O DATE PERFEITO – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
A maior ambição na vida de Brooks é ter sucesso no seu ingresso em Yale, uma das melhores universidade dos Estados Unidos. E após a brincadeira de um amigo, o jovem bem educado e despojado, decide criar um aplicativo de namoro de aluguel para faturar uma grana, assim podendo financiar seus estudos. O serviço é personalizado, isso quer dizer que Brooks assume a personalidade que a cliente quiser. Então se alguém precisar causar ciúmes no ex-namorado, ele estará lá. A necessidade é de um entusiasta que lhe acompanhe numa elitizada mostra de arte? É só escrever no pedido, e pronto! Inteligente, espirituoso e bonitão, logo progride em seu empreendimento, porém viver essa vida sem uma identidade própria, lhe faz perceber quais são realmente importantes as coisas na vida.

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COMENTÁRIOS
Eu adoro distopias de ficção científica, suspenses com tramas complexas, dramas de guerra, thrillers com bastante ação, épicos sanguinolentos, e veja você, também curto filmes de comédia romântica que as vezes inicia de forma diferente, mas sempre acaba da mesmíssima forma clichê. Daqueles que logo de cara você já sabe com quem fulano irá terminar junto. Deixe-me explicar, afinal, já que estou me expondo revelando algo que a maioria dos machos alfas levariam para o túmulo, deem-me ao menos a oportunidade de justificar. Eu odeio do fundo do meu âmago (não sei nem onde fica isso) dramas românticos melosos, romances formais almofadinhas (esses estão em extinção, oh glória), e aquelas comédias infantiloides de paixonite adolescente. Tem coisas que realmente não dá! No entanto, não compreendo a razão,  mas acho divertido as histórias de situações onde alguém com algum complexo existencial precisa se superar. Vide uma comédia na qual um maluco é obcecado para entrar em uma universidade, não tem grana pra isso, usa seu poder de seduzência para tal, acaba se enrolando com quem menos imaginaria, e nós, do lado de fora da tela, tínhamos absoluta certeza de quem seria. E vamos ser sinceros, nenhum destes filmes tenciona ocultar isso, é uma convenção que faz parte, até sendo obrigatória para o gênero. Ótimo, consegui explicar a base. Só que isso por si só não basta, ele ainda assim precisa ser um filme inteligente. Como assistindo qualquer outro gênero, eu não quero ser tratado como idiota pelo roteiro. Prezo muito pela qualidade dos diálogos e na coerência dos mesmos. Comédia no meu gosto se trata de um besteirol assumido como Monty Python, ou um humor inteligente com piadas honestas. E O Date Perfeito (The Perfect Date), filme que eu não dava absolutamente nada, e só decidi conferir porque descobri ser um dos mais vistos na Netflix, é exatamente isso!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Noah Centineo, Laura Marano, Odiseas Georgiadis, Camila Mendes, Matt Walsh, Joe Chrest, Carrie Lazar, Alex Biglane, Blaine Kern III, Zak Steiner, Ty Parker e Wayne Péré compõem o elenco. Dirigido por Chris Nelson, a comédia romântica adolescente de 2019, é baseada na obra The Stand-In de Steve Bloom, que teve adaptação feita pelo próprio Bloom em parceria com Randall Green. A produção norte-americana é de Matt Kaplan e John Tomko, sob os selos dos estúdios Ace Entertainment e AwesomenessFilms. O Date Perfeito é um produto original Netflix, e já está disponível em seu catálogo.

CONCLUSÃO
Se estruturando bastante nas comédias românticas da década de oitenta, O Date Perfeito é uma comédia inteligente e divertida. Não espere um romance adolescente bobo como seu título insinua ser, aqui teremos piadas ácidas, e tiradas bastante inesperadas. A fórmula é aquela clássica, tem mais de trinta e lembra de Namorada de Aluguel (1987) que repetiu centenas de vezes na Sessão da Tarde? Ou seja, na prática é sim um filme romântico, mas daqueles que a gente assiste escondido dos amigos para não admitir que gostou. E olha que quem está falando é um homem hétero que tem John Rambo como inspiração! Quem me conhece sabe o quanto não aceito brincadeiras quanto minha sexualidade, afinal, tenho algumas cuecas vermelhas e rosas sim, e daí?! Enfim, deixe o preconceito bobo de lado, convide seus amigos de infância do colégio, e assistam juntos essa bela história de amor de um rapaz por uma rapariga. E claro, deixe lenços disponíveis para que limpem o suor de suas vistas. Com classificação etária de 12 anos, O Date Perfeito está disponível no serviço por assinatura Netflix.

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“YESTERDAY” E OS BEATLES NO CINEMA (CRÍTICA)

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Desde a primeira aparição do Beatles na TV americana, em 9 de fevereiro de 1964, na época programa de Ed Sullivan, no qual entre as canções mostrava-se dados biográficos do então jovens prodígios, a banda inglesa expandiu e conquistou tanto o mercado estadunidense, como também o mundo. Naquela playlist já constavam sucessos inesquecíveis como All My Loving, Till There Was You, She Loves You, I Saw Her Standing There e a icônica I Want to Hold Your Hand.

Imaginar a história da música, quiçá do mundo, sem a presença da banda Liverpool seria algo impensável, mas não para o diretor Danny Boyle, vencedor do Oscar 2008 (Quem quer ser um milionário?). 

Está é a premissa do enredo do filme Yesterday (2019): depois de um apagão em escala mundial, a existência dos Beatles é deletada da história humana, exceto para algumas pessoas, entre elas: Jack Malik. Mesmo com todos os esforços de sua amiga e produtora Ellie Appleton, sua carreira ia de mal a pior. Não é visto com seriedade pelos amigos e nem pela família. Somente Ellie, que nunca esquecera da performance de Jack fazendo cover de Wonderwall do Oasis em um concurso da escola quando era criança, parece acreditar no talento do rapaz. Até que a vida de Jack muda após um acidente de bicicleta.

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Título original: Yesterday
Direção:
Danny Boyle
Roteiro:
Jack Barth, Richard Curtis
Duração:
1h 56min
Lançamento:
29 de agosto de 2019

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Elenco: Himesh Patel (Jack Malik), Lily James (Ellie Appleton), Sophia Di Martino (Carol), Joel Fry (Rocky) e Ed Sheeran (Ed Sheeran).

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BEATLES E MICHAEL JACKSON?
Qualquer fã da banda sabe que ter as músicas da banda de Liverpool no cinema ou em qualquer obra artística era, até certo tempo atrás, uma raridade. Parte desse problema se deve justamente ao fato de nada mais, nada menos, do que Michael Jackson era o dono dos direitos autorais das músicas dos Beatles.

Na década de 1980 muitos empresários com o ideal de fundar um grande conglomerado de entretenimento acabaram por criar uma organização: a Michael Jackson, Inc. Esta empresa acabou por adquirir a ATV, empresa que hospedava o catálogo musical dos Beatles. Entre as obras, a empresa detinha os direitos autorais da maioria dos maiores sucessos da banda, incluindo “Yesterday”, “Come Together”, “Hey Jude”, e muitas outras.

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Depois do próprio Paul McCartney e Yoko Ono abdicarem de comprar o catálogo simplesmente porque o rei do pop ansiava por ele, alguns meses mais tarde Michael Jackson comprou a ATV por um preço de 47,5 milhões dólares. Hoje, a Sony/ATV, que detém os selos de cantores como Taylor Swift e Eminem, vale cerca de US$ 2 bilhões. Para Joe Jackson, embora pudesse comprar facilmente o catálogo, o comportamento de McCartney era justificável:

“O comportamento de Paul foi muito, muito mais estruturado financeiramente. A única razão para Michael comprar o catálogo era porque estava à venda! Paul McCartney e Yoko poderiam ter comprado, mas não quiseram.”

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Já para Martin Bandier, o diretor-executivo Sony/ATV Music Publishing, havia também uma explicação para a falta de vontade de McCartney: “Eu nunca pensei que Paul McCartney iria comprá-lo, porque é muito difícil para um criador comprar o que é seu. Seria como Picasso passar um dia fazendo uma pintura, para comprá-la, vinte anos, depois por US $ 5 milhões. Não seria uma coisa que Paul faria.”

O fato é que por muito tempo, era quase impossível usar o acervo dos Beatles seja em outras obras artísticas, seja em peças publicitárias. Isso só passou a mudar a partir de 2008 quando houve a abertura para uso em publicidade. Mesmo não precisando do aval do integrantes ainda vivos da banda, Bandier acreditava que havia uma “obrigação moral” de analisar o uso dos catálogos com McCartney, Starr, Yoko Ono (viúva de Lennon) e a família de George Harrison (que morreu em 2001).

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BEATLES NO CINEMA
Um marco para o uso de canções da Beatles no cinema é sem dúvida o longa-metragem de Jessie Nelson, I am Sam (2001), que por aqui recebeu o título açucarado de Uma lição de amor. Neste filme que premiou com os Oscar de melhor ator Sean Penn, conta a história de Sam, uma homem com atraso intelectual (uma mente de uma criança de 7 anos), que com ajuda de outros deficientes cuida de sua filhinha Lucy Diamonds (Lucy in the sky with the diamonds). Há cenas que remetem à Abbey Road, citações feitas pelo protagonistas de frases de Lennon e McCartney e, claro, as diversas músicas dos Beatles interpretadas por covers. São ao todo 19 versões que contam com as vozes de Ben Harper, Wallflowers, Stereophonics e Sheryl Crown. Uma saída inteligente, pois na época  era algo extremamente raro ter documentários, filmes ou clipes desde que Michael Jackson adquirira os direitos autorais da banda na década de 1980.

Usar a obra dos Beatles como fio condutor de uma trama inteira foi a proposta de Across the Universe (2007) de Julie Taymor. O casal protagonista Jude e Lucy, nomes retirados das canções da banda inglesa, vivem toda sua história de amor, ambientada pela músicas dos Beetles, no período de contracultura, da psicodelia e protestos contra a Guerra do Vietnã da década de 1960. Época tão bem retratada no documentário 1967: O verão do amor (2017).

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UM TRILHA FANTÁSTICA, UMA HISTÓRIA PREVISÍVEL
Longe de ser uma obra-prima, Yesterday tem uma história simples e comum para uma comédia romântica. O longa parte de um acontecimento fantástico, um apagão em escala mundial que parece ter sido provocado por uma erupção solar (como se pesca de uma manchete de jornal). Isso causa uma reviravolta na vida do aspirante a cantor, Jack Malik. Um looser (perdedor) em todos os sentidos da palavra. Sempre auxiliado pela carismática e linda Ellie, professora de matemática e produtora amadora que vive uma friendzone e reprime seus sentimentos por Jack.

A ideia de um cantor que terá que escolher entre o amor e o sucesso musical está na raiz de filmes como Rock Star (2001), com Mark Wahlberg interpretando um vocalista de rock anos 80; ou Nasce uma Estrela (2018), com a Lady Gaga. Ou seja, é um tema batido. O que chama a atenção, claro é vasto uso do Beatles como pano de fundo da trama.

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A partir blackout mundial, Jack se vê como a memória da existência dos Beatles. Por mais que mais duas pessoas, no enredo, lembrem-se da existência da banda inglesa, somente Jack tem o talento para cantar e tocar as músicas. Nesta realidade, John Lennon não morreu em um atentado: vive uma vida pacata a beira do mar, alheio à música. Nesta realidade Oasis (banda influenciada pelos Beatles) não existe, assim como a Coca-Cola (só a Pepsi, em um merchã escandaloso) e Harry Potter.

Então, auxiliado por Ellie (no início) e pelo cantor Ed Sheeran (que interpreta ele mesmo), Jack se torna uma celebridade na Internet, abre turnês, vai a shows de entrevista, faz tudo que sua empresária chique Carol lhe ordena.

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No final, ele escolhe uma vida simples ao lado de sua admiradora de infância. O mundo não volta ao normal (juro que esperei isso). As músicas da banda são doadas gratuitamente e Jack abdica de lucrar com uma arte que nunca foi sua. Volta a ser professor e constitui família em um final simples que agradará ao noveleiro mais aficionado.

QUATRO CURIOSIDADES (entre tantos easter eggs)

  1. 064_10No filme, Jack foi atingido quando estava de bicicleta, quebrou os dentes da frente e feriu os lábios. Isso realmente aconteceu com Paul McCartney em 1966 que caiu do ciclomotor e lascou um dente da frente em Liverpool. 
  2. 064_11Legalmente, os cineastas precisavam apenas da permissão da Sony ATV para usar as músicas dos Beatles, sendo a Sony detentora dos direitos de publicação. Em princípio, eles também buscaram as bênçãos de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono e Olivia Harrison para o filme. Assim os Beatles não tiveram contribuição criativa, exceto pela aprovação de seu repertório para uso no filme.
  3. 064_12A história original do filme foi escrita por Jack Barth. Nela tudo era muito mais sombrio, com o protagonista lutando como músico na nova linha do tempo e a premissa do universo alternativo explorada com mais profundidade. Quando Richard Curtis reescreveu, ele fez o tom muito mais alegre, colocou menos ênfase na premissa de uma nova linha do tempo sem os Beatles e mais foco no romance entre Jack e Ellie.
  4. 064_13Alguns dos personagens têm seus nomes inspirados nas músicas dos Beatles: Rocky, o roady temporário, é nomeado por causa de “Rocky Raccoon”; Ellie,  é nomeada em homenagem a  “Eleanor Rigby” (a única música que Jack tem dificuldade de lembrar); e a colega de quarto de Ellie, Lucy, claramente, “Lucy in the sky with the diamonds”.

CONCLUSÃO: TODAY, ASSISTA!
Yesterday não é a última bolacha (ou biscoito) do pacote no que se refere a uma comédia romântica ou mesmo de tributo musical. A história é leve, sem vilões, pois nem Jack Malik é um mal caráter. Ele é um sonhador e se deixará levar pelos rumos dos acontecimentos. Uma salva de palmas para Ellie (Lily James) que é aquela mocinha fofa e apaixonada e de sorriso cativante, a melhor em cena.

Se o leitor nerd deseja um filme leve e é fã dos Beatles, cantará do início ao fim as músicas do grupo, mesmo com a desafinada de Help durante o show de lançamento de Jack (embora o ator, Hamish Patel tenha feito aula de canto e violão). Para além das piadas bem colocadas e em momentos precisos, vai até esquecer que Ed Sheeran não é lá um ator, mas vale pelo desconcerto do rapaz em frente as telas na sua “amizade” com o protagonista. Veja o longa de Boyle como distração de um dia estressante. Afinal não deixe para Yesterday o que pode fazer Today. Essa foi muito ruim! Fui galera!

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CURTINDO A VIDA ADOIDADO (CRÍTICA)

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PLOT COM COMENTÁRIOS
Entre os filmes clássicos esse é um dos mais admirados pelos fãs da sétima arte. Dificilmente alguém com mais de vinte anos não tenha assistido a algazarra de Ferris Bueller nas suas matanças de aula, e o pior, comemorado por suas conquistas mesmo quando ele se mostrava nitidamente o vilão da história. Mas não importa, esse era seu principal charme, a arte de sair impune de culpa pela zoeira. Geralmente os jovens temem professores, diretores, ou qualquer um daqueles que ditam regras, mas Ferris não, ele não dava a mínima! Arquitetava os mais mirabolantes planos de fazer bullying com aqueles “ditadores” que o cercavam, e de quebra, ainda carregava a namorada e o melhor amigo à tiracolo. Seus planos loucos envolviam o sequestro da luxuosa e clássica Ferrari do pai de Cameron, seu amigo hipocondríaco, e em buscar a namorada na escola se passando pelo pai da menina.

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Não faço a mínima ideia de quando vi Curtindo a Vida Adoidado pela primeira vez, esse é o tipo de filme atemporal que tenho a sensação de sempre ter pertencido à minha memória. Um das coisas mais interessantes nessa produção, é que ela consegue superar gerações, em todos os sentidos. Suas escolhas de conceito contribuem para que mesmo hoje, mais de trinta anos depois do seu lançamento, ainda permaneça um filme bastante atual. E parece absurdo, mas mesmo que ele repita centenas de vezes na TV, iremos sentar para assistir como se fosse a primeira! A obra exalta a efemeridade da vida e o quanto precisamos valorizar cada segundo. Todos temos problemas e obrigações, mas sempre que possível deveríamos tirar melhor proveito do tempo nos presenteando com a liberdade.

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Olhando de longe temos a visão daquele ser apenas um garoto egoísta e irresponsável que mata aulas e não respeita os mais velhos. Isso inclui os próprios pais, que não fazem a mínima ideia do que o filho arruma pelas suas costas. Até o diretor da escola estava convencido do aluno ser um mal elemento, e sofria para conseguir provas. Não importava o tamanho do problema, o garoto sempre estava uns três passos à frente, e como de praxe, se saindo bem. Mas com todo esse histórico de delinquência juvenil, Ferris tinha um bom coração. Seu amigo Cameron vivia uma vida muito reclusa, com pais controladores e que colocavam-no para baixo. Seu amigo notava isso, e era em parte por ele que fazia certas loucuras. Não só ele, mas Sloane também, a namorada de Ferris.

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As enrascadas onde eles se metem são as mais variadas, desde se passar por um fictício “Rei da Salsicha de Chicago” para entrar no luxuoso restaurante Chez Louis, destinado à alta classe, até invadirem uma parada alemã, onde Ferris agita toda a cidade cantando e dançando ao som de Twist and Shout dos Beatles. Essa última se tornando uma das cenas mais icônicas do cinema! Claro, ainda tem a cereja do bolo de dar perda total na Ferrari 250GT “California” ano 61!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
O elenco traz Matthew Broderick, Mia Sara, Alan Ruck, Jennifer Grey, Charlie Sheen, Kristy Swanson, Edie McClurg, Cindy Pickett e Lyman Ward. Curtindo a Vida Adoidado é um filme de 1986 dirigido por John Hughes, aquele considerado como “o mestre dos filmes adolescentes dos anos oitenta“. Seu orçamento foi de 6 milhões de dólares, com uma receita final de mais de 70 milhões!

CONCLUSÃO
Esse é um dos filmes que não importa quanto tempo passe, será sempre uma obra prima. Seu roteiro é simples, direto, e com um excelente ritmo. Umas das produções mais geniais da década de oitenta e, que pode e deve ser visto por todo mundo. Curtindo a Vida Adoidado é referência quando se trata de comédia, e até hoje é lembrado com muito carinho pelo seu número enorme de fãs. Um filme nota 10, que se você for mais jovem e ainda não assistiu, tem obrigação de ver!

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