POR LUGARES INCRÍVEIS – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Violet Markey (Elle Fanning) e Theodore Finch (Justice Smith) são dois adolescentes que, apesar de estudarem na mesma escola, se aproximam e passam a se conhecer mais profundamente num momento muito dramático de suas vidas. Desde então, compartilham seus dias e, devido a um trabalho escolar, passam a embarcar em pequenas aventuras diárias, visitando lugares e consequentemente, dividindo seus sentimentos mais íntimos. Nesta nova relação, ambos buscam e encontram conforto um no outro, uma certa cumplicidade e a descoberta de que qualquer lugar pode ser especial, desde que na companhia certa.

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COMENTÁRIOS
Foi-se o tempo em que corações partidos eram as únicas preocupações dos adolescentes no cinema e na TV, não é mesmo? Fulano gosta de beltrano, que gosta de ciclano e por aí a história corria, até com algumas lágrimas, mas sempre por amor. Já hoje… ah, é preciso ter um coração de ferro para o que temos que encarar. Uma coisa é certa, é sucesso garantido. Os dramas estão em alta entre os adolescentes e nunca se viu tantas séries e filmes voltados para este público, inclusive tratando de assuntos tão delicados e dramáticos como suicídio, traumas pesados com pais, bullying, distúrbios psicológicos, sexualidade e por aí vai.

Por Lugares Incríveis é mais um desses filmes que veio prometendo tirar muitas lágrimas de seu público, num drama muito sensível, que aborda problemas reais e de difícil digestão para qualquer mortal. Então meu caro, é impossível que você não sinta alguma empatia pelo drama da jovem Violet. Assim como nós, Finch também se sensibilizou pela menina e, é graças a esta empatia imediata que embarcamos nessa viagem tão delicada traçada por estes dois personagens em momentos tão distintos, mas igualmente difíceis de suas vidas.

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Violet a menina bonita e popular, que frequenta festas e tem uma movimentada vida social, passa por um momento introspectivo da sua vida, onde se isolar não é só uma opção, mas uma necessidade. Já Finch, se trata do adolescente naturalmente isolado, principalmente pelo seu temperamento explosivo e traumas pesados que traz do seu passado.

Parece meio óbvio para você que eles precisam urgentemente se encontrar e se apoiar neste momento, certo? Certo, mas além da nossa torcida e de uma mãozinha do destino, um trabalho escolar acaba sendo o que firma esta amizade, de forma que eles precisam passar mais tempo juntos do que passariam em qualquer outra circunstância. Nisso aí, já temos os ingredientes perfeitos para que uma relação seja construída. Então, se você gosta de dramas reais, diálogos sensíveis e boas interpretações, embarque sem medo nessa emocionante história.

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COMENTÁRIOS COM SPOILER
Quer entender melhor o que se passa? Violet passa por um momento muito doloroso de luto pela perda de sua irmã e melhor amiga, já Finch também tem seus próprios problemas causados por graves traumas com seu pai, que gerou em si uma dificuldade grave de auto controle, o levando a momentos verdadeiramente sombrios e/ou excessivamente explosivos, onde precisa se isolar para que não machuque ainda mais as pessoas que o cerca. Não é pouco, concorda?

Caio Fernando Abreu que tem uma frase que diz: “Um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui.” E é exatamente o que Finch faz, quando se depara com Violet num momento de tanta dor e exposição, tentando tirar sua própria vida, ele se aproxima dela, estende a sua mão e guarda sua própria dor no bolso para ajudá-la.

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Mas, acontece que Finch teve uma ajudinha de um trabalho escolar, onde duplas deveriam explorar na cidade lugares pouco conhecidos, mas com algum significado para seus visitantes. Nesta pequena aventura, os dois acabam descobrindo que o que torna um lugar ou um momento especial, mágico, cheio de significados, está longe de ser um trabalho de engenharia elaborado ou ser o mais famoso ponto turístico da cidade, mas a companhia, o significado que aquele lugar passa a representar para os dois.

Como você pode imaginar, tem sim romance rolando solto em meio a todo este drama, mas ele fica facilmente em segundo plano. Eu, particularmente, achei totalmente dispensável inclusive, já que o casal não revelou ter uma boa química. Acho inclusive que uma profunda amizade entre os dois tornaria a história ainda mais tocante e sensível, já que pelo desfecho dramático do personagem Finch (ele acaba se suicidando), deu a impressão que ele poderia estar enganado sobre o que sentia com relação a Violet. Ou seus traumas eram ainda maiores que o seu sentimento.

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Os problemas de Finch foram abordados de forma muito superficial no filme, mas já li que são mais aprofundados no livro. Você percebe pelas reações do personagem o quanto ele é machucado pelos seus traumas, mas o telespectador não consegue perceber esta dimensão, dando a impressão que o significado que Finch deu à vida de Violet, e as lições que ele ensinou a ela, não fizeram o mesmo efeito pra si e não tiveram tanto significado para ele. Ou seja, fiquei com aquele desejo romântico de ver que as lições que ele ensinou à Violet e o amor dos dois, pudesse ser a cura para ambos.

Embora Violet tenha superado mais este trauma, e aparentemente, aprendido todas as lições ensinadas por Finch, isso traz ao final do filme um desfecho lindo, com frases maravilhosas e um sentimento bom, quase um consolo, que você recebe mais pela doçura de Violet do que pelo desfecho apresentado. Sim, meu lado romântico ficou esperando um final feliz que não rolou, mas o final é lindo e vale a conferida.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Elle Fanning, Justice Smith e Keegan-Michael Key são alguns nomes que compõem o incrível elenco de Por Lugares Incríveis. Embora Elle Fanning passe a maior parte do filme bem triste e séria como Violet, o que é incomum em seus trabalhos (Malévola, por exemplo) e isso já é uma surpresa, podemos ainda sentir aquela doçura que lhe é natural e que nos ajuda a visualizar a Violet antes do luto. E, Justice Smith, dispensa comentários, já vem se revelando um excelente ator em outros filmes e ganhado alguns bons destaques (como por exemplo em Pokémon: Detetive Pikachu).

Este longa-metragem é original Netflix, lançado em 28 de fevereiro de 2019 e que foi baseado no best-seller internacional de Jennifer Niven, de mesmo nome. All the Bright Places é o titulo original da obra, que durante 108 minutos te leva nessa viagem ao mais profundo de seus personagens. Dirigido por Brett Haley, este drama romântico hoje (01/03/2020), é o TOP 1 da Netflix Brasil.

CONCLUSÃO
Mas e aí? A que conclusão chegamos então? Não, os assuntos abordados, embora fortes, não foram bem aprofundados. Mas sim, é um filme com frases bonitas, boa interpretação e excelente fotografia, então vale a pena sim conferir, com certeza.

O que precisa ser dito aqui, é que Por Lugares Incríveis traz de fato alguns gatilhos, pois trata de assuntos delicados como luto, distúrbios mentais, traumas familiares e suicídio, então caso você tenha alguma dificuldade com estes temas, prepare mesmo o coração. Então, pelos temas abordados, concordo com a classificação de 16 anos.

Quer um conselho?
Copo de água numa mão, lencinho na outra e boas lágrimas.

O que aprendi?

“Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre de sino se você estiver ao lado da pessoa certa.”


por Jennifer Niven –
Por Lugares Incríveis

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SEX EDUCATION – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
137_04Otis é um garoto bem diferente da maioria dos jovens com que convive, vindo de uma criação pouco convencional na qual seus pais não conseguem se desligar de suas carreiras como terapeutas sexuais, o que fazia com que o rapaz desde muito jovem ficasse exposto a todo tipo de conhecimento sobre o assunto. A decoração da sua casa é repleta de ornamentos fálicos e todo tipo de objetos que remetiam a sexualidade. Para quem não conhecia o entusiasmo da sua mãe pelo trabalho, aquilo era uma total loucura. Na escola era introspectivo e pouco notado, e em seu íntimo se sentia para trás na corrida por alcançar a vida adulta, o que para ele se traduzia em: fazer sexo. Em outras palavras, perder a virgindade. Se por um lado ele se sentia perdido com as próprias ações na busca disso, de outro ele era um oráculo de conhecimento sobre tudo relacionado a comportamento sexual. Como eu disse, a vida dele era louca. Tinha acesso a intermináveis estantes repletas de livro sobre o tema, e sua mãe fazia de sua vida um reflexo das sessões com seus pacientes. Definitivamente sexo não era um tabu para Otis e, é quando ele se junta a Maeve, uma colega de classe que ele sempre observava de longe com certa admiração, e que agora lhe deu brecha para um melhor contato, fazendo sua imaginação começar a se desenvolver em atração por ela. Mas aquele era um mero acordo comercial, onde a menina conseguia clientes com problemas em suas vidas sexuais, e Otis orientava individualmente em breves reuniões sigilosas. No entanto essa feliz parceria vai se desenvolvendo, e inconscientemente o jovem vai aflorando uma nova realidade para Maeve, ao mesmo tempo que ela o faz se sentir mais confiante do próprio potencial.

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COMENTÁRIOS
Na juventude é natural nossa ansiedade maior por avançar em nossa própria sexualidade, e isso pode se tornar um verdadeiro caos dependendo da nossa bagagem de vida até o fatídico momento de interesse por essas descobertas. São infinitos fatores e combinações que podem desencadear uma vida sexual sem brilho e satisfação, e é com uma enorme sensibilidade e respeito que Sex Education (2019) aborda esse tópico tão delicado. Sempre inteligente e com humor elevado, são escritos os mais variados tipo de cenários e situações. É surpreende a ousadia e a assertividade do tato de Laurie Nunn, criadora e uma das idealizadoras da série em conjunto com Ben Taylor. Gostaria muito que esta série pudesse alcançar todo mundo, pois desmonta paradigmas espinhosos e remonta de forma clara, para que independente da sua origem cultural, consiga entender a simplicidade que é a complexidade de como as pessoas enxergam suas próprias realidades. Recebemos projeções da vida dos nosso amigos, familiares, aquele outro desconhecido por qual temos empatia, e obviamente, sobre nós mesmos. E não existe nada mais esclarecedor e útil do que vermos nossos próprios demônios serem fragmentados em pedaços na nossa frente, e ter as opções de deixarmos as coisas seguirem como estão indo ou decidirmos atualizar. No fim sempre temos o livre arbítrio.

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Comentando um pouco sobre os aspectos gerais, Sex Education é uma série muito leve e confortável de assistir. Sua fotografia é belíssima e explora as belezas naturais da Wye Valley, patrimônio internacional da humanidade que se estende pela fronteira da Inglaterra com o País de Gales, sendo uma das paisagens cênicas mais inspiradoras de toda Grã-Bretanha. Seu enredo é bem amarrado e traz discussões precisas sobre temas triviais para o nosso entendimento sobre o quanto é importante nos colocarmos na posição do outro. As vezes o que nos causa graça ou repulsa pelo mero capricho de um julgamento imaturo, é motivo de muita dor e sofrimento para o alheio. Tudo isso é bem explorado com compaixão e nunca abandonando a honestidade. A trilha sonora é feita para abraçar a geração dos trinta, com Billy Idol, A-Ha, The Cure, The Smiths, UB40, INXS e muitos mais! Meu chapa, tem até Love Missile F1-11 do Sigue Sigue Sputnik, mais anos oitenta é impossível!

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PERSONAGENS! Sei que não vou conseguir destrinchar todos os que merecem atenção, mas vou citar ao menos os mais constantes na série.

  • Otis Milburn, é interpretado por Asa Butterfield, um jovem de carisma fenomenal! Um personagem complexo que mescla introspectividade com desinibição de uma maneira muito singular. Fechado para seus próprios dilemas e limitações, é uma caixinha de surpresa quando se trata de solucionar seus problemas.
  • Maeve Wiley recebe vida de Emma Mackey, atriz de semblante natural conflituoso, com um ar misto de arrogância e doçura, e que foi capaz evocar uma jovem rebelde de personalidade bem emaranhada. Sempre inteligente, sagaz e de humor ácido, se enxerga uma pessoa melhor através dos olhos, para ela ingênuos, de um tolo e esperançoso Otis.
  • Eric Effiong é vivido por Ncuti Gatwa. É para mim o personagem mais carismático da série. Negro, gay, de família humilde e tradicional, é uma pessoa sempre extrovertida e que valoriza o apoio e carinho daqueles que mais importam. Seu melhor amigo é Otis, e quando digo amigo, é porque os dois são unha e carne. Eric tem suas quedas, mas está sempre evoluindo e buscando jogar a bola pra frente. Rancor não é com esse cara!
  • Aimee Gibbs é interpretada por “Aimee” Lou Wood. Ela fica situada no grupo das patricinhas da escola, e das garotas de sua mini bolha é a menos extrema ao interagir com quem é de fora. Cabeça de vento com tudo, literalmente é lenta para entender o óbvio, o que acaba fazendo com que suas amigas façam-na de gato e sapato. Nos relacionamentos é confusa, e combinado com seu desconhecimento sobre seu próprio corpo, precisa se esforçar para entender o que quer da vida.
  • Jackson Marchetti é o superastro da escola vivido por Kedar Williams-Stirling. Descolado, popular, entusiasta na natação e com notas elevadas, está sempre rodeado de admiradores e professores interessados em seu alto desempenho acadêmico. Mas por dentro Jackson sofre uma enorme pressão, afinal, na busca de seus ótimos resultados ele precisa se abdicar de uma série de distrações e prazeres que talvez só pudesse aproveitar nesta etapa da vida.
  • Adam Groff é interpretado por Connor Swindells, e é filho do diretor Michael Groff. Adam é o um dos personagens mais complicados para não dizer caóticos de Sex Education. Nitidamente fica claro que sua agressividade tem origem da criação ríspida que teve de um pai problemático e que não o orienta bem. Sempre perdido em suas atitudes, não consegue focar e mirar num objetivo claro, estando sempre a mercê do que surge no ambiente.
  • Dra. Jean F. Milburn é encarnada por Gillian Anderson, a eterna Scully de Arquivo-X. Sensacional! Se mostrando calculista e falsamente estável, é uma mulher inteligente, bem resolvida, mas que também quer ter tudo sob seu controle. Quebrando a ética em diversos momentos ao seu relacionar com pacientes, também faz da vida de Otis um curioso laboratório para suas pesquisas comportamentais, e claro, sem ele saber.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Asa Butterfield, Gillian Anderson, Ncuti Gatwa, Emma Mackey, Connor Swindells, Kedar Williams-Stirling, Aimee Lou Wood, Alistair Petrie, Mimi Keene, Chaneil Kular, Simone Ashley, Tanya Reynolds, Mikael Persbrandt, Patricia Allison e Anne-Marie Duff compõem o elenco. Escrito por Laurie Nunn, Sex Education é uma série de drama, romance e comédia lançada em 2019 sob o selo de distribuição Netflix. A adaptação recebeu como roteiristas na primeira temporada Laurie Nunn, Sophie Goodhart, Laura Neal e Freddy Syborn, e a direção foi dividida entre Ben Taylor e Kate Herron. A produção executiva é de Jamie Campbell e Ben Taylor, o produtor é Jon Jennings, cinematografia de Jamie Cairney e Oli Russell, e edições de Steve Ackroyd, David Webb e Calum Ross. Os estúdios utilizados são da Eleven Film, enquanto a distribuição internacional é do serviço por assinatura stream Netflix. A série conta até 2020 com duas temporadas, cada uma contendo oito episódios de uma média de cinquenta minutos cada um.

CONCLUSÃO
Sex Education é uma das séries mais gostosas de divertidas de se assistir no catálogo da Netflix, porém ela tem um corte de audiência por motivos óbvios, a censura. Não existe nada explícito aqui, no entanto o linguajar é pesado e escrito pensando em causar efeito nos jovens adultos. Definitivamente não é conteúdo para crianças assistirem. Convide seu companheiro ou amigos da sua faixa de idade, e pode ter certeza que vocês terão ótimos momentos de diversão. A classificação indicativa para Sex Education é de 16 anos, e a série já tem disponibilizada duas temporadas na Netflix. Então lave as mãos, pegue a sua pipoca e bate aquela vitamina de mamão!

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I AM NOT OKAY WITH THIS – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
A vida para a jovem Sydney ficou sem sentido após a morte de seu pai, alguém a quem era apegada e guardou boas recordações. Dali em diante passou a se sentir pouco amada e respeitada por todos ao seu redor, e nem mesmo vindo de sua mãe sentia o mínimo carinho. Na escola sofria com o bullying, se sentindo sempre incapaz de revidar. Até que certo dia uma coisa muito estranha aconteceu. Era pouco informada sobre coisas básicas relacionadas ao próprio corpo, já que se fechava em seu mundo e não interagia bem com os outros. Isso fez com que acabasse crendo que as certas coisas que aconteciam com ela poderiam ser completamente normais e estarem ligadas com as mudanças da idade. A primeira demonstração dessa particularidade aconteceu quando interiorizando uma forte raiva por uma pessoa, fez com que seu nariz sangrasse de forma significativa. Sydney não era uma garota má, no entanto como qualquer pessoa, não conseguia pesar os pensamentos pelos seus desafetos, e essa incapacidade de controlar seus desejos de retaliação pelos maus tratos que sofria, poderia a tornar bastante perigosa.

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COMENTÁRIOS
Mais uma vez a Netflix traz aquele ar de anos oitenta que super deu certo com o projeto Stranger Things, e a bola da vez é I Am Not Okay with This (2020), série adolescente de drama, comédia e fantasia. A linguagem e conceito são bem parecidas entre as duas produções, rolando até boatos de que fazem parte do mesmo universo, uma vez também que são obras dos mesmos criadores. A dinâmica aqui rola em torno de Sydney, uma adolescente que sofreu uma dura perda familiar, não conseguindo enxergar mais brilho nas coisas mais simples. Ela não se tornou depressiva ou coisa do tipo, apenas se isolou na própria existência e passou a ser pouco tolerante com o ambiente que a cercava. O que de certo modo era até compreensível, visto que vivia numa pequena cidade onde a maioria das pessoas eram pouco legais. Seu círculo de bom convívio era bem restrito, havia Dina, uma amiga da escola, Stanley, um rapaz que morava bem próximo de sua casa, e Liam, seu irmão caçula.

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A produção da série é conservadora e não faz movimentos bruscos, em sua película busca manter um sépia bem quente e levemente granulado com fim de remeter ao estilo vintage. A trilha sonora traz rock clássico do Kinks, soul sessentista de Shirley Ellis, o som psicodélico do Cults, o rock atmosféricos e denso do Bloodwitch, além de muitos outros hits bacanas. Combinando essa filmografia com essa inspirada sonorização, conseguimos embarcar numa viagem cheia de subidas e descidas no consciente de Sydney. Quando se trata das atuações, particularmente fiquei fascinado com Stanley, interpretado por Wyatt Oleff, o jovem Stan de It: A Coisa (2017), filme em que contracenou junto de Sophia Lillis. O jovem de comportamento bem atípico é o salvaguarda para o humor involuntário. A tirada com o vidro elétrico do carro que insiste em ser lento ao descer é algo impagável, principalmente por parecer que para ele é coisa mais normal do mundo. Stanley está próximo dos dezesseis mas age como um pós-hippie cinquentão que viveu numa cúpula entorpecente de cannabis. Conhece o Ozzy? Então. Já Sydney tem seu papel facilitado, e que coincidentemente (ou não), repetiu a mesma fórmula do papel encarnado em It. Os outros personagens não se destacam tanto assim, e funcionam mais como suporte para que o enredo evolua a próximos níveis.

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COMENTÁRIOS COM SPOILERS PESADOS!
O grande dilema de Sydney no decorrer da sua jornada de autoconhecimento, é entender onde se divide suas mudanças fisiológicas das habilidades que demonstra ter. Próximo ao fechamento dessa primeira temporada descobrimos que seu pai trazia capacidades muito parecidas, e que carregou uma enorme culpa por ter matado sem a intenção um incontável números de pessoas, sentimento triste esse que o fez não conseguir lidar com o fardo que carregava. Isso é revelado à Sydney através de uma conversa franca entre mãe e filha, num instante onde percebeu que sua mãe não era ruim, porém assim como ela, uma pessoa melancólica com a perda do marido, ao mesmo tempo que desiludida pela filha não se esforçar para ser uma pessoa agradável aos outros. Entendendo o próprio passado e concluindo que o problema estava muito mais nela do que no ambiente onde vivia, acordou no dia seguinte disposta a se esforçar para mudar sua própria realidade. Surpreendeu seus familiares e tocou sua vida com mais leveza, percebendo assim, que seu cotidiano poderia ser bem menos doloroso e complicado.

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Chegado o tal baile anual do colegial, momento singular de todo filme e série adolescente. Já embarcamos sabendo que ali vai rolar uma treta maligna! E advinha, aqui não é diferente. Bradley, indignado por ter sido exposto como um grande otário por Sydney, decide tentar humilhá-la na frente de toda a escola. Ele não economiza em ferir a moça, já que havia pegado seu diário onde continham todos os tipos de confissões. Ao avançar nos insultos e revelações de seus segredos pessoais, Sydney perde mais uma vez o controle, fazendo a cabeça de Bradley literalmente explodir, dando sequência àquele flashback rotineiro na série onde ela corre pela rua com o corpo coberto em sangue. A jovem já havia em períodos anteriores experienciado a sensação de estar sendo observada por alguma coisa, o que ela compreendia como uma sombra. Como da vez em que causou uma cataclisma na biblioteca. Mas retornado à fuga do seu crime por dar “um pouco mais” do que Bradley merecia, Sydney corre até a torre que Stanley comentou e brincou certa vez, lugar onde finalmente é confrontada por algo que já estava convicta de ser coisa de sua cabeça. Aquela forma sinuosa que sentia estar próximo vez ou outra, finalmente se revelava. Sydney pergunta se devia ter medo daquele homem. Deu-se a entender que não, além de que, “eram eles que deveriam temê-la”, e que agora iriam “começar” compreender isso.

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Como num preparo para algo que estaria por vir, obviamente na próxima temporada, aquele homem, ou entidade, escolha sua melhor definição, parecia estar presente todo tempo analisando Sydney. Aqui começa um bom background para teorizar o que diabos seria isso. Não é difícil associar com Stranger Things e os poderes de Eleven, visto que as capacidades das duas são bem semelhantes. Superpoderes psíquicos, como os de se comunicar com pessoas através da mente, levitar e lançar objetos, e causar chagas físicas e mentais em alvos desejados. O padrão é o mesmo, então a sugestão que não sei de onde surgiu, mas veio antes da série oficialmente estrear, talvez tenha algum fundamento. De qualquer forma, por ceticismo eu prefiro não me empolgar com ligações como essa, ainda enxergo I Am Not Okay with This como um produto independente, mas ficaria bastante satisfeito de estar errado. Estender o universo Stranger Things desta maneira não me parece uma má ideia. Resta esperar mais revelações surgirem para compreendermos melhor qual a verdade.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Sofia Bryant, Kathleen Rose Perkins, Richard Ellis e Aidan Wojtak-Hissong compõem o elenco principal. Adaptado por Jonathan Entwistle e Christy Hall se baseando no romance homônimo de Charles Forsman, I Am Not Okay With This é uma série de drama, comédia e com pitadas sobrenaturais, lançada sob o selo Netflix em 2020. Dirigido por Jonathan Entwistle, que também roteiriza, é produzida por Christy Hall, Shawn Levy, Dan Levine, Dan Cohen e Josh Barry. As produções ocorreram nos estúdios 21 Laps Entertainment, Ceremony Pictures e da Raindrop Valley. Sua primeira temporada conta com 7 episódios, e eles são curtos, durando uma média de 20 à 28 minutos cada. A série é distribuída e está disponível no serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Para qual público I Am Not Okay with This estaria destinado? Essa é uma pergunta complicada que eu deveria ser mais esperto em não fazê-la, mas já que a fiz, vamos lá. Ao mesmo tempo que ela reflete muito do que Stranger Things é, ela também traz um conteúdo mais sensível, me fazendo sugerir a classificação de não recomendado para menores de 14 anos (pelo menos). Consumo de álcool, piadas ácidas referenciando direta e indiretamente uma falsa normalidade no uso de drogas, pode não ser um bom conteúdo pra um mente ainda em construção. Eu dei a classificação de 14, mas oficialmente a censura da série classificou como 16. Eu digo: excelente. Então eu consigo resumir que esta seria uma série para jovens adultos que gostam de drama adolescente (digo isso sem julgamentos, afinal, eu mesmo assisti e curti), comédia, e quem compra, o leve suspense com fantasia que vai se transformando aos poucos. I Am Not Okay with This é uma série bem curtinha e que você consegue assistir tudo num único dia. Então faça sua pipoca e sintonize na Netflix!

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STAR WARS: THE CLONE WARS (CRÍTICA E GUIA DE EPISÓDIOS)

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ONDE A SÉRIE ANIMADA SE ENCAIXA NO MUNDO STAR WARS?
É inegável que a franquia Star Wars é um universo gigantesco e que de tempos em tempos volta ao imaginário da cultura pop. O fascínio que o mundo criado pela Lucas Art pode exercer sobre as gerações pode vir acompanhado tanto de alegria como de decepção. Se compararmos com a trilogia clássica (Episódio IV: Uma Nova Esperança, 1977; Episódio V: O Império Contra Ataca, 1980; e Episódio VI: O Retorno de Jedi, 1983), a trilogia prequela é, para os fãs mais entusiasmados, bastante inferior do ponto de vista do enredo e atuação.

Chamamos de trilogia prequela (ou pré-sequência) os filmes dirigidos por George Lucas e que contam a ascensão de Anakin Skywalker até ser convertido ao Lado Negro da Força e como a República Galáctica e o Conselho Jedi, aos poucos, sucumbiram e foram aniquilados pela influência de Darth Sidious, o líder supremo do Império Galáctico. Abrange: Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999); Episódio II: O Ataque dos Clones (2002); e Episódio III: A Vingança dos Sith (2005).

No entanto, nada é mais obscuro que o período que compreende o início das Guerras Clônicas, na Batalha de Geonosis (final do Episódio II) até a Ordem 66, o extermínio dos Jedis a mando de Darth Sidious (final do Episódio III). Isso se dá por imensos buracos no roteiros da trilogia prequela, informações não explicadas ou mesmo curiosidades que deixaram questões em aberto como quem criou os clones, como os Jedis foram enganados, entre outros pequenos e grandes detalhes.

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O longa-metragem de animação Star Wars: A Guerra dos Clones (2008) dá o pontapé inicial para explorar toda a história por trás do maior conflito enfrentado pela República Galáctica. Esse longa já resenhado aqui, trata justamente da chegada de duas discípulas: Ahsoka Tano e Asajj Ventress. A primeira se torna padawan (aprendiz) de Anakin Skywalker e a segunda, é uma Irmã da Noite do planeta Dathomir que se torna serva de Conde Dookan, líder separatista e aprendiz de Darth Sidious.

A série de TV Clone Wars, aqui exibida pela Cartoon Network, teve seu sucesso entre os anos de 2008 e 2014. É considerada pela Disney como cânone (conteúdo oficial) da franquia Star Wars e possui seis temporadas e um total de 121 episódios. Anakin, agora mestre de Ahsoka Tano, ao lado de Obi-Wan Kenobi, enfrentam os inimigos da República em uma guerra de reveses alucinantes. Eles descobrem cada vez mais a influência do Lado Sombrio sobre as forças Separatistas ao mesmo tempo que tem seu mundo e incertezas totalmente abalados por uma guerra de épicas proporções.

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O QUE VOCÊ PODE ESPERAR? / LEVES SPOILERS
A série animada é em computação gráfica e segue os mesmo moldes e conceitos do longa-metragem de animação Star Wars: A Guerra dos Clones (2008). A ação é frenética e o traço dos personagens são bem marcados. Seja em uma batalha com sabres de luz ou na trincheira dos clones no tiroteio contra um exército droide, a ação não deixa a desejar.

Mas o principal atrativo é que a série consegue conquistar não só ao frequentador assíduo do mundo Star Wars, pois conserva os elementos emocionantes ou impiedosos como a morte de um personagem querido, como também mantém um tom capaz de conquistar as novas gerações.

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Além de elucidar muitas questões que ficaram em aberto entre o Episódio II e Episódio II, a série mostra múltiplas narrativas e histórias. É como se fossem crônicas de uma guerra e você pode acompanhar a trajetória de inúmeros personagens que contribuíram, influenciaram ou foram tocados de alguma forma pelas Guerras Clônicas. Então não pense que o foco será 100% em torno de Anakin Skywalker que, aliás, aprenderá a gostar muito mais da versão do desenho animado do que da péssima interpretação de Hayden Christensen no filmes.

Podemos citar, entre tantas histórias contadas ao longo de seis temporadas, o papel de Ahsoka Tano que sai de simples padawan para um líder importantíssima. Também Ventress, discípula de Conde Dookan é intensamente trabalhada mostrando seu passado como Irmã da Noite no planeta Dathomir, o mesmo de Darth Maul, o aprendiz sith que enfrentou e matou Qui-Gon Jinn em Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999).

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A série animada expande o universo conhecido ao abordar o passado de Obin Wan Kenobi e os detalhes sutis do romance entre Anakin Skywalker e Padmé Amidala. Ao mesmo tempo que revela muitos detalhes obscuros das Guerras Clônicas, apresenta personagens marcantes como os soldados clones do Batalhão 501 (Rex, Fives, Echo e Cody). Também desenvolve as narrativas em torno do conselho jedi, muitos personagens que só rapidamente aparecem nos filmes: os mestres Plo Koon, Shaak Ti, Kit Fisto, entre outros. E claro, somos brindados com episódios estrelados por Mace Windu e Yoda, que apesar de poucos, são importantes demais para entender as Guerras Clônicas e suas ressonâncias.

Também há narrativas focadas no Lado Negro e podemos conhecer as artimanhas de General Grievous, Ventress e até inimigos novos como Savage Opress e a líder das Irmão da Noite, Mãe Talzin. Há inimigos que julgávamos mortos e outros que começam a ser desenvolvidos aqui como Bobba Fett e os Caçadores de Recompensa. Ainda vemos Palpatine, como Darth Sidous, em lutas fantásticas e como ele poderia ser mortal com um sabre de luz.

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Claro que nem tudo são flores e há episódios ao longo das temporadas que mais preenchem espaços (enchem linguiça) do que sejam relevantes para história geral da franquia. Quase sempre são encenados pelos droides C3PO e R2D2. Calma, adoro os robozinhos e muitas histórias mostram como o astrodroide R2D2 é um veterano e importante personagem de guerra, mas muitas vezes os episódios são mais divertidos e infantis do que relevantes.

Ainda há episódios com Jar Jar Binks que, mesmo em parceria com outros personagens da série, terminam sendo enfadonhos. Talvez devido a minha implicância com esse personagem não tenha aproveitado bem as aparições dele, exceto quando ele auxiliou Mace Windu em uma missão, mas também eu adoro este mestre jedi e talvez devido a isso tenha gostado.

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QUAL A ORDEM CRONOLÓGICA PARA ASSISTIR?
Abaixo um guia para assistir as seis temporadas da série animada na ordem crológica:

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QUAIS SÃO AS MELHORES HISTÓRIAS?
Qualquer seleção é sempre problemática na medida que é uma questão de opinião. Mas nas+1 linhas abaixo separo os arcos de história mais relevantes para entender as Guerras Clônicas e o que elas influenciaram na origem de personagens ou suas consequências para a trilogia clássica ou outras obras derivadas. Claro que devorar as seis temporadas mostrarão informações valiosas e renderão boas horas de diversão. Deixe sua opinião ou histórias favoritas nos comentários.

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1. As origens de Boba Fett (2×20-2×22, 4×15, 4×20)
O perigoso caçador de recompensas que, a serviço de Jabba, aprisionou Han Solo em carbonita (Episódio V: O Império Contra Ataca, 1980), tem suas origens exploradas na série animada. O mandaloriano é treinado por Aurra Sing, perigosa assassina que assistia a a corrida de pods em Naboo (Episódio I: A Ameaça Fantasma, 1999). Aurra aparece como mestre do garoto quando Bobba Fett deseja vingança contra Mace Windu (2×20-2×22), o mestre jedi que assassinou seu pai na Batalha de Geonosis (Episódio II: O Ataque dos Clones, 2002). Ambos fracassam devido aos esforços jedi.

Depois, percebemos que ele se adaptou a vida do crime e possuía aliados leais na prisão entre eles Bossk (4×15) e acaba ajudando Cad Bane e Kenobi (que estava infiltrado) a escaparem.

Por fim já o vemos adolescente como Caçador de Recompensas, muito jovem e habilidoso e já com todo um bando a sua disposição. Acaba contratando a Asajj Ventress (4×20) que se encontra exilada na Orla Exterior depois de ter perdido suas origens e rumos.

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2. Mandalore (2×12-2×14, 4×14, 5×14-5×15)
Com o sucesso da série da Disney+, O Mandaloriano, os fãs da franquia ficaram ainda mais animados para conhecer o passado desse povo guerreiro do qual só conhecíamos com mais ênfase Jango e Bobba Fett. A série animada nos apresenta o planeta Mandalore que almeja a um caminho de paz ao passo que líderes como Pre Vizsla, à frente do Olho da Morte, tentam a todo custo sabotar os planos da pacifista Condessa Satine (2×12-2×14).

Mesmo com uma derrota inicial, exilados momentaneamente (4×14), o Olho da Morte nutre o desejo de tomar o poder da Mandalore. Acaba por encontrar um antigo sith, um aliado dúbio para sua escala ao poder: Darth Maul (5×14-2×15).

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3. O retorno de Darth Maul (3×14, 4×21-4×22, 5×01, 5×14-5×16)
Sim, ele mesmo. Para você que pensou que o monossilábico aprendiz sith que matou Qui-Gon estava definitivamente morto após Obi Wan Kenobi cortá-lo ao meio (Episódio I: A Ameaça Fantasma, 1999), está enganado. Descobrimos com a série animada que sua origem está ligada ao planeta Dathomir, lar das Irmãs da Noite, bruxas capazes de manipular a Força Viva em todas as criaturas.

Savage Opress, aprendiz sith e das Irmã da Noite, acaba por receber a missão de reencontrar seu irmão na Orla Exterior (final do episódio 3×14, mas convém ver os dois anteriores para saber melhor o contexto). Opress consegue localizar Maul, agora ensandecido e vivendo isolado. Seu clamor por vingança é doentio e só melhora com os esforços de Mãe Talzin (4×21-4×22), bruxa maior de Dathomir. Curado, persegue Kenobi com a ajuda de Savage Opress.

Mesmo tentando agir no submundo, recrutando contrabandistas como um exército capaz de fazer frente aos jedis (5×01), acaba sofrendo duras derrotas. No entanto, ao ser resgatado por Pre Vizla e o Olho da Morte, vê uma chance de formar um grande exército de criminosos e assim dominar a Orla Exterior (5×14-5×16). Ajudando o grupo mandaloriano a chegar ao poder, acaba por atrair as atenções tanto de Kenobi quanto de Darth Sidious. As consequências são impressionantes e com direito as melhores batalhas de toda série animada.

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4. Qui-Gon Jinn e o Escolhido (3×15-3×17, 6×11-6×12)
Diferente de Darth Maul, Qui-Gon ainda está morto. Mas isso não quer dizer que não esteja presente. Aliás ele é de vital importância para o rumo da Galáxia e inclusive para Luke Skywalker, mesmo que indiretamente.

Quando Anakin, Ahsoka e Obin Wan visitam um misterioso planeta Mortis no qual os elementos da Força estão personificados (o Pai, o equilíbrio e os filhos, a Luz e a Sombra), é Qui-Gon que conversa com Kenobi em um momento de confusão e personificado como fantasma da Força explica sobre o Escolhido (3×15-3×17). Também é o antigo mestre de Kenobi que guiará Yoda para que ele entenda os desígnios da Força, possa superar a morte e se integrar à Força Cósmica (6×11-6×12). Com ele entendemos as ações de Yoda ao final das Guerras Clônicas e até as do próprio Kenobi.

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5. O impiedoso Tarkin (3×15-3×17; 5×17-5×20)
O Grande Moff Tarkin, o vilão que comandava a Estrela da Morte na Batalha de Yavin (Episódio IV: Uma Nova Esperança, 1977) tem parte de seu passado revelado na série Clone Wars. Acompanhamos o primeiro contato dele com Anakin Skywalker, futuro Darth Vader,  ainda quando era capitão das forças da República (3×15-3×17). No início a antipatia é mútua, no entanto, aos poucos, ambos concordam com a ineficácia da técnicas jedi para levar fim a guerra: era preciso uma liderança firme.

Tarkin ainda mais severo com a ordem jedi e já comandado por Palpatine, empreende uma investigação e acusação contra Ahsoka Tano, culpabilizada por um atentado ao Templo Jedi (5×17-5×20). Isso dá mostra do seu caráter inflexível e maldoso que o fará comandante da maior arma do Império Galáctico.

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6. A saga do soldado clone Fives e a Ordem 66 (3×01; 1×05; 3×02; 3×18-3×20; 4×07-4×10; 6×01-6×04)
A questão dos clones é intensamente debatida ao longo da série. Questões filosóficas como a humanidade dos mesmos, o fato de serem descartados ou não como meros droides, como força de batalha dispensável ou não. O batalhão 501, que respondia diretamente a Anakin e Ahsoka é falado com detalhes e alguns oficiais são detalhados como, em maior medida, o Capitão Rex e Fives.

Este último é especial porque é aquele que mais questiona sua condição e reafirma seu senso de fidelidade e dever para com seus irmãos de armas. Também é a saga do único clone que consegue descobrir o mistério por trás da Ordem 66, uma programação inserida para no momento certo executar todos os jedis da Galáxia. Acompanhando a saga de Fives, conheceremos o segredo por trás desse malicioso e mortal plano de Palpatine, bem como suas origens.

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7. Uma guerra de histórias
Claro que ainda há muita coisa a ser vista, mas para completar o guia, nada mais justo do que umas sugestões de episódios baseados nos personagens principais em ordem cronológica para aproveitar o enredo:

  • Somente os episódios com os protagonistas: Anakin Skywalker, Obi Wan Kenobi e Ahsoka Tano
    (2×16; 1×16; Filme A Guerra dos Clones; 3×01; 3×03; 1×01-1×15; 1×17-1×21; 2×01-2×03; 2×17-2×19; 2×04-2×14; 2×20-2×22; 3×05-3×07; 3×02; 3×04; 3×08; 1×22; 3×09-3×11; 2×15; 3×12-3×22; 5×02-5×13; 5×01; 5×14-5×20; 6×01-6×13);
  • As aventuras de Padmé Amidala
    (1×04; 4×04; 1×08; 1×11; 1×17-1×18; 2×19; 2×04; 2×14; 3×05; 3×07; 3×04; 3×08; 1×22; 3×10; 3×11; 2×15; 4×01-4×04; 4×14; 5×20; 6×05-6×07);
  • A história de Asajj Ventress: a Irmã da Noite convertida em sith
    (1×16; 1×01; 3×02; 1×09; 3×12-3×14; 4×19-4×22; 5×19-5×20);
  • Quem é Saw Guerrera? Importante líder rebelde durante Rogue One: Uma história Star Wars, possui sua origem explícita na série animada (5×02-5×05);
  • A origem dos clones e a trama de Palpatine (6×10-6×11) se completa com o plano da Ordem 66 (6×01-6×04).
  • Somente, Yoda, quer você ver: (1×01; 6×10-6×13).

CONCLUSÃO: Se queres paz, te prepara para a guerra!
A  essa altura da minha crítica o leitor já deve desconfiar de minha crítica super favorável a esta série animada. Não só pelo seu caráter elucidativo para quem é fã da franquia Star Wars como também abrilhantar uma parte da história que achamos sem o mesmo brilho que a trilogia clássica: a pré-sequência de George Lucas. Se você já acompanhou em ordem cronológica as críticas aos longas-metragens prequel, sabe que, tanto o Episódio I quanto o Episódio II, são ao meu ver bastante inferiores do ponto de vista do roteiro. Mas a série animada  Clone Wars não só consegue “consertar” boa parte da história como até melhorar.

Enquanto os filmes mostram um Anakin Skywalker insípido e sem graça, a série animada nos mostra seus anos dourados como valente herói da República e um grande trunfo do Templo Jedi. Isso também vale para Obin Wan Kenobi, mas a série ainda nos brinda com a preciosidade que é Ahsoka Tano. Essa complexa padawan que amadurece ao longo das temporadas talvez seja uma das maiores contribuições ao universo Star Wars.

Se você já é um fiel frequentador de Star Wars e deseja saber tudo sobre a guerra entre a República Galáctica e os Separatistas, talvez esse seja seu melhor desenho animado. Para o recém-chegado à franquia, esta será uma oportunidade sem igual de conhecer franquia devido as epígrafes filosóficas (mensagens no início de cada episódio), arte gráfica e batalhas alucinantes. Seja corajoso, pois como a última citação da série diz:

Enfrentar todos os seus medos o libertará de si mesmo.

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DON’T F**K WITH CATS: UMA CAÇADA ONLINE – DOCUMENTÁRIO NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Quando um homem misterioso publica um vídeo em que aparece torturando e matando dois gatinhos, usuários indignados da internet ao redor do mundo entram em ação para encontrar esse sádico. Isso começa um jogo de “gato e rato” (há!) aonde, satisfeito com a atenção recebida, nosso matador passa a postar vídeos cada vez mais perturbadores. Dos produtores de “O Impostor” e “Silk Road”, Don’t F**k With Cats: Uma Caçada Online estreou em 18 de dezembro, na plataforma de streaming Netflix e relembra o caso de Luka Rocco Magnotta, utilizando dos acontecimentos para questionar sobre os limites do conteúdo que algumas pessoas compartilham na web, e o papel de quem dá audiência a isso.

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A SÉRIE (SPOILERS)
Dividida em 3 capítulos de aproximadamente 60 minutos de duração cada, a mini série é um documentário em sua forma mais tradicional, mas que não foca as entrevistas nas autoridades da lei responsáveis pela investigação do caso (pelo menos não em um primeiro momento), mas sim nas pessoas que tiveram um papel ativo desde o começo do caso: usuários de internet. Pessoas simples, como eu e você, que possuem seus empregos e vivem suas vidas, mas que eventualmente dedicam algum tempo a “passear” pelas redes sociais. Pessoas como Deanna Thompson, analista de dados de um cassino em Las Vegas; e John Green, nome fictício de um homem que não quis se identificar (apesar de aparecer abertamente no vídeo). Eles recapitulam passo a passo a investigação feita até encontrarem Luka, o responsável pelas atrocidades com os gatinhos – e que viria a se tornar um criminoso procurado pela Interpol após assassinar o estudante chinês Jun Lin.

Em 2010, vídeos foram publicados por um perfil anônimo e causaram a indignação de diversas pessoas nas redes sociais. Neles, um homem não identificado aparece assassinando filhotes de gato de diferentes maneiras, sem esboçar nenhuma reação. Espantados com a frieza do protagonista, alguns usuários do Facebook criam um grupo na rede para localizar esse indivíduo capaz de cometer e filmar crimes tão perversos.

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O primeiro vídeo é investigado à exaustão, e é interessante acompanhar a reconstrução da busca e os resultados conquistados por pessoas obstinadas, apenas com base em detalhes observados nos vídeos. Cada frame é uma pista para descobrir em qual país reside o culpado. De um maço de cigarros a um aspirador de pó identificado por um fórum na internet, Deanna e os outros se aproveitam de todas as ferramentas disponíveis na internet para se aproximar cada vez mais do assassino. A cada novo vídeo de assassinato animal, novas pistas são captadas, e fica claro que a intenção desse “monstro” é que continuem lhe dando atenção, forjando pistas falsas e chegando a provocar o grupo. Quando finalmente os pontos vão se ligando e os “detetives virtuais” finalmente o identificam, é que o diretor e roteirista Mark Lewis apresenta quem, de fato, é a pessoa por trás dos vídeos macabros: Luka Rocco Magnota.

Aqui entendemos que o criminoso possui uma mente perturbada ao conhecermos o conteúdo das imagens divulgadas. Toda a montagem dos vídeos é feita minuciosamente por Magnotta, que já os planejava prevendo a repercussão que causariam. O texto de Lewis reproduzido na boca de Deanna e Green alerta o público diversas vezes sobre a busca por atenção, sempre espelhado em cenas da cultura pop ou em casos antigos de serial killers. Narcisista extremo, ele queria ser o centro das atenções, chegando a editar digitalmente seu rosto em várias fotos, e criar inúmeros perfis falsos para comentar nas fotos, validando essa persona inventada. A escalada de atenção de Luka culmina com ele cometendo e filmando um homicídio.

O que antes era apenas uma caçada virtual com milhares de internautas procurando um doente que maltratava animais, se torna então um caso internacional de investigação atrás de um homicida, que vivia como um andarilho viajando entre países e mudando de identidade para escapar das autoridades. Sendo assim, ele se tornou alguém muito instigante para mídia, conseguindo cada vez mais e mais atenção, saindo da internet para os noticiários internacionais. A caçada culmina com Magnotta sendo preso em um cyber café na Rússia, enquanto pesquisava sobre seu próprio status no site da Interpol.

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CONSIDERAÇÕES
A série apresenta lacunas que poderiam ser melhor preenchidas, falta um estudo mais aprofundado sobre o aspecto psicológico do assassino; um claro narcisista psicótico, mitômano e quem mais sabe que outros distúrbios Luka Rocco Magnotta poderia ter. O texto de Lewis reproduzido na boca de Deanna e Green alerta ao público diversas vezes sobre a busca por atenção, sempre espelhado em cenas da cultura pop ou em casos antigos de serial killers. Ele queria ser o centro das atenções e um profissional analisando suas atitudes, esclarecendo alguns aspectos de distúrbios psicológicos tornaria a proposta do documentário talvez mais completa e enriquecedora.

Apesar de contar com os entrevistados mais importantes na história do caso, trazer pessoas comuns como o espectador, inserindo-o na história, o documentário obviamente exagera na dramatização dos envolvidos. Parece que até os policiais da investigação revivem cada detalhe, como se estivessem representando a si mesmos. Infelizmente, para mim, essa representação acaba retirando muito da importância do questionamento principal que o diretor levanta para o espectador. Sabendo que Luka buscava por atenção desesperadamente com seus vídeos assustadores, teriam eles (todos que se mobilizaram nessa caçada; e aqui incluo a nós, espectadores) se tornado cúmplices da morte de Jun Lin? Afinal, saber que estava sendo procurado alimentava o jovem a continuar com suas atitudes doentias, buscando mais e mais atenção e reconhecimento.

Diante da polêmica, a Netflix lançou um vídeo com quase dez minutos, no qual explica o motivo de ter produzido Don’t F**k With Cats. A explicação foi feita pelo próprio diretor Mark Lewis. “É uma história de rato e gato, mas acima de tudo, tem algo muito importante a dizer, sobre a internet, sobre a cultura da internet”, relatou o cineasta. Veja o vídeo abaixo.

“Don’t F**k With Cats: Uma Caçada Online” é um documentário que começa com uma premissa diferenciada, e consegue não ser óbvio, reservando boas doses de surpresa no decorrer de sua história. Mas perde ao não saber explorar o gosto amargo que fica na boca ao confrontar o fato de que nós podemos ser tão culpados quanto o próprio assassino nesse caso.

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NERDCOMET AWARDS 2019

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Como imaginado por muita gente mesmo antes do lançamento, Coringa (Joker) superou as expectativas até mesmo dos mais otimistas. O escolhido para encarnar o perturbado inimigo mortal de Batman, não foi ninguém menos que Joaquim Phoenix, conhecido por sua excentricidade em ser extremo quando topa pegar um papel. Mas desta vez não foram exatamente seus atos como vilão que predominaram na trama, Coringa conta como o mítico personagem se fez, numa combinação de problemas mentais patológicos, com a exposição a atos insanos de crueldade vindos de uma sociedade tão doente quanto ele. Até o momento Coringa já levou o Leão de Ouro, prêmio máximo do  76º Festival Internacional de Cinema de Veneza, mas é certeza que a maior agremiação de cinema do mundo também irá distribuir estatuetas do carequinha para o filme. Tendo um orçamento de até modestos US$ 70.000.000, a produção chegou nos US$ 1.062.994.002, fazendo a Warner chorar de felicidade!

Em segundo lugar na nossa pesquisa ficou Vingadores: Ultimato (Avengers: Engame), e Toy Story 4 na terceira posição. Uma coisa é fácil de afirmar, 2019 teve foi filme bom!

 

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Segundo ano de Perdidos no Espaço (Lost in Space) custou a chegar, mas finalmente deu as caras e chegou atropelando tudo! Até mesmo The Witcher no entendimento da gente! Existiram muitas outras boas séries que mereciam ter um espaço aqui, mas devido a não se enquadrarem exatamente na temática ‘nerd’, preferimos usar isso como argumento para enxugar as dezenas de opções. Mas falando do vencedor da categoria, Perdidos no Espaço voltou, e voltou fazendo bonito. Com um início morno, a série vai ganhando gás e desbanca num climax ainda mais empolgante do que sua primeira parte, deixando mais uma vez em aberto a continuidade. O que quer dizer que provavelmente será um outro enorme ano de espera por mais conteúdo.

Em segundo lugar na nossa pesquisa ficou The Witcher, enquanto a série coreana Retaliação (Vagabond) ficou com o bronze. As duas primeiras imagino que quase todos já conhecem, mas dou a dica, se deem a oportunidade de assistir Retaliação, ela está disponível no Netflix.

 

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The Promised Neverland (Yakusoku no Neverland) é um show da arte de se fazer uma boa história, além é claro, de reunir elementos técnicos muito a frente de sua concorrência esse ano. Geralmente são os animes de ação ou de apelo muito dramático os que mais se destacam, então é curioso se ver surpreendido por uma obra de suspense e terror. Seu clima é de atmosfera pesada e tensão total, sendo valorizados por uma ambientação detalhada das coisas, pelas inovações na forma de enquadrar, no dinamismo dos movimentos, e no seu ritmo constante de qualidade ao longo de 12 episódios.

Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) levou a prata, e a mais nova versão do clássico adaptado diversas vezes, Dororo, ficou com o bronze.

 

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O Relógio do Juízo Final (DC), minissérie ainda em andamento que introduz os personagens de Watchmen no mundo DC. E porque esse é um ano para o Watchmen (30 anos da série original, eu acho). Fora que isso, ainda consegue respeitar o conceito visual original, e a linguagem já desenvolvida por Alan Moore.

Em segundo temos Noite de Trevas – Metal (DC), onde Batman investiga o multiverso e se depara com sete versões malignas dele mesmo lideradas pelo deus das trevas conhecido como Barbatos, que planeja desencadear trevas em toda a Terra. Material bem obscuro e que já inspirou a minissérie o Batman Que Ri. Já o terceiro lugar ficou com O Retorno de Wolverine (Marvel)! O cara voltou dos mortos, ressuscitado por uma vilã com nome de deusa grega, Perséfone. Ele pode energizar suas garras e enquanto estava supostamente morto fez uma verdadeira carnificina a serviço de uma organização chamada Soteria.

 

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Nós do NerdComet procuramos manter um certo distanciamento de assuntos políticos ou de opiniões delicadas, mas muito diferente do que dizem por aí, não existe discurso 100% livre de ideologia. Quando alguém vir com essa retórica, pode ter certeza, ele não quer eliminar ideologias, ele quer impor a dele. E é nesse cenário que retrata nossa realidade no Brasil, e porque não, em algumas outras partes do mundo, que se faz necessário mergulharmos nesse assunto nebuloso. Partindo do princípio de quem almeja brigar contra o revisionismo histórico, a desonestidade intelectual, ou mesmo tirar da inércia aqueles que se colocam ingenuamente como massa de manobra, surge o livro Tudo o que você precisou desaprender para virar um idiota, da dupla do canal do YouTube Meteoro Brasil. Obviamente se você for minimamente antenado, saberá a qual outro livro este que vos digo faz paródia em seu título. O Brasil não é para amadores, e se você sobreviveu a esse 2019, parabéns!

Como compromisso civilizatório, pois você pode não ter notado ainda, mas nossa situação realmente é grave, escolhemos como segundo lugar Escravidão, de Laurentino Gomes, e em terceiro Sobre o Autoritarismo Brasileiro, de Lilia M. Schwarcz.

 

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O sangrento Período Sengoku do Japão serve de cenário para Sekiro: Shadows Die Twice, jogo que traz a essência soulslike de uma forma mais madura que suas inspirações, ao mesmo tempo que mostra mecânicas originais e identidade própria. Desenvolvido pela FromSoftware e distribuído pela Activision, o game chegou em março para o PlayStation 4, Xbox One e PC, e de lá para cá veio arrecadando uma legião de fãs. Sua beleza estética aliada a sua dificuldade empolgante, fez deste uma evolução natural de jogos como o renomado Dark Souls. Sekiro: Shadows Die Twice já recebeu o título de Jogo do Ano no The Game Awards 2019 que ocorreu em Los Angeles, e aqui no NerdComet a escolha não é diferente.

Control é outro jogo maravilhoso que não poderia ficar de fora, e leva o segundo lugar na nossa premiação, enquanto Resident Evil 2 Remake fica com o bronze.

 

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Se tem uma coisa foi comentada sem parar, e ainda estão comentando desde que O Mandaloriano saiu, é o equivocado Bebê Yoda. Qual motivo de ser equivocado? Ele não é o Yoda, ora essa! O próprio CEO da Disney, Bob Iger, diz que pequeno Gremlim tem um nome, ao mesmo tempo que não o revela. Na série, por enquanto, ele é retratado apenas como “A Criança”. Na prática isso não faz a mínima diferença, o que a Waldisney mais quer neste momento ela já está tendo, atenção máxima para seu novo personagem qual vai encher os cofres com vendas de todo tipo de brinquedos. Enquanto isso vamos espalhando memes e mais memes do parente genético do Yoda, e nos estressando. Sim, eu estou me estressando com esse boneco orelhudo. Não aguento mais!

Em segundo lugar temos o frustrante Stadia da Google, que prometeu mudar a forma de se jogar, e no fim das contas mostrou-se uma plataforma bem instável. Vai melhorar? Não sei, mas com o hype que a Google fez, deveriam ter caprichado mais nos testes antes de trazer para o grande público. Por enquanto está sendo tão bom quanto o Google Glass foi. Já em terceiro lugar temos a tão esperada conclusão da franquia Star Wars, que se iniciou a mais de 40 anos atrás. Por mais que Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker não tenha enchido tanto nossos olhos como gostaríamos, ainda assim é um importante marco para o mundo nerd, e um provável novo início de ciclo.

 

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Aparecida Mota, Bianca Ben, Carlos Magno “Coxa”, Cláudio Almeida, Dan Pereira, Daniel Castro, Daniel Santos, Débora Sales, Felipe Pires, Flávio W. S. Lins, Graciela M. Lopes, Gustavo Henry Gabriel, Isaias Sales, João Paulo Oliveira, Julianna Sant’Ana, Júlio Cesar, Kylo Ren, Leandro Araújo, Leandro “Alucard”, Marco Lima, Maria Luíza, Maurício “Vash The Stampede”, Milena Sousa, Moisés Marques, Neto Novais, Rafael Cavalcanti, Regina Rodrigues, Rosangela Rodrigues, Simba, Pablo, Victor Silva, Wanderson, e você, que participou acompanhando nossas postagens durante todo esse primeiro ano de existência.

THE WITCHER – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Não importa em que mundo você esteja, ele sempre será bastante perverso com o diferente ou com o que não compreende. E num lugar assim, como qualquer outro, que Geralt de Rívia vive, um caçador de monstros que vaga solitariamente buscando conhecer a si mesmo para encontrar seu lugar num mundo onde as pessoas podem ser muito mais cruéis que as mais terríveis bestas que enfrenta. Seu destino o leva a conhecer Yennefer de Vengerberg, uma poderosa feiticeira e, Cirilla Fiona Elen Riannon, uma jovem princesa sobrevivente de uma chacina, e detentora de um perigoso segredo. Juntos esse incomum trio precisa aprender a conviver e caminhar por este inóspito continente habitado por todo tipo de perigosas criaturas.

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COMENTÁRIOS
Aguardadíssimo por uma legião de fãs, mais da série de jogos eletrônicos do que dos livros originais de Andrzej Sapkowski, The Witcher chegou arrebentando tudo na Netflix nesse finzinho de 2019. Muito diferente do que alguns jornalistas do ramo vinham alimentando como ideia, a série em nada tem métrica para se comparar a Game of Thrones. Os conceitos são diferentes, a linguagem é outra, e o público alvo não exatamente é compatível. Enquanto a obra de George R. R. Martin aborda de forma pesada os conflitos pelo poder, quase como num House of Cards, The Witcher está mais preocupado (ao menos nesta primeira temporada) em trazer uma aventura fantástica num ambiente onde a politização tem outra natureza. Racismo e atritos entre diferenças sociais são os elementos mais comuns, e nesse canário vamos compreendendo o alinhamento moral de Geralt, herói desta história.

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Um dos principais méritos de The Witcher são suas imponentes tomadas de lutas coreografadas, geralmente em grandes planos sequências, sincronia impecável, velocidade, e muito vigor, mostrando o altíssimo nível de dedicação de Henry Cavill aos treinos para o papel. Todo os conceitos, que até então eram graficamente exclusivo dos jogos The Witcher, foram acolhidos e muito bem explorados pela equipe de design artístico. Trazendo belíssimas e convincentes paisagens digitalizadas e, uma elaboração bastante realista de grandes salões de castelos, calabouços, e vielas detalhadas de reinados de todos os tamanhos e tipos. A produção é muito bonita e confortável, com uma saturação sóbria que contribui bem para a atmosfera de mistério por trás de um universo que se revela aos pouquinhos. Aqui não existem grandes linhas de diálogos para te inserir artificialmente na ‘main story’, você terá de ter paciência e atenção para entender onde o roteiro quer te levar. O universo de The Witcher é vasto e muito rico em detalhes, não devendo em nada aos contos de Tolkien, ou mesmo a George R. R. Martin. Sua linguagem não é das mais simples, e ao mesmo tempo que acelera com vigor em momentos de ação, também traz alguns grandes e inconsistentes intervalos de tempo entre eles. O que no meu ver não é motivo algum para qualquer coisa ser taxada como bom ou ruim, neste caso considero o roteiro sendo o que é, já que ele não almeja ser obrigado a manter um dinamismo artificial.

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Vou ser franco aqui, eu conheço consideravelmente os games da franquia, mas não sou um exato fã. Não me identifico muito com a mecânica de RPG mais voltada para ação hack ‘n slash, fui doutrinado a viver em cativeiro com jRPG’s baseados em turno que as vezes duram centenas de horas, mas reconheço a grandeza que é The Witcher, e o quanto sua fanbase estava ansiosa pela série. E de forma mais do que merecida eu preciso parabenizar a comunidade de adeptos pela qualidade do presente de natal que receberam, e The Witcher é simplesmente fantástico! Não encontrei pontos para dizer o que poderia ser melhor, e imagino que essa será uma produção que ficará marcada como uma excelente adaptação de jogo para a TV. E sim, eu sei que existe o livro, mas é indiscutível que o que fez The Witcher ser o que é hoje, foi o estrondoso sucesso da CD Projekt RED em 2007.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Henry Cavill, Freya Allan, Anya Chalotra, Jodhi May, Björn Hlynur Haraldsson, Adam Levy, MyAnna Buring, Mimi Ndiweni, Therica Wilson-Read e Emma Appleton. Adaptado por Lauren Schmidt Hissrich, que se baseia na saga literária Wiedźmin (2011~2019) de contos e romances de fantasia do polonês Andrzej Sapkowski, a série The Witcher original da Netflix estreou no dia 20 de dezembro de 2019. A superprodução coproduzida nos Estados Unidos, Hungria e Polônia, é dirigida na parceria de Tomasz Bagiński e Alik Sakharov, e tem como produtores executivos Sean Daniel, Jason Brown, Tomasz Bagiński (também diretor), Jarosław Sawko, e a própria roteirista Lauren Schmidt Hissrich. A primeira temporada possui um total de 8 episódios, com cerca de 60 minutos de duração cada.

CONCLUSÃO
Seja você um fã dos jogos, consumidor dos contos originais de Andrzej Sapkowski, ou mesmo os dois, não importa, eu tenho certeza que ficará bastante satisfeito com essa adaptação muito respeitosa de The Witcher. Diferente de Game of Thrones, a pegada aqui é outra, temos um cenário de conflitos e problemas sociais, onde um herói e duas outras personagens ascendem em suas histórias pessoais até o instante onde o destino os unirá. Não, isso não é spoiler, está na própria sinopse oficial, que é até tímida na retratação do plot. Essa aventura dramática de fantasia medieval tem potencial de agradar qualquer tipo de público. Embora seu enredo inicial exija uma atenção dedicada para não se perder, sua fluidez permite uma fácil assimilação. Curte aventura de fantasia medieval e estava procurando o que assistir? The Witcher é obrigatório para você! Classificado como recomendado para maiores de 16 anos, a série está disponível oficialmente no serviço por assinatura Netflix.

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O ESCOLHIDO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
ATENÇÃO:
Irei me basear pelas impressões da primeira temporada, então esta resenha é destinada ao público iniciante na série.

Lúcia, Enzo e Damião são médicos enviados para Águazul, um vilarejo remoto no Pantanal Matogrossense para vacinar os moradores contra uma nova mutação do virus da zika. Chegando no lugar o trio é hostilizado pela população, que rejeita violentamente a presença não só deles, mas de qualquer profissional de saúde. Todos os moradores seguem uma obscura seita, onde alguém, ou alguma coisa, conhecida como Escolhido, dita todas as regras. Decididos em cumprir suas tarefas de vacinar toda aquela pessoas, os três precisarão enfrentar coisas mistérios inimagináveis.

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COMENTÁRIOS
Atraído por um curioso trailer decidi dar uma chance ao O Escolhido (Para exportação: The Chosen One), série tupiniquim com uma abordagem bem diferente do que estamos acostumados nos produtos nacionais. A produção se trata de uma adaptação da série mexicana Niño Santo (2011), criada por Mauricio Katz e Pedro Peirano. Apresentando um drama com altas doses de suspense paranormal, somos obrigados a nos acostumar com seu tenebroso ponto fraco, as fraquíssimas atuações, e passamos a focar no que realmente é interessante, sua trama. Não que este último faça o roteiro ser uma obra prima, mas seu plot inicial é bastante intrigante para nos prender a atenção. Mas retomo um pouco mais a conversa para as atuações, e recobro que ela não é de toda ruim. São muitos os personagens de O Escolhido, e ironicamente são os principais os que se mostram menos íntimos dos holofotes. Em certos momentos até rola um bom entrosamento entre os três, mas não precisam muitas linhas de diálogo para coisa desabar na artificialidade, parecendo ter sido escrito por quem não tem mesmo o tino pra coisa. E para completar a estranheza, os personagens secundários são bem melhor interpretados, com desenvolvimentos interessantes e bastante convincentes.

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A série conta com apenas seis episódios na primeira temporada, e para mim, mesmo sendo algo curto, foi complicado manter o interesse. O que eu falei sobre ignorar as más atuações e se entregar à trama, acaba não se sustentando por muito tempo. Quando você está envolvido o suficiente, surge um anticlímax pesado, fruto de um interpretação catastrófica, que te faz ter vontade de voar no ator para exigir que ele faça seu trabalho direito. Foram apenas quatro as atuações que me convenceram, e que infelizmente não eram o suficiente para sustentar a qualidade. Mariano Mattos Martins como Mateus, Renan Tenca como ‘O Escolhido’, Lourinelson Vladmir como Santiago, e Francisco Gaspar, como o homem simples Silvino, foram os que deram alguma sobrevida para a série. Mas os três principais atores, pelo menos neste trabalho, definitivamente não foram nada felizes. Considero uma pena o resultado final, e fiquei até curioso em assistir Niño Santo (2011), já que o plot original me pareceu bem bacana.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Paloma Bernardi, Pedro Caetano, Gutto Szuster, Renan Tenca, Mariano Mattos Martins, Alli Willow, Tuna Dwek, Francisco Gaspar, Lourinelson Vladmir, Kiko Vianello, Bruna Anauate, Alexandre Paro, Cintia Rosa, Paulo Azevedo, Laerte Késsimos, Paulo Marcello, Fafá Rennó, Tsupto Xavante, Tião D’Ávila, Maria do Carmo Soares, Fernando Teixeira, Adriano Paixão, Cesar Pezzuoli, Ana Nero, Cesar Pezzuoli, João Carlos Andreazza, Laura Chevi, MC Choice, Brian Castro, Astrea Lucena e Aury Porto compõem o elenco. Adaptado da série mexicana Niño Santo (2011) por Raphael Draccon e Carolina Munhóz para o mercado nacional, a série O Escolhido de 2019 é dirigida por Michel Tikhomiroff, e é produzida pelo estúdio Mixer Films sob a produção executiva dos próprios roteiristas Raphael Draccon e Carolina Munhóz, em parceria com Lanna Marcondes. A produção original distribuída pela Netflix, hoje conta com duas temporadas de seis episódios cada.

CONCLUSÃO
Com um roteiro bastante interessante, O Escolhido é capaz de prender nossa atenção ao menos nos seus dois primeiros episódios, mas creio que dificilmente alguém não vá torcer o nariz e começar a se sentir ainda mais incomodado pelas atuações pouco convincentes. Alguns atores estão muito bem, enfatizando o próprio ‘Escolhido’, que cria um personagem de psicológico complexo que nos gera uma confusão agradável sobre qual é seu real alinhamento moral, no entanto o trio principal parece completamente perdido, fazendo a série descer ladeira a baixo em qualidade. Agora estou curiosos para assistir Niño Santo (2011), já que a O Escolhido ofereceu uma bala doce por fora, mas bem amarga por dentro. A série é recomenda para maiores de 16 anos, e está disponível com suas duas atuais temporadas no serviço por assinatura Netflix.

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NINGUÉM TÁ OLHANDO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
As pessoas não estão tão abandonadas assim, escondido num plano invisível existe o Sistema Angelus de Proteção aos Humanos, uma grande rede que se espalha pelo mundo inteiro. No 5511º Distrito um novo membro chegava, era Ulisses, um angelus muito questionador, e que diferente de todos os outros, contestava pontualmente cada uma das regras. Após receber a Ordem do Dia enviada pelo Chefe, um angelus deve se dirigir ao seu protegido para acompanhá-lo por todo expediente, enquanto o livra dos perigos sem ser notado. Ao fim do período trabalhado, o angelus deve fazer seu relatório e entregar ao supervisor para que o mesmo seja arquivado. Ulisses entendia o processo mas não conseguia controlar seus impulsos, decidia por si só ajudar os humanos que sentia realmente estar precisando de socorro. Sempre bem intencionado, mas ainda assim quebrando sequências de tradições milenares, Ulisses começava a alterar muito mais a ordem das coisas do que imaginava ser capaz.

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COMENTÁRIOS
Simplesmente por ser uma produção brasileira, muita gente já fica pé atrás. “Ah, vai ser mais uma produçãozinha com cara de novela das nove.” Aí que você se engana, Ninguém Tá Olhando (Para exportação: Nobody’s Looking) possui uma estética, tanto visual quanto de linguagem, muito peculiar. Com um humor ácido e bastante inteligente, arranca gargalhadas até mesmo em situações dramáticas apenas por seus cenários criados absurdos. Ulisses que é interpretado por Victor Lamoglia, é engraçadíssimo nos seus atos atrapalhados e nas expressões quando descobre mais uma vez ter feito besteira. E admito ter me surpreendido muito, quando noto Kéfera Buchmann fazendo um excelente trabalho como atriz. De verdade, eu não consumo o trabalho dela, e o pouco o que eu imaginava era sim baseado apenas em preconceitos dos estereótipos formados pela youtuber teen. Quebrei a cara, e gostei bastante disso.

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Esquetes, stand-up comedy, sitcom, enfim, nada muito focado assim na comédia prende muito minha atenção. Pelo menos não por muito tempo.  Mas assistindo ao trailer de Ninguém Tá Olhando na própria Netflix, senti que aquela ideia tinha um potencial muito bom. Marquei o interesse de assistir quando a série estivesse liberada, e percebendo que eram apenas oito episódios de poucos minutos, decidi conferir. E foi uma experiência sensacional! Excelentes atuações num roteiro muito bem elaborado, e uma produção bem bacana. Com direito a computação gráfica de qualidade e tudo mais! Te dou uma dica, caso ainda esteja de nariz torcido, abandone o preconceito e dê oportunidades a coisas diferentes do que está acostumado a consumir. O único risco é o de você gostar bastante e precisar ocultar de seus amigos trevosinhos que curtiu uma parada brasileira onde estrelam aquela celebridades que todo mundo curte zoar. E o pior, na maioria das vezes pelo mesmo motivo, imaturidade e preconceito besta. Deixei o trailer aí para que dê uma conferida, e gostaria de saber sua opinião nos comentários. Fechado?

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Victor Lamoglia, Kéfera Buchmann, Júlia Rabello, Projota, Danilo de Moura, Augusto Madeira, Leandro Ramos e Telma Souza compõem o elenco. Criada pro Daniel Rezende, Carolina Markowicz, Teodoro Poppovic, Ninguém Tá Olhando é uma série do gênero sitcom lançada exclusivamente para o serviço por assinatura Netflix no fim de 2019. A direção ficou a cargo de Daniel Rezende, diretor também de Turma da Mônica: Laços (2019), conhecido por sua participação em grandes sucessos brasileiros como Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007), e até mesmo o estadunidense Robocop (2014) atuando como editor de José Padilha.

CONCLUSÃO
Juntando a galera do Porta dos Fundos, Parafernalha, Julinho da Van, outros bons comediantes, e até mesmo o compositor Projota, Ninguém Tá Vendo foi uma aposta acertadíssima de seus idealizadores! Seu humor é inteligente, original e absolutamente nada pedante. Os diálogos fluem com naturalidade e as situações mais absurdas possíveis arrancariam risadas até mesmo do Chef Érick Jacquin. Pode perguntar pra ele. O sitcom está disponível na Netflix tendo apenas oito episódios de uns vinte minutos cada, e certamente terá uma segunda temporada, já que a história ficou em aberto. Sua classificação etária é de 16 anos, então tire as crianças da sala porque rolam alguns palavrões e pagações de peitinho. Estava sem nada para assistir, então cai dentro desta série que é garantia de sucesso no fim de semana.

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STAR TREK: DISCOVERY – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE / PRIMEIRA TEMPORADA
Um século de paz se passava entre a Federação e o Império Klingon, quando durante a investigação em um satélite danificado na borda do espaço amigo, a tripulação da USS Shenzhou encontra um objeto oculto de seus sensores. A primeira oficial Michael Burnham se candidata a investigar mais de perto, descobrindo aquela ser uma antiga nave. Surpreendida e atacada por um klingon, acidentalmente acaba o matando enquanto tentava escapar, o que levou uma facção de klingons ao lamento pela morte do soldado. “Torchbearer” era seu apelido, e antes que o rejeitado Voq se voluntariasse a assumir o seu posto, liderados por T’Kuvma, os klingons se revelavam em uma nave invisível. T’Kuvma então fomenta a ira dos seus pela suposta tentativa da Federação em querer usurpar a individualidade dos klingons e de sua cultura, planejando assim cumprir uma antiga profecia de reunir as 24 grandes casas klingons assim como Kahless fizera no passado. Voq então ativa um farol que convoca os klingons, e Burnham desesperada tentando impedir uma guerra, contraria as ordens da Capitão Georgiou, tenta impedir.

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COMENTÁRIOS
Enquanto alguns evocam Star Wars como uma aventura de ficção científica, os amantes de Star Trek se contorcem de ódio com tal sugestão errônea. Temos de convir, se formos prestar um pouquinho só de atenção, iremos perceber que Star Wars é uma fantasia medieval ambientada no espaço, com história de cavaleiros com espadas, ‘montarias’ e tudo mais, exatamente como os clássicos europeus. Isso nunca fora um assunto obscuro, e sempre fora encarado exatamente assim pelo próprio autor. Por outro lado Star Trek procura ser o mais científico possível, fazendo uso de conceitos críveis, e que nada mais seriam do que uma projeção de evolução. Seus enredos são ficções? Óbvio, mas procurando manter sempre a coerência de se manter como científico em suas concepções de futuro. Então após fazer uma rasa distinção do que seria a franquia para os passageiros de primeira viagem, tentaremos nos focar especificamente em Star Trek: Discovery, a produção originalmente lançada para o serviço CBS All Access em 2017.

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É importante perguntar inicialmente, quais destes três é você? Um: Literalmente um passageiro de primeira viagem e que não faz ideia do que é Star Trek? Dois: Já consumidor de Star Trek, mas aberto a novas reformulações em prol da boa aceitação do público geração a frente da sua? Três: Um fã purista e exigente que não aceitar que toda a essência e filosofia original seja maculada? Bem, pergunto isso porque é a base para saber com que olhos irá encarar esta sétima série da franquia. A primeira temporada de  Star Trek: Discovery se passa no ano 2256 do nosso calendário terrestre, dez anos antes da expedição que origina a série sob o comando de James Tiberius “Jim” Kirk, o Capitão Kirk, líder da USS Enterprise. As iniciais incoerências e inconsistências começam a ser notadas quando colocamos as duas séries lado a lado. Star Trek: Discovery apresenta um nível conceitual de tecnologia absurdamente superior ao que se viria anos depois na série original, o que faz com que os fãs mais puristas e detalhistas se contorçam de agonia. Falha simples que poderia ser contornada com o posicionamento do episódio em outro momento mais a frente na linha cronológica.  A filosofia também fora arranhada, já que diretrizes da Frota Estelar prezam pela não interferência em sociedades ou formas de vida alienígenas, e em Star Trek: Discovery isso não é plenamente respeitado. Então se você é um fã muito radical, eu até acredito que talvez você complete a série, mas com certeza terá de arrumar um peruca ao término.

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Quando consideramos o público cru neste universo, lógico, o que curta ficção científica, não há dúvida alguma de que ficará muito satisfeito. O ponto de partida é recheado de sequências de ação, batalhas espaciais e, a montagem de um cenário atraente até mesmo para quem não é público alvo de Star Trek. Mas não demora muito, e após os três primeiros episódios, Discovery toma rumo à natureza do que realmente é a franquia. A curiosidade de desbravar novos mundos, os conflitos morais entre os personagens, e um capitão destemido estimulando sua tripulação para resolver os problemas mais complexos, tudo que Gene Roddenberry, criador de Star Trek, idealizou para sua obra. Como considerado antes, creio que um ‘trekker’ muito purista vá se incomodar com quase tudo, visto que esta é uma total reformulação da série, quase um reboot. Agora, se você for um fã flexível, que consome o que a maré trouxer, relaxa porque todas as pequenas falhas são aceitáveis e não vão manchar a honra da sua série preferida.

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A produção de Star Trek: Discovery é fabulosa, trazendo um elenco de primeira linha, recursos técnicos tão bons quanto de superproduções do cinema e, uma edição sonora fantástica! Como de esperado, era preciso superar velhos paradigmas, fazendo desta que nunca foi uma série lá muito interessada em se fazer visualmente vistosa, parecer mais agradável aos olhos do público mais moderno. E afirmo, o tiro foi acertado! Trouxe uma roupagem cheia de luxo numa película de alto contraste muito bonita. Suas cenas em computação gráfica são de excelente bom gosto, e em momento algum eu me senti incomodado com falhas de efeitos da pós produção. O roteiro é o típico de série, e essa é uma do tipo contínua, no entanto ainda assim consegue se fracionar com uma boa lógica. Uma outra coisa que também me chamou a atenção foram as cenas de ação, já que Star Trek é famosa por ser uma tristeza nesse quesito. E voe ‘voilà’, que beleza! Coreografia muito bem feitas e, que aproveitam muito bem ângulos e recursos do cenário.

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Uma coisa é certa, os temos são outros e as coisas precisam inovar. Hoje já temos a muito bem sucedida trilogia de J. J. Abrams que já está indo para um quarto filme, e faz bem para a saúde da franquia que a série não se sinta intimidada pelo seu novo carro-chefe. Star Trek: Discovery traz uma boa revigorada ao universo criado por Roddenberry, e junto de Perdidos no Espaço (2018), outra série de ficção científica das antigas que recebera uma nova vestimenta. Se você  ainda nunca assistiu nada de Star Trek, considere-se um privilegiado, pois terá com esse um ótimo ponto de partida. E fique tranquilo se acha que ficará perdido dentro desta franquia gigantesca, tudo em Discovery é explicado, e aos poucos você vai se inserindo. E quem sabe tome gosto para conhecer as produções que antecederam esta. Então aperte o cinto, entraremos em dobra espacial!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Sonequa Martin-Green, Doug Jones, Shazad Latif, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Jason Isaacs, Wilson Cruz, Anson Mount, Michelle Yeoh, Mary Chieffo, James Frain, Jayne Brook, Kenneth Mitchell, Rainn Wilson, Tig Notaro, Ethan Peck, Rachael Ancheril e David Ajala compõem o elenco. Produzida pela CBS Television Studios associada com a Secret Hideout, Roddenberry Entertainment e Living Dead Guy Productions, Star Trek: Discovery tem Gretchen J. Berg e Aaron Harberts como diretores gerais, e Akiva Goldsman como provedor de produção. A série de ficção científica com milhões de fãs pelo mundo veio com um altíssimo nível, sendo premiada em 2018 como a Melhor Série de Televisão pelo Saturn Awards, e que também agraciou Sonequa Martin-Green como Melhor Atriz. Jason Isaacs também foi lembrado pelo Empire Awards, no qual recebeu como Melhor Ator de TV. Star Trek: Discovery até o fim de 2019 possui duas temporadas, 15 episódios na primeira, e 14 na segunda, sendo distribuído no Brasil com o selo Netflix.

CONCLUSÃO
Star Trek: Discovery chega trazendo novos ares para uma franquia repleta de fãs ao redor do mundo. E faz isso modificando alguns poucos conceitos, que a meu ver não deveriam servir para desqualificá-lo dentro do seu universo. Claro, isso é opinião minha. Sua produção é cinco estrelas, trazendo excelentes atuações, roteiro redondinho, efeitos especiais com qualidade de cinema, e uma trilha sonora muito inspirada. Se você tinha dúvidas do que assistir, considere esta uma das primeiras opções na sua lista. Classificada como recomendada para maiores de 14 anos, Star Trek: Discovery está disponível no serviço por assinatura Netflix. Vida longa e próspera!

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HEY GHOST, LET’S FIGHT – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Park Bong-pal tem um dom não muito comum, ele é capaz de ver e tocar fantasmas, e junto desta habilidade mostra a visão de um empreendedor. Park decide trabalhar como exorcista e juntar um bilhão de wons, algo equivalente a quase um milhão de dólares. A empreitada já estava caminhando e os negócios iam bem, até que mais uma cliente entra em contato tarde da noite para pedir os seus serviços. O chamado era para uma escola que havia sido interditada por três dias devido a fenômenos estranhos, então seduzido por um pagamento dez vez maior que o preço normal, sai de casa às pressas para prestar o trabalho. Park literalmente invade a escola, e chegando lá encontra a fantasma de uma estudante. O rapaz literalmente toma uma surra, e abandona frustrado o prédio. Na noite seguinte, ainda irritado, retorna ao colégio buscando a sua revanche, e lá de novo estava ela, com ar irônico esperando seu desafiante. Park não espera, já parte para cima sabendo o quão lucrativo aquele fantasma lhe seria não havia tempo a perder. A briga é ferrenha, com direito a puxões de cabelo e golpes baixos. Em certo momento os dois rolam atracados por uma escada a baixo, e acidentalmente acabam se beijando! Vendo o que acabara de fazer, Park se levanta envergonhado e diz que essa não era sua intenção. A fantasma ainda caída tem flashbacks, ela não era uma aberração do tipo má, e aquele beijo a fez recobrar uma memória nova. Em meio a situação o verdadeiro fantasma surge, aquele perigoso e que causava problema. Park junto da menina fantasma consegue derrotar, e agora era a hora do pagamento! E afinal, quem havia feito o chamado? Desconcertada a fantasma não consegue esconder a culpa, e Park exige seu dinheiro. Convenhamos, na situação dela ser o que era, não iria pagar. Frustrado ele desiste e vai embora. Dia seguinte, e advinha, a fantasma estava como uma sombra por onde ele fosse, e o motivo, ela queria outro beijo para descobrir se aquilo a faria lembrar de mais coisas. Seu nome era Kim Hyun-ji, e a partir daquele momento, ela não sairia mais do pé do rapaz!

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COMENTÁRIOS
Comédia romântica é um dos gêneros mais férteis entre as séries sul-coreanas. São como as novelas brasileiras, inevitáveis e líderes de audiência. E Hey Ghost, Let’s Fight (싸우자 귀신아), K-drama de 2016, traz um plano de fundo de terror para contar uma história de amor recheada de muito bom humor. Divertidíssima e cheia de sacadas inteligente, é uma série com romance o suficiente para atrair mais o público feminino do que o masculino. E eu falei ‘atrair’, porque se eu tivesse optado pela palavra ‘aderir’, pode acreditar, que fosse mulher, homem, papagaio ou tamanduá, seria certo de que iria gostar. Provavelmente quem irá ler esta resenha já é um público conhecedor deste tipo de produção, o que transforma eu explicar isso em chuva no molhado. Mas vai que esse não é o caso, como eu te convenço a dar aquela conferida? Fazer pessoas que não conhecem o nível de qualidade das série sul-coreanas já é algo difícil, agora imagina quando ela também é um romance em essência. A única coisa que eu posso te pedir é para superar o preconceito, e dizer que a melhor prova de algo é experimentarmos. Por incrível que pareça tem muita coisa boa no além do cinema ocidental, e são dois que eu pago pau mesmo! Cinema indiano e sul-coreano, e as séries deste último. E se amanhã pintar alguém me sugerindo para assistir uma produção, sei lá… de São Tomé e Príncipe, pode acreditar que eu vou conferir!

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Comecei a assistir esta série assim que ela apareceu na Netflix, e meu impulso inicial era de sua chamada parecer bastante com a de uma outra também do Studio Dragon, Black (2017). Bem, era só impressão mesmo, na prática a pegada é outra. Enquanto em Black o assunto é mais pesado e sério, em Hey Ghost, Let’s Fight, quase o tempo todo o  clima é de diversão. Mas claro, por trás de fantasmas sempre existem mortes e discussões um pouco mais pesadas, e elas estão lá. No entanto o andamento não se cerca disso, e busca sempre quebrar o gelo com alívios cômicos. E em se tratando de fazer rir, estou seguro em dizer que praticamente funciona sempre! As tiradas de sarro não são desperdiçadas e ocorrem num timing perfeito. Há uma situação onde uma dupla bem enrolada quer encontrar a ficha escolar de Park , o personagem principal, e um deles vira por outro solicitando que faça a busca enquanto elogia sua habilidade com computadores. Antes de terminar o elogio, coisa que levou menos de dois segundos, e talvez 1/3 de um clique no teclado, estava lá na tela o relatório requisitado! Só contando talvez eu não consiga expressar a verdadeira intenção, mas te garanto, reze para não estar comendo nada.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Ok Taec-yeon, Kim So-hyun, Kwon Yul, Kim Sang-ho, Kim Min-sang, Son Eun-seo, Lee Do-yeon, Kang Ki-young, Lee David e Baek Seo-yi compõem o elenco. Hey Ghost, Let’s Fight é uma série sul-coreana de terror, romance e comédia lançada em 2016, e que foi dirigida por Park Joon-hwa e Myung Hyun-woo. Se baseando num webtoon homônimo, tem seu roteiro adaptado por Lee Dae-il. Essa é uma das primeiras obras do Studio Dragon, tendo como produtores executivos Choi Kyung-sook, Park Ji-young e Song Byung-joon, e é produzida por Yoon Hyun-gi e Lee Se-hee utilizando a estrutura da Creative Leaders Group 8 e da The Unicorn. Hey Ghost, Let’s Fight foi distribuído na Coreia do Sul através da tvN, e é internacionalizada pelo serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Hey Ghost, Let’s Fight é uma série sul-coreana bastante divertida, que tem como plano central o romance entre uma fantasma e um cara que tem o dom de enxergar e poder tocar espíritos. Inicialmente essa relação nunca deveria ter começado, afinal, o rapaz trabalhava como exorcista de fantasmas, só que alguns acontecimentos levaram a um precisar do outro. O que eu posso te resumir sobre esta série, é que ela é sim boa, mas óbvio, se você for adepto de um drama romântico com altas doses de comédia. Na prática vale a máxima de sempre, assista pelo menos o primeiro episódio, se não curtir, abandone. Hey Ghost, Let’s Fight não é recomendada para menores de 14 anos, e está disponível pelo serviço de assinatura Netflix. Confere lá, acredito que você vá gostar!

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NÓS SOMOS A ONDA – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Tristan é o novo garoto a ingressar numa escola, e logo de cara atrai a curiosidade de outros alunos, afinal, sua forma de falar e agir era bem diferente das pessoas daquele ambiente. Convenções sociais era algo que ele não dava a mínima, em contrapartida não aceitava ver pessoas sofrendo bullying e não tomar partido. E de que forma você acha que ele fazia isso? Acredite, das formas mais inusitadas possíveis! Tristan não tarda em cativar amigos na classe, e eles não são muitos.. na realidade apenas quatro. Lea, uma patricinha que tem um insight realmente libertador, e mais outros três desajustados com problemas sociais distintos, Zazie, Hagen e Rahim, este último um rapaz árabe. O grupo nada ortodoxo de adolescente mostra um sentimento em comum, a raiva pelos rumos que a sociedade vem tomando. O descaso com o meio ambiente, as políticas sociais injustas, e a até mesmo os movimentos neonazistas da vizinhança pesavam na consciência deles. Mas e aí, até com quanto de força se pode bater no establishment?

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COMENTÁRIOS
Nós Somos a Onda (Alemão: Wir sind die Welle / Inglês: We are the Wave) é uma série de televisão alemã que acompanha o drama de um grupo de adolescentes, jovens de origens e classes sociais diferentes que compartilham um mesmo ideal, o de um futuro melhor. Em essência essa é sua premissa, e para darmos continuidade é necessário termos em mente que essa produção tem seu exato público alvo. Harry Potter por exemplo é para o público infantojuvenil, no entanto qualquer adulto é capaz de assistir sem entrar no mérito da maturidade de seu conteúdo. E esse é um conflito no qual entramos e somos expelidos algumas vezes nesta série alemã supostamente adolescente. Inicialmente eu tive uma sensação quase frustrante de estar assistindo algo completamente destinado ao público teen, porém os personagens se desenvolvem e expõem um background maduro o suficiente para interromper esse entendimento. Só que isso é um processo lento, precisando pelo menos alcançar a metade dos seus seis episódios para ser descoberto. O que me leva a impressão que muita gente vai abandonar o barco antes de chegar ao destino.

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Aí eu sou obrigado a voltar na afirmação de que esta série tem seu público alvo. E qual seria ele então? Obrigatoriamente sua audiência precisa ser paciente, ter apreço por um ativismo visualmente anárquico (que se desenvolve à frente (e isso não é spoiler)) e, obviamente não se incomodar com o combate ao conservadorismo (que aqui evolui para um literal fascismo (e isso também não é spoiler)). Quem se enquadra nisso? Bem, eu acho que qualquer pessoa verdadeiramente desconstruída. E já que joguei a semente, então eu explico. Ser alguém desconstruído é você ser tão seguro de si, num ponto onde não se incomoda mais com as diferenças dos outros, e nem mesmo em se expor à julgamentos. Não é o caso de não se importar com nada ou com os outros, mas se importar com o que realmente faz sentido. De que melhor maneira, você, um homem, provoca um outro homem, tão inseguro de si, que maltrata pessoas por sua cor, por seu gênero ou sua etnia, do que lhe dando um beijo na boca? Lhe dando um soco? Não, uma pessoa desconstruída usa a criatividade e tem a ousadia de fazê-lo sem medo de ser julgado. Afinal, para um homem desconstruído o ato de beijar um outro homem não o torna menos viril, mas para um oponente inseguro, este é o maior nocaute que se pode dar. E é exatamente com esse ato que o personagem principal de Nós Somos a Onda mostra o que a série reserva.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Ludwig Simon, Luise Befort, Michelle Barthel, Daniel Friedl, Mohamed Issa, Milena Tscharntke, Leon Seidel, Bela Lenz, Robert Schupp, Stephan Grossmann, Kristin Hunold, Sarah Mahita, Luis Pintsch, Bianca Hein, Christian Erdmann, Jascha Baum, Nicole Johannhanwahr, Stefan Lampadius, Livia Matthes, Daniel Faust e Leander Paul Gerdes compõem o elenco. Dirigida por Anca Miruna Lăzărescu e Mark Monheim, Nós Somos a Onda de 2019, é uma série dramática que se baseia na novela The Wave de Morton Rhue. A adaptação é compartilhada entre os roteirista Jan Berger, Ipek Zübert, Kai Hafemeister, Thorsten Wettcke e Christine Heinlein. Produzida por Christian Becker e Dennis Gansel, a série fez uso dos estúdios da Rat Pack Filmproduktion e da Sony Pictures Film und Fernseh Produktion. A série chegou ao Brasil sob o selo Netflix.

CONCLUSÃO
Brigar contra o sistema na intenção de fazer do futuro um lugar melhor. E qual melhor época para se fazer isso do que a adolescência? Período onde construímos nossos conceitos morais e temos disposição para seguir os ideais mais ambiciosos. Em Nós Somos a Onda temos um grupo que se encaixa exatamente nisso, e liderados por um rapaz extremamente inteligente e bem intencionado, se veem no clássico dilema de nem sempre saberem ao certo se os fins justificam os meios. Bem, se quer saber que rumos essa história toma, dê aquela conferida. A série é bem curta, contendo apenas seis episódios de uns cinquenta minutos cada. Recomendada para maiores de dezesseis anos, a série tem o selo Netflix e já pode ser encontrada em seu catálogo.

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O DATE PERFEITO – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
A maior ambição na vida de Brooks é ter sucesso no seu ingresso em Yale, uma das melhores universidade dos Estados Unidos. E após a brincadeira de um amigo, o jovem bem educado e despojado, decide criar um aplicativo de namoro de aluguel para faturar uma grana, assim podendo financiar seus estudos. O serviço é personalizado, isso quer dizer que Brooks assume a personalidade que a cliente quiser. Então se alguém precisar causar ciúmes no ex-namorado, ele estará lá. A necessidade é de um entusiasta que lhe acompanhe numa elitizada mostra de arte? É só escrever no pedido, e pronto! Inteligente, espirituoso e bonitão, logo progride em seu empreendimento, porém viver essa vida sem uma identidade própria, lhe faz perceber quais são realmente importantes as coisas na vida.

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COMENTÁRIOS
Eu adoro distopias de ficção científica, suspenses com tramas complexas, dramas de guerra, thrillers com bastante ação, épicos sanguinolentos, e veja você, também curto filmes de comédia romântica que as vezes inicia de forma diferente, mas sempre acaba da mesmíssima forma clichê. Daqueles que logo de cara você já sabe com quem fulano irá terminar junto. Deixe-me explicar, afinal, já que estou me expondo revelando algo que a maioria dos machos alfas levariam para o túmulo, deem-me ao menos a oportunidade de justificar. Eu odeio do fundo do meu âmago (não sei nem onde fica isso) dramas românticos melosos, romances formais almofadinhas (esses estão em extinção, oh glória), e aquelas comédias infantiloides de paixonite adolescente. Tem coisas que realmente não dá! No entanto, não compreendo a razão,  mas acho divertido as histórias de situações onde alguém com algum complexo existencial precisa se superar. Vide uma comédia na qual um maluco é obcecado para entrar em uma universidade, não tem grana pra isso, usa seu poder de seduzência para tal, acaba se enrolando com quem menos imaginaria, e nós, do lado de fora da tela, tínhamos absoluta certeza de quem seria. E vamos ser sinceros, nenhum destes filmes tenciona ocultar isso, é uma convenção que faz parte, até sendo obrigatória para o gênero. Ótimo, consegui explicar a base. Só que isso por si só não basta, ele ainda assim precisa ser um filme inteligente. Como assistindo qualquer outro gênero, eu não quero ser tratado como idiota pelo roteiro. Prezo muito pela qualidade dos diálogos e na coerência dos mesmos. Comédia no meu gosto se trata de um besteirol assumido como Monty Python, ou um humor inteligente com piadas honestas. E O Date Perfeito (The Perfect Date), filme que eu não dava absolutamente nada, e só decidi conferir porque descobri ser um dos mais vistos na Netflix, é exatamente isso!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Noah Centineo, Laura Marano, Odiseas Georgiadis, Camila Mendes, Matt Walsh, Joe Chrest, Carrie Lazar, Alex Biglane, Blaine Kern III, Zak Steiner, Ty Parker e Wayne Péré compõem o elenco. Dirigido por Chris Nelson, a comédia romântica adolescente de 2019, é baseada na obra The Stand-In de Steve Bloom, que teve adaptação feita pelo próprio Bloom em parceria com Randall Green. A produção norte-americana é de Matt Kaplan e John Tomko, sob os selos dos estúdios Ace Entertainment e AwesomenessFilms. O Date Perfeito é um produto original Netflix, e já está disponível em seu catálogo.

CONCLUSÃO
Se estruturando bastante nas comédias românticas da década de oitenta, O Date Perfeito é uma comédia inteligente e divertida. Não espere um romance adolescente bobo como seu título insinua ser, aqui teremos piadas ácidas, e tiradas bastante inesperadas. A fórmula é aquela clássica, tem mais de trinta e lembra de Namorada de Aluguel (1987) que repetiu centenas de vezes na Sessão da Tarde? Ou seja, na prática é sim um filme romântico, mas daqueles que a gente assiste escondido dos amigos para não admitir que gostou. E olha que quem está falando é um homem hétero que tem John Rambo como inspiração! Quem me conhece sabe o quanto não aceito brincadeiras quanto minha sexualidade, afinal, tenho algumas cuecas vermelhas e rosas sim, e daí?! Enfim, deixe o preconceito bobo de lado, convide seus amigos de infância do colégio, e assistam juntos essa bela história de amor de um rapaz por uma rapariga. E claro, deixe lenços disponíveis para que limpem o suor de suas vistas. Com classificação etária de 12 anos, O Date Perfeito está disponível no serviço por assinatura Netflix.

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CONTATO VISCERAL – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Will cobria um dos turnos num bar de cidade pequena onde as mesmas figuras carimbadas de sempre se reuniam, porém certa noite um público diferente do cotidiano apareceu. Eram quatro adolescentes que o barman decidiu fazer vista grossa, afinal, pareciam decentes e só queriam tomar umas cervejas. E em meio aos flertes velados de Will à Alicia, que estava acompanhada do novo namorado, uma briga violenta se iniciou entre quem jogava sinuca. Eric, um brutamontes encrenqueiro já conhecido, contra um tal de Marvin, um gigante marombado. A quebradeira foi feia, e um dos garotos que estava lá começou a gravar com o celular, quando Eric foi ferido gravemente no rosto por uma garrafa quebrada. As pessoas conseguiram separar os dois antes que algo pior acontecesse, e com a chamada da polícia, todos fugiram com medo de se meter em mais encrenca. Will olhando o estrago em seu bar nota que o telefone de um dos garotos caiu durante a confusão, e disposto a entregar, coloca no bolso. Chegado em casa, procura uma maneira de desbloquear a tela do aparelho, e tem a ideia de tentar ver o desenho que a marcas de dedo teriam feito. Will responde a mensagem de alguém para aquele celular, se identifica como sendo o barman e que no dia seguinte deveriam ir no bar buscar o objeto perdido. Mas a conversa não para por aí, mensagens e fotos cada vez mais estranhas começam a chegar, desencadeando uma série de situações bizarras.

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COMENTÁRIOS
Não sei como iniciar uma crítica sobre esse filme omitindo tê-lo detestado! Primeiramente ele se vende como um terror, e assim como em Midsommar (2019), outro filme do gênero do mesmo diretor, usa como base o relacionamento conturbado de um casal. Mas diferente do qual eu citei, Contato Visceral (Wounds), não tem nada de assustador ou mesmo aquela estranheza que causa desconforto. O filme com ar de drama em boa parte do seu tempo, acompanha os passos de um homem que vai se revelando cada vez mais problemático, mostrando sua infidelidade, seus vícios, e porque não colocar assim, sua chatura. Will tenta ser engraçado mas não é, e nem essa tentativa de ser, tem alguma graça. Sua esposa não é muito diferente, sempre desconfiada e certamente insatisfeita com o marido, Carrie é colocada em segundo plano na trama. Serve exclusivamente como âncora para embasar o entendimento de Will ser um completo mau-caráter, e é cansativa a artificialidade da comunicação entre os dois. Logo no início do filme, numa situação onde o casal discute sobre a procedência daquele celular, ele simplesmente trava como se admitisse culpa por algo que não fez. E essa incoerência é o que mais incomoda na trama. Quanto ao terror, ele tenta ser algo mais metafórico. E não me levem à mal, essa conversa típica de que se você não entendeu o simbolismo da obra é porque não entrou no clima, ou não teve intelecto para tanto definitivamente não funciona para mim. Basicamente eu vi um filme lento, enfadonho, que o vilão não passava de baratas que se multiplicavam, e o herói deveria ser um dedetizador! Quanto ao seu final, nossa, prefiro nem fazer comentários. Enfim, ainda vale a regra de ouro, você não precisa concordar comigo e nem deve, assista você mesmo e tire suas conclusões.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Armie Hammer, Dakota Johnson, Zazie Beetz, Karl Glusman, Brad William Henke, Jim Klock, Luke Hawx, Kerry Cahill, Terrence Rosemore e Ben Sanders compõem o elenco. Escrito e dirigido por Babak Anvari, Contato Visceral é um filme de terror lançado em 2019 produzido por Christopher Kopp e Lucan Toh. A obra se baseia no livro The Visible Filth de Nathan Ballingrud. A estrutura de produção é da Annapurna Pictures e da AZA Films, e sua distribuição ficou a cargo do Hulu para os Estados Unidos, e da Netflix para o restante do mundo.

CONCLUSÃO
A percepção que eu tenho, é que chega num determinado ponto em que certos diretores ficam tão confortáveis e seguros das próprias capacidades, que perdem a régua do que pode funcionar. Contato Visceral tem um início enfadonho, com linhas de diálogo tediosas, e que quando culmina no seu elemento central, que deveria ser o terror, já se perdeu totalmente. Fica parecendo que estou pegando no pé, mas não consegui encontrar um elemento ao menos qual pudesse dizer: não, isso aí é legal! Enfim, esse é mais uma péssima produção que a Netflix teve a infelicidade de colocar seu selo de distribuidora. Mas o lance é aquele de sempre, a melhor forma de sabermos se algo é ruim, é conferirmos nós mesmos. Contato Visceral tem classificação etária de 16 anos, e está disponível no serviço por assinatura Netflix.

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RETALIAÇÃO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Cha Dal-gun é um entusiasta das artes marciais que ganha a vida trabalhando como dublê de produções de ação, e após a morte de seu irmão, acabou ficando com a guarda do sobrinho. Devido à uma festividade no Marrocos, o menino é convidado junto com seu grupo de taekwondo, a representar a Coreia do Sul no evento, porém o avião onde ele estava cai, matando mais de duzentas pessoas. Desnorteado e junto dos outros familiares dos mortos, Cha Da-gun viaja para Marrocos na intenção de fazer uma última homenagem ao amado sobrinho, mas acaba deparando com segredos que nunca deveria descobrir.

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COMENTÁRIOS
Para quem gosta de ação com perseguições frenéticas, explosões, conspirações, espionagem, e muitas reviravoltas, Retaliação (Vagabond) é o que há de melhor no momento quando o formato é série! Não há como não notar sua inspiração em franquias como Missão Impossível, filmes policiais orientais dos anos oitenta, e até mesmo a série Bourne. A superprodução sul-coreana consegue unir tudo isso, superar os óbvios clichês, e ainda assim construir uma identidade própria cheia de personalidade. O mais interessante em Retaliação, é que a série não te dá espaço para respirar. A sucessão de eventos é contínua, com sequências vigorosas de ação uma atrás da outra. E o mais bacana de tudo, é que isso não parte de um roteiro cheio de conveniências apenas para forçar uma adrenalina engessada, como vemos em produções de séries ou filmes de qualidade duvidosa.

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Juro que pensava já ter visto de tudo em se tratando das tradicionais séries de ação sul-coreanas, mas nada chegou perto desta quando o assunto é qualidade de produção. As costumeiras atuações de altíssimo nível estão lá, isso nem me presto mais em detalhar para não soar repetitivo. O elenco inteiro destrói e fim de papo. Acha que estou sendo exagerado? Estão dá um confere e depois me diz. A produção sempre procura manter o uso de efeitos práticos nas cenas de ação, com saltos de prédios com dublês, carros reais colidindo em alta velocidade, explosões com cheirinho de pólvora, enfim, não tem economia e falta de inventividade. Seu visual esplendoroso conta com ruas do centro de Lisboa, o exótico subúrbio e região costeira de Marrocos, bem como as zonas urbanas da Coreia do Sul. Para somar e completar tudo isso, temos uma trilha sonora original inspiradíssima, que aproveita temas tradicionais da cultura de cada região por onde passa. Se Retaliação fosse um filme curto de uns noventa minutos, eu já acharia tudo isso que eu comentei, mas quando entendemos que isso se trata de uma série de dezesseis episódios com cerca de uma hora cada, nossa, não há palavras que possam descrever com fidelidade a experiência. Ainda não viu? Se dê esse presente. Assista ao menos o primeiro episódio, e se achar que eu rasguei seda demais para algo que não é lá tudo isso, volte aqui com toda sua fúria me dar bronca.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Lee Seung-gi, Bae Suzy, Shin Sung-rok, Baek Yoon-sik, Moon Sung-keun, Kim Min-jong, Lee Ki-young, Jung Man-sik, Hwang Bo-ra, Lee Geung-young, Moon Jeong-hee, Choi Kwang-il, Park Ah-in, Yoon Na-moo, Lee Hwang-Ui e Moon Woo-jin compõem o elenco. Escrita por Jang Young-chul e Jung Kyung-soon, Retaliação (Vagabond), é uma série sul-coreana de 2019 dirigida por Yoo In-sik. Tendo como produtor executivo Park Jae-sam, foram utilizadas as estruturas da Celltrion Entertainment e Sony Pictures Television. Foi televisionada no canal aberto SBS na Coreia do Sul, distribuída internacionalmente pela Sony Pictures Television, e o serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Retaliação é um K-drama carregado de adrenalina de um jeito que eu nunca tinha visto antes, misturando altas doses de ação quase ininterrupta, além de conseguir com sutileza encaixar divertidos alívios cômicos, e um pouco de romance. Sua produção procurou se concentrar bastante nos efeitos práticos, proporcionando um realismo pouco visto em séries. Então se você é fã de John Woo, pode ir tranquilo, pois tenho certeza absoluta de que você se identificará. Com classificação etária de 16 anos, Retaliação está disponível no Brasil através do serviço por assinatura Netflix. Então prepare o fôlego, pois se você começar, certamente vai querer maratonar! Bom divertimento!

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THE K2 (CRÍTICA)

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SINOPSE
Kim Je-ha é um ex-soldado da agência militar Blackstone que se envolve nos bastidores de uma guerra política, quando acidentalmente conhece Choi Yoo-jin, filha de Jang Se-joon, deputado que briga na corrida eleitoral pela presidência do país. A jovem é um problema para o pai e sua esposa atual, Choi Yoo-jin, visto que é fruto de um secreto relacionamento extraconjugal do passado. Em meio ao perigoso embate pelo poder, Je-ha precisa fazer uso de todo seu treinamento para proteger a vida daqueles que o cerca, enfrentando sozinho uma verdadeira guerra de máfias.

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COMENTÁRIOS
Eu poderia resumir The K2 (더 케이투) como a série de um John Rambo mais sofisticada, e é essa impressão que se tem pelo menos nos dois primeiros episódios. Só que as coisas não param por aí, nada é tão simples assim. Kim Je-ha não é apenas um exército de um homem só, o cara também é letrado, descolado, sedutor e homem de princípios. As vezes também é seboso ao demonstrar zero modéstia contra seus oponentes. Ou seja, o Rambo da nossa primeira impressão está mais para um James Bond. Só que esse 007 não é nada corporativista, só faz o que lhe dá na telha. E se deu na telha que uma guerra política está atrapalhando o bem estar de uma jovem rejeitada pelo pai ganancioso, então é contra gangues do colarinho que ele brigará. E quando digo gangues, são agências de todo tipo se vendendo para magnatas da política.

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Esta é uma das primeiras produções do Studio Dragon, empresa sul-coreana responsável por diversas séries de ótima qualidade, como as já resenhadas Black, Stranger e Tunnel, todas de 2017. The K2 é uma ótima opção quando se quer diversão, pois sua pegada de ação, drama, e romance, é capaz de atrair tanto o público masculino quanto o feminino. Mas nem tudo são flores, é também uma das séries do estúdio que mais possui falhas. Seu roteiro é uma inteira trapaça, o que não faltam são inúmeras conveniências, e quando digo inúmeras é porque tem muita coisa mesmo. Basicamente Kim Je-ha está envolvido com tudo de tudo na trama, quase um ser onipresente. Direi duas situações que só seriam spoilers se você já estivesse inserido no todo e soubesse os nomes e importância dos personagens, então fique tranquilo, terá zero impacto na sua experiência. Primeira situação: Je-ha está no Iraque, em uma campanha militar, e lá ele é acusado de um crime que não cometeu, e o mandante ele encontra tempo depois na Coreia do Sul, como um dos principais envolvidos no seu futuro problema e que não tem nenhuma relação com seu problema anterior; Segunda situação: Je-ha fugindo de alguma coisa esbarra com Choi Yoo-jin na Europa. Um período se passou, e o rapaz trabalha como instalador de banners em locais perigos, onde acidentalmente vira testemunha da infidelidade do pai de Yoo-jin. Beleza, nessa segunda situação poderíamos dizer que as coincidências terminaram com agora ele identificado, e por isso seria encaixado na história. Mas não, outras e outras situações similares se repetem, mostrando que o roteiro trapaceia para formar e manter seus personagens interligados.

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Se por um lado o roteiro é fraco e até um pouco desrespeitoso com a audiência, por outro a série se redime do seu crime ao escalar uma tropa de excelentes atores. Vai lá eu mais uma vez rasgar seda para esses atores sul-coreanos… pode dizer. Não dá cara. Não há como ignorar essa virtude da academia de cinema dos caras. Ou não. Talvez nem seja isso. Talvez seja o estúdio que dê sorte ou escolha bem seus colaboradores entre, também atores medianos e ruins. Enfim, são apenas suposições. A verdade é que o principal ator, o jovem Ji Chang-wook, não apenas atua bem dando vida ao seu personagem dramático, mas também contracena excelentes cenas de ação. A maioria das suas cenas coreografadas são contracenadas pelo próprio, honrando os bons atores de filmes de artes marciais asiáticos. Choi Yoo-jin, a esposa do candidato Jang Se-joon, é uma caixinha de surpresas. A mulher consegue uma expressão riquíssima para seu personagem. Transita de vilã para a mocinha continuamente, nos fazendo ficar de boca aberta sem saber se devemos amar ou odiar aquela pessoa. Já Jang Se-joon é um fanfarrão! Conhece aquele tipo de político demagogo e manipulador? É ele! Por trás da carapaça de um bom homem, fiel, e exemplo de honestidade, existe uma figura mau-caráter, fria e manipuladora. Ah, e esqueci! Mulherengo ao extremo. Como pude esquecer? E mesmo assim não conseguimos ter plena repulsa por ele, afinal, como bom político e fazendo uma excelente atuação, até nós somos manipulados por seu carisma. Dos quatro principais personagens sobra Choi Yoo-jin, que entrega uma atuação convincente e boa, mas que não tem tantos recursos de roteiro para ser melhor explorada e brilhar mais.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Ji Chang-wook, Choi Seung-hoon, Song Yoon-ah, Im Yoon-ah, Lee Yoo-joo, Jo Sung-ha, Kim Kap-soo, Lee Jung-jin, Shin Dong-mi, Lee Ye-eun, Lee Jae-woo, Lee Chul-min, Song Kyung-chul e So Hee-jung compõem o elenco. Escrito por Jang Hyuk-rin, The K2 é uma série de ação, drama e romance de 2016, e um dos primeiro trabalhos do Studio Dragon dirigido e produzido por Kwak Jung-hwan. Gravado através da HB Entertainment na Coreia do Sul, teve cenas extras na Espanha. A série possui 16 episódios, tendo a duração média de 60 minutos. Foi distribuída localmente pela emissora tvN, e entregue para o restante do mundo através do serviço de assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
The K2 é uma série bem bacana que reúne um bom número de gêneros. Seu forte é ação, temática política e romance, mas também carrega junto muito humor. Seu ponto fraco é o seu roteiro, que trapaceia bastante para unir todos os personagens na trama, porém suas virtudes são tão reluzentes que você esquece disso. Chega num ponto da história que tais defeitos são perdoados, e isso se dá por conta das marcantes atuações do elenco escolhido. Como dizem no ditado “um herói só é um grande herói quando tem um grande vilão”, e The K2 tem isso. E o mais interessante é que você fica até o fim tentando descobrir qual é a verdadeira ameaça. A série de 2017 é uma das primeiras produções do Studio Dragon, tem classificação de 14 anos, e está disponível na Netflix. Boa diversão!

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MINDHUNTER – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Ambientada no anos 1970, Mindhunter (Caçador de Mente, em tradução livre) segue a trajetória, inicialmente, de dois agentes do FBI: Holden Ford e Bill Tench. Encarregados do setor de Ciência Comportamental, eles tentam inovar os métodos para detectar e analisar suspeitos e condenados por crimes violentos. Enquanto a agência de investigação se atém ao modelo obsoleto MMO (Meio, Motivo e Oportunidade), Ford e Tench tentam mudar essa linha de abordagem que parece não mais se aplicar ao mundo abalado após a contracultura e dos crimes violentos como os influenciados por Charles Manson.

Desta forma, Holden e Bill teorizam aplicar uma avaliação psicológica mais profunda que acarretará novas questões. Mesclando ciências humanas, como a sociologia e antropologia, eles empreendem diversas entrevistas com indivíduos violentos encarcerados: de assassinos e estupradores até criminosos em série. Para isso, simplesmente perguntando o porquê, seus atos, seu passado familiar os levará a desvendar e analisar cada suspeito. Assim, Mindhunter concentra-se no desenvolvimento de dois homens, dois agentes, e de um novo campo criminal através de histórias que visitam à mente psicopatas e sociopatas.

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ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA (análise da 1ª temporada)
Sou um aficionado por série e filme que envolvam serial killers (assassinos em série), paixão que surgiu justamente depois de assistir a O silêncio dos inocentes (1991), o qual nos apresenta a figura icônica de Hannibal Lecter, e Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995). Quanto ao primeiro, li a romantização do longa-metragem (1988), também do livro Dragão Vermelho (1981) que fora transformado em filme (2002). Depois de ficar obcecado pelo criador de Hannibal, Thomas Harris, assisti de True Detective (2014-2019), a Hannibal (2013-2015)  e Bates Motel (2013-2016), só para citar as narrativas que mais me chamaram a atenção.

Quando nos deparamos com Mindhunter, percebemos não algo acabado do ponto de vista investigativo. Os métodos não existem ainda. Só temos um jovem agente, Holden Ford, especializado em negociação de reféns que possui a ideia insistente de que é necessário conhecer e preservar a vida de criminosos e vítimas. De que é preciso conhecer a psique do crime em uma época em que todos achavam que mente maldosa e sinistra era algo nato e a loucura encarnada. Sua ideias inovadoras se tornam um fardo para seu chefe, Shepard, que o designa para área de setor comportamental de Bill Tench.

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Por mais que Bill tenha criado a unidade (somente ele trabalhava nela), não havia evoluído muito mais do modelo MMO (Meio, Motivo e Oportunidade). Com um casamento em ebulição devido a adoção de um menino silencioso, rodava os EUA dando palestras aos policiais e ensinando o modos operante do FBI na caça de criminosos violentos. A chegada de Holden, motivado pelas constantes dicas de sua namorada estudante de sociologia, Debbie, faz com que eles acabem entrevistando o primeiro de uma série de assassinos. É analisando os traumas, as motivações e os sentimentos desses “maníacos” que eles se empenharão para montar um modelo a fim de se antecipar e evitar que crimes violentos como aqueles aconteçam.

Para fechar a equipe, a Dr. Wendy, especialista em psicologia criminal de grandes empresários, abandona seu relacionamento lésbico pela certeza de por em prática em situações reais seus estudos e, enfim, fazer a diferença.

Mesmo com os entraves do chefe da unidade, Shepard, Holden e seus métodos nada convencionais e improvisos fazem com que a dupla consiga suas primeiras prisões e alcance certa notoriedade, inclusive angariando fundos do Congresso para um estudo aprofundado. Mas é aí que, talvez, o estrelismo de Ford faz com que seja visto com desconfiança pelos amigos e se distancie de sua namorada. Parece que até os gênios têm seu limite.

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ENFIM, CHARLES MANSON (análise da 2ª temporada)
Depois de Holden ter chegado ao seu limite psicológico, depois de passada a sensação inicial de Super-Homem que não se abatia, não tinha sentimentos diante de tantos assassinos múltiplos, ele se vê confrontado pelo pânico e já não é mais o mesmo. Perdeu o feeling para sondar, interpretar e entrar na mente dos criminosos violentos.

Sua unidade também mudou. A ascensão dos métodos da Ciência Comportamental empreendidas por Ford e Tench causam o afastamento de seu principal opositor: Shepard. Em compensação, o novo diretor quer eficiência nos trabalhos e pesquisas porque anseia por colocar em prática a divulgação dos novos procedimentos de estudo da mente violenta. A pressão é constante e se sobrepõe-se muitas frentes de investigação ao mesmo tempo e abre-se espaço para atuação de todos. Até da Dra. Wendy, que sai de sua zona de conforto, vai a campo entrevistar assassinos.

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O trio de protagonistas tem suas tramas individuais expandidas. Holden nos passa a insegurança de que pode entrar em pane a qualquer momento. Sua mente ainda é brilhante, mas à medida que tem seus métodos apoiados pelo novo chefe da unidade, não encontrar total apoio entre seus amigos. Envolve-se com o um caso de muita relevância nacional: o assassino múltiplo de Atlanta que mata garotos negros de comunidades carentes.

Bill Tench vive em torno de preocupações familiares em relação ao seu filho introspectivo demais. O garoto se envolve com um assassinato culposo (sem intenção de matar). Devido a sua inocência ou premeditação? Essa dúvida permeia a vida de Bill que tem isso como estopim para uma crise no casamento: sua mulher exige sua presença. Já o trabalho necessita de seu dom de relações públicas com os figurões do FBI e ainda precisa fiscalizar o Holden. Uma das cenas mais bem feitas da série é a entrevista com Charles Manson, um dos bandidos mais famosos da contracultura. Interrogar o homem que influenciou jovens da classe média sem antecedentes criminais a cometer uma terrível chacina sempre foi um desejo de Ford. Ele é quase um fã e ainda pega um autógrafo. Mas a cena vale por cada minuto de provocação de Manson em relação a Tench e como as palavras encarcerado mexem com Bill. Notamos como isso reflete nos acontecimentos de sua vida pessoal.

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Wendy, assumindo de vez sua nova vida em Quântico, sai do campo da teoria e, na prática, percebe que há muito que aprender no modos operante de Holden de interrogar os assassinos. Oscila entre os questionamentos acadêmicos, seu novo romance com uma bartender e o fato de ter que esconder de todos que é lésbica. Em um trabalho altamente sexista, machista e que a homoafetividade é vista como comportamento desviante, ela andará na corda bamba continuar seu trabalho ao passo que oculta sua vida privada. Sua amizade com Bill cresce e de certa forma se sente acolhida nessa conjuntura hostil.

Desta forma a 2ª temporada parte muito mais para esfera prática, algo somente ensaiado na primeira que contou somente com a resolução de dois casos sem grande esforço para os agentes. Assim, nesta temporada, vemos a ascensão de um estrangulador de crianças negras, mais um pouco do mistério em torno do assassino BTK, casos que despertarão e exigirão muita perspicácia para chegarem a um ponto final. E, para além da solução mágica que a ficção de serial killers enfoca, nosso agentes terão problemas simplórios como a burocracia e política que impedirão um resultado mais satisfatório.

CURIOSIDADES (bem reiais)

  1. 090_06A série é baseada em dois agentes reais, John Douglas e Robert K. Ressler, que faziam perfis criminais na década de 1970 e que escreveram o livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit. Assim, as cenas das entrevistas são baseadas nas entrevistas reais com os ditos serial killers, às vezes quase palavra por palavra.
  2. 090_07Um distúrbio que combina com os sintomas que o filho de Bill Tench supostamente exibe é chamado de “mutismo seletivo”. É classificado como um transtorno de ansiedade que afeta até 0,8% de todas as pessoas em algum momento de suas vidas, mais comumente na escola e / ou em ambientes sociais.
  3. 090_08Na Austrália, as duas fabricantes de automóveis históricas e mais competitivas são Holden (marca General Motors) e Ford. O nome do personagem principal é Holden Ford (Jonathan Groff). No episódio 3 da segunda temporada, quando Holden faz check-in no Omni International Hotel, em Atlanta, ele precisa esclarecer à recepcionista que seu sobrenome é Ford, acrescentando: “É uma piada de mau gosto na Austrália. Como aqui”.
  4. 090_09Há um serial killer ativo sendo aludido na série em trechos muito rápidos. Este é Dennis Rader, mais conhecido como O Assassino “BTK”, que matou dez pessoas no Condado de Sedgwick, Kansas, entre 1974 e 1991.
  5. 090_10Em um dos episódios, a Dra. Wendy Carr (Anna Torv) pode ser ouvida perguntando: “O que há na caixa”? Possivelmente uma referência ao filme de David Fincher, Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995), no qual o personagem de Brad Pitt faz a mesma pergunta na cena mais famosa do filme. David Fincher também dirigiu quatro episódios da primeira temporada desta série.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Jonathan Groff, Holt McCallany, Anna Torv, Hannah Gross, Cotter Smith, Stacey Roca, Joe Tuttle, Michael Cerveris, Lauren Glazier, Albert Jones, Sierra McClain e June Carryl  compõem o elenco. Criada por Joe Penhall, a série de 2017, Mindhunter, é baseada no livro Mindhunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit, escrito pelos reais investigadores John Douglas e Mark Olshaker. Seus produtores executivos são Beth Kono, Charlize Theron, Joe Penhall, Ceán Chaffin, Joshua Donen, David Fincher e Courtenay Miles. Seus produtores são Jim Davidson, Mark Winemaker e Liz Hannah, e as gravações ocorreram no Estado da Pennsylvania, nos EUA. Mindhunter é da produtora Denver and Delilah Productions, e é distribuída pelo serviço de assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
O importante é ficar de olho nos detalhes e conversas. Como na ciência forense, cada detalhe, cada cena aparentemente desconexa da trama principal acaba por se entrelaçar em algum momento da história: seja um comentário de um entrevistado ou na visão de um homem fazendo nós rápidos. Aliás, as entrevistas, para quem não gosta de diálogos será um entrave, no entanto se conectam com os dramas pessoais do trio Holden, Tench e Wendy e mostram a evolução dos métodos investigativos da Ciência Comportamental.

Se você curte, como eu, os jogos geniais de palavras, a mente dos assassino que beira a naturalização do crime, a banalização do atos homicidas e a confusão serão momentos de pura empolgação. Como li muito Agatha Christie (36 livros para ser exato), a pegada da série me lembra muito dos métodos de Hercule Poirot ao interrogar seus suspeito a procura de pistas. A diferença, claro, é que não falamos da Inglaterra, mas prisões estadunidenses em que os criminosos possuem sempre uma conexão sexual e o dinheiro lhes é pouco relevante. Estão em busca de uma satisfação sádica para seus impulsos primitivos.

Outro ponto interessante é o estilo retrô. Não só porque a ambientação da série se dá na década de 1970, mas porque a fotografia muitas vezes imita a da época e a qualidade da filmagem, as vezes defeituosa ou nebulosa, típica de películas antigas. Isso está presente em vários momentos da série desde uma festa até um passeata pelas ruas de Atlanta.

Como é uma série inspiradas em fatos, o telespectador tem uma sensação ímpar de estar mergulhado em uma “verdadeira” investigação criminal, até onde a ficção pode alcançar. Mindhunter é uma série inteligente e merece mais temporadas, contudo ainda aguarda o sinal verde da Netflix para continuar. São previstas cinco temporadas e já lhe rendeu 5 indicações variadas e o prêmio de melhor ator de drama para Jonathan Groff, pela Satellite Awards. Aventure-se por mentes criminosas e para quem gosta de roteiros precisos, está é uma atração para você matar (ou maratonar) em série. Trocadilho ruim, mas eu deixo assim. Boa diversão!

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STRANGER (CRÍTICA)

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SINOPSE
Hwang Shi-mok sentia insuportáveis dores de cabeça durante a infância, seu sofrimento era tanto que precisou passar por uma lobotomia parcial à fim de melhorar sua qualidade de vida, porém houve um imprevisto médico, o jovem perdeu a total capacidade de demonstrar emoções, se transformando numa pessoa extremamente fria e racional. Os picos de dor reduziram bastante a frequência, mas esporadicamente ainda é surpreendido pelo distúrbio, chegando a perder a consciência estivesse onde fosse. Tal prejuízo psicológico certamente prejudicou sua vida pessoal, em contrapartida se tornou uma pessoa superfocada e capaz de direcionar seu potencial de inteligência para resolver os mais complexos problemas. Agora adulto, Shi-mok trabalha como promotor público, se aliando à empenhada policial Han Yeo-jin para investigar e capturar um assassino em série. No entanto a corrupção que os rodeia se mostra ainda mais perigosa do que o algoz desconhecido.

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COMENTÁRIOS
As produções sul-coreanas, sejam de filmes ou séries, estão cada vez mais lapidadas e se equiparando à indústria norte americana. E boa parte deste mercado é ocupado pelo Studio Dragon, que nasceu recentemente, 2016, mas que já se tornou responsável por um catálogo invejável de excelentes séries. The K2 (2016), Black (2017) e Memories of the Alhambra (2019), são apenas algumas das exportadas para o mercado internacional de maior audiência. E seguindo a mesma linha temos Stranger (비밀의 숲), uma superprodução de cair o queixo! Não brinco com coisa séria, este é um conteúdo para aquele público extremamente exigente, que não fica feliz com encheção de linguiça nos roteiros, ou com as esperadas breguices comuns em séries devido ao orçamento limitado. Cada ponto e cada vírgula são muito bem pensados e aplicados na trama, assim como cada centavo investido tem obrigação de se transformar no melhor de cada colaborador envolvido. Eu particularmente não encontrei pontos fracos, a não ser os relacionados com a polêmica “opinião pessoa”. Por apresentar um conteúdo um pouco mais complicado e politizado que a média das produções, talvez se torne lento e, até um pouco enfadonhos em momentos pontuais para certas audiências, mas de forma alguma é motivo para perder pontos numa avaliação. Como dito, o que tem potencial de afastar alguns é seu estilo, e isso não é um defeito. Seria o mesmo que alguém falar que não aguentou assistir Friends porque a série “só tem palhaçada”.

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Stranger tem muitos pontos altos, mas o que mais se destaca é o seu elenco. Peço até desculpas, esta é a terceira série sul-coreana que analiso, e nas duas outras situações, analisando Black e Túnel – A Série, também elogiei com euforia os grupos de atores. Mas não tem jeito, é indiscutível a qualidade cênica desses caras, parecem alienígenas! Incorporam de corpo e alma seus personagens e conseguem a perfeição em todo tipo de expressão. Destaco ainda mais dois atores, Cho Seung-woo, que atua como Hwang Shi-mok, o personagem principal, que é considerado um dos superastros multi-talentos da Coreia do Sul, tendo recebido dezenas de prêmios em tudo quanto é coisa, e Yoo Jae-myung, que chegou a ser nomeado como Melhor Ator Coadjuvante na 54th Baeksang Arts Awards por Stranger, e venceu o 6th APAN Star Awards pela série Life (2018), onde também trabalhou com Seung-woo.

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Se tratando do aspecto técnico tudo funciona muito bem, seria chover no molhado perder tempo pontuando, mas tem uma coisa que é preciso ser dito para que não haja prejulgamentos (nunca mais em qualquer outra produção cinematográfica sul-coreana!). Algumas coisas curiosas acontecem com as mídias de vídeo provenientes da Coreia do Sul. Relacionarei. Vez ou outra vemos cenas onde certas coisas estão embaçadas, qual motivo disso? A cinematografia deve se enquadrar na Comissão de Padrões da Coreia do Sul, que define o que deve ou não ser censurado. Grafismos excessivamente chocantes, que causem ansiedade ou desgosto público, não deverão ser exibidos. No entanto há possibilidade de exceções uma vez que se comprove a necessidade da exibição para o entendimento do conteúdo. Porém, mesmo assim, é cobrado o máximo de cuidado em abordar o assunto. Estrangulamentos, desmembramentos, mutilações, cenas ou técnicas de suicídio, mortes com armas de fogo, com cortantes, ou outros objetos, reproduções de mortes de animais, e qualquer outra coisa que contrarie o bom senso do que é adequado, estão passível de sofrer os tais embaçamentos. Os carros, por qual razão eles andam tão lentamente nas vias? Até mesmo nas cenas de ação e perseguição, pra que isso? Na Coreia do Sul existem rígidas regras de trânsito, e como boa parte das cenas são gravadas em vias públicas, é necessário segui-las. Vez ou outra ainda vemos nas séries uma perseguição genuinamente em alta velocidade, são feitas em circuitos privados, mas na maioria das vezes os editores fazem uma mágica (que nem sempre convence) para “acelerar” as ações. E a gente já achando que Ancine enche o saco.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Cho Seung-woo, Gil Jung-woo, Song Eui-joon, Doona Bae, Yoo Jae-myung, Lee Joon-hyuk, Shin Hye-sun, Choi Byung-mo, Park Jin-woo e Choi Jae-woong compõem o elenco. Escrito por Lee Soo-Yeon, Stranger é uma série sul-coreana de 2017 dirigida por Ahn Gil-Ho, Kim Suk-won e Kim Sung-kyoon. Seus produtores são Park Eun-kyung e Seo Jae-hyun, que utilizam o Studio Dragon, enquanto sua distribuição em território doméstico é feito pela tvN, e consegue alcance internacional através da Netflix. Stranger também conhecido por outros dois nomes dependendo da região, Secret Forest e Forest of Secrets. Então se você ver por aí esta confusão, não estranhe. Utilizo o nome Stranger porque é assim que a série chegou ao Brasil através da Netflix. Só não pergunte onde usam as outras variações, pesquisei e não encontrei. Se souber, me avise. Stranger recebeu muitos prêmios, incluindo o cobiçado Grand Prize na 1st The Seoul Awards, o The Best TV Shows of 2017 pelo The New York Times, e melhor ator para Cho Seung-woo, e melhor adaptação para TV para Lee Soo-yeon, no 54th Baeksang Arts Awards. Isso sem contar as várias nomeações em outras categorias.

CONCLUSÃO
Inteligente e empolgante, Stranger nos cativa logo de cara. Sua estética é bonita, sua trilha sonora inspiradíssima, e seu roteiro então, é um show à parte. Ficamos instigados continuamente a assistir mais e mais, a série não perde o pique um minuto sequer. Mas deixei por último a cereja do bolo, seu leque de atores. Só os Conselheiros da Cúpula dos Atores Fodões foram escalados para fazer parte do time. Aqui não tem ator mediano, na brincadeira só entram os Picas das Galáxias! Acha que estou brincando? Confere o primeiro episódio ao menos. Aposto contigo duas coxinhas e um suco de goiaba que não estou errado, e você ainda vai voltar aqui para pagar a dívida! Recomendada para maiores de 16 anos, essa é mais uma produção do competente Studio Dragon, e está disponível pelo serviço por assinatura Netflix. Tenha uma excelente maratona! Sim, eu sei que se você começar a assistir, irá maratonar os seus 16 episódios numa tacada só!

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FRATURA – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Ray procura dirigir com extremo cuidado quando está com sua família no carro, e isso irrita Joanne, pois sempre faz com que atrasem nas reuniões familiares. O casamento entre os dois não vai bem, ela acha que os dois estão cada vez mais afastados e que não há diálogo na relação. Ray se sente pressionado, mas admite que talvez esteja realmente numa fase ruim, mas que irá se esforçar mais. Enquanto isso Peri, uma pequena menina no banco traseiro, estava com fone distraída ouvindo música em seu radinho, quando reclama com os pais que o aparelho parou de funcionar. Acreditando ser faltas de pilhas, o pai decide parar num posto de beira de estrada. Joanne vai ao banheiro, e Peri fica com o pai. Num momento de distração, um cachorro aparece, e Peri muito assustada, começa a se afastar lentamente andando de costas, sem perceber que atrás havia um buraco de uma área em construção. Ray ainda tenta acalmar a filha e impedir que o pior aconteça, mas a menina cai com o pai também se jogando para tentar ajudar.

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Joanne volta do banheiro e não encontra os dois, então procura ao redor e os vê caídos no fundo daquele poço. Ray desmaiou após bater a cabeça no concreto, e acorda atordoado, se esforçando para recobrar a visão e consciência. De pé novamente, verifica que a filha parece bem, mas sentindo uma forte dor no braço. Toma-a no colo, e voltam depressa para estrada, lembrando que poucos quilômetros atrás tinham passado por um hospital. Ray dá entrada para o atendimento da filha e, há um pouco de desentendimento por conta da demora, mas finalmente Peri é atendida. É pedido ao pai que aguarde um pouco, porém horas se passam e ele estranha a demora. Retorna à recepção para entender o motivo de tanta demora, e lhe é contado que nenhuma criança com aquele nome havia dado entrado para atendimento. Não acreditando no que acabara de ouvir, passa a desconfiar que aquele hospital tivesse feito algo com a sua família.

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COMENTÁRIOS
Filmão! É sensacional quando aparece uma pérola tão valiosa assim e sabemos que custou tão barato. Fratura (Fractured) é um filme que consegue explorar de forma muito criativa, umas mil maneiras de subverter segundo à segundo nosso julgamento da narrativa. Utilizando de um conta gotas para soltar informações, vamos precisando de unhas e mais unhas alheias para ter o que roer enquanto não descobrimos a real verdade verdadeira. Está rindo? Você não riria se já tivesse assistido. Escrito por Alan B. McElroy, é Brad Anderson, responsável por O Operário (2004), que dirige e consegue criar essa atmosfera intrincada de mistério. Em Fratura não tem calmaria, nosso cérebro fica numa constante caótica se esforçando para não ser enganado. É Sam Worthington, o Perseu de Fúria de Titãs (2010), que se supera e entrega, na minha opinião, a melhor atuação de sua carreira. Sua atuação esbanja personalidade e convencimento, transformando-se no principal ingrediente desta magnífica receita.  Se gosta de ter sua sagacidade desafiada por complexos mistérios, cai dentro, Fratura é o filme perfeito para você! É ver para crer!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Sam Worthington, Lily Rabe, Stephen Tobolowsky, Adjoa Andoh, Stephanie Sy, Lucy Capri, Lauren Cochrane, Crystal Magian, Derek James Trapp, Dennis Scullard, Natalie Malaika, Will Woytowich, Erik Athavale, Megan Best, Chris Sigurdson e Ernesto Griffith compõem o elenco. Escrito por Alan B. McElroy, Fratura, filme original da Netflix de 2019, é dirigido por Brad Anderson. A produção de Neal Edelstein, Mike Macari e Paul Schiff, se dá pelas produtoras Koji Productions, Crow Island Films, Macari/Edelstein e Paul Schiff Productions.

CONCLUSÃO
De um tempo pra cá a Netflix vem trazendo produções bem melhores que as bombas que estava soltando um tempo atrás, e Fratura não é só um filme honesto para o catálogo, é definitivamente excelente! O drama e suspense é repleto de quebra-cabeças para nos distrair do começo ao fim, não há descanso, ficamos tão compenetrados na trama que nem notamos quando acaba. Esse é um trabalho em trio, do roteirista Alan B. McElroy, do diretor Brad Anderson e de Sam Worthington, que deu uma enorme qualidade para um personagem complicadíssimo. Assistir Fratura me fez ter um sentimento nostálgico da época em que o Supercine da Globo só passava coisa realmente boa. Geralmente não eram superproduções, mas tinham roteiros bacanas e com uma com uma ótima história cheia de mistérios para contar. Com classificação etária de 14 anos, Fratura está disponível no serviço por assinatura Netflix.

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ELI – FILME DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Eli é um menino de 11 anos portador de uma doença autoimune que o leva a ter uma vida difícil, precisando sempre se manter em locais hermeticamente descontaminados para continuar a viver. Toda vez que se expõe, sua pele apresenta uma vermelhidão alérgica, machucando-o como uma grave queimadura. Seus pais, Paul e Rose, descobrem uma clínica que oferece um procedimento experimental, e investem todas suas economias para poder dar uma vida melhor ao filho. O local é uma enorme mansão isolada numa distante região rural, um imóvel enorme e inteiramente protegido dos contaminantes do exterior. Lá a criança é submetida a dolorosos procedimentos médicos, enquanto paralelamente a isso, uma série de fenômenos sobrenaturais começam a acontecer, e se tornando cada vez mais bizarro, Eli começa a questionar se realmente pode confiar  naquelas pessoas.

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COMENTÁRIOS
Enquanto em Jimmy Bolha (2001), Jake Gyllenhaal traz uma visão otimista e divertida das complicações de ser uma criança que precisa viver dentro de uma bolha, em Eli (2019), as coisas não são tão simples e positivas assim. Eli é um menino bastante inteligente que compreende sua própria situação, mas mesmo assim sofre demais com suas limitações. Como uma criança normal, ele gostaria de poder sair de casa para aproveitar as coisas simples sem se preocupar, e o fato de não poder fazer isso, lhe gera muita angústia. Não bastando as dificuldades que lhe atormentavam a vida, ainda sofre com a falta de empatia daqueles que o veem com estranheza devido ao curioso traje plástico que precisa vestir quando está fora de casa. O sadismo e deboche dos outros tiram-no do sério, fazendo com que precise ser acalmado pelos pais, de quem é totalmente dependente para tudo.

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Eli tem uma atmosfera pesada e instigante, começando tímido, vai moldando ambientes e plantando cada vez mais confusão na audiência. Elementos aparentemente desconexos são gradualmente inseridos, e causam cada vez mais estranheza. A trama que se inicia como um drama, toma rumos no suspense e no terror, e até o último minuto sustenta mistérios inimagináveis. Seu roteiro é bastante criativo, e junto com Fratura (2019), lançado quase simultaneamente, ambos pela Netflix, conseguem convencer numa trama extremamente bem escrita. Esse é daquele filmes que é muito perigoso fazer comentários acerca de seu decorrer, mas o que ainda dá para ser dito, é que em certos momentos aparenta que estamos assistindo apenas mais um filme de terror bobo e cheio de jogos de iluminação e jump scares, e de certa forma ele parece não ocultar querer parecer ser isso. Não seja ingênuo, aqui temos um diretor perspicaz e experiente em filmes de terror com mistério, esta é uma obra que vai te surpreender bem mais do que imagina. Digo isso assumindo ser um cara chato e exigente com filmes de terror, quando a coisa não tem conteúdo e é só baboseira, já sento o malho sem pena. Deixo um alerta, não recomendo procurar muita coisa sobre este filme na internet, sejam críticas, material promocionais, e nem mesmo imagens em sites de buscas, acredite, o potencial é enorme de você estragar sua experiência com spoilers não intencionais.

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Charlie Shotwell está excelente interpretando Eli, onde atua com muita naturalidade, conseguindo convencer em momentos de medo, dúvida ou raiva. Já Sadie Sink, a menina ruiva de Stranger Things, é mais do mesmo, e não traz grandes feitos. Kelly Reilly e Max Martini, os pais de Eli, fazem uma boa atuação, assim como a chefe médica Lili Taylor. A direção de Ciarán Foy é inteligentíssima, o cara realmente sabe induzir com que pense exatamente o que ele quer. Você vai ter certeza de que está confortável com uma ideia, e como um um guindaste de demolição, o roteiro faz desabar todas suas convicções quando você menos imaginar.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Kelly Reilly, Sadie Sink, Lili Taylor, Max Martini, Charlie Shotwell, Deneen Tyler, Katia Gomez, Austin Fox, Kailia Posey, Parker Lovein, Lou Beatty Jr., Jared Bankens, Nathaniel Woolsey e Mitchell De Rubira compõem o elenco. Escrito por David Chirchirillo, Ian Goldberg e Richard Naing, Eli é um filme de drama e terror de 2019 dirigido pelo experiente Ciarán Foy, responsável também por A Entidade (2012) e Citadel (2012). A produção é dividida com Trevor Macy e John Zaozirny, utilizando os estúdios produtores Paramount Players, MTV Films, Intrepid Pictures e Bellevue Productions. Distribuído pela Paramount Pictures, e pela Netflix, o longa teve um orçamento modesto de 11 milhões de dólares. Eli está disponível através do serviço por assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
Flertando com o drama mas descambando para o terror, Eli lida com seu gênero principal de forma bem peculiar. Não é o tipo de filme que se diz que com segurança ser capaz de agradar qualquer público, seu formato, e principalmente sua conclusão, tem potencial enorme de trazer desconforto à algumas pessoas. Seu roteiro inteligente e seus plot twists, são seus principais atrativos, mas não se pode afirmar que seu desfecho seja surpreendente. Como disse antes, eu sou uma pessoa exigente com filmes desse gênero, e esse acertou em cheio para mim! Mas como gosto é algo muito pessoal, recomendo muito que você assista e tire as próprias conclusões. Lembrando, a surpresa eu garanto que você terá! Recomendado para maiores de 16 anos, Eli é uma produção original Netflix, e já está disponível. Tenha um ótimo filme!

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