HEY GHOST, LET’S FIGHT – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

104_00

SINOPSE
Park Bong-pal tem um dom não muito comum, ele é capaz de ver e tocar fantasmas, e junto desta habilidade mostra a visão de um empreendedor. Park decide trabalhar como exorcista e juntar um bilhão de wons, algo equivalente a quase um milhão de dólares. A empreitada já estava caminhando e os negócios iam bem, até que mais uma cliente entra em contato tarde da noite para pedir os seus serviços. O chamado era para uma escola que havia sido interditada por três dias devido a fenômenos estranhos, então seduzido por um pagamento dez vez maior que o preço normal, sai de casa às pressas para prestar o trabalho. Park literalmente invade a escola, e chegando lá encontra a fantasma de uma estudante. O rapaz literalmente toma uma surra, e abandona frustrado o prédio. Na noite seguinte, ainda irritado, retorna ao colégio buscando a sua revanche, e lá de novo estava ela, com ar irônico esperando seu desafiante. Park não espera, já parte para cima sabendo o quão lucrativo aquele fantasma lhe seria não havia tempo a perder. A briga é ferrenha, com direito a puxões de cabelo e golpes baixos. Em certo momento os dois rolam atracados por uma escada a baixo, e acidentalmente acabam se beijando! Vendo o que acabara de fazer, Park se levanta envergonhado e diz que essa não era sua intenção. A fantasma ainda caída tem flashbacks, ela não era uma aberração do tipo má, e aquele beijo a fez recobrar uma memória nova. Em meio a situação o verdadeiro fantasma surge, aquele perigoso e que causava problema. Park junto da menina fantasma consegue derrotar, e agora era a hora do pagamento! E afinal, quem havia feito o chamado? Desconcertada a fantasma não consegue esconder a culpa, e Park exige seu dinheiro. Convenhamos, na situação dela ser o que era, não iria pagar. Frustrado ele desiste e vai embora. Dia seguinte, e advinha, a fantasma estava como uma sombra por onde ele fosse, e o motivo, ela queria outro beijo para descobrir se aquilo a faria lembrar de mais coisas. Seu nome era Kim Hyun-ji, e a partir daquele momento, ela não sairia mais do pé do rapaz!

104_01

COMENTÁRIOS
Comédia romântica é um dos gêneros mais férteis entre as séries sul-coreanas. São como as novelas brasileiras, inevitáveis e líderes de audiência. E Hey Ghost, Let’s Fight (싸우자 귀신아), K-drama de 2016, traz um plano de fundo de terror para contar uma história de amor recheada de muito bom humor. Divertidíssima e cheia de sacadas inteligente, é uma série com romance o suficiente para atrair mais o público feminino do que o masculino. E eu falei ‘atrair’, porque se eu tivesse optado pela palavra ‘aderir’, pode acreditar, que fosse mulher, homem, papagaio ou tamanduá, seria certo de que iria gostar. Provavelmente quem irá ler esta resenha já é um público conhecedor deste tipo de produção, o que transforma eu explicar isso em chuva no molhado. Mas vai que esse não é o caso, como eu te convenço a dar aquela conferida? Fazer pessoas que não conhecem o nível de qualidade das série sul-coreanas já é algo difícil, agora imagina quando ela também é um romance em essência. A única coisa que eu posso te pedir é para superar o preconceito, e dizer que a melhor prova de algo é experimentarmos. Por incrível que pareça tem muita coisa boa no além do cinema ocidental, e são dois que eu pago pau mesmo! Cinema indiano e sul-coreano, e as séries deste último. E se amanhã pintar alguém me sugerindo para assistir uma produção, sei lá… de São Tomé e Príncipe, pode acreditar que eu vou conferir!

104_02

Comecei a assistir esta série assim que ela apareceu na Netflix, e meu impulso inicial era de sua chamada parecer bastante com a de uma outra também do Studio Dragon, Black (2017). Bem, era só impressão mesmo, na prática a pegada é outra. Enquanto em Black o assunto é mais pesado e sério, em Hey Ghost, Let’s Fight, quase o tempo todo o  clima é de diversão. Mas claro, por trás de fantasmas sempre existem mortes e discussões um pouco mais pesadas, e elas estão lá. No entanto o andamento não se cerca disso, e busca sempre quebrar o gelo com alívios cômicos. E em se tratando de fazer rir, estou seguro em dizer que praticamente funciona sempre! As tiradas de sarro não são desperdiçadas e ocorrem num timing perfeito. Há uma situação onde uma dupla bem enrolada quer encontrar a ficha escolar de Park , o personagem principal, e um deles vira por outro solicitando que faça a busca enquanto elogia sua habilidade com computadores. Antes de terminar o elogio, coisa que levou menos de dois segundos, e talvez 1/3 de um clique no teclado, estava lá na tela o relatório requisitado! Só contando talvez eu não consiga expressar a verdadeira intenção, mas te garanto, reze para não estar comendo nada.

104_03

ELENCO E FICHA TÉCNICA
Ok Taec-yeon, Kim So-hyun, Kwon Yul, Kim Sang-ho, Kim Min-sang, Son Eun-seo, Lee Do-yeon, Kang Ki-young, Lee David e Baek Seo-yi compõem o elenco. Hey Ghost, Let’s Fight é uma série sul-coreana de terror, romance e comédia lançada em 2016, e que foi dirigida por Park Joon-hwa e Myung Hyun-woo. Se baseando num webtoon homônimo, tem seu roteiro adaptado por Lee Dae-il. Essa é uma das primeiras obras do Studio Dragon, tendo como produtores executivos Choi Kyung-sook, Park Ji-young e Song Byung-joon, e é produzida por Yoon Hyun-gi e Lee Se-hee utilizando a estrutura da Creative Leaders Group 8 e da The Unicorn. Hey Ghost, Let’s Fight foi distribuído na Coreia do Sul através da tvN, e é internacionalizada pelo serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Hey Ghost, Let’s Fight é uma série sul-coreana bastante divertida, que tem como plano central o romance entre uma fantasma e um cara que tem o dom de enxergar e poder tocar espíritos. Inicialmente essa relação nunca deveria ter começado, afinal, o rapaz trabalhava como exorcista de fantasmas, só que alguns acontecimentos levaram a um precisar do outro. O que eu posso te resumir sobre esta série, é que ela é sim boa, mas óbvio, se você for adepto de um drama romântico com altas doses de comédia. Na prática vale a máxima de sempre, assista pelo menos o primeiro episódio, se não curtir, abandone. Hey Ghost, Let’s Fight não é recomendada para menores de 14 anos, e está disponível pelo serviço de assinatura Netflix. Confere lá, acredito que você vá gostar!

Barra Divisória

assinatura_dan

TÚNEL – A SÉRIE (CRÍTICA)

080_00

SINOPSE
Park Kwang Ho é um detetive de polícia linha dura da cidade de Seul no ano de 1986. Investigando uma série de assassinatos, o dedicado policial acaba localizando um potencial suspeito, que foge correndo por um extenso túnel após ser notado. Em perseguição naquele escuro lugar, Park o perde de vista, quando é surpreendido com um pedrada na cabeça e cai desnorteado. Sem demora recobra as forças e se levanta para continuar no encalço do indivíduo. Chegado ao fim do túnel, o detetive não percebe mais ninguém, e não apenas isso, tudo ao seu redor está completamente diferente! A modesta cidade que conhecia agora contava com enormes e iluminados edifícios, as vias estavam muito diferentes e cheias de carros nada parecidos com os que ele estava acostumado. Sem muitas explicações, definitivamente ele tinha viajado ao futuro de 2017! Ele não sabia como e nem o motivo, mas estava convencido de que precisava encontrar aquele assassino. E ao que tudo indicava, tinha atravessado o tempo junto com ele.

080_02

COMENTÁRIOS
Repleta de mistérios e casos sinistros, Túnel – A Série (터널), é um K-drama policial com elementos de ficção científica bastante inteligente. Mesmo seguindo fórmulas conhecidas de séries de investigação ocidental, consegue personalidade própria se sustentando no carisma de um grande elenco. Choi Jin-hyuk, que faz o papel de Park Kwang Ho, é jovem, porém veterano em novelas sul-coreanas, e mostra uma grande versatilidade atuando de forma espetacular em momentos de drama pesado, quanto nos momentos mais cômicos. Yoon Hyun-min e Lee Yoo-young, o casal de atores ao lado de Choi, também se destacam pela seriedade que enfrentam seus papéis, sem perder a qualidade em nenhum instante. Citei os personagens principais, mas saiba que o elenco inteiro, incluindo os convidados para pontas, todos mostram um grande realismo em suas atuações.

080_02

A produção é de uma série sem muito luxo, se apoiando muito mais na qualidade da sua história do que em grandes recursos cinematográficos. A Seul recriada de 1986 é bacana e consegue convencer, já o figurino oitentista da época eu não saberia dizer, mas não creio que dariam um vacilo bobo. Gostei bastante da direção de Shin Yong-hwi, que traz um visual ao mesmo tempo que sombrio e ‘quase noir’, consegue mesmo assim que ele seja leve e confortável de assistir. Deixo a dica caso já tenha superado o preconceito e deixado de desconfiar da qualidade das produções da Coreia do Sul, a maioria das produções vinda do Studio Dragon são excelentes! The K2 (2016), Black (2017) e Stranger (2017), são outros K-dramas obrigatórios para quem gosta de thrillers como este. E não ache que os sul-coreanos são bons apenas em gêneros mais sérios, as séries de comédias também são muito divertidas e viciantes. Mas este já é assunto para um outro dia.

080_03

ELENCO E FICHA TÉCNICA
Choi Jin-hyuk, Yoon Hyun-min, Lee Yoo-young, Jo Hee-bong, Kim Byung-chul, Kang Ki-young, Kim Min-sang, Mun Suk e Lee Yong-nyeo compõem o elenco. Escrito por Lee Eun-mi, Túnel – A Série, é uma produção de Choi Jin-hee e do Studio Dragon de 2017 que dirigido por Shin Yong-hwi. O K-drama sul-coreano tem Choi Kyung-sook e Kim Jin-yi como produtores executivos, e Kim Sung-min e Park Ji-young como produtores. A série possui um total de 16 episódios com tempo médio de 65 minutos cada, distribuído pela Orion Cinema Network (OCN) na Coreia do Sul, e pelo serviço Netflix no restante do mundo.

CONCLUSÃO
Túnel – A Série, é uma produção sul-coreana bastante empolgante e que monta uma trama sensacional capaz de te prender numa maratona ferrenha! Seus formato são de episódios longos, todos passando os 60 minutos, mas cada um deles muito gratificantes. Então suba no bonde para acompanhar o detetive Park Kwang Ho numa caçada frenética através do tempo por um brutal assassino em série! Classificado como para maiores de 16 anos, a série é distribuída pelo serviço por assinatura Netflix. Prepare a pipoca e tenha bastante unhas para roer, porque esta é uma puta série! Recomendadíssima!

Barra Divisória

assinatura_dan