FINAL FANTASY VII

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Antigamente jogar videogame era uma coisa bastante cara. Não que hoje em dia não seja, mas tínhamos bem menos acesso às coisas. Como já contado em algumas outras oportunidades, sempre era uma odisseia conseguir um novo game. As vezes era preciso andar quilômetros para trocar um cartucho emprestado com um amigo, ou então sair no pau por certo título na prateleira de uma locadora. Pior era pegar um jogo num final de semana, jogar por horas, devolver para a locadora, e quando pegávamos novamente no outro fim de semana, terem apagado aquele save que nos dedicamos tanto. Não havia nada de Steam, PSN, Live, ou qualquer serviço similar, era entrar numa loja física mesmo e ter que entregar até as cuecas para conseguir o jogo que tanto queria.

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A vida de um jogador na década de oitenta e noventa era assim, e já que comprar era algo muito difícil para gente, o jeito era trocar ou locar. Isso não quer dizer que não éramos crianças felizes, muito pelo contrário. Dávamos um valor tremendo para cada joguinho posto em mãos. Nada ficava de enfeite na estante de casa, os cartuchos fritavam mesmo! Só que isso começou a mudar, e o universo dos videogames começou a sofrer uma brutal revolução. Chegava à Terra com o auxílio de tecnologia extraterrestre, os famosos Compact Disc Read-Only Memory, popularmente conhecidos como CD-ROM. Ou apenas CD mesmo. Meu amigo mais jovem, você não faz ideia, mas esse disquinho no qual cabiam uns 700 megabytes revolucionou o mundo. E essa volta toda numa postagem, que já deveria estar falando sobre Final Fantasy VII, tem seu motivo, e começa a ser explicado agora.

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Título: Final Fantasy VII (ファイナルファンタジーVII)
Desenvolvedora: SquareSoft (Square-Enix desde 2003)
Publicadoras: SquareSoft, Sony Computer Entertainment e Eidos Interactive
Diretor: Yoshinori Kitase
Produtor: Hironobu Sakaguchi
Escritores: Kazushige Nojima e Yoshinori Kitase
Programador: Ken Narita
Artistas: Yusuke Naora e Tetsuya Nomura
Compositor: Nobuo Uematsu
Lançamentos: 31/01/1997 (Japão) e 07/09/1997 (América do Norte)

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SINOPSE (DO COMECINHO)
O planeta Gaia vinha sofrendo com as atividades depredatórias da Shin-Ra, uma megacorporação com subdivisões de atuação e influência em diversos segmentos de poder ao redor do globo. Sua sede principal se baseava em Migdar, a maior cidade do planeta e, também era de lá, das profundezas da região mais carente, que o grupo ecoterrorista AVALANCHE arquitetava seus planos contra aquela superpotência. O grupo fundado e liderado por Barret Wallace contava com a companhia de Biggs, Wedge, Jessie e Tifa, tendo a última, Tifa Lockhart, recentemente reencontrado seu amigo de infância, Cloud Strife. Barret considerando-o minimamente capaz, o contrata para participar da próxima ação contra a Shin-Ra, uma vez que Tifa contou sobre seus feitos como um ex-membro de 1ª Classe da SOLDIER.

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O grupo então parte para a incursão de ataque a um dos reatores de energia Mako. A companhia não revelava, mas haviam fortes indícios de que a energia elétrica gerada fazia uso de recursos vitais e limitados do planeta. Barret não achava nada, ele era convicto disso, então não media esforços para causar o máximo de estrago à Shin-Ra. O game se inicia a partir deste momento, quando Cloud, o mercenário ex-SOLDIER se junta a AVALANCHE rumo ao ataque para sabotar o reator Mako do Setor 7 de Midgar. E essa é só a pontinha do iceberg, Final Fantasy VII progride numa profundidade que até então não tinha precedentes.

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NASCIMENTO DA 7ª FANTASIA FINAL
Após o lançamento de Final Fantasy VI em 1994 para o Super Nintendo, a SquareSoft não tardou a por mão na massa para tracejar mais uma novo trabalho. Hironobu Sakaguchi, criador da série Final Fantasy, esboçava a ideia de um tal Detetive Joe, um cara temperamental, que investigava um grupo de terroristas que tinha explodido a Cidade de Midgar. Notamos alguns conceitos já começarem a ser estabelecidos nesse primeiro estágio, assim como a “Corrente da Vida”, que mais tarde seria batizada como Lifestream. Com a chegada de um poderoso reforço de dois roteiristas, Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima, algumas coisas foram melhor trabalhadas, e a base do enredo foi tomando um rumo bem mais rico e complexo.

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Paralelamente era desenvolvido outro icônico jogo, Chrono Trigger para o Super Nintendo, então os esforços eram divididos. Muitas ideias foram jogadas na mesa para que fossem definidas as melhores combinações possíveis. A Feiticeira Edea, por exemplo, fora descartada pelos dois projetos, tendo sido aproveitada no até então futuro, em Final Fantasy VIII. Em vários momentos o sétimo Final Fantasy era colocado de lado para acelerar o processo de conclusão de Chrono Trigger, que estava em vias de finalizar, e ser entregue como produto final para produção e distribuição.

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Descongestionada a fila de prioridades após a entrega de Chrono Trigger, em 1995 as atenções retomaram para Final Fantasy VII. A equipe tinha disponível cerca de 120 colaboradores, misturados entre artistas e programadores. Os esforços se dividiram tanto nas sedes japonesas da SquareSoft, bem como num novo estúdio sediado em Los Angeles. Esse intercâmbio possibilitou melhores políticas na localização do jogo fora do Japão, e em lhe dar um ar um pouco mais ocidental que os tradicionais RPGs japoneses da época. Foram investidos 45 milhões de dólares em valores corrigidos para a época, e isso fez com que Final Fantasy VII recebesse o título de jogo com maior orçamento até aquele momento.

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Conforme comentei um pouco atrás, neste artigo mesmo, uma grande mudança para o mundo dos videogame acontecia com a chegada do CD-ROM. Antes os jogos eram programados para serem colocados em cartuchos, onde os dados eram armazenados em EEPROM (sigla para Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory), e essa técnica permitia um acúmulo bastante restrito de quantidade de dados. Para se ter uma ideia, os maiores jogos do Super Nintendo eram o Tales of Phantasia e Star Ocean, que ocupavam 48 Megabits de dados cada um. Com a chegada do CD-ROM ao mercado, espaço não deveria ser mais preocupação, já que em um único disco era possível acumular mais de 100 vezes a quantidade de dados que cabiam num EEPROM, e não só isso, com um custo de fabricação em massa muito mais barato.

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Uma pequena guerra foi instaurada quando Yoshinori Kitase se pôs decidido a fazer de Final Fantasy VII um jogo 3D. A SquareSoft criou com o uso da plataforma SGI Onyx uma techdemo, onde mostrava o potencial gráfico estimado para seu novo trabalho. Se tratava de uma demonstração poligonal baseada no conceito de Final Fantasy VI, no qual os personagens lutavam numa renderização feita em tempo real contra um golem. A demo foi bem vista pela mídia especializada, porém isso abria certos dilemas. A SquareSoft sempre se manteve fiel a Nintendo na parceria de seus jogos, no entanto a “Big N” decidiu tomar o rumo de se manter com um console baseado em cartuchos, e isso gerou um atrito de interesses que causou a quebra de relação entre as duas empresas. A Nintendo até chegou a desenvolver uma forma mais eficiente de acúmulo de dados com o acessório Nintendo 64DD, mas nem mesmo ele seria suficiente para comportar tal jogo. Sendo assim a SquareSoft tomou a decisão de se unir a Sony, que trazia ao mundo o tão aguardado PlayStation. A parceria fez com que Final Fantasy VII se tornasse um exclusivo para a plataforma, ajudando assim a consolidar o sucesso daquele videogame.

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GAMEPLAY, RPG TEM ISSO?
O que se ouve muito por aí é que RPGs não tem jogabilidade. São apenas joguinhos onde você faz intermináveis leituras e nada joga. Obviamente não podemos comparar um jRPG (especificamente os RPGs no estilo japonês) com jogos de ação. E afirmo, não é nem relevante esse tipo de comparação. Mas sim, esse é um gênero que tem muito para oferecer em formas de jogar. Como aqui estamos falando de Final Fantasy VII, então vamos nos focar estritamente nele.

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Em Final Fantasy VII existem três bases de jogabilidade, além muitos extras, considerando os minigames. Temos as tradicionais batalhas onde seu grupo combate contra um ou mais inimigos, as andanças em cenários pré-renderizados, e a movimentação no mapa mundi, onde tudo é inteiramente poligonal. Quando de tratam dos minigames a coisa se expande, pois existem inúmeras formas de jogabilidade, e quando digo muitas, é porque realmente a variedade é enorme. Então é mais fácil listar alguns para explicar. Lembrando, esta lista vale mais como curiosidade para mostrar que Final Fantasy VII oferece bem mais conteúdo extra do que a maioria das pessoas que ainda não jogou imagina. E claro, embora alguns destes minigames sejam obrigatórios para a progressão do jogo, uma boa parte deles existe apenas para diversificar e disponibilizar conteúdo extra para aumentar a sua vida útil.

  1. 051_13EVENT SQUARE (GOLD SAUCER)
    Neste minigame você é o diretor de uma uma peça teatral e precisa arrancar boas reações do público, enquanto comanda o decorrer de um conto fantástico de cavaleiros atrapalhados, dragões fajutos e reis incompetentes. Aqui suas decisões vão gerar diversos desfechos para uma história épica que deixaria William Shakespeare frustrado de tanta inveja.
  2. 051_16SPEED SQUARE (GOLD SAUCER)
    Na Speed Square você entra em uma montanha russa onde precisa atirar em diversos tipos de alvos. A mecânica é similar a um jogo de nave em primeira pessoa, e além de acertar os alvos, óbvio, você também precisa se preocupar com uma barra de aquecimento do canhão no lado esquerdo. Tiros seguidos demais ela esvazia e então você precisa esperar uns instantes para poder usar a arma novamente. Já jogou Star Fox? Então, é parecido. Mas aqui o objetivo é fazer pontos suficientes para ganhar prêmios.
  3. 051_17ROUND SQUARE (GOLD SAUCER)
    Um parque não é nada sem uma roda gigante, e estamos falando de Gold Saucer, o maior complexo de entretenimento de Gaia! Para o passeio Cloud pode escolher entre Tifa e Aeris, e ter um momento mais próximo, no qual os personagens conversam um pouco sobre os seus problemas pessoais. Para isso algumas escolhas devem ser feitas durante os eventos em Gold Saucer, e caso você dê mole, não vai ser Tifa e nem Aeris na gondola contigo, mas sim Cid, o barbudo de boca suja!
  4. 051_18WONDER SQUARE: ARM WRESTLING (GOLD SAUCER)
    Wonder Square nada mais é que um enorme fliperama que hospeda todo tipo de jogo. Nele temos o Arm Wrestling, um máquina onde você pode competir contra um lutador de sumô ou de vale-tudo. É literalmente uma queda-de-braços, na qual você precisa apertar consecutivamente e em alta velocidade o botão definido como OK no joystick.
  5. 051_19WONDER SQUARE: WONDER CATCHER (GOLD SAUCER)
    O famoso jogo de passar raiva! Wonder Catcher é o tradicional jogo do guindaste com uma garra onde você precisa agarrar prêmios. A questão é que aqui você não controla absolutamente nada, apenas quantas vezes quer tentar a sorte em receber algo ou não. Basicamente pague 100 Gil, espere um pouquinho, e descubra se teve sucesso ou não. Vou até deixar a tabela de probabilidades. Nada (30%), Potion (30%), 1 GP (25%), 3 GP (10%), Ether (2%) e Megalixir (2%). Existem lendas de ser possível ganhar outros itens, boa sorte, tenho mais o que fazer.
  6. 051_20WONDER SQUARE: SUPER DUNK (GOLD SAUCER)
    Encaçape uma bola de basquete na cesta! Parece fácil não? Errou! Você precisa descobrir o momento exato de largar o botão para que Cloud lance a bola. O segredo está em se atentar na posição do joelho e movimento da cabeça. Pegando o timing é preciso fazer sequências para ganhar grandes fortunas em GP, e se tornar o maioral de Gold Saucer.
  7. 051_21WONDER SQUARE: MOG HOUSE (GOLD SAUCER)
    Você assim como eu é velho e sabe o que é um Tamagotchi? Não? Então irei te explicar. Em Mog House você precisa ajudar Mog a conseguir um companheira. O problema é que ele ainda precisa completar certos passos para aprender a voar. Então ele precisará ser alimentado com Kupo-Nuts. Mas lembre-se, ele precisa voar, e não atolar no chão. Se ele não estiver cheio ainda, resmungará e irá mexer na barriga, mas se ele chiar e pular alegremente, é porque está bem alimentado. Então pare por aí e espere um pouco. Ele irá tentar voar, e caso tenha sucesso é só esperar a senhorita Mog chegar. Repita o processo, Kupo quer se exibir para a moça. Após isso é só assistir ao resultado dessa sua ajudinha.
  8. 051_22WONDER SQUARE: 3D BATTLER (GOLD SAUCER)
    Esqueça Mortal Kombat ou Street Fighter, o lance aqui é 3D Battler! Nesse incrível game de porradaria a lógica é a mesma usada no ‘jó-ken-pô’ (pedra, papel e tesoura), só que no lugar temos ataque alto, médio e baixo. Ataque alto ganha de ataque baixo, perde para médio, e empata com alto. Ataque médio derrota alto, perde para baixo e empata com com médio. E por fim, Ataque baixo vence médio, é derrotado por alto e empata com baixo. Está esperando o quê? Desafie seus amigos para esse incrível jogo de luta par um jogador! Não, pera.
  9. 051_23WONDER SQUARE: G-BIKE (GOLD SAUCER)
    Já pensou em pilotar aquela ‘motranca’ de cloud?! Bem, existe um momento do jogo onde você controlar a Fenrir, (esse é o nome da moto do nosso herói, não sabia?) mas em Gold Saucer você pode tudo, até mesmo repetir aquela corrida cheia de adrenalina! O objetivo aqui é balanças a Buster Sword e sentar o sarrafo em geral! Defenda o caminhãozinho derrubando os terríveis capangas da Shin-Ra. Na primeira vez que você conseguir mais de 10000 pontos, você receberá não apenas 10 GP, mas também um interessante item,  um Speed Source.
  10. 051_24WONDER SQUARE: SNOWBOARDING (GOLDSAUCER)
    Similar ao episódio da fuga na Fenrir, também existe um momento no jogo onde você anda de snowboard. Na Gold Saucer, advinha, você pode fazer isso de novo! Ho ho ho ho ho. Então suba na sua prancha e desça em alta velocidade a encosta da Icicle Inn! Desviar dos obstáculos, pegar os balões, não cair e, fazer um bom tempo, são os referenciais para o cálculo da sua pontuação. Esse é um minigame bem desafiador, então prepare um cachecol e um gorro antes de partir para o treino.
  11. 051_25WONDER SQUARE: TORPEDO ATTACK (GOLDSAUCER)
    Em Torpedo Attack você é o almirante que controla um poderoso submarino de guerra nas profundezas da costa de Junon, num replay do episódio do reator submerso. O objetivo é ser o mais furtivo possível, e um a um ir derrotando seus oponentes. Submarinos amarelos são frágeis, e os vermelho um pouco mais resistentes. Fique atento também às minas aquáticas. Existem nesse minigame cinco dificuldades, a primeira é a mesma que você enfrenta obrigatoriamente na história do game, e as outras quatro são graduais aumentos na dificuldade.
  12. 051_26CHOCOBO SQUARE (GOLD SAUCER)
    Esse é um complexo minigame no qual você pode simplesmente apostar em chocobos como numa corrida de cavalos, ou literalmente se tornar um jóquei de galinha gigante e ficar famoso. O modo Racing não apenas serve para você enriquecer, mas também para uma função “extra minigame”. Em Final Fantasy VII você pode capturar chocobos, levar para um estábulo alugado em Choco Bill (não em Gold Saucer), e lá alimentá-lo da maneira correta. Posteriormente você pode criar vários deles e até cruzá-los! Sim, você pode conseguir todo tipo de chocobos nesse processo. Não entrarei em detalhes quanto a isso senão eu levaria muito tempo explicando. O importante aqui é saber que esses chocobos criados nos estábulos podem ser usados para competir nas corridas da Chocobo Square. Existem chocobos de várias cores, cada um com suas vantagens e desvantagens. Então se quer descobrir mais sobre isso comece a estudar porque é mais complicado do que conseguir uma vaga em medicina de uma universidade pública.
  13. 051_27DIGGING GAME
    Em Bone Village você pode se tornar um capataz de garimpeiros e, conseguir todo tipo de tesouros demarcando áreas, instalando e detonando explosivos. Selecione os locais onde deseja procurar algo, pague as tarifas de serviço, tire uma soneca, e espere os garimpeiros fazerem o trabalho sujo durante a noite. Daí é só você verifica no baú o que de precioso encontrou!
  14. 051_28BATTLE SQUARE (GOLD SAUCER)
    Este é o local onde os campeões são feitos! Aqui você enfrenta uma sucessão de arenas onde em cada transição a dificuldade aumenta. Mas as coisas não são tão simples, a cada vitória um slot machine surge para complicar sua vida. Basicamente você tem um pouquinho de chance de se dar bem, e um monte de chance de se dar muito mal. Não importa, você é um guerreiro! Então eu tenho fé que até pelado e com a energia vazia, você é capaz de alcançar a oitava e última luta contra um Proud Clod, e assim derrotá-lo! Dica, é aqui que você consegue o mais poderoso Limit Break de Cloud, o Omnislash, bem como algumas outras coisas de importância, só que essas dicas fui proibido de informar.
  15. 051_29FORT CONDOR: TD OU RTS?
    Como em um jogo tower defense, proteger o Fort Condor é uma experiência tática que vai exigir bom raciocínio e agilidade. Você precisa posicionar unidades que irão bloquear as unidades inimigas que tentam alcançar o ninho da Phoenix. Estão disponíveis torres que lançam objetos e unidades de infantarias variadas, e diferente de um tower defense tradicional, você pode definir como em um RTS (Real-time Strategy, que traduzido fica Estratégia em Tempo Real), para onde quer destinar que uma unidade se direcione para marcar posição ou atacar.

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GRÁFICOS, CINEMÁTICA E SONORIZAÇÃO
Se formos nos basear pela ótica dos dias de hoje os gráficos de Final Fantasy VII vão parecer terríveis, porém essa não é a maneira correta de avaliar absolutamente nada. Todas as coisas possuem um contexto, e um jogo não foge dessa regra. Em 1997, quando o game fora lançado, jogos poligonais ainda estavam engatinhando. Existia sim a tecnologia 3D em jogos para o Sega Saturn, 3DO, fliperamas e, até para o próprio PlayStation, mas ninguém se distanciava tanto do outro em qualidade. O videogame que fazia mais bonito nesse sentido era o recém lançado Nintendo 64, mas jogos especificamente de RPG não existiam para esse console. E nesse cenário surge Final Fantasy VII, trazendo um jogo de RPG com gráficos incríveis! Trazia cenários pré renderizados como em Resident Evil (que na época fazia um baita sucesso), batalhas totalmente tridimensionais, e claro, as soberbas cenas em FMV (Full Motion Video). Nada, absolutamente nada, tinha feito algo parecido! Eram tomadas enormes daqueles filminhos que deixavam as pessoas boquiabertas. E quanto aos golpes especiais e “invocações”?! Assistir o Omnislash de Cloud ou o ataque de Bahamut Zero era um show a parte!

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Outro atributo importantíssimo de Final Fantasy VII são suas músicas indiscutivelmente fenomenais e, para isso não é preciso ninguém ser um fã de RPG, é senso comum Nobuo Uematsu ser um gênio quando se trata de trilhas sonoras. O sétimo jogo da franquia Final Fantasy foi um divisor de águas quando falamos de sonorização. O fato da SquareSoft ter embarcado junto com a Sony num console com suporte a CD, fazia ser possível abarrotar o disco com dezenas de minutos de músicas em qualidade digital. Não estou falando de musiquinhas MIDI (Musical Instrument Digital Interface), mas de faixas de músicas convertidas do analógico para o digital com extrema fidelidade. Isso quer dizer que não tínhamos só simulações instrumentais ou de voz, mas literalmente qualquer coisa que pudesse ser captado. Deixarei aqui algumas das faixas mais memoráveis e que nunca sairão da memória de qualquer indivíduo que um dia tenha jogado Final Fantasy VII!

Estas são apenas algumas das músicas mais marcantes. A trilha sonora completa pode ser comprada numa edição moderna em Blu-Ray chamada Final Fantasy VII Original Soundtrack Revival Disc (SQEX-20065), lançada em 2019.

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REPERCUSSÃO E LEGADO
Tendo em mãos um produto tão valorizado quanto Final Fantasy VII, faria sentido imaginar que espremeriam ainda mais para ver se pingava dinheiro. No Brasil quase nada chega, mas em sua terra natal, o Japão, nosso joguinho querido recebeu umas dezesseis toneladas de produtos derivados. Você vai achar que algumas coisas são mentiras, mas não quero nem saber. Depois você pesquisa no Google e verifica se é cascata minha. Action Figures, várias compilações e versões das trilhas sonoras, roupas, livros, refrigerantes, isqueiros, doces como chocolates e outras guloseimas, velas aromáticas em forma de “materia”, bijuterias, relógios em edições limitadas, garrafas térmicas, capas para telefone, broches, carteiras, gravatas, cintos, bolsas, perfumes, bebidas energéticas, pelúcias, cerâmicas, e mais uma penca de outras maluquices. Dá uma olhadinha na loja oficial.

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Não só souvenirs foram explorados, mas Final Fantasy VII teve seu universo estendido em filmes e outros jogos. Não pretendo entrar em detalhes sobre essas outras mídias para evitar gerar confusão no entendimento do jogo original, então apenas relacionarei cada um deles, sua plataforma original, caso tenha uma, e seus respectivos anos de lançamento.

  • Before Crisis: Final Fantasy VII é um RPG de ação lançados em 24 episódios apenas no Japão para a plataforma mobile em 2004.
  • Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII é um jogo de ação lançado para PlayStation 2 em 2006.  Nos Estados Unidos recebeu um spin-off chamado Dirge of Cerberus Lost Episode: Final Fantasy VII, também em 2006.
  • Crisis Core: Final Fantasy VII é um RPG de ação com combates em tempo real lançado para PSP (PlayStation Portable) em 2007.
  • Final Fantasy VII: Advent Children é um longa metragem feito inteiramente em computação gráfica lançado em 2005. Em 2009 o filme foi relançado numa versão refinada pelo diretor, chamada Final Fantasy VII: Advent Children Complete.
  • Last Order: Final Fantasy VII é um OVA (Original Video Animation) que vinha inserido numa versão limitada de Final Fantasy VII: Advent Children chamada de Advent Pieces. A edição foi lançada em 2005 na quantidade limitada de 77.777 cópias, e hoje não está mais disponível para compra.
  • On a Way to Smile é uma série de contos lançados para promover o lançamento de Final Fantasy VII: Advent Children Complete, e em 2009 estas histórias foram compiladas e lançadas em um único volume.
  • Case of Denzel é uma adaptação animada de um dos contos da série On a Way to Smile, e foi lançado em todas as cópias de Final Fantasy VII: Advent Children Complete, lançado em 2009.
  • Final Fantasy VII Lateral Biography: Turks ~The Kids Are Alright~ é um romance lançado em 2011.
  • Final Fantasy VII G-Bike é um jogo de corrida para a plataforma iOS e Android. Foi lançado em 2011 apenas no Japão, e em 2015 foi descontinuado.

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PERSONAGENS PRINCIPAIS

  • CLOUD STRIFE (クラウド・ストライフ)
    134_32Inicialmente em Final Fantasy VII, Cloud é apresentado como um ex-membro de 1ª Classe da SOLDIER, um jovem arrogante e egoísta, que só aceitou se juntar a AVALANCHE por causa do dinheiro. A verdade é que essa não era sua real personalidade, mas fruto de uma série de acontecimentos que afetaram tanto sua memória quanto seu comportamento. Na sua infância vivia em Nibelheim, sendo apenas mais uma criança da mesma cidade onde Tifa também morava. Tendo perdido a mãe quando ainda era muito jovem, Cloud se manteve introspectivo, porém ainda assim otimista com as coisas. Ele tentava se aproximar das outras crianças mas era sempre rejeitado. O jovem tinha um sonho qual compartilhava com sua leal amiga, Tifa, prometendo de forma orgulhosa e esperançosa um dia ser um SOLDIER tão famoso quanto Sephiroth, um lendário guerreiro que todos os jovens tinham como inspiração.
    “Eu sou Cloud… o mestre do meu próprio mundo imaginário.” – Cloud
    Cloud conseguiu se alistar, trabalhou e, ficou afastado por muito anos de sua terra natal e de seus conhecidos. Chegou a Midgar onde reencontrou a amiga Tifa, que contou a Barret sobre suas incríveis habilidades como um SOLDIER de grande valor. Mas Cloud tinha um olhar diferente, era sim ainda a mesma pessoa, mas trazia grandes mistérios que no decorrer da história iria se revelar. Cloud é um perito espadachim que carrega uma enorme e poderosa espada, incluindo a icônica Buster Sword, além de ter disponível as armas mais poderosas de Final Fantasy VII.
  • TIFA LOCKHART (ティファ・ロックハート)
    134_33Amiga de Cloud da época de criança quando viviam em Nibelheim, mas, perdeu o contato com o rapaz quando ele ingressou na SOLDIER. Desde muito jovem é bastante empenhada em tudo o que fazia, se dedicava ao piano e era uma menina popular e corajosa entre os pequenos amigos. Diferente de Cloud que era muito instrospectivo, Tifa fazia tudo para quebrar o gelo entre o amigo, conseguindo vez ou outra arrancar dele longas conversas, nas quais o menino contava todos os seus sonhos megalomaníacos e engraçados para ela. O amor e carinho que ela sentia por ele era enorme, fazendo com que exigisse promessas de um futuro entre os dois, mas nas quais Cloud como um menino um pouco atrasado no entendimento das relações, não compreendia claramente o que queriam dizer. Nunca foi um mistério para Tifa o quanto sentia admiração e paixão por aquele garoto bobo, dentro de si ela sabia que ele era diferente e capaz de enormes feitos. Sentia orgulho e tinha certeza de que cumpriria seus planos de ser ainda mais importante que Sephiroth, mas tinha medo de que nesse futuro de fama ela fosse esquecida.
    “Tifa: Ei, por que não fazemos uma promessa? Um, se você ficar famoso e eu estou com pressa… Você me salva, ok?
    Cloud: O que?
    Tifa: Sempre que tenho problemas, meu herói vem me resgatar.
    Cloud: O que?
    Tifa: Vamos! Prometa-me!
    Cloud: Ok. Prometido.” – Cloud e Tifa
    Passaram-se anos sem que os dois se vissem, mas Cloud retornou. E como uma boa amiga, fez o que pôde para atraí-lo para si quando convenceu a se unir a AVALANCHE. Tifa se tornou uma jovem adulta um pouco diferente de quando criança, agora ficando um pouco mais tímida e empática, mas é quem dá suporte aos companheiros na luta contra a Shin-Ra, uma vez que a corporação destruiu sua cidade natal. A jovem é como uma mãe para o grupo, entregando incentivos e apoio emocional. Tifa é altamente treinada nas artes marciais, conseguindo executar golpes precisos e poderosos!
  • BARRET WALLACE (バレット・ウォーレス)
    134_34Líder do grupo ecoterrorista AVALANCHE, Barret dedica todas suas forças pela causa de salvar o planeta do uso depredatório de energia Mako, nome que a Corporação Shin-Ra deu a sua matéria prima, que na verdade não deixa de ser Lifestream, a fonte de vida e equilíbrio de todo o planeta Gaia. Parte de seu empenho vem da necessidade que sente de oferecer para Marlene, sua filha, um futuro onde o meio ambiente seja ao menos preservado, e outra bem menos nobre, o ímpeto de vingança pelo sofrimento que a Shin-Ra lhe causou no passado. No decorrer da aventura o grosseirão de pavio curto que não consegue controlar sua natureza de espraguejar para tudo, vai encontrando um pouco de equilíbrio. Compreendendo que na verdade não é da dor que vem sua força, mas sim do seu coração e do amor pela filha. No fundo Barret é bastante emotivo e só quer o bem dos que lhe cercam, porém calejado pelas pesadas perdas, não consegue com naturalidade expressar carinho por aquilo que teme se apegar e perder de novo, sendo Marlene a única exceção. Procurando sempre parecer mais culto do que realmente é, tem o hábito de adotar para si frases de outros, quais muitas vezes repete no contexto e no momento incorreto.
    “O trem em que estamos não faz nenhuma parada!” – Barret
    O brutamonte que instala armas no lugar do antebraço perdido, no fim das contas só quer se sentir seguro e útil para sua família, e para Barret família são todos aqueles que estimam pelo bem de sua filha. Seu passado é de quem cresceu num pequeno vilarejo em Corel Prison, um local rodeado por floresta onde todos viviam da mineração de carvão. Na vida adulta casou com Myrna, que sofria de uma enfermidade desconhecida, em uma época em que a Shin-Ra iniciava seus empreendimentos com energia elétrica. Barret achou de boa valia participar da construção de um Reator Mako ao norte de Corel, seria uma boa ideia conseguir um pouco de dinheiro para cuidar da família. Embora relutante, Dyne, amigo de Barret desde a infância, também aceita participar após muita insistência. Aquele prometia ser o passaporte para todas as famílias de Corel progredirem como comunidade, e assim também ter recursos para cuidar da esposa. Mas as coisas não correram como o previsto, e o bom homem sonhador perdeu sua esposa. Agora através da iniciativa AVALANCHE, Barret alimenta a sede de vingança para acabar com aqueles que lhe tiraram tudo o que ele amava, e que continuam a destruir o planeta. Barret perdeu o braço num incidente que envolveu a Shin-Ra, mas sua deficiência permitiu o poder de acoplar poderosas armas diretamente em seu corpo.
  • AERIS GAINSBOROUGH (エアリス・ゲインズブール)
    134_35Aeris (como é conhecida na versão japonesa do game, ou Aerith, como foi traduzido, diga-se, equivocadamente, na versão norte-americana) é considerada a última dos Cetras, uma poderosa e antiga raça com poderes mágicos, que se não fosse pela sua existência, já estaria extinta. Sendo única e detentora de misteriosos atributos, a jovem se tornou alvo da imoral e ambiciosa Shin-Ra, que por toda sua vida a perseguiu na intenção de capturá-la na intenção de pesquisar sua fisiologia. Aeris chega a esbarrar com Cloud logo no comecinho do jogo, quando nas úmidas noites de Midgar está vendendo flores enquanto o mercenário escapa de sua primeira missão. Mais tarde os dois se encontram novamente, quando Cloud usa suas habilidades para salvar a moça.
    “Posso escapar do meu destino?” – Aeris
    Aeris tem uma personalidade sempre muito otimista, despreocupada e a alegre, além de estar sempre agindo como se flertasse com Cloud, ao mesmo tempo que sempre foge pela tangente. Carinhosa e educada, age como uma mãe para todos do grupo, trazendo um compaixão e lealdade inabalável. Se por um lado Cloud traz um ar caótico e vigoroso, Aeris tem um temperamento excessivamente relaxado e inocente. Aeris utiliza curiosos bastões que amplificam seus poderes mágicos, porém não são direcionados para o ataque, mas sim habilidades restaurativas que podem curar os seus amigos, além de conceder melhorias positivas em seus status durante os combates.
  • RED XIII (レッドXIII)
    134_36Nomeado como Red XIII nos laboratórios da Shin-Ra, seu nome real é Nanaki. Tendo uma aparência confusa, não sendo possível definir se está mais para um leão do que um lobo, Red XIII foi capturado e mantido em cativeiro enquanto era pesquisado de forma abusiva pelo Professor Hojo. Nativo de Cosmo Canyon, o curioso e inteligente animal, que sim, é capaz de falar, possui 48 anos, ou seja, algo que equivale a cerca de 15 anos para os humanos. Red XIII é de uma espécie capaz de viver centenas de anos, e por tradição são brilhantes e honrados guerreiros. O passado deste jovem inclui muitos mistérios, que serão aos poucos revelados em seus retornos a sua cidade natal. Após ser liberto dos cruéis laboratórios da Shin-Ra, Red XIII aceita se juntar a AVALANCHE, e assim partir na missão de resgatar seu valor como membro da Tribo Gi, na qual Seto era o mais poderoso e imponente guerreiro.
    “Humanos olham sempre as aparências, de todo jeito. De qualquer modo você olha para isso, eu disse que eu faço um ótimo ser humano.” – Red XIII
    Com pelugem vermelho-alaranjada brilhante, Red XIII traz na ponta da sua cauda uma chama que nunca se apaga, característica ironicamente nunca explicada ou citada durante todo o jogo. Seu corpo é adornado em penas, pinturas e acessórios, como os vistos em índios nativo-americanos. Em combate são os cocares que potencializam suas capacidades de luta, tornando um incrível e diferente personagem de se jogar.
  • CID HIGHWIND (シド・ハイウィンド)
    134_37De temperamento complicado, pavio curto e boca suja, de longe Cid é o mais rude dos personagens de Final Fantasy VII, fazendo com que Barret pareça uma lady perto dele. O mecânico e ex-cientista tem um sonho nunca realizado, enviar um foguete para conquistar o espaço, mas sempre algo frustrava seus planos. Turrão, ele não se preocupa com trivialidades, podendo até o mundo estar acabando, ele vai fazer o que bem entender, onde quase sempre escolhe um canto para dormir enquanto cataclismas ocorrem. Cid é um personagem divertido, sendo seu nome uma constante na franquia Final Fantasy, estando sempre presente em algum personagem dos jogos. Mas fique claro, apenas o nome se repete, os personagens e características nunca são os mesmos.
    “Eu não me importo se isto é ciência ou mágica. Não, se precisar eu colocaria minha fé na ciência. Porque graças a ciência, humanos que costumavam andar somente ao redor da terra podem agora voar! E finalmente, nós estamos a ponto de ir ao espaço sideral. Ciência é ‘Poder’ criada e desenvolvida por humanos. E apenas a ciência pode salvar este planeta. Eu estava pronto para agradecer a ciência com minha vida. Para mim, não há nada mais grandioso!” – Cid
    Mas porque será que Cid é assim, tão mal humorado? Embora aja como um grosseirão, por dentro ele é bondoso, e suas atitudes quase obscenas não passam de um mecanismo de defesa para esconder sua fragilidade e complexos traumas. Então o fato de chamar todos os outros constantemente de “idiotas”, não quer dizer que ele realmente os considere assim. Durante um incidente onde um dos capangas da Shin-Ra tenta roubar seu Tiny Bronco, Cid decide se aliar ao grupo AVALANCHE. Com um cigarro sempre na boca (crianças, não sigam esse mal exemplo), Cid empunha lanças muito poderosas, fazendo o ser em combate quase tão majestoso quando Cloud.
  • VINCENT VALENTINE (ヴィンセント・ヴァレンタイン)
    134_38Este é um dos personagens mais misteriosos de Final Fantasy VII. Para início de conversa ele é um opcional, ou seja, é possível terminar o jogo apenas ouvindo falar de sua existência. Vincent é um ex-Turk de passado muito misterioso. Tão misterioso que não me atrevo a falar muito sobre ele, mas adianto, seus vínculos com os personagens do game são simplesmente uma obra fantástica de roteiro. Com aparência sombria e pálida em fazer analogia a um vampiro, Vincent fala de forma enigmática, se referindo aos seus traumas do passado como “pecados”.
    “Eu não me importo com o que você está fazendo, menos ainda o jeito idiota de como você faz.” – Vincent
    Apesar de uma personalidade fria, ele não é indiferente, e como compensação pelos seus erros e comportamento seco do qual não tem controle, está disposto a salvar o planeta como pedido de desculpas pela falsa impressão. Complexo e de visual super estiloso, Vincent possui uma capa com misteriosos poderes (sim, tudo nesse cara remete a mistério), além de portar armas de fogo rústicas para combater seus inimigos. Outra característica interessante são suas transformações físicas durante as execuções dos Limit Breaks, habilidade adquirida graças a experiências nefastas que o Professor Hojo realizou nele.
  • YUFFIE KISARAGI (ユフィ・キサラギ)
    134_39Assim como Vincent, Yuffie é mais uma personagem secreta em Final Fantasy VII, e é preciso dizer, a mais enjoada de recrutar para o seu grupo. A primeira impressão que se tem com essa ninja pilantrinha é o puro ódio! Imagine você, passeando com seu grupo enquanto combate consecutivas batalhas em florestas, quando surge a beldade e sua tara por roubar ‘materias’ alheias. Sim, essa criaturinha das trevas literalmente te assalta e leva todas as suas ‘materias’! Lhe restando apenas caça-la no interior de Wutai para dar um jeito de recuperar o que é seu.
    “Você começou a fazê-lo então. Você vai viver de verdade consigo mesmo.” – Yuffie
    Yuffie é um dos dois personagens especiais e opcionais do jogo, não alterando muito o andamento do game, no entanto modifica sim um ou outro evento que sucede sua entrada para a AVALANCHE. Com jeito moleca rebelde, arrogante e divertida, sua meta é restaurar a antiga nação de Wutai ao que era antes de ser conquistada pela Shin-Ra. Yuffie é uma hábil ninja que pode ser descoberta após os eventos na Mina Mythril, e é capaz de lançar shurikens em combate a distância, assim como Barret e Vincent.
  • CAIT SITH (ケット・シー)
    134_40Quase certamente esse será o personagem mais sem sal na sua experiência de jogar Final Fantasy VII. O personagem não é inédito na franquia, assim como Cid, é recorrente em outras edições Final Fantasy, vezes como um NPC, outras como um inimigo, mas aqui ele participa como membro do seu grupo. Geralmente aparece na franquia como um gato preto antropomórfico com o estômago branco, usando botas vermelhas, uma pequena capa ou cachecol vermelho e uma coroa de ouro. Aqui ele é esse mesmo gato, no entanto ele controla um moogle gigante. E de que forma curiosa ele faz isso? Utilizando um megafone e gritando ordens do que fazer para a pobre criatura.
    “Sorte casual. Isso vai ser aproveitável. Aplique isto sobre a boa vontade dos outros e algo GRANDE vai acontecer depois do verão.” – Cait Sith
    Ao contrário da maioria dos personagens, Cait Sith tem apenas duas habilidades de Limite: Dados e Slots. Utilizando o Dados, são lançados vários dados para baixo (com base no nível dele) e definidos os valores dos danos. Os caça-níqueis podem ter uma variedade de efeitos com base no resultado de um slot que aumenta o poder dos aliados ou danifica os inimigos, nos quais a melhor combinação mata todos os inimigos instantaneamente (mesmo aqueles com imunidade aos feitiços de Morte Instantânea / Sudden Death), enquanto os piores vão matar todos os aliados, levando o jogo ao Game Over.
  • SEPHIROTH (セフィロス)
    134_41Não é segredo para ninguém que Sephiroth é o grande vilão de Final Fantasy VII, porém seu backgroung é tão complexo que ele precisa desenvolver pela trama até que finalmente seja revelado sua natureza mais vil. Considerado um exemplo de super soldado da Shin-Ra, Sephiroth por anos era considerado o melhor dos melhores dos SOLDIER’s de 1ª Classe, sendo o garoto propaganda e inspiração para muitos jovens também se candidatarem. Durante as campanhas da Shin-Ra pelo mundo, foi condecorado como um herói lendário de guerra, conseguindo grandes feitos e trazendo muito lucro para a megacorporação. Mas tudo mudou quando Sephiroth começou a revirar seu passado e descobrir mais sobre a sua origem. As revelações eram pesadas demais, fazendo com que sua sanidade fosse colocada a prova.
    “Tristeza? Por que deveria eu estar triste? Eu sou o escolhido. Eu fui designado para ser líder deste Planeta. Eu tenho ordens para tomar este planeta de vocês, pessoas estúpidas de Cetra. Por que razão deveria estar triste?” – Sephiroth
    Suas habilidades com a Masamune, uma brutal espada de cerca de dois metros com poderes de drenar a energia dos inimigos, deixam qualquer oponente intimidado. Sephiroth não é um humano comum, só isso posso adiantar sobre este personagem tão interessante de ser descobrir sobre. Nestes perfis procurei ser o mais raso possível cobre cada um dos principais protagonistas (e esse antagonista), visto que a frente contarei mais detalhes sobre o enredo nos quais não terei como fugir.

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CETRAS NA GÊNESIS DE UM MUNDO
Cerca de 2000 anos antes do eventos do jogo, os Cetras povoavam todo o planeta Gaia. Eram seres com feições humanas, mas de grande elevação espiritual. Essas criaturas possuiam poderes de se comunicar diretamente com a natureza e compreendiam a essência do fluxo interior de Gaia, o Lifestream. Em dado momento, os Cetras começaram a se dividir, no qual um grupo de pessoas vagavam como nômades, levando vida à cada canto do mundo e, buscando cumprir a profecia em fazer deste planeta a lendária Terra Prometida. Esse segmento dos Cetras passaria a ser conhecido no futuro como os Ancients. Já o outro grupo buscou uma vida mais mundana, perdendo seus poderes espirituais com o decorrer das gerações, e dando assim origem a espécie humana. Tiravam de Gaia mas não se preocupavam em devolver. Não eram criaturas más, porém perderam o zelo por cuidar da natureza. Diferentes dos Cetras que consideravam o planeta uma divindade máxima de vida, fazendo de suas existências uma total devoção à Mãe Terra. Com o passar do tempo os seres humanos foram aumentando em número e fazendo com que os Ancients se tornassem praticamente extintos. Nos eventos do período de Final Fantasy VII, Aeris é considerada a última descendente dos Cetras.

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JENOVA, O ANJO CAÍDO
Em determinando momento um meteoro se chocou com o planeta, trazendo junto de si um terrível mal. Era Jenova, uma entidade alienígena denominada como a Calamidade do Céu, que para os Cetras, não passava de um vírus, causando desordem de consciência e, fazendo com que alguns morressem ou se transformassem em terríveis monstros. Mas alguns conseguiram resistir, e aprisionaram Jenova na Northern Cave Crater, mesmo local onde colidira o meteoro. Então Gaia se incumbiu de gerar incríveis criaturas para proteger o planeta de Jenova e outras possíveis ameaças, tais entidades de proporções épicas eram conhecidas como Weapons. Enormes e poderosos monstros com a capacidade de varrer cidades com uma única investida. Sapphire Weapon, Diamond Weapon, Ruby Weapon, Emerald Weapon e Ultimate Weapon aparecem em Final Fantasy VII, porém também temos Jade Weapon que surge em Before Crisis: Final Fantasy VII e Omega Weapon em Final Fantasy VII: Dirge of Cerberus, todas do mesmo universo extendido.

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LIFESTREAM
Para entendermos bem como funciona Gaia, é importante entendermos o que lhe da vida e flui em seu interior. O planeta é como muitos outros, seu núcleo é composto de ferro líquido e sua crosta basicamente de material rochoso, no entanto entre as duas camadas explicadas de forma resumida, existe o Lifestream, uma substância líquida efervescente e luminescente verde ou azul, que quando estagnada em sua forma manante, cria as chamadas poças de Mako, mas quando ativo parecem ondas ou fios que podem entrar em erupção no chão. Fissuras artificiais e profundas no solo, assim como terremotos naturais, podem revelar e fazer erupir grandes quantidades de Lifestream ao ar livre. Existem raros lugares acessíveis onde ele é abundante e flui naturalmente, surgem de fontes conhecidas como Mako Springs, e são responsáveis por produzir as populares materias, artefatos mágicos dos mais diferentes tipos. O Lifestream embora belo, é plenamente prejudicial aos seres vivos, e o contato direto pode acarretar no que chama de Envenenamento Mako, fazendo com que as criaturas definhem por colapso mental. Tal efeito é estudado pela Shin-Ra, no entanto não existe definição exata de nada.

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Mas o que seria o Lifestream em si? Saber a resposta para isso é entender de onde tudo surge em Final Fantasy VII e, talvez a existência de tudo em seu universo. De forma resumida seria correto dizer que Lifestream é a consciência coletiva de tudo, ao mesmo tempo que o sopro da vida. Embora entendido como um líquido ou ondas flutuantes, o Lifestream pode mostrar uma personificação como uma Entidade conhecida como Minerva. Segundo a lenda, Minerva dera a ordem de que as Weapons nascessem para conter a Calamidade do Céu, para o florescer de tudo o que existe de não etéreo ou vivo em Gaia, e até mesmo a criação de todo o universo. Em poucas palavras, Lifestream é a natureza do tudo, e Minerva sua projeção em algo compreendido como Deus. Dentro desta proposta, a do Lifestream ser um aglomerado de vida e consciência, podemos dar um passo extra e entender alguns pontos. Quando qualquer organismo morre, seja ele simples ou complexo, seu espírito se descola de sua estrutura física e volta para se reunir ao Lifestream, para assim levar ao coletivo suas experiências vividas, com fim de criar coisas novas experimentadas por sua existência. O Lifestream depende deste ciclo de criação e destruição para evoluir e expandir sua própria natureza, sendo capaz assim de criar novas formas de vida, novos planetas como Gaia, e quem sabe até novos universos.

O conceito do que seria o Lifestream nasceu logo no início do projeto, já no primeiro rascunho de Hironobu Sakaguchi, mas ele foi sendo mais elaborado junto com Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima, até sua definição final conhecida. A faísca de ideia aconteceu quando Sakaguchi perdera sua mãe, e como forma de luto em ajudar sua própria dor, procurou dar uma explicação bela para o que seria a vida, e o porque dela ir e vir de forma tão natural, mas ainda assim, tão doce e amarga de entendermos.

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SHIN-RA E A DOMINAÇÃO GLOBAL
Na natureza o belo não existe sem seu lado feio, afinal, para tudo é necessários um equilíbrio, e é aí que entra em cena a Shin-Ra, o peso negativo da balança destes tempos. Shinra Electric Power Company, também conhecida como Shinra Inc., mas que eu decidi me referir apenas como Shin-Ra, visto que assim é visto nos escritos originais de Final Fantasy VII, é uma multinacional que tem sua principal atividade em explorar a energia Mako e, assim fornecer eletricidade com eficiência e facilidade para toda Gaia. Sua influência alcança e tem tentáculos em vários segmentos, legais e ilegais através de todo o mundo. A Shin-Ra também tem grande interesse em investir em pesquisas de engenharia genética, exploração espacial, e utiliza da sua riqueza para manter seu exército de SOLDIER’s com o fim de defender seus próprios interesses. Todo esse poder militar combinado ao monopólio comercial de energia Mako, dá à Shin-Ra um literal controle sobre a população mundial. Ela quem define as regras, ela quem executa as punições, e ela quem decide o que pode ou não acontecer em toda Gaia. Buscando sempre expandir seu domínimo, não mede esforços em tomar tudo o que quer, invadindo territórios mesmo pacíficos para acessar poças Makos e, assim instalar mais e mais reatores. Infelizmente as coisas são desta forma, ela sabe que pessoas precisam trabalhar, fornece as cadeias de empregos com sua estrutura, estabelece novas bases satélites, e sabe que todos aqueles peões irão construir comunidades ao redor do que eles mesmos trabalharam, eternizando assim um lento ciclo de destruição inconsciente de todo o planeta. E é aqui que entram nossos heróis, o grupo de ecoterroristas AVALANCHE.

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ECOTERRORISMO
Seguindo os ensinamentos vindos do Planet Life de Cosmo Canyon, terra de Red XIII, o Planeta Gaia é um organismo vivo com todas as suas criaturas fazendo parte dele e se ligando ao Lifestream. Assim como os Ancients, eles são conscientes de que as alteralções no ambiente e exploração contínua de Energia Mako irá desequilibrar o ecossistema do mundo até ele seja incapaz de sustentar a vida. O grupo ecoterrorista AVALANCHE tem ciência de que a Shin-Ra nunca recuaria apenas com uma conversa sobre consciência ambiental, até mesmo porque outros já o fizeram, foram ignorado e alguns até mortos. Não restava outra maneira, e numa iniciativa de inteligência, vontade e capacidade, o grupo de amigos idealistas reúne forças para sabotar as estruturas daquela imoral e poderosa corporação. O primeito alvo e ato que inicia o jogo, é quando Cloud se une a AVALANCHE liderada por Barret, num ataque com fim de jogar pelos ares o Reator 7 de Midgar, que fornecia 1/8 da energia daquela cidade. Barret Wallace, Biggs, Wedge,  Jessie, Cloud Strife e Tifa Lockhart são um grupo pequeno, mas empenhado e salvar aquele planeta de seu fatídico fim, e dar para Marlene um futuro melhor. Em tempos difíceis e de dúvida era essa pequena menina, filha de Barret que vivia agarrada com Tifa, que todos se inspiravam a continuar. Final Fantasy VII não estaciona nesta premissa, mas ela o gatilho para muitas outras coisas que surgem mais a frente na aventura.

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AMO O VILÃO, ODEIO O HERÓI
Pessoas são complexas e atraem a atenção de outros pelos motivos mais variados, mas uma coisa é constante, as que se afirmam chamam mais atenção. A natureza humana se seduz pelo belo, pelo extravagante, e por promessas que nem sempre se cumprem. Não se permitem dar o tempo de analisar e enxergar o que existe além da casca. Enquanto Cloud no começo da jornada se mostra um cara fechado e com uma arrogância sem muito sal, Sephiroth é previamente vendido como um ser magistral e poderoso, de grande estatura, postura ereta e com uma imponência natural de quem já passou por muitos momentos de glória. Se um age como um cara confuso e egoísta, chegando a irritar com sua falta de tato, o outro é todo descolado mostrando sempre assertividade em sua conduta. Mas como dito, nem tudo é o que parece ser, no fim das contas Cloud estava psicologicamente doente e com a ajuda dos amigos buscando um rumo, enquanto por outro lado Sephiroth em sua prepotência escolhia o lado obscuro por não saber lidar com o conhecer sua verdadeira origem. Mas ainda é certo que o visual de Sephiroth e sua marra de badass chame bem mais atenção do que o tímido Cloud.

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AMIZADE, AMOR, TRISTEZAS E INCERTEZAS
Aeris, Tifa e Cloud. Incialmente o que enxergamos sem analisar a fundo como esse suposto triângulo amoroso funciona, é que só tem gente doida querendo ferrar com a cabeça um do outro. De um lado temos Cloud, um cara inseguro, cheio de complexos de inferioridade, e que para piorar perdeu a memória. De outro Aeris, uma jovem que perdeu o grande amor da sua vida (Zack), e ao mesmo tempo que não consegue esquece-lo, enxerga em Cloud muitas semelhanças. Mas não pára por aí, já explico. Por fim temos Tifa, amiga de Cloud, apaixonada pelo rapaz, mas devido a tanto tempo sem contato e consciente de que por algum motivo esqueceu das coisas, tem medo de forçar e afastá-lo ainda mais. Precisamos mergulhar um pouco no psicológico de cada um para entender as motivações que levam a agirem como agem. Mas eu já adianto, não é o caso de ninguém querendo ferir ninguém.

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Quando Cloud chega em Midgar, próximo de Tifa, não tem mais o mesmo jeito da infância, e a amiga, muito compreensível, percebia que havia um sofrimento em seu olhar. Aqueles eram bloqueios causados por traumas que nem ele mesmo percebia ter acontecido, sua memória estava uma total bagunça e seus lapsos de consciência machucavam muito. Nessa situação Aeris aparece, uma jovem sem as mesmas preocupações e receios de Tifa. Com a visão e interesse diferente por Cloud, Aeris fez da sua presença na vida dele uma única missão, resgatar sua autoestima para que pudesse reunir forças e se perdoar de seus pecados. Aeris tinha um sentimento maternal por Cloud, mas não só por ele, por todos do grupo. Sabia exatamente como se doar, atentendo os conflitos de cada uma daquelas pessoas. Mas entendia que Cloud trazia algo ainda mais especial, e no fundo queria apenas unir Tifa a ele. Quando Aeris se insinuava para Cloud, não se tratava dela esperar que algo acontecesse, mas para fazê-lo se sentir importante, inflar seu ego, e dar forças para se deslocar do vazio emocional onde estava preso. No entanto Cloud era um cara tão devagar que não notava absolutamente nada, e isso fazia com que Tifa começasse a sentir ciúmes de Aeris, já que não era tão espontânea pra fazer frente àquela caristmática rival.

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DESTINO TRAÇADO
Qual o sentido da vida? Pergunta clichê, não é mesmo? Começo com este questionamento devido a um evento muito especial e doloroso que acontece em Final Fantasy VII, a morte. Uma morte prematura e impossível de ser impedida nesta história. E esse é com certeza um dos momentos mais pesados e tristes da história das narrativas de jogos de videogames. Aeris era a última dos Ancients, um povo com poderes mágicos descendentes dos Cetras, e entre seus dons, ela parecia pressentir o próprio fim. – “Posso escapar do meu destino?” – se perguntava Aeris. Tal consciência angustiante não contaminava sua alegria e vontade de proteger a todos que amava, muito pelo contrário, era sempre contagiante e muito divertida. Porém seu catastrófico fim chegou, quando de forma covarde Sephiroth lhe tira a vida. Mas por qual razão? Porque uma história tão bonita e positiva precisaria de uma queda tão vertiginosa num abismo sombrio assim? Não existe uma razão. A vida é deste jeito. E como tudo na vida, a intenção desta história é mostrar tempestades de sentimentos. Te fazer buscar o autoconhecimento para aprender a lidar com todos os obstáculos que enfrentamos em nossa existência. Assim como celebramos um nascimento, temos de aprender a nos despedir também.

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O REMÉDIO DA REVELAÇÃO
Cloud estava começando a entender as coisas, percebia que existia algo de errado com ele, e que Aeris era a amiga que fazia o máximo para ajudá-lo naqueles momentos. Com sua morte ele desabou numa angústia incontrolável, fazendo nosso herói desabar por completo. Ele sabia que Aeris havia perdido a vida numa busca por tirar o peso do mundo de suas costas, mas o que ele não sabia, era que ela podia enxergar o futuro. Aeris entendia muito além do que um humano comum é capaz, e por mais que fosse jovem e incapaz de entender sua vocação plenamente, sabia que o mundo precisava ser salvo. E para isso Cloud precisaria estar com sua alma tranquila. Cloud culpava a si por não poder protegê-la. Ali, naquele momento, em sua cabeça, o culpado era apenas ele, e não Sephiroth. Isso fez com que Cloud afundasse mais e mais.

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Em meio a trevas interior Cloud estava em choque. Perdido, consumido, devastado. Não restava nada mais, mergulhou numa neblina sem fim de insconciência, até que num incidente onde ocorreu um terremoto, foi tragado pelo Lifestream junto com TIfa. Como  se estivessem sendo protegidos por uma força misteriosa, os dois transcenderam e se puseram frente a frente, num momento de revelação que mudaria tudo. Os dois contam a verdade um para o outro, sobre seus sentimentos, as promessas de quando crianças, fazendo que Cloud encontrasse a verdade a partir daquele gatilho. Enfim ele estava liberto, e conseguiu encontrar seu eu verdadeiro. No fim das contas era Tifa, que ao revelar seu amor, o salvou da destruição. Graças a Tifa, conseguiu recuperar sua memória, tomar fôlego para continuar. Porém uma coisa ainda não mudava, o tamanho da cicatriz que Sephiroth marcou em sua alma.

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O VERDADEIRO SOLDIER 1ST CLASS
Durante a jornada de Final Fantasy VII, um certo personagem muito importante para toda a história é citado em diversas ocasiões. Seu nome é Zack Fair, um SOLDIER de 1ª Classe. O destino fez assim, mas Zack tinha uma namorada, seu nome era Aeris, quem Cloud e todos os outros viriam conhecer tempos depois. Zack estava sempre alegre não importando quanto difícil fosse a situação, sempre positivo e eficiente em suas decisões, conversava com Cloud e enchia o amigo de orgulho. Acabou se tornando o melhor amigo e ídolo de Cloud, e sua morte fez nutrir um sentimento de culpa muito grande por não ter conseguido salvá-lo. Isso gerou um trauma muito forte em Cloud, causando uma dolorosa confusão mental quando mesclou sua própria realidade com as coisas que ouvia de Zack. Suas manias, seus trejeitos e suas visões, eram originais daquele integro amigo que tanto admirava e ouvia com atenção.  Sephiroth levava a fama, mas era Zack com uma imponente Buster Sword que poucos além de Cloud também conseguem empunhar, o verdadeiro e lendário SOLDIER de 1ª Classe!

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FAMÍLIA SÃO AQUELES QUE NOS QUEREM BEM
O jeito inocente e sempre otimista de Aeris acaba por fazer com que Cloud se apaixone perdidamente por ela, e além de começar a perceber o quanto era importate a causa de salvar o planeta. Graças a Aeris, Cloud começa a transformar seu comportamento, passando de uma pessoa fechada e triste para alguém com bom humor e que se importava com seus companheiros. Cloud cresceu órfão e nunca soube o que era alguém se importar, sim Tifa estava lá, mas naquele momento ainda eram crianças e os entendimentos da vida dos dois não eram suficientes. Zack e Aeris deram para Cloud esse tão importante sentimento, um pouco mais tarde e partindo cedo, mas estiveram lá para fazer deste jovem uma pessoa melhor. Eles não estavam mais vivos, pelos menos é assim que o lado humano de quem fica entende, mas reunidos no infinito do Lifestream, aqueles dois seres divinos para Cloud estavam sempre lá para resgatá-lo nos momentos mais difíceis. Por diversas ocasiões em Final Fantasy VII original e suas expansões de universo, tanto Zack quanto Aeris se fazem presentes observado-o como eternos anjos da guarda.

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FINAL FANTASY VII É SÓ ISSO?
É impossível contar para alguém o que é Final Fantasy VII, como outras coisas grandiosas a gente tenta. Esse é o tipo de experiência boa que você quer compartilhar com todas as pessoas para depois sentar e ter intermináveis conversas. Decidi escrever sobre ele desta forma pessoal, mas não sei como serei compreendido. Por se tratar de um jogo antigo e ter seu maior spoiler exposto pelos quatro cantos do mundo, que é a triste morte de Aeris, não tem muitas coisas possíveis de esconder sobre este jogo. No mais é algo tão complexo e denso, que você não consegue reter todas as informações para estragar a experiência de jogar.

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Para muitos Final Fantay VII é apenas mais um jogo, bons pra uns e até enfadonhos para outros. Como tudo na vida a percepção das coisas é muito subjetiva, então me resta apenas dizer o meu ponto de vista. Na minha vida com os videogames eu tive três grandes descobertas, e foram três momentos de nirvana que nunca mais se repetirão. O primeiro eu contei na minha primeira postagem para este site, quando tive meu primeiro contato com um videogame graças ao meu amado tio que já partiu. A segunda foi o vislumbre de um jovem com o belo e o novo, quando paradigmas foram quebrados e algo impossível podia estar ao alcance. Se tratava de Donkey Kong Country, o jogo que me pesa tanto em importância quanto Final Fantasy VII, e também tenho uma postagem sobre ele. E Final Fantasy VII foi minha terceira grande descoberta. Eu já havia jogado outros jRPG’s como Chrono Trigger e Final Fantasy VI, mas nada, em absoluto, me foi mais épico do que a odisseia destes nobres guerreiros da AVALANCHE!

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Final Fantasy VII para mim é um guia de senso moral, provedor de inspirações, e até mesmo um guia espiritual. Sua história é algo belo, cheia de alegrias, tristezas, reflexões e superações. Não há nada estático, não existem personagens sólidos, tudo é mutável. Todos evoluem nesta aventura do começo ao fim. São pequenas peças de uma sinfonia que ressoam cada vez mais brilhantes toda vez que é revisitada. Não faço ideia de quantas vezes joguei Final Fantasy VII, mas foram muitas. Hoje meu pensamento é de pedir licença com toda a humildade aos heróis Yoshinori Kitase, Hironobu Sakaguchi e Kazushige Nojima, que deram partida nesta epopeia original, qual foi importante não apenas para mim, mas pra muita gente. Em breve teremos o remake, que mesmo maravilhoso, nunca será capaz de ofuscar a o brilho de sua fonte original. De qualquer forma eu aceitarei a experiência nova, onde numa nova vida, até Final Fantasy VII terá seu reinício até a eternidade. E conto uma curiosidade, a logo do NerdComet quando idealizei era em homenagem a este jogo. Enfim, espero que tenham gostado desta breve leitura.

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OS 10 MELHORES JOGOS DE RPG DE TODOS OS TEMPOS (VIDEOGAMES)

ATENÇÃO! Esta é uma lista baseada nas minhas experiências e gostos pessoais! Muito provavelmente várias pessoas discordarão de alguns jogos citados, da ordem em que coloquei, ou até mesmo de tudo. E a ideia é esta mesmo, discordar, trocar ideia e se posicionar. Não gostou da minha lista? Então comenta aí qual é a sua, e os motivos de ter escolhido tais games. Então vamos ao que interessa!

10. VANDAL HEARTS II
Konami (PS / 1999)

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Imagino que seja consenso considerar o final dos anos 90 como a Era de Ouro dos RPG’s, afinal, o que não faltava era uma enxurrada de títulos do gênero para Super Nintendo e principalmente o PlayStation. Final Fantasy Tactics era o queridinho da galera quando se falava de RPG Tático, e é inegável, esse é um puta jogão! Mas particularmente eu fui seduzido por um jogo esquecido por bastante gente, Vandal Hearts II (ヴァンダルハーツ II 天上の門). Dentro do gênero esse foi o jogo que eu mais gostei, gastei horas e me diverti. Seu visual era meio saturado e tinha um enredo mais maduro que os demais jogos da época. Seu antecessor fez um grande sucesso e se tornou um clássico cult. Esse inicia a minha lista, e é o meu décimo RPG favorito.

9. FALLOUT 4
Bethesda Game Studio (PC, PS4, XOne / 2015)

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Jogos com os mapas gigantes! E não só isso, jogos com mapas gigantes e com uma altíssima densidade de coisas para fazer e explorar! A Bethesda é mestra nisso, embora uma tal de CD Projekt RED surgiu para brigar pelo pódio. Comecei tarde na franquia, meu primeiro foi Fallout 3, e cara, que jogaço! Depois experimentei os antecessores, até o primeiro eu joguei. E é bom? É espetacular! E se engana quem acha que por ter gráficos simples e uma visão isométrica, o jogo não traz imersão. Acredite, aquele joguinho de 1997 atropela como um rolo compressor muita coisa moderna. Mas meu coração ficou com Fallout 4! Depois de ter jogado centenas de horas seu antecessor, eu não imaginava que o novo game poderia ultrapassar suas qualidade tão bem assim. Fallout 4 é um jogo controverso que em seu lançamento sofreu muito com problemas técnicos, sofrendo muito bullying por isso, mas particularmente jogando no PC eu nunca tive problemas sérios. Já conhece a franquia né? Caso não, corre atrás que esse é obra de arte!

8. TALES OF VESPERIA
Namco Tales Studio (X360, PC / 2008)

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Final Fantasy é uma franquia renomada, dificilmente exista um jogador de videogames que não conheça. Mas Tales Of também é uma clássica série que começou lá atrás, no Super Nintendo, e que possui muitos títulos de altíssima qualidade. Famosa por seu visual colorido e batalhas frenéticas, é em Tales of Vesperia (テイルズ オブ ヴェスペリア) que a coisa fica bonita de verdade. Trazendo um enredo fenomenal, o game também conta com o melhor e mais criativo desenvolvimento de heróis de todos os jogos da série. Seu design e trilha sonora são de cair o queixo, e fazem com que as horas passadas jogando sejam as mais agradáveis possíveis. Mergulhe nesse mundo de fantasia e veja como seu tempo é drenado da sua vida sem que você nem perceba!

7. DEUS EX: HUMAN REVOLUTION
Eidos Montréal (PC, OS X, PS3, Wii U, X360 / 2011)

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Deus Ex: Human Revolution é um RPG de Ação que combina elementos de jogos de tiro com stealth. Sua jogabilidade riquíssima, possibilita que você possa desfrutar da jogatina de várias formas possíveis, podendo ser uma sombra para os inimigos e minimizar sua letalidade, ou simplesmente sair como o Rambo destruindo tudo que se mover na sua frente. Outra coisa muito interessante nesse game cyberpunk, é seu sistema de diálogo e negociações contra os vilões. Devida sua robusta mecânica, você pode usar sua lábia, negociar de forma inteligente com o inimigo, e liberar um refém por  exemplo. Ou pode simplesmente agir como um anarquista e tacar o zaralho em tudo. Deus Ex: Human Revolution é isso, ter liberdade quase total em como jogar. Seu enredo mistura conspirações industriais, organizações secretas, golpes de governos, ou seja, você é mergulhado numa trama onde está sozinho e não deve confiar em ninguém!

6. MASS EFFECT 2
BioWare (PC, PS3, X360 / 2010)

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Star Trek nunca teve uma representação tão boa quanto essa! Tá, eu sei que isso não é Star Trek, mas estou falando sério, a franquia Mass Effect tem exatamente essa inspiração. O primeiro game é um jogaço, mas possui muitos pontos fracos. Sua mecânica não é tão boa, o level design, principalmente no início, é bem fraco, possui muitas linhas de diálogos “opcionais”, mas que não alteram em bulhufas, enfim, não é nem de longe um jogo perfeito. Mas Mass Effect 2 é outra história. Todas as falha e pontos fracos do antecessor foram contornados. A mecânica de combate que antes broxava a adrenalina, agora te lança em combates frenéticos onde não é mais necessário esperar sua arminha esfriar. Mas o foco de Mass Effect 2 não é gameplay, e sim seu enredo. E quanto a isso, é um dos melhores textos escritos para um jogo ocidental. Não se trata de nada absurdo em complexidade, mas a forma como é roteirizado faz tudo ser muito natural. A sensação do começo ao fim é de realmente estar inserido num filme de ação e ficção científica de primeira qualidade!

5. CHRONO TRIGGER
SquareSoft (SNES, PS, DS, Android, PC / 1995)

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Para a grande maioria dos consumidores do gênero, este é o melhor jogo de RPG de todos os tempos, se não o melhor jogo de todos. Não quero desrespeitar quem pensa diferente, mas ele só alcança o quinto lugar no meu ranking pessoal. Chrono Trigger (クロノ・トリガー) é um jogo único que reuniu os melhores de sua época. A princípio o game seria mais um Final Fantasy, mas começou a ganhar identidade própria e se tornou uma nova franquia. Até mesmo porque conflitaria com as vendas de Final Fantasy VI. Akira Toriyama, Hironobu Sakaguchi e Yuji Horii, são só alguns dos gigantes envolvidos no desenvolvimento de Chrono Trigger. Me perdoem os saudosistas, mas nem o enredo maravilhoso com sua alta carga emocional, os personagens cativantes, as viagens no tempo, a trilha sonora épica, as artes maravilhosa, e tudo mais que gira ao redor de Chrono Trigger, me impedem de considerar os próximos quatro jogos ainda melhores.

4. THE ELDER SCROLLS IV: OBLIVION
Bethesda Game Studio (PC, PS3, X360 / 2006)

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Eu já falei sobre Fallout 4, então, The Elder Scrolls IV: Oblivion é a mesma coisa só que medieval. Então é isso, está tudo explicado. Bem, essa é a impressão de muita gente com relação a comparação entre as duas franquias, porém as coisas não são tão simples assim. O estúdio desenvolvedor é o mesmo, a engine costuma ser a mesma, os dois possuem enormes mundos abertos, mas não, os dois jogos não são nem de longe diferentes apenas visualmente. Eu já havia jogado The Elder Scrolls III: Morrowind, e esse até então era o meu prefiro. Mas aí saiu o quarto episódio da série, Oblivion. E eu mastiguei. Mastiguei muito! Acredito ter depositado mais de mil horas nessa obra de arte. Esse para mim é o mundo de fantasia medieval mais encantador e imersivo dos videogames (embora eu tenha jogado no PC), e a sensação de explorar cada milímetro do mapa era algo sem igual. Skyrim é maravilhoso, mas quando você conhece intimamente os dois bem de perto, você vê que faltou um ‘tchan’ a mais para ele superar Oblivion. A inserção de enormes dragões não foi suficiente. Vamos ver no sexto jogo que está por sair. Isso se a Bethesda não estragar tudo, já que ultimamente tem se mostrado uma empresa despreocupada demais em agradar seu público. Espero estar equivocado.

3. STAR OCEAN: THE SECOND STORY
Tri-Ace (PS, PSP, PS3, PS4 / 1998)

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Você tem algum jogo qua quase ninguém se importa, mas você acha fodão ao ponto de voltar a jogar várias e várias vezes? Bem, esse aqui é o dito cujo para mim. Eu nem sabia de sua existência na época, peguei em meio a vários outros jogos de PlayStation. Deve ter ficado na estante quase um mês até chegar a vez de ser experimentado. Eu só sei que foi amor a primeira vista! Tudo, absolutamente tudo em Star Ocean: The Second Story (スターオーシャン セカンドストーリー) me cativa! Um jogo de longos diálogos que assusta muita gente, mas que se você realmente se atentar, vai ver que cada conversa trocada alimenta ainda mais essa empolgante história do lendário ‘Warrior of Light’. Seu conceito é lindíssimo, tem personagens carismáticos, uma trilha sonora matadora, um número sem fim de itens para encontrar ou forjar, e acredite, Star Ocean: The Second Story possui 87 fucking finais!

2. SUIKODEN II
Konami (PS / 1998)

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Pelotão, preparar! Atenção! Segurem!! Atacar!!! Guerra! Um épico sem precedentes, e que até hoje não foi superado por nada com proposta parecida! Suikoden II (幻想水滸伝II) poderia estar em primeiro lugar nessa lista. Só não está por uma pequena faísca a mais de amor por seu concorrente direto, Final Fantasy VII. Se você diz gostar de jRPG, e não conhece este game, eu tenho de te falar, você só tem comido o papel e jogado a bala fora. Suikoden II é brutal! Começar a falar sobre ele é correr o risco de escrever durante o dia inteiro. Vamos começar com algumas informações instigantes. Curte Game of Thrones e acha aquelas guerras por poder legais? Suikoden II tem (e no antecessor também). Gosta de muitos personagens para recrutar em RPG? Suikoden II tem mais de 100. E sim, você leu certo, mais de 100 (cem). A jogabilidade é igual aos outros jRPG’s? Em Suikoden II você combate na maneira tradicional da franquia tendo até seis aliados contra seis inimigos, também existe o modo de duelo, e por que não, você pode pegar a sua centena de personagens recrutados e selecionar quem vai ser carne de canhão para a guerra! Lembrando, se ele morrer no conflito, adeus amiguinho! Ah, agora eu te pego! Você pode ter um castelo, aparelhar todo ele, e colocar toda essa galera dentro? Sim. Te garanto, não adianta o quanto eu fale, este é um jogo que precisa ser jogado, e não apenas lido a respeito.

1. FINAL FANTASY VII
SquareSoft (PS, PC / 1997)

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Quando se fala de um melhor Final Fantasy, a briga sempre gira em torno de Final Fantasy VI e Final Fantasy VII, e tem alguns que até evocam Final Fantasy IX. Final Fantasy VII (ファイナルファンタジーVII) foi o primeiro jogo da franquia a utilizar modelos poligonais por cima de cenários pré-renderizados. O sétimo jogo do principal produto da SquareSoft causou um frenesi mundial, sendo aclamado pela crítica especializada e conseguindo uma nota média mundial de 92,35% no GameRanking e 92% no Metacritic. Quebrou recordes de vendas mundialmente, e se tornou o jogo que alavancou o sucesso do PlayStation. Tamanho sucesso é justificado pelo seu maravilhoso enredo, e por possuir os personagens mais carismáticos da história dos RPG’s. Os conflitos internos de Cloud, a busca pela verdade, e sua odisseia na companhia de seus amigos contra um formidável inimigo, fez nascer Sephiroth como o Darth Vader do mundo dos videogames. Tudo em Final Fantasy VII é maravilhoso, e se fosse diferente disso, não veríamos seu remake anunciado para 2020 como uma das mais ambiciosas produções da indústria do jogos eletrônicos. Então é isso, o meu melhor RPG de todos os tempos, definitivamente é Final Fantasy VII!

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