Arnold Taylor (Obi-Wan Kenobi), Grey Griffin (Asajj Ventress), Tom Kane (Yoda), Corey Burton (Conde Dookan) e Nick Jameson (Chanceler Supremo Palpatine).

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1. ANÁLISE TÉCNICA: SAMURAI-JEDI
Esta animação que é assinada pelo criador de Samurai Jack, Genndy Tartakovsk, é um compilado 20 episódios de 3 minutos e outros 5 episódios de 15 minutos que eram exibidos nos intervalos da Cartoon Network. Cada capítulo foi transmitido inicialmente antes do primeiro programa no horário nobre e, no dia seguinte, ficava disponível para download no site Clone Wars da própria emissora. Desta forma o desenho animado Clone Wars era transmitido simultaneamente na televisão e na internet e tecnicamente se tornou a primeira série da web a figurar no Emmy Winning. O desenho animado gerou um filme, Star Wars: The Clone Wars (2008), e uma série em computação gráfica (CG) de mesmo nome, The Clone Wars, que recentemente ganhou uma sétima e última temporada pela Disney+.

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Enquanto o desenho animado de Genndy Tartakovsk tem uma narrativa alucinante e que abarca em mais de 2 horas diversos embates das Guerras Clônicas de forma resumida, os eventos das sete temporadas em CG não é uma reinicialização completa desta obra, mas uma expansão da série original, pois fornece uma história de fundo para personagens recorrentes. Assim a série animada do criador de Samurai Jack precede o mundo ampliado na animação em computação gráfica. No entanto, quando a franquia passou a Disney, esta animação deixou de fazer parte das obras consideradas oficiais (cânone) de Star Wars, o que gera debates calorosos por boa parte dos fãs. Por isso considero injusta a decisão da animação de Genndy Tartakovsk não ter sido levada em conta, pois os elementos por ela abordados não anula, mas enriquece ainda mais a série animada em CG.

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Do ponto de vista da narrativa, a animação é composta por dois blocos distintos: uma primeira parte na qual os diálogos são raríssimos ou quase nulos e o foco é a ação frenética que mescla a técnica de animação 2D, essência desta obra, com o apoio mínimo das técnicas em computação gráfica. Nestes momentos o recurso de cel-shading, que mescla o 3D com o traço a mão, passa a impressão de que tudo é feito efetivamente na base do papel e caneta. Um exemplo disso é a luta de Asajj Ventress e Anakin Skywalker.

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2. ENREDO: O CAMINHO DO LADO SOMBRIO / SPOILERS
Ao longo de toda a animação acompanhamos os passos de múltiplos personagens em suas batalhas e que abarcam o intervalo de tempo entre o episódio II (O Ataque dos Clones, 2002) e o episódio III (A Vingança dos Sith, 2005). A narração de Yoda no início deste compilado de duas horas de episódios animados nos dão o tom do que virá: sentir todas as formas e amplitudes que as batalhas clônicas e como elas assolaram a galáxia.

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A divisão da obra consiste em uma compilação em duas partes. A primeira é composta pela junção de episódios de três minutos exibidos originalmente da TV e focadas quase que integralmente na batalha por Muunilinst, o país sede do Clã Bancário, um dos principais aliados dos Separatistas. Aqui vemos as vitórias, em pequenas histórias, das tropas de elite dos clones, os Arc-Troopers, e do diversos jedis que permeiam a academia, o templo e o conselho. Já o segundo volume, os episódios de 15 minutos, lidam com os eventos que imediatamente precedem A Vingança dos Sith (2005) com o surgimento do General Grievous e o sequestro de Palpatine do planeta sede da República, Coruscant.

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Se por um lado vemos a evolução de cavaleiros e mestres jedi, suas perícias e técnicas de combate principalmente em Yoda e Mace Windu (este último fantástico), testemunhamos a petulância e o egocentrismo de Anakin Skywalker para o Lado Sombrio. A história começa logo após os eventos da Batalha de Geonosis, com o padawan ainda de cabelo curto, com sua trancinha característica, liderando um ataque a pedido de Palpatine e contrariando Obin Wan Kenobi e o próprio Yoda, maior representante do Conselho Jedi.

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A animação Genndy Tartakovsk ainda nos brinda com outros momentos do lado obscuro de Anakin. Além da desobediência e arrogância, o vemos deixar aflorar sua perversidade quando enfrentando a primeira aparição de Asajj Ventress, recrutada por Dookan. Em certo momento o jovem se apodera do sabre vermelho de Ventress e a cada golpe que desferia contra a Irmã da Noite, fantasiava que enfrentava os demais Cavaleiros Jedi. Mesmo assim é promovido a cavaleiro sem passar pelos testes convencionais, por desejo de seu mestre Kenobi, devido não só a valentia do padawan como também as terríveis baixas que a Guerra Clônica trouxera à Ordem. E por fim, ainda em um planeta remoto e primitivo, quase vencido, tem visões de como um herói da justiça se tornaria o maior vilão da Galáxia na figura de Darth Vader.

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Além de Ventress, essa animação nos mostra a primeira aparição do general droide Grievous, em plena força e perícia. Seus primeiros assassinatos, o início de sua coleção de sabres de luz. Ele dá as caras por volta do episódio 20 presente nesse compilado e ainda não tinha sua voz ofegante e interrompida pela tosse o tempo todo. Ela seria sequela de sua batalha contra Mace Windu, que lhe esmagou os pulmões e quase o derrotou. No entanto é Grievous que está a frente do sequestro de Palpatine e que o entrega a Dookan, sequestro esse que marca o início do filme A Vingança dos Sith (2005).

3. CURIOSIDADES

  • 142_12A voz do General Grievous é significativamente diferente nesta animação. Isso se deu porque o ator que o interpretaria no Episódio III: A Vingança dos Sith ainda não havia sido escolhido. Assim no episódio final, quando Mace Windu esmagou os pulmões de Grevious, produziu uma voz levemente alterada não causando estranhamento entre as diferenças entre o desenho e o filme de 2005.
  • 142_13Uma cena deletada de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith (2005) mostra Obi Wan e Anakin testemunhando Shaak-Ti sendo morta nas mãos do General Grievous em sua missão de resgatar o Chanceler Palpatine. Isso atua como um final alternativo à missão de Shaak-Ti do desenho, no entanto, foi considerado algo não oficial.
  • 142_14No capítulo 24, Anakin vê uma mensagem enigmática detalhando um guerreiro Nelvaan que perdeu a mão na batalha, recebeu uma nova e quase destruiu sua própria aldeia. Este é um prenúncio da passagem de Anakin para o Lado Sombrio como acontece no último filme da trilogia prequel,  A Vingança dos Sith.

4. CONCLUSÃO
Se você é um fã do canal Cartoon Network, um fã raiz, vai apreciar bastante esta animação com os traços de Samurai Jack, que considero um dos grandes desenhos da época de ouro desse canal. Compensa muito ver as cenas de ações mortais, rechearem a tela principalmente as que envolvem não só Anakin, futuro Vader, mas a todos os jedis, em geral, mas principalmente Mace Windu e Yoda. Percebemos o porquê desses últimos serem considerados os jedis mais valorosos e eficientes da Ordem.

Outro ponto importante é a estreia de dois vilões importantíssimos para franquia: Asajj Ventress e o General Grievous. Ela porque é uma das peças centrais do filme e da série animada em computação gráfica; ele por ser um dos melhores vilões de A Vingança dos Sith (2005). As batalhas nas quais se envolvem vale cada minuto de seu tempo.

Já para quem é fã de longa data de Star Wars, fica a curiosidade para ver se a Disney cometeu ou não uma injustiça ao excluir essa série animada da mitologia oficial da franquia. Questão essa, para vocês eu deixar (tentando ser Yoda aqui). Adianto que considero uma obra digna e bem construída para ser descartada, mas não há como saber que rumos para Força a empresa do Mickey tomará. Sendo assim, assista e tire suas conclusões. No mais, prepare uma pipoca e que a Força esteja com vocês.

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STAR WARS: THE CLONE WARS (CRÍTICA E GUIA DE EPISÓDIOS)

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ONDE A SÉRIE ANIMADA SE ENCAIXA NO MUNDO STAR WARS?
É inegável que a franquia Star Wars é um universo gigantesco e que de tempos em tempos volta ao imaginário da cultura pop. O fascínio que o mundo criado pela Lucas Art pode exercer sobre as gerações pode vir acompanhado tanto de alegria como de decepção. Se compararmos com a trilogia clássica (Episódio IV: Uma Nova Esperança, 1977; Episódio V: O Império Contra Ataca, 1980; e Episódio VI: O Retorno de Jedi, 1983), a trilogia prequela é, para os fãs mais entusiasmados, bastante inferior do ponto de vista do enredo e atuação.

Chamamos de trilogia prequela (ou pré-sequência) os filmes dirigidos por George Lucas e que contam a ascensão de Anakin Skywalker até ser convertido ao Lado Negro da Força e como a República Galáctica e o Conselho Jedi, aos poucos, sucumbiram e foram aniquilados pela influência de Darth Sidious, o líder supremo do Império Galáctico. Abrange: Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999); Episódio II: O Ataque dos Clones (2002); e Episódio III: A Vingança dos Sith (2005).

No entanto, nada é mais obscuro que o período que compreende o início das Guerras Clônicas, na Batalha de Geonosis (final do Episódio II) até a Ordem 66, o extermínio dos Jedis a mando de Darth Sidious (final do Episódio III). Isso se dá por imensos buracos no roteiros da trilogia prequela, informações não explicadas ou mesmo curiosidades que deixaram questões em aberto como quem criou os clones, como os Jedis foram enganados, entre outros pequenos e grandes detalhes.

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O longa-metragem de animação Star Wars: A Guerra dos Clones (2008) dá o pontapé inicial para explorar toda a história por trás do maior conflito enfrentado pela República Galáctica. Esse longa já resenhado aqui, trata justamente da chegada de duas discípulas: Ahsoka Tano e Asajj Ventress. A primeira se torna padawan (aprendiz) de Anakin Skywalker e a segunda, é uma Irmã da Noite do planeta Dathomir que se torna serva de Conde Dookan, líder separatista e aprendiz de Darth Sidious.

A série de TV Clone Wars, aqui exibida pela Cartoon Network, teve seu sucesso entre os anos de 2008 e 2014. É considerada pela Disney como cânone (conteúdo oficial) da franquia Star Wars e possui seis temporadas e um total de 121 episódios. Anakin, agora mestre de Ahsoka Tano, ao lado de Obi-Wan Kenobi, enfrentam os inimigos da República em uma guerra de reveses alucinantes. Eles descobrem cada vez mais a influência do Lado Sombrio sobre as forças Separatistas ao mesmo tempo que tem seu mundo e incertezas totalmente abalados por uma guerra de épicas proporções.

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O QUE VOCÊ PODE ESPERAR? / LEVES SPOILERS
A série animada é em computação gráfica e segue os mesmo moldes e conceitos do longa-metragem de animação Star Wars: A Guerra dos Clones (2008). A ação é frenética e o traço dos personagens são bem marcados. Seja em uma batalha com sabres de luz ou na trincheira dos clones no tiroteio contra um exército droide, a ação não deixa a desejar.

Mas o principal atrativo é que a série consegue conquistar não só ao frequentador assíduo do mundo Star Wars, pois conserva os elementos emocionantes ou impiedosos como a morte de um personagem querido, como também mantém um tom capaz de conquistar as novas gerações.

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Além de elucidar muitas questões que ficaram em aberto entre o Episódio II e Episódio II, a série mostra múltiplas narrativas e histórias. É como se fossem crônicas de uma guerra e você pode acompanhar a trajetória de inúmeros personagens que contribuíram, influenciaram ou foram tocados de alguma forma pelas Guerras Clônicas. Então não pense que o foco será 100% em torno de Anakin Skywalker que, aliás, aprenderá a gostar muito mais da versão do desenho animado do que da péssima interpretação de Hayden Christensen no filmes.

Podemos citar, entre tantas histórias contadas ao longo de seis temporadas, o papel de Ahsoka Tano que sai de simples padawan para um líder importantíssima. Também Ventress, discípula de Conde Dookan é intensamente trabalhada mostrando seu passado como Irmã da Noite no planeta Dathomir, o mesmo de Darth Maul, o aprendiz sith que enfrentou e matou Qui-Gon Jinn em Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999).

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A série animada expande o universo conhecido ao abordar o passado de Obin Wan Kenobi e os detalhes sutis do romance entre Anakin Skywalker e Padmé Amidala. Ao mesmo tempo que revela muitos detalhes obscuros das Guerras Clônicas, apresenta personagens marcantes como os soldados clones do Batalhão 501 (Rex, Fives, Echo e Cody). Também desenvolve as narrativas em torno do conselho jedi, muitos personagens que só rapidamente aparecem nos filmes: os mestres Plo Koon, Shaak Ti, Kit Fisto, entre outros. E claro, somos brindados com episódios estrelados por Mace Windu e Yoda, que apesar de poucos, são importantes demais para entender as Guerras Clônicas e suas ressonâncias.

Também há narrativas focadas no Lado Negro e podemos conhecer as artimanhas de General Grievous, Ventress e até inimigos novos como Savage Opress e a líder das Irmão da Noite, Mãe Talzin. Há inimigos que julgávamos mortos e outros que começam a ser desenvolvidos aqui como Bobba Fett e os Caçadores de Recompensa. Ainda vemos Palpatine, como Darth Sidous, em lutas fantásticas e como ele poderia ser mortal com um sabre de luz.

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Claro que nem tudo são flores e há episódios ao longo das temporadas que mais preenchem espaços (enchem linguiça) do que sejam relevantes para história geral da franquia. Quase sempre são encenados pelos droides C3PO e R2D2. Calma, adoro os robozinhos e muitas histórias mostram como o astrodroide R2D2 é um veterano e importante personagem de guerra, mas muitas vezes os episódios são mais divertidos e infantis do que relevantes.

Ainda há episódios com Jar Jar Binks que, mesmo em parceria com outros personagens da série, terminam sendo enfadonhos. Talvez devido a minha implicância com esse personagem não tenha aproveitado bem as aparições dele, exceto quando ele auxiliou Mace Windu em uma missão, mas também eu adoro este mestre jedi e talvez devido a isso tenha gostado.

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QUAL A ORDEM CRONOLÓGICA PARA ASSISTIR?
Abaixo um guia para assistir as seis temporadas da série animada na ordem crológica:

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QUAIS SÃO AS MELHORES HISTÓRIAS?
Qualquer seleção é sempre problemática na medida que é uma questão de opinião. Mas nas+1 linhas abaixo separo os arcos de história mais relevantes para entender as Guerras Clônicas e o que elas influenciaram na origem de personagens ou suas consequências para a trilogia clássica ou outras obras derivadas. Claro que devorar as seis temporadas mostrarão informações valiosas e renderão boas horas de diversão. Deixe sua opinião ou histórias favoritas nos comentários.

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1. As origens de Boba Fett (2×20-2×22, 4×15, 4×20)
O perigoso caçador de recompensas que, a serviço de Jabba, aprisionou Han Solo em carbonita (Episódio V: O Império Contra Ataca, 1980), tem suas origens exploradas na série animada. O mandaloriano é treinado por Aurra Sing, perigosa assassina que assistia a a corrida de pods em Naboo (Episódio I: A Ameaça Fantasma, 1999). Aurra aparece como mestre do garoto quando Bobba Fett deseja vingança contra Mace Windu (2×20-2×22), o mestre jedi que assassinou seu pai na Batalha de Geonosis (Episódio II: O Ataque dos Clones, 2002). Ambos fracassam devido aos esforços jedi.

Depois, percebemos que ele se adaptou a vida do crime e possuía aliados leais na prisão entre eles Bossk (4×15) e acaba ajudando Cad Bane e Kenobi (que estava infiltrado) a escaparem.

Por fim já o vemos adolescente como Caçador de Recompensas, muito jovem e habilidoso e já com todo um bando a sua disposição. Acaba contratando a Asajj Ventress (4×20) que se encontra exilada na Orla Exterior depois de ter perdido suas origens e rumos.

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2. Mandalore (2×12-2×14, 4×14, 5×14-5×15)
Com o sucesso da série da Disney+, O Mandaloriano, os fãs da franquia ficaram ainda mais animados para conhecer o passado desse povo guerreiro do qual só conhecíamos com mais ênfase Jango e Bobba Fett. A série animada nos apresenta o planeta Mandalore que almeja a um caminho de paz ao passo que líderes como Pre Vizsla, à frente do Olho da Morte, tentam a todo custo sabotar os planos da pacifista Condessa Satine (2×12-2×14).

Mesmo com uma derrota inicial, exilados momentaneamente (4×14), o Olho da Morte nutre o desejo de tomar o poder da Mandalore. Acaba por encontrar um antigo sith, um aliado dúbio para sua escala ao poder: Darth Maul (5×14-2×15).

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3. O retorno de Darth Maul (3×14, 4×21-4×22, 5×01, 5×14-5×16)
Sim, ele mesmo. Para você que pensou que o monossilábico aprendiz sith que matou Qui-Gon estava definitivamente morto após Obi Wan Kenobi cortá-lo ao meio (Episódio I: A Ameaça Fantasma, 1999), está enganado. Descobrimos com a série animada que sua origem está ligada ao planeta Dathomir, lar das Irmãs da Noite, bruxas capazes de manipular a Força Viva em todas as criaturas.

Savage Opress, aprendiz sith e das Irmã da Noite, acaba por receber a missão de reencontrar seu irmão na Orla Exterior (final do episódio 3×14, mas convém ver os dois anteriores para saber melhor o contexto). Opress consegue localizar Maul, agora ensandecido e vivendo isolado. Seu clamor por vingança é doentio e só melhora com os esforços de Mãe Talzin (4×21-4×22), bruxa maior de Dathomir. Curado, persegue Kenobi com a ajuda de Savage Opress.

Mesmo tentando agir no submundo, recrutando contrabandistas como um exército capaz de fazer frente aos jedis (5×01), acaba sofrendo duras derrotas. No entanto, ao ser resgatado por Pre Vizla e o Olho da Morte, vê uma chance de formar um grande exército de criminosos e assim dominar a Orla Exterior (5×14-5×16). Ajudando o grupo mandaloriano a chegar ao poder, acaba por atrair as atenções tanto de Kenobi quanto de Darth Sidious. As consequências são impressionantes e com direito as melhores batalhas de toda série animada.

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4. Qui-Gon Jinn e o Escolhido (3×15-3×17, 6×11-6×12)
Diferente de Darth Maul, Qui-Gon ainda está morto. Mas isso não quer dizer que não esteja presente. Aliás ele é de vital importância para o rumo da Galáxia e inclusive para Luke Skywalker, mesmo que indiretamente.

Quando Anakin, Ahsoka e Obin Wan visitam um misterioso planeta Mortis no qual os elementos da Força estão personificados (o Pai, o equilíbrio e os filhos, a Luz e a Sombra), é Qui-Gon que conversa com Kenobi em um momento de confusão e personificado como fantasma da Força explica sobre o Escolhido (3×15-3×17). Também é o antigo mestre de Kenobi que guiará Yoda para que ele entenda os desígnios da Força, possa superar a morte e se integrar à Força Cósmica (6×11-6×12). Com ele entendemos as ações de Yoda ao final das Guerras Clônicas e até as do próprio Kenobi.

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5. O impiedoso Tarkin (3×15-3×17; 5×17-5×20)
O Grande Moff Tarkin, o vilão que comandava a Estrela da Morte na Batalha de Yavin (Episódio IV: Uma Nova Esperança, 1977) tem parte de seu passado revelado na série Clone Wars. Acompanhamos o primeiro contato dele com Anakin Skywalker, futuro Darth Vader,  ainda quando era capitão das forças da República (3×15-3×17). No início a antipatia é mútua, no entanto, aos poucos, ambos concordam com a ineficácia da técnicas jedi para levar fim a guerra: era preciso uma liderança firme.

Tarkin ainda mais severo com a ordem jedi e já comandado por Palpatine, empreende uma investigação e acusação contra Ahsoka Tano, culpabilizada por um atentado ao Templo Jedi (5×17-5×20). Isso dá mostra do seu caráter inflexível e maldoso que o fará comandante da maior arma do Império Galáctico.

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6. A saga do soldado clone Fives e a Ordem 66 (3×01; 1×05; 3×02; 3×18-3×20; 4×07-4×10; 6×01-6×04)
A questão dos clones é intensamente debatida ao longo da série. Questões filosóficas como a humanidade dos mesmos, o fato de serem descartados ou não como meros droides, como força de batalha dispensável ou não. O batalhão 501, que respondia diretamente a Anakin e Ahsoka é falado com detalhes e alguns oficiais são detalhados como, em maior medida, o Capitão Rex e Fives.

Este último é especial porque é aquele que mais questiona sua condição e reafirma seu senso de fidelidade e dever para com seus irmãos de armas. Também é a saga do único clone que consegue descobrir o mistério por trás da Ordem 66, uma programação inserida para no momento certo executar todos os jedis da Galáxia. Acompanhando a saga de Fives, conheceremos o segredo por trás desse malicioso e mortal plano de Palpatine, bem como suas origens.

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7. Uma guerra de histórias
Claro que ainda há muita coisa a ser vista, mas para completar o guia, nada mais justo do que umas sugestões de episódios baseados nos personagens principais em ordem cronológica para aproveitar o enredo:

  • Somente os episódios com os protagonistas: Anakin Skywalker, Obi Wan Kenobi e Ahsoka Tano
    (2×16; 1×16; Filme A Guerra dos Clones; 3×01; 3×03; 1×01-1×15; 1×17-1×21; 2×01-2×03; 2×17-2×19; 2×04-2×14; 2×20-2×22; 3×05-3×07; 3×02; 3×04; 3×08; 1×22; 3×09-3×11; 2×15; 3×12-3×22; 5×02-5×13; 5×01; 5×14-5×20; 6×01-6×13);
  • As aventuras de Padmé Amidala
    (1×04; 4×04; 1×08; 1×11; 1×17-1×18; 2×19; 2×04; 2×14; 3×05; 3×07; 3×04; 3×08; 1×22; 3×10; 3×11; 2×15; 4×01-4×04; 4×14; 5×20; 6×05-6×07);
  • A história de Asajj Ventress: a Irmã da Noite convertida em sith
    (1×16; 1×01; 3×02; 1×09; 3×12-3×14; 4×19-4×22; 5×19-5×20);
  • Quem é Saw Guerrera? Importante líder rebelde durante Rogue One: Uma história Star Wars, possui sua origem explícita na série animada (5×02-5×05);
  • A origem dos clones e a trama de Palpatine (6×10-6×11) se completa com o plano da Ordem 66 (6×01-6×04).
  • Somente, Yoda, quer você ver: (1×01; 6×10-6×13).

CONCLUSÃO: Se queres paz, te prepara para a guerra!
A  essa altura da minha crítica o leitor já deve desconfiar de minha crítica super favorável a esta série animada. Não só pelo seu caráter elucidativo para quem é fã da franquia Star Wars como também abrilhantar uma parte da história que achamos sem o mesmo brilho que a trilogia clássica: a pré-sequência de George Lucas. Se você já acompanhou em ordem cronológica as críticas aos longas-metragens prequel, sabe que, tanto o Episódio I quanto o Episódio II, são ao meu ver bastante inferiores do ponto de vista do roteiro. Mas a série animada  Clone Wars não só consegue “consertar” boa parte da história como até melhorar.

Enquanto os filmes mostram um Anakin Skywalker insípido e sem graça, a série animada nos mostra seus anos dourados como valente herói da República e um grande trunfo do Templo Jedi. Isso também vale para Obin Wan Kenobi, mas a série ainda nos brinda com a preciosidade que é Ahsoka Tano. Essa complexa padawan que amadurece ao longo das temporadas talvez seja uma das maiores contribuições ao universo Star Wars.

Se você já é um fiel frequentador de Star Wars e deseja saber tudo sobre a guerra entre a República Galáctica e os Separatistas, talvez esse seja seu melhor desenho animado. Para o recém-chegado à franquia, esta será uma oportunidade sem igual de conhecer franquia devido as epígrafes filosóficas (mensagens no início de cada episódio), arte gráfica e batalhas alucinantes. Seja corajoso, pois como a última citação da série diz:

Enfrentar todos os seus medos o libertará de si mesmo.

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