DON’T F**K WITH CATS: UMA CAÇADA ONLINE – DOCUMENTÁRIO NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Quando um homem misterioso publica um vídeo em que aparece torturando e matando dois gatinhos, usuários indignados da internet ao redor do mundo entram em ação para encontrar esse sádico. Isso começa um jogo de “gato e rato” (há!) aonde, satisfeito com a atenção recebida, nosso matador passa a postar vídeos cada vez mais perturbadores. Dos produtores de “O Impostor” e “Silk Road”, Don’t F**k With Cats: Uma Caçada Online estreou em 18 de dezembro, na plataforma de streaming Netflix e relembra o caso de Luka Rocco Magnotta, utilizando dos acontecimentos para questionar sobre os limites do conteúdo que algumas pessoas compartilham na web, e o papel de quem dá audiência a isso.

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A SÉRIE (SPOILERS)
Dividida em 3 capítulos de aproximadamente 60 minutos de duração cada, a mini série é um documentário em sua forma mais tradicional, mas que não foca as entrevistas nas autoridades da lei responsáveis pela investigação do caso (pelo menos não em um primeiro momento), mas sim nas pessoas que tiveram um papel ativo desde o começo do caso: usuários de internet. Pessoas simples, como eu e você, que possuem seus empregos e vivem suas vidas, mas que eventualmente dedicam algum tempo a “passear” pelas redes sociais. Pessoas como Deanna Thompson, analista de dados de um cassino em Las Vegas; e John Green, nome fictício de um homem que não quis se identificar (apesar de aparecer abertamente no vídeo). Eles recapitulam passo a passo a investigação feita até encontrarem Luka, o responsável pelas atrocidades com os gatinhos – e que viria a se tornar um criminoso procurado pela Interpol após assassinar o estudante chinês Jun Lin.

Em 2010, vídeos foram publicados por um perfil anônimo e causaram a indignação de diversas pessoas nas redes sociais. Neles, um homem não identificado aparece assassinando filhotes de gato de diferentes maneiras, sem esboçar nenhuma reação. Espantados com a frieza do protagonista, alguns usuários do Facebook criam um grupo na rede para localizar esse indivíduo capaz de cometer e filmar crimes tão perversos.

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O primeiro vídeo é investigado à exaustão, e é interessante acompanhar a reconstrução da busca e os resultados conquistados por pessoas obstinadas, apenas com base em detalhes observados nos vídeos. Cada frame é uma pista para descobrir em qual país reside o culpado. De um maço de cigarros a um aspirador de pó identificado por um fórum na internet, Deanna e os outros se aproveitam de todas as ferramentas disponíveis na internet para se aproximar cada vez mais do assassino. A cada novo vídeo de assassinato animal, novas pistas são captadas, e fica claro que a intenção desse “monstro” é que continuem lhe dando atenção, forjando pistas falsas e chegando a provocar o grupo. Quando finalmente os pontos vão se ligando e os “detetives virtuais” finalmente o identificam, é que o diretor e roteirista Mark Lewis apresenta quem, de fato, é a pessoa por trás dos vídeos macabros: Luka Rocco Magnota.

Aqui entendemos que o criminoso possui uma mente perturbada ao conhecermos o conteúdo das imagens divulgadas. Toda a montagem dos vídeos é feita minuciosamente por Magnotta, que já os planejava prevendo a repercussão que causariam. O texto de Lewis reproduzido na boca de Deanna e Green alerta o público diversas vezes sobre a busca por atenção, sempre espelhado em cenas da cultura pop ou em casos antigos de serial killers. Narcisista extremo, ele queria ser o centro das atenções, chegando a editar digitalmente seu rosto em várias fotos, e criar inúmeros perfis falsos para comentar nas fotos, validando essa persona inventada. A escalada de atenção de Luka culmina com ele cometendo e filmando um homicídio.

O que antes era apenas uma caçada virtual com milhares de internautas procurando um doente que maltratava animais, se torna então um caso internacional de investigação atrás de um homicida, que vivia como um andarilho viajando entre países e mudando de identidade para escapar das autoridades. Sendo assim, ele se tornou alguém muito instigante para mídia, conseguindo cada vez mais e mais atenção, saindo da internet para os noticiários internacionais. A caçada culmina com Magnotta sendo preso em um cyber café na Rússia, enquanto pesquisava sobre seu próprio status no site da Interpol.

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CONSIDERAÇÕES
A série apresenta lacunas que poderiam ser melhor preenchidas, falta um estudo mais aprofundado sobre o aspecto psicológico do assassino; um claro narcisista psicótico, mitômano e quem mais sabe que outros distúrbios Luka Rocco Magnotta poderia ter. O texto de Lewis reproduzido na boca de Deanna e Green alerta ao público diversas vezes sobre a busca por atenção, sempre espelhado em cenas da cultura pop ou em casos antigos de serial killers. Ele queria ser o centro das atenções e um profissional analisando suas atitudes, esclarecendo alguns aspectos de distúrbios psicológicos tornaria a proposta do documentário talvez mais completa e enriquecedora.

Apesar de contar com os entrevistados mais importantes na história do caso, trazer pessoas comuns como o espectador, inserindo-o na história, o documentário obviamente exagera na dramatização dos envolvidos. Parece que até os policiais da investigação revivem cada detalhe, como se estivessem representando a si mesmos. Infelizmente, para mim, essa representação acaba retirando muito da importância do questionamento principal que o diretor levanta para o espectador. Sabendo que Luka buscava por atenção desesperadamente com seus vídeos assustadores, teriam eles (todos que se mobilizaram nessa caçada; e aqui incluo a nós, espectadores) se tornado cúmplices da morte de Jun Lin? Afinal, saber que estava sendo procurado alimentava o jovem a continuar com suas atitudes doentias, buscando mais e mais atenção e reconhecimento.

Diante da polêmica, a Netflix lançou um vídeo com quase dez minutos, no qual explica o motivo de ter produzido Don’t F**k With Cats. A explicação foi feita pelo próprio diretor Mark Lewis. “É uma história de rato e gato, mas acima de tudo, tem algo muito importante a dizer, sobre a internet, sobre a cultura da internet”, relatou o cineasta. Veja o vídeo abaixo.

“Don’t F**k With Cats: Uma Caçada Online” é um documentário que começa com uma premissa diferenciada, e consegue não ser óbvio, reservando boas doses de surpresa no decorrer de sua história. Mas perde ao não saber explorar o gosto amargo que fica na boca ao confrontar o fato de que nós podemos ser tão culpados quanto o próprio assassino nesse caso.

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1967: O VERÃO DO AMOR – DOCUMENTÁRIO (CRÍTICA)

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“One pill makes you larger, and one pill makes you small
And the ones that mother gives you, don’t do anything at all…”
(White Rabbit – Jeferson Airplane)

Com essa música emblemática inicio a crítica sobre o documentário “1967: o verão do amor” (1967: The Summer of Love, no original), obra de 2017 produzida por 3DD Productions e dirigida por Lyndy Saville, que também foi produtora de outras obras como Rock Legends: David Bowie (2013).

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A obra trata do ano 1967, um período de transformações sociais, políticas e culturais. Nas primeiras cenas são mostradas como eram as casas de show de Londres na época como, por exemplo, a UFO CLUB, onde Joe Boyd, produtor musical norte-americano, descobriu bandas como Pink Floyd, e que era um dos cenários europeus com maior efervescência deste período. Assim como também é mencionada a importância da cidade costeira da Riviera Francesa, Saint-Tropez, na qual não era difícil esbarrar em suas ruas com a diva Brigitte Bardot, fato que trazia um encanto a mais ao local paradisíaco.

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No que diz respeito à moda, toda garota londrina sonhava com as ultimas tendências da Boutique Feminina Biba, uma loja inovadora com preços acessíveis, mas cheia de charme. Sem contar com a modelo Twiggy, que revolucionou o padrão de beleza, com seu ar exótico e etéreo.

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O movimento de maior força nessa época foi o Hippie, com seus protestos contra as guerras, em especial a do Vietnã, citando os discursos do esportista Muhammad Ali. O boxeador, ao recusar o alistamento para servir na guerra, acarretou a perda do cinturão mundial e a cassação de sua licença por três anos.

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Ainda sobre esse período, também vem à tona a questão das “viagens” do subconsciente provocadas por drogas como LSD (Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas) e a maconha (cannabis sativa).

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No que diz respeito à indústria musical, também é mostrada a ascensão dos Long Plays (LPs ou discos de vinil) como objetos de arte e desejo, tendo como exemplo o álbum dos Beatles, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Além da importância das rádios piratas como Rádio Caroline que funcionava em um navio e que foi uma das principais disseminadoras do rock no Reino Unido.

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Nomes como The Supremes e Marvin Gaye também são citados como grandes figuras do cenário musical da época. E, claro, a lembrança do Festival Internacional de Música Pop de Monterey (Monterey International Pop Music Festival), na Califórnia, no qual estiveram presentes artistas como Janis Joplin, Ottis Redding, assim como Jimi Hendrix. A lenda negra do rock fez sua apresentação magistral em queimou a guitarra e causou verdadeiro furor na multidão alucinada.

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CONCLUSÃO
Para os amantes de música, entretenimento e, até mesmo história, 1967: O Verão do Amor é uma obra bem leve e gostosa de assistir, além da oportunidade de curtir a maravilhosa trilha sonora que permeia o documentário.

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A MÁSCARA EM QUE VOCÊ VIVE – DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX (CRÍTICA)

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A Máscara em que Você Vive (The Mask You Live In, 2015) da diretora Jennifer Siebel Newsom é um documentário produzido pela Netflix cujo título em inglês faz alusão à palavra mask, tanto como máscara quanto masculinidade (masculinity). É justamente esse o tema central da obra.

Através de relatos reais e observações feitas por acadêmicos, tanto na área de Educação quanto da Psicologia, é possível entender um pouco como funciona a criação dos meninos no EUA e, se pensarmos, em nossa realidade também.

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Ao longo do documentário nota-se através de depoimentos que é corrente, na criação dos garotos, a questão de não demonstrar qualquer sentimento. Quando criança, só é permitido chorar até a Primeira Infância (5 anos), assim como também demonstrar qualquer tipo de empatia deve ser podado ao máximo.

A obra de Jennifer Siebel Newsom expõe também como a indústria do entretenimento “alimenta” esse universo por meio de filmes, programas e músicas violentas. Também como tratam a figura feminina com inferioridade, que não merece respeito e como deve estar subjugada ao “macho-alfa” tal qual a sociedade, em sua totalidade, o construiu.

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No decorrer do documentário são levantadas questões de como, ao suprimir qualquer sentimento, esses meninos escondem, por detrás desta “máscara”, muitas vezes sintomas de depressão e que, no grau máximo, levam às tentativas de suicídio.

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Ao assistir uma obra dessas é impossível não refletir toda sua história e vê como essa construção social tão perversa atinge tanto nossos meninos quanto nossas meninas. É possível, assim, repensar a forma de entender as questões de gênero e poder em que estão imersas nossa sociedade.

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UNIVERSO ANIME – DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX (CRÍTICA)

Enter the Anime

Você sabe o que é anime? Mergulhe nesse universo de entrevistas com as mentes mais notáveis do gênero e descubra as respostas.” Bem, essa é a forma que o novo documentário de 58 minuto da Netflix se descreve e propõe fazer. Me parecia algo muito pretensioso de ser feito num espaço tão limitado de tempo, então decidi conferir e descobrir qual era seu real conteúdo e motivação.

Alex Burunova

Universo Anime (Enter the Anime), é um programa apresentado pela escritora e diretora Alex Burunova, e toma como ponto de partida os Estados Unidos. Mais precisamente Los Angeles, onde entrevista Adi Shankar, produtor da série Castlevania original da Netflix. Só por esse começo eu já fiquei meio com o pé atrás. Vamos começar pelo começo para eu fazer me entenderem. Primeiramente, e óbvio, quem conhece o conceito de anime se questiona verdadeiramente sobre o que ele é. Claro que existem discussões sempre em aberto sobre qualquer coisa, mas temos de ser honestos com nossa própria opinião. A minha é que animes definitivamente não são produzidos fora do Japão. E não digo isso por um simples preciosismo, mas porque realmente não existem, pelo menos ainda, produtos com a essência original japonesa. Não tem aquele tempero abstrato necessário pra se fazer categorizar verdadeiramente como um anime. Me desculpe mas Avatar: A Lenda de Aang, The Boondocks, e muito menos Ben 10 são animes. São excelentes produtos para seus públicos alvos, mas não são animes. E Castlevania também entra nesse mesmo balaio.

Expressões de Animes

Até os próprios japoneses pensam diferente de mim, consideram que qualquer tipo de animação, sejam japonesas e até de fora do país como animes. Seguindo essa lógica, para eles até Toy Story é um anime. Não parece fazer muito sentido posto desta forma, não é mesmo? Mas não daria pra eu simplesmente aceitar a proposta e resmungar menos?! Até daria, mas seria um desfavor conceitual. Anime não é como o conceito de rock, que engloba subgêneros como pop-rock, heavy metal ou country rock, por si só ele já é um subgênero dos desenhos animados. E onde ele se desvia de um desenho como qualquer um outro? Toma outro rumo quando entendemos sua estrutura. Na grande maioria das vezes animes são frutos de mangás que fizeram muito sucesso, embora existam poucos que fogem à essa regra, como Code Geass, Koutetsujou no Kabaneri e Cowboy Bebop por exemplo, são as combinações de estilos de expressões faciais exageradas e seus traços distintos que compõe suas principais características. Basicamente quem consome anime, sabe bater o olho e dizer que aquele produto é originalmente nipônico.

Tipos de Animes

Dentro dos animes também encontramos outras subdivisões de gênero, mas que indicam mais a faixa etária do grupo do que qualquer coisa. Existem os shoujo para jovem e feminino, shounen são as produções de luta e ação para crianças e adolescentes, seinen que tratam de assuntos mais pesados e sérios para o público adulto, kodomo são para crianças pequenas, e o josei, que são obras destinadas à mulheres adultas tratando de assuntos cotidianos mais próximos do real.

Bakuman

Em Universo Anime vemos uma série de entrevistas com vários produtores e diretores, e convenientemente trazendo apenas aqueles com produtos catalogados na biblioteca atual da Netflix. Resumindo de forma bastante fria e honesta, esse documentário não passa de uma autopropaganda. São sequências de entrevistas na maioria vazias que revelam pouquíssimas curiosidades até mesmo das obras que retrata, e nem de longe responde a questão que se faz à todo minuto da quase uma hora de duração que tem. “Você sabe o que é anime?” Se depender deste documentário vai morrer sem saber. Mas se você quer verdadeiramente saber o significado dessa palavra que parece até simples, mas que engloba um universo cultural gigantesco, recomendo o anime Bakuman. Não só sobre a produção e a essência do que são os animes, mas vai compreender tudo sobre os processos de criação e inspirações dos mangakás, desenhistas de mangás. Recomendo muitíssimo!

Adi Shankar

Fiquei chateado logo no começo com esse documentário por conta da frase de um cara, Adi Shankar, o produtor de Castlevania que solta a pérola “Como “Castlevania passou de um videogame meio morto à um programa de sucesso da Netflix?” Como assim cara?! Eu particularmente não sou um fã da franquia Castlevania, histórias de vampiros não é muito minha praia, mas é inegável o jogo nunca ter perdido sua relevância. Não é o jogo que precisa de um desenho, é o desenho que precisa do jogo para ter a mínima moral que hoje tem. Simplesmente achei o tom muito presunçoso visto que o trabalho que ele entregou nem é tão espetacular assim. Perdeu uma baita oportunidade de não ter se queimado desta forma entre os fãs da série.

Universo Anime

Durante o documentário são citadas as produções Castlevania, Baki: O Campeão, Kengan Ashura, Rilakkuma and Kaoru, Aggretsuko, 7SEEDS, Ultraman, Levius e B: The Beginning. Também plantam a sementinha do lançamento de Ghost in the Shell: SAC_2045 para o ano que vem, e entrevistam a cantora Yoko Takahashi, de Neon Genesis Evangelion.

Ultraman

Outra coisa que é trabalhada se aproveitando da boa vontade dos japoneses e de sua abertura, até ingênua à novidades, é de querer fazer parecer que os animes com altas doses de CG são a tendência inevitável para o futuro. Conhecendo a maneira que boa parte dos artistas nipônicos lidam com seus conceitos de criação, principalmente sendo uma entrevista para a Netflix com perguntas convenientes da Netflix para promover produtos Netflix, vai ser óbvio que eles venderão essa ideia de tendência do momento com a maior naturalidade. Se analisarmos as coisas vamos perceber que a Netflix vem acelerando e muito a elaboração de um catálogo exclusivo para competir com outros serviços similares. Em breve veremos Disney com seu serviço próprio de streaming retirar da biblioteca da Netflix uma série de produtos. Crackle, Crunchyroll, HBO Go, Amazon Prime Video, entre outras brigando por direitos de exclusividade e tendo seus próprios produtos. Os artistas japoneses não são tão conservadores, se você jogar uma batata podre, explodir na parede, e dizer que é arte, eles vão ficar maravilhados e te parabenizar pelo seu excelente trabalho. O respeito da sociedade é muito grande pela opinião alheia. Então pra eles não há problemas em fazer alegações sugeridas pela Netflix afirmando que CG é o futuro para os animes. Pra Netflix é interessante isso por conta da agilidade. É muito mais fácil e rápido produzir animes em CG do que os feitos tradicionalmente à mão quadro à quadro. E é isso o que eles realmente querem, quantidade. E parece não estar se importando nem um pouco com a qualidade. No fim, a política acaba participando muito mais do que deveria das produções.

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CONCLUSÃO
Documentário raso e que não diz nada com nada, se mostrando apenas um compilado do “Animes em Alta” do catálogo Netflix. Narrado por quem não conhece a cultura do anime, que nitidamente finge se esforçar pra conhecer, e se importando apenas em entregar uma encomenda pra Netflix que puxe sardinha pra seus produtos. Mas está aí pra quem quiser ver. Uma colagem de entrevistas que poderia fazer perguntas interessantíssimas mas que interroga apenas sobre o que os autores gostariam de fazer com seu tempo livre. Longe das produções.

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