O ESCOLHIDO – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
ATENÇÃO:
Irei me basear pelas impressões da primeira temporada, então esta resenha é destinada ao público iniciante na série.

Lúcia, Enzo e Damião são médicos enviados para Águazul, um vilarejo remoto no Pantanal Matogrossense para vacinar os moradores contra uma nova mutação do virus da zika. Chegando no lugar o trio é hostilizado pela população, que rejeita violentamente a presença não só deles, mas de qualquer profissional de saúde. Todos os moradores seguem uma obscura seita, onde alguém, ou alguma coisa, conhecida como Escolhido, dita todas as regras. Decididos em cumprir suas tarefas de vacinar toda aquela pessoas, os três precisarão enfrentar coisas mistérios inimagináveis.

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COMENTÁRIOS
Atraído por um curioso trailer decidi dar uma chance ao O Escolhido (Para exportação: The Chosen One), série tupiniquim com uma abordagem bem diferente do que estamos acostumados nos produtos nacionais. A produção se trata de uma adaptação da série mexicana Niño Santo (2011), criada por Mauricio Katz e Pedro Peirano. Apresentando um drama com altas doses de suspense paranormal, somos obrigados a nos acostumar com seu tenebroso ponto fraco, as fraquíssimas atuações, e passamos a focar no que realmente é interessante, sua trama. Não que este último faça o roteiro ser uma obra prima, mas seu plot inicial é bastante intrigante para nos prender a atenção. Mas retomo um pouco mais a conversa para as atuações, e recobro que ela não é de toda ruim. São muitos os personagens de O Escolhido, e ironicamente são os principais os que se mostram menos íntimos dos holofotes. Em certos momentos até rola um bom entrosamento entre os três, mas não precisam muitas linhas de diálogo para coisa desabar na artificialidade, parecendo ter sido escrito por quem não tem mesmo o tino pra coisa. E para completar a estranheza, os personagens secundários são bem melhor interpretados, com desenvolvimentos interessantes e bastante convincentes.

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A série conta com apenas seis episódios na primeira temporada, e para mim, mesmo sendo algo curto, foi complicado manter o interesse. O que eu falei sobre ignorar as más atuações e se entregar à trama, acaba não se sustentando por muito tempo. Quando você está envolvido o suficiente, surge um anticlímax pesado, fruto de um interpretação catastrófica, que te faz ter vontade de voar no ator para exigir que ele faça seu trabalho direito. Foram apenas quatro as atuações que me convenceram, e que infelizmente não eram o suficiente para sustentar a qualidade. Mariano Mattos Martins como Mateus, Renan Tenca como ‘O Escolhido’, Lourinelson Vladmir como Santiago, e Francisco Gaspar, como o homem simples Silvino, foram os que deram alguma sobrevida para a série. Mas os três principais atores, pelo menos neste trabalho, definitivamente não foram nada felizes. Considero uma pena o resultado final, e fiquei até curioso em assistir Niño Santo (2011), já que o plot original me pareceu bem bacana.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Paloma Bernardi, Pedro Caetano, Gutto Szuster, Renan Tenca, Mariano Mattos Martins, Alli Willow, Tuna Dwek, Francisco Gaspar, Lourinelson Vladmir, Kiko Vianello, Bruna Anauate, Alexandre Paro, Cintia Rosa, Paulo Azevedo, Laerte Késsimos, Paulo Marcello, Fafá Rennó, Tsupto Xavante, Tião D’Ávila, Maria do Carmo Soares, Fernando Teixeira, Adriano Paixão, Cesar Pezzuoli, Ana Nero, Cesar Pezzuoli, João Carlos Andreazza, Laura Chevi, MC Choice, Brian Castro, Astrea Lucena e Aury Porto compõem o elenco. Adaptado da série mexicana Niño Santo (2011) por Raphael Draccon e Carolina Munhóz para o mercado nacional, a série O Escolhido de 2019 é dirigida por Michel Tikhomiroff, e é produzida pelo estúdio Mixer Films sob a produção executiva dos próprios roteiristas Raphael Draccon e Carolina Munhóz, em parceria com Lanna Marcondes. A produção original distribuída pela Netflix, hoje conta com duas temporadas de seis episódios cada.

CONCLUSÃO
Com um roteiro bastante interessante, O Escolhido é capaz de prender nossa atenção ao menos nos seus dois primeiros episódios, mas creio que dificilmente alguém não vá torcer o nariz e começar a se sentir ainda mais incomodado pelas atuações pouco convincentes. Alguns atores estão muito bem, enfatizando o próprio ‘Escolhido’, que cria um personagem de psicológico complexo que nos gera uma confusão agradável sobre qual é seu real alinhamento moral, no entanto o trio principal parece completamente perdido, fazendo a série descer ladeira a baixo em qualidade. Agora estou curiosos para assistir Niño Santo (2011), já que a O Escolhido ofereceu uma bala doce por fora, mas bem amarga por dentro. A série é recomenda para maiores de 16 anos, e está disponível com suas duas atuais temporadas no serviço por assinatura Netflix.

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PROJETO LIVRO AZUL – SÉRIE DO HISTORY (CRÍTICA)

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ENTENDENDO MELHOR A SINOPSE
O que foi o Projeto Livro Azul (Project Blue Book)? Em março de 1952 a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), sediada na Base Aérea Wright-Patterson, iniciou um projeto secreto com a finalidade de investigar objetos voadores não identificados, os OVNI’s. Esse seria o quarto estudo feito sobre o fenômeno, e foi antecedido pelo Projeto Sinal, pelo Projeto Rancor e pelo Novo Projeto Rancor. Sua intenção era determinar se os OVNI’s seriam ou não uma ameaça real à segurança nacional dos Estados Unidos. Foram recolhidos, analisados e catalogados milhares de informações e evidências sobre OVNI’s. O Projeto Livro Azul foi o último projeto público da USAF relacionado ao assunto, e foi oficialmente encerrado em janeiro de 1970. As informações que antes eram classificadas como confidenciais, hoje estão disponíveis sob a Lei de Liberdade de Informação, porém os nomes dos testemunhos e outras informações pessoais foram censuradas.

E do que se trata a série? A alta cúpula da USAF não queria que o fenômeno OVNI fosse tratado com seriedade pela mídia, e planejando ridicularizar o assunto com ceticismo, contrata um renomado professor universitário de astrofísica, o brilhante Dr. J. Allen Hynek, para acompanhar e assinar aquelas pesquisas então clandestinas. Hynek começa a receber e estudar os casos, e como um bom cientista, não se fecha à nenhuma possibilidade. Enquanto o Capitão Michael Quinn, parceiro de pesquisas de campo e intermediário entre a cúpula militar, faz de tudo para ser tendencioso e sabotar a conclusão final de Hynek, o doutor fica mais desconfiado que aqueles fenômenos possuem interpretações bem mais complexas do que aparentavam ser.

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COMENTÁRIOS
Para quem é fã de séries sobre esses assuntos e já assistiu Arquivo-X, fica impossível não comparar. A mecânica de relação entre o Dr. J. Allen Hynek e Capitão Michael Quinn, é bem parecida com a que há entre Dana Scully e Fox Mulder. Porém diferente de Arquivo-X, em Projeto Livro Azul não tem ninguém fazendo questão de ‘acreditar’. Da mesma forma que Scully é convocada para ser uma cética estraga prazeres à fim de desmoralizar Mulder, Hynek é recrutado para ridicularizar o assunto OVNI, e os dois no decorrer do processo vão indo na exata contramão do que seus superiores esperavam.

A série contém 10 episódios, e em cada um é evidenciado um diferente caso inspirado nos documentos reais do Projeto Livro Azul. Embora ainda que seja episódico tudo é interligado numa trama principal, dramas familiares vão ocorrendo, e a relação entre os dois colegas de pesquisa vai se modificando conforme as coisas acontecem.

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A produção de Robert Zemeckis esbanja qualidade na escolha do elenco e em seu tratamento visual. Aidan Gillen, que encarna o Dr. J. Allen Hynek, parece ter nascido para o papel. É humilde quando deve e simpaticamente arrogante em momentos chaves, mas nunca abandona seu humor ácido e zombeteiro. E não intimidado pela desenvoltura do colega, Michael Malarkey, o Capitão Michael Quinn, é incrivelmente sagaz e igualmente bem humorado. Embora faça o papel de quase um vilão, é impossível não considerar sua habilidade em criar situações que irão se virar contra ele e não achar graça. Tecnicamente Projeto Livro Azul é uma produção muito polida, mostrando efeitos especiais com resultados muito superiores a maioria das séries. Sua trilha sonora é bonita e combina muito bem com sua premissa, contribuindo para criar a atmosfera de mistério e tensão que se espera.

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CURIOSIDADE
Após o fechamento do Projeto Livro Azul em 1970, Dr. J. Allen Hynek começou a considerar continuar os estudos sobre o fenômeno por conta própria, e em 1973 fundou o Centro de Estudos de OVNI (CUFOS), onde foi seu diretor científico até sua morte, em 1986. O CUFOS ainda existe e mantém o legado de Hynek em praticar pesquisas ufológicas com rigor científico e senso de responsabilidade.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Aidan Gillen, Michael Malarkey, Laura Mennell, Ksenia Solo, Michael Harney, Neal McDonough, Robert John Burke, Ian Tracey, Matt O’Leary, Nicholas Holmes, Currie Graham e Jill Morrison compõem o elenco. Criado por David O’Leary, Projeto Livro Azul é uma série dramática histórica de 2019 que se baseia no projeto homônimo, mantido como secreto pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) desde o ano de 1952. Produzido por Brad Van Arragon, tem com os produtores executivos, Robert Stromberg, Barry Jossen, Robert Zemeckis, Jack Rapke, Jacqueline Levine e Sean Jablonski. As gravações se passaram em Vancouver, e na Columbia Britânica, no Canadá, sendo produzida pelo A&E Studios e Compari Entertainment ImageMovers. Projeto Livro Azul é distribuído no Brasil pelo canal por assinatura History.

CONCLUSÃO
Quem é órfão de Arquivo-X e nunca mais achou algo parecido no gênero (eu sei que existe Sobrenatural, mas finge que não sabe e entra no meu jogo), Projeto Livro Azul veio para tampar esse rombo no seu coração. Está certo que um vazio de Arquivo-X dificilmente seria coberto por uma série que brotou do nada, mas acredite, esta produção do canal History tem muitíssima qualidade e precisa ser conferida. Com classificação etária de 14 anos, Projeto Livro Azul está disponível no canal History dos principais serviços de TV por assinatura.

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MINDHUNTER – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Ambientada no anos 1970, Mindhunter (Caçador de Mente, em tradução livre) segue a trajetória, inicialmente, de dois agentes do FBI: Holden Ford e Bill Tench. Encarregados do setor de Ciência Comportamental, eles tentam inovar os métodos para detectar e analisar suspeitos e condenados por crimes violentos. Enquanto a agência de investigação se atém ao modelo obsoleto MMO (Meio, Motivo e Oportunidade), Ford e Tench tentam mudar essa linha de abordagem que parece não mais se aplicar ao mundo abalado após a contracultura e dos crimes violentos como os influenciados por Charles Manson.

Desta forma, Holden e Bill teorizam aplicar uma avaliação psicológica mais profunda que acarretará novas questões. Mesclando ciências humanas, como a sociologia e antropologia, eles empreendem diversas entrevistas com indivíduos violentos encarcerados: de assassinos e estupradores até criminosos em série. Para isso, simplesmente perguntando o porquê, seus atos, seu passado familiar os levará a desvendar e analisar cada suspeito. Assim, Mindhunter concentra-se no desenvolvimento de dois homens, dois agentes, e de um novo campo criminal através de histórias que visitam à mente psicopatas e sociopatas.

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ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA (análise da 1ª temporada)
Sou um aficionado por série e filme que envolvam serial killers (assassinos em série), paixão que surgiu justamente depois de assistir a O silêncio dos inocentes (1991), o qual nos apresenta a figura icônica de Hannibal Lecter, e Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995). Quanto ao primeiro, li a romantização do longa-metragem (1988), também do livro Dragão Vermelho (1981) que fora transformado em filme (2002). Depois de ficar obcecado pelo criador de Hannibal, Thomas Harris, assisti de True Detective (2014-2019), a Hannibal (2013-2015)  e Bates Motel (2013-2016), só para citar as narrativas que mais me chamaram a atenção.

Quando nos deparamos com Mindhunter, percebemos não algo acabado do ponto de vista investigativo. Os métodos não existem ainda. Só temos um jovem agente, Holden Ford, especializado em negociação de reféns que possui a ideia insistente de que é necessário conhecer e preservar a vida de criminosos e vítimas. De que é preciso conhecer a psique do crime em uma época em que todos achavam que mente maldosa e sinistra era algo nato e a loucura encarnada. Sua ideias inovadoras se tornam um fardo para seu chefe, Shepard, que o designa para área de setor comportamental de Bill Tench.

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Por mais que Bill tenha criado a unidade (somente ele trabalhava nela), não havia evoluído muito mais do modelo MMO (Meio, Motivo e Oportunidade). Com um casamento em ebulição devido a adoção de um menino silencioso, rodava os EUA dando palestras aos policiais e ensinando o modos operante do FBI na caça de criminosos violentos. A chegada de Holden, motivado pelas constantes dicas de sua namorada estudante de sociologia, Debbie, faz com que eles acabem entrevistando o primeiro de uma série de assassinos. É analisando os traumas, as motivações e os sentimentos desses “maníacos” que eles se empenharão para montar um modelo a fim de se antecipar e evitar que crimes violentos como aqueles aconteçam.

Para fechar a equipe, a Dr. Wendy, especialista em psicologia criminal de grandes empresários, abandona seu relacionamento lésbico pela certeza de por em prática em situações reais seus estudos e, enfim, fazer a diferença.

Mesmo com os entraves do chefe da unidade, Shepard, Holden e seus métodos nada convencionais e improvisos fazem com que a dupla consiga suas primeiras prisões e alcance certa notoriedade, inclusive angariando fundos do Congresso para um estudo aprofundado. Mas é aí que, talvez, o estrelismo de Ford faz com que seja visto com desconfiança pelos amigos e se distancie de sua namorada. Parece que até os gênios têm seu limite.

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ENFIM, CHARLES MANSON (análise da 2ª temporada)
Depois de Holden ter chegado ao seu limite psicológico, depois de passada a sensação inicial de Super-Homem que não se abatia, não tinha sentimentos diante de tantos assassinos múltiplos, ele se vê confrontado pelo pânico e já não é mais o mesmo. Perdeu o feeling para sondar, interpretar e entrar na mente dos criminosos violentos.

Sua unidade também mudou. A ascensão dos métodos da Ciência Comportamental empreendidas por Ford e Tench causam o afastamento de seu principal opositor: Shepard. Em compensação, o novo diretor quer eficiência nos trabalhos e pesquisas porque anseia por colocar em prática a divulgação dos novos procedimentos de estudo da mente violenta. A pressão é constante e se sobrepõe-se muitas frentes de investigação ao mesmo tempo e abre-se espaço para atuação de todos. Até da Dra. Wendy, que sai de sua zona de conforto, vai a campo entrevistar assassinos.

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O trio de protagonistas tem suas tramas individuais expandidas. Holden nos passa a insegurança de que pode entrar em pane a qualquer momento. Sua mente ainda é brilhante, mas à medida que tem seus métodos apoiados pelo novo chefe da unidade, não encontrar total apoio entre seus amigos. Envolve-se com o um caso de muita relevância nacional: o assassino múltiplo de Atlanta que mata garotos negros de comunidades carentes.

Bill Tench vive em torno de preocupações familiares em relação ao seu filho introspectivo demais. O garoto se envolve com um assassinato culposo (sem intenção de matar). Devido a sua inocência ou premeditação? Essa dúvida permeia a vida de Bill que tem isso como estopim para uma crise no casamento: sua mulher exige sua presença. Já o trabalho necessita de seu dom de relações públicas com os figurões do FBI e ainda precisa fiscalizar o Holden. Uma das cenas mais bem feitas da série é a entrevista com Charles Manson, um dos bandidos mais famosos da contracultura. Interrogar o homem que influenciou jovens da classe média sem antecedentes criminais a cometer uma terrível chacina sempre foi um desejo de Ford. Ele é quase um fã e ainda pega um autógrafo. Mas a cena vale por cada minuto de provocação de Manson em relação a Tench e como as palavras encarcerado mexem com Bill. Notamos como isso reflete nos acontecimentos de sua vida pessoal.

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Wendy, assumindo de vez sua nova vida em Quântico, sai do campo da teoria e, na prática, percebe que há muito que aprender no modos operante de Holden de interrogar os assassinos. Oscila entre os questionamentos acadêmicos, seu novo romance com uma bartender e o fato de ter que esconder de todos que é lésbica. Em um trabalho altamente sexista, machista e que a homoafetividade é vista como comportamento desviante, ela andará na corda bamba continuar seu trabalho ao passo que oculta sua vida privada. Sua amizade com Bill cresce e de certa forma se sente acolhida nessa conjuntura hostil.

Desta forma a 2ª temporada parte muito mais para esfera prática, algo somente ensaiado na primeira que contou somente com a resolução de dois casos sem grande esforço para os agentes. Assim, nesta temporada, vemos a ascensão de um estrangulador de crianças negras, mais um pouco do mistério em torno do assassino BTK, casos que despertarão e exigirão muita perspicácia para chegarem a um ponto final. E, para além da solução mágica que a ficção de serial killers enfoca, nosso agentes terão problemas simplórios como a burocracia e política que impedirão um resultado mais satisfatório.

CURIOSIDADES (bem reiais)

  1. 090_06A série é baseada em dois agentes reais, John Douglas e Robert K. Ressler, que faziam perfis criminais na década de 1970 e que escreveram o livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit. Assim, as cenas das entrevistas são baseadas nas entrevistas reais com os ditos serial killers, às vezes quase palavra por palavra.
  2. 090_07Um distúrbio que combina com os sintomas que o filho de Bill Tench supostamente exibe é chamado de “mutismo seletivo”. É classificado como um transtorno de ansiedade que afeta até 0,8% de todas as pessoas em algum momento de suas vidas, mais comumente na escola e / ou em ambientes sociais.
  3. 090_08Na Austrália, as duas fabricantes de automóveis históricas e mais competitivas são Holden (marca General Motors) e Ford. O nome do personagem principal é Holden Ford (Jonathan Groff). No episódio 3 da segunda temporada, quando Holden faz check-in no Omni International Hotel, em Atlanta, ele precisa esclarecer à recepcionista que seu sobrenome é Ford, acrescentando: “É uma piada de mau gosto na Austrália. Como aqui”.
  4. 090_09Há um serial killer ativo sendo aludido na série em trechos muito rápidos. Este é Dennis Rader, mais conhecido como O Assassino “BTK”, que matou dez pessoas no Condado de Sedgwick, Kansas, entre 1974 e 1991.
  5. 090_10Em um dos episódios, a Dra. Wendy Carr (Anna Torv) pode ser ouvida perguntando: “O que há na caixa”? Possivelmente uma referência ao filme de David Fincher, Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995), no qual o personagem de Brad Pitt faz a mesma pergunta na cena mais famosa do filme. David Fincher também dirigiu quatro episódios da primeira temporada desta série.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Jonathan Groff, Holt McCallany, Anna Torv, Hannah Gross, Cotter Smith, Stacey Roca, Joe Tuttle, Michael Cerveris, Lauren Glazier, Albert Jones, Sierra McClain e June Carryl  compõem o elenco. Criada por Joe Penhall, a série de 2017, Mindhunter, é baseada no livro Mindhunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit, escrito pelos reais investigadores John Douglas e Mark Olshaker. Seus produtores executivos são Beth Kono, Charlize Theron, Joe Penhall, Ceán Chaffin, Joshua Donen, David Fincher e Courtenay Miles. Seus produtores são Jim Davidson, Mark Winemaker e Liz Hannah, e as gravações ocorreram no Estado da Pennsylvania, nos EUA. Mindhunter é da produtora Denver and Delilah Productions, e é distribuída pelo serviço de assinatura Netflix.

CONCLUSÃO
O importante é ficar de olho nos detalhes e conversas. Como na ciência forense, cada detalhe, cada cena aparentemente desconexa da trama principal acaba por se entrelaçar em algum momento da história: seja um comentário de um entrevistado ou na visão de um homem fazendo nós rápidos. Aliás, as entrevistas, para quem não gosta de diálogos será um entrave, no entanto se conectam com os dramas pessoais do trio Holden, Tench e Wendy e mostram a evolução dos métodos investigativos da Ciência Comportamental.

Se você curte, como eu, os jogos geniais de palavras, a mente dos assassino que beira a naturalização do crime, a banalização do atos homicidas e a confusão serão momentos de pura empolgação. Como li muito Agatha Christie (36 livros para ser exato), a pegada da série me lembra muito dos métodos de Hercule Poirot ao interrogar seus suspeito a procura de pistas. A diferença, claro, é que não falamos da Inglaterra, mas prisões estadunidenses em que os criminosos possuem sempre uma conexão sexual e o dinheiro lhes é pouco relevante. Estão em busca de uma satisfação sádica para seus impulsos primitivos.

Outro ponto interessante é o estilo retrô. Não só porque a ambientação da série se dá na década de 1970, mas porque a fotografia muitas vezes imita a da época e a qualidade da filmagem, as vezes defeituosa ou nebulosa, típica de películas antigas. Isso está presente em vários momentos da série desde uma festa até um passeata pelas ruas de Atlanta.

Como é uma série inspiradas em fatos, o telespectador tem uma sensação ímpar de estar mergulhado em uma “verdadeira” investigação criminal, até onde a ficção pode alcançar. Mindhunter é uma série inteligente e merece mais temporadas, contudo ainda aguarda o sinal verde da Netflix para continuar. São previstas cinco temporadas e já lhe rendeu 5 indicações variadas e o prêmio de melhor ator de drama para Jonathan Groff, pela Satellite Awards. Aventure-se por mentes criminosas e para quem gosta de roteiros precisos, está é uma atração para você matar (ou maratonar) em série. Trocadilho ruim, mas eu deixo assim. Boa diversão!

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STRANGER (CRÍTICA)

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SINOPSE
Hwang Shi-mok sentia insuportáveis dores de cabeça durante a infância, seu sofrimento era tanto que precisou passar por uma lobotomia parcial à fim de melhorar sua qualidade de vida, porém houve um imprevisto médico, o jovem perdeu a total capacidade de demonstrar emoções, se transformando numa pessoa extremamente fria e racional. Os picos de dor reduziram bastante a frequência, mas esporadicamente ainda é surpreendido pelo distúrbio, chegando a perder a consciência estivesse onde fosse. Tal prejuízo psicológico certamente prejudicou sua vida pessoal, em contrapartida se tornou uma pessoa superfocada e capaz de direcionar seu potencial de inteligência para resolver os mais complexos problemas. Agora adulto, Shi-mok trabalha como promotor público, se aliando à empenhada policial Han Yeo-jin para investigar e capturar um assassino em série. No entanto a corrupção que os rodeia se mostra ainda mais perigosa do que o algoz desconhecido.

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COMENTÁRIOS
As produções sul-coreanas, sejam de filmes ou séries, estão cada vez mais lapidadas e se equiparando à indústria norte americana. E boa parte deste mercado é ocupado pelo Studio Dragon, que nasceu recentemente, 2016, mas que já se tornou responsável por um catálogo invejável de excelentes séries. The K2 (2016), Black (2017) e Memories of the Alhambra (2019), são apenas algumas das exportadas para o mercado internacional de maior audiência. E seguindo a mesma linha temos Stranger (비밀의 숲), uma superprodução de cair o queixo! Não brinco com coisa séria, este é um conteúdo para aquele público extremamente exigente, que não fica feliz com encheção de linguiça nos roteiros, ou com as esperadas breguices comuns em séries devido ao orçamento limitado. Cada ponto e cada vírgula são muito bem pensados e aplicados na trama, assim como cada centavo investido tem obrigação de se transformar no melhor de cada colaborador envolvido. Eu particularmente não encontrei pontos fracos, a não ser os relacionados com a polêmica “opinião pessoa”. Por apresentar um conteúdo um pouco mais complicado e politizado que a média das produções, talvez se torne lento e, até um pouco enfadonhos em momentos pontuais para certas audiências, mas de forma alguma é motivo para perder pontos numa avaliação. Como dito, o que tem potencial de afastar alguns é seu estilo, e isso não é um defeito. Seria o mesmo que alguém falar que não aguentou assistir Friends porque a série “só tem palhaçada”.

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Stranger tem muitos pontos altos, mas o que mais se destaca é o seu elenco. Peço até desculpas, esta é a terceira série sul-coreana que analiso, e nas duas outras situações, analisando Black e Túnel – A Série, também elogiei com euforia os grupos de atores. Mas não tem jeito, é indiscutível a qualidade cênica desses caras, parecem alienígenas! Incorporam de corpo e alma seus personagens e conseguem a perfeição em todo tipo de expressão. Destaco ainda mais dois atores, Cho Seung-woo, que atua como Hwang Shi-mok, o personagem principal, que é considerado um dos superastros multi-talentos da Coreia do Sul, tendo recebido dezenas de prêmios em tudo quanto é coisa, e Yoo Jae-myung, que chegou a ser nomeado como Melhor Ator Coadjuvante na 54th Baeksang Arts Awards por Stranger, e venceu o 6th APAN Star Awards pela série Life (2018), onde também trabalhou com Seung-woo.

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Se tratando do aspecto técnico tudo funciona muito bem, seria chover no molhado perder tempo pontuando, mas tem uma coisa que é preciso ser dito para que não haja prejulgamentos (nunca mais em qualquer outra produção cinematográfica sul-coreana!). Algumas coisas curiosas acontecem com as mídias de vídeo provenientes da Coreia do Sul. Relacionarei. Vez ou outra vemos cenas onde certas coisas estão embaçadas, qual motivo disso? A cinematografia deve se enquadrar na Comissão de Padrões da Coreia do Sul, que define o que deve ou não ser censurado. Grafismos excessivamente chocantes, que causem ansiedade ou desgosto público, não deverão ser exibidos. No entanto há possibilidade de exceções uma vez que se comprove a necessidade da exibição para o entendimento do conteúdo. Porém, mesmo assim, é cobrado o máximo de cuidado em abordar o assunto. Estrangulamentos, desmembramentos, mutilações, cenas ou técnicas de suicídio, mortes com armas de fogo, com cortantes, ou outros objetos, reproduções de mortes de animais, e qualquer outra coisa que contrarie o bom senso do que é adequado, estão passível de sofrer os tais embaçamentos. Os carros, por qual razão eles andam tão lentamente nas vias? Até mesmo nas cenas de ação e perseguição, pra que isso? Na Coreia do Sul existem rígidas regras de trânsito, e como boa parte das cenas são gravadas em vias públicas, é necessário segui-las. Vez ou outra ainda vemos nas séries uma perseguição genuinamente em alta velocidade, são feitas em circuitos privados, mas na maioria das vezes os editores fazem uma mágica (que nem sempre convence) para “acelerar” as ações. E a gente já achando que Ancine enche o saco.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Cho Seung-woo, Gil Jung-woo, Song Eui-joon, Doona Bae, Yoo Jae-myung, Lee Joon-hyuk, Shin Hye-sun, Choi Byung-mo, Park Jin-woo e Choi Jae-woong compõem o elenco. Escrito por Lee Soo-Yeon, Stranger é uma série sul-coreana de 2017 dirigida por Ahn Gil-Ho, Kim Suk-won e Kim Sung-kyoon. Seus produtores são Park Eun-kyung e Seo Jae-hyun, que utilizam o Studio Dragon, enquanto sua distribuição em território doméstico é feito pela tvN, e consegue alcance internacional através da Netflix. Stranger também conhecido por outros dois nomes dependendo da região, Secret Forest e Forest of Secrets. Então se você ver por aí esta confusão, não estranhe. Utilizo o nome Stranger porque é assim que a série chegou ao Brasil através da Netflix. Só não pergunte onde usam as outras variações, pesquisei e não encontrei. Se souber, me avise. Stranger recebeu muitos prêmios, incluindo o cobiçado Grand Prize na 1st The Seoul Awards, o The Best TV Shows of 2017 pelo The New York Times, e melhor ator para Cho Seung-woo, e melhor adaptação para TV para Lee Soo-yeon, no 54th Baeksang Arts Awards. Isso sem contar as várias nomeações em outras categorias.

CONCLUSÃO
Inteligente e empolgante, Stranger nos cativa logo de cara. Sua estética é bonita, sua trilha sonora inspiradíssima, e seu roteiro então, é um show à parte. Ficamos instigados continuamente a assistir mais e mais, a série não perde o pique um minuto sequer. Mas deixei por último a cereja do bolo, seu leque de atores. Só os Conselheiros da Cúpula dos Atores Fodões foram escalados para fazer parte do time. Aqui não tem ator mediano, na brincadeira só entram os Picas das Galáxias! Acha que estou brincando? Confere o primeiro episódio ao menos. Aposto contigo duas coxinhas e um suco de goiaba que não estou errado, e você ainda vai voltar aqui para pagar a dívida! Recomendada para maiores de 16 anos, essa é mais uma produção do competente Studio Dragon, e está disponível pelo serviço por assinatura Netflix. Tenha uma excelente maratona! Sim, eu sei que se você começar a assistir, irá maratonar os seus 16 episódios numa tacada só!

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TÚNEL – A SÉRIE (CRÍTICA)

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SINOPSE
Park Kwang Ho é um detetive de polícia linha dura da cidade de Seul no ano de 1986. Investigando uma série de assassinatos, o dedicado policial acaba localizando um potencial suspeito, que foge correndo por um extenso túnel após ser notado. Em perseguição naquele escuro lugar, Park o perde de vista, quando é surpreendido com um pedrada na cabeça e cai desnorteado. Sem demora recobra as forças e se levanta para continuar no encalço do indivíduo. Chegado ao fim do túnel, o detetive não percebe mais ninguém, e não apenas isso, tudo ao seu redor está completamente diferente! A modesta cidade que conhecia agora contava com enormes e iluminados edifícios, as vias estavam muito diferentes e cheias de carros nada parecidos com os que ele estava acostumado. Sem muitas explicações, definitivamente ele tinha viajado ao futuro de 2017! Ele não sabia como e nem o motivo, mas estava convencido de que precisava encontrar aquele assassino. E ao que tudo indicava, tinha atravessado o tempo junto com ele.

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COMENTÁRIOS
Repleta de mistérios e casos sinistros, Túnel – A Série (터널), é um K-drama policial com elementos de ficção científica bastante inteligente. Mesmo seguindo fórmulas conhecidas de séries de investigação ocidental, consegue personalidade própria se sustentando no carisma de um grande elenco. Choi Jin-hyuk, que faz o papel de Park Kwang Ho, é jovem, porém veterano em novelas sul-coreanas, e mostra uma grande versatilidade atuando de forma espetacular em momentos de drama pesado, quanto nos momentos mais cômicos. Yoon Hyun-min e Lee Yoo-young, o casal de atores ao lado de Choi, também se destacam pela seriedade que enfrentam seus papéis, sem perder a qualidade em nenhum instante. Citei os personagens principais, mas saiba que o elenco inteiro, incluindo os convidados para pontas, todos mostram um grande realismo em suas atuações.

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A produção é de uma série sem muito luxo, se apoiando muito mais na qualidade da sua história do que em grandes recursos cinematográficos. A Seul recriada de 1986 é bacana e consegue convencer, já o figurino oitentista da época eu não saberia dizer, mas não creio que dariam um vacilo bobo. Gostei bastante da direção de Shin Yong-hwi, que traz um visual ao mesmo tempo que sombrio e ‘quase noir’, consegue mesmo assim que ele seja leve e confortável de assistir. Deixo a dica caso já tenha superado o preconceito e deixado de desconfiar da qualidade das produções da Coreia do Sul, a maioria das produções vinda do Studio Dragon são excelentes! The K2 (2016), Black (2017) e Stranger (2017), são outros K-dramas obrigatórios para quem gosta de thrillers como este. E não ache que os sul-coreanos são bons apenas em gêneros mais sérios, as séries de comédias também são muito divertidas e viciantes. Mas este já é assunto para um outro dia.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Choi Jin-hyuk, Yoon Hyun-min, Lee Yoo-young, Jo Hee-bong, Kim Byung-chul, Kang Ki-young, Kim Min-sang, Mun Suk e Lee Yong-nyeo compõem o elenco. Escrito por Lee Eun-mi, Túnel – A Série, é uma produção de Choi Jin-hee e do Studio Dragon de 2017 que dirigido por Shin Yong-hwi. O K-drama sul-coreano tem Choi Kyung-sook e Kim Jin-yi como produtores executivos, e Kim Sung-min e Park Ji-young como produtores. A série possui um total de 16 episódios com tempo médio de 65 minutos cada, distribuído pela Orion Cinema Network (OCN) na Coreia do Sul, e pelo serviço Netflix no restante do mundo.

CONCLUSÃO
Túnel – A Série, é uma produção sul-coreana bastante empolgante e que monta uma trama sensacional capaz de te prender numa maratona ferrenha! Seus formato são de episódios longos, todos passando os 60 minutos, mas cada um deles muito gratificantes. Então suba no bonde para acompanhar o detetive Park Kwang Ho numa caçada frenética através do tempo por um brutal assassino em série! Classificado como para maiores de 16 anos, a série é distribuída pelo serviço por assinatura Netflix. Prepare a pipoca e tenha bastante unhas para roer, porque esta é uma puta série! Recomendadíssima!

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BLACK – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
Kang Ha-ram é uma jovem mulher que desde a infância sofre bastante com um infeliz dom. Capaz de ver espíritos por todos os lados, precisa estar sempre de óculos escuros para camuflar os vultos espectrais e não acabar enlouquecendo. Em outro canto da cidade está Han Moo-gang, um detetive extrovertido e dedicado ao trabalho que acaba morrendo durante o cumprimento do seu dever. Seu corpo então é levado ao necrotério, e lá ele é possuído pelo Ceifador Nº 444, uma entidade implacável e sem compaixão que encaminha os vivos para o mundo do morto. Assumindo o corpo de Han Moo-gang, ele procura manter o disfarce como detetive, enquanto parte no encalço de seu pupilo renegado, do qual é responsável, e que também se apossou de um corpo humano morto.

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COMENTÁRIOS
Black (블랙) é uma produção sul-coreana que mistura elementos como drama, romance, policial, mistério, fantasia, comédia e ação, e por todos os gêneros por onde transita, o faz com muita presteza e originalidade narrativa, mesmo englobando tantas categorias. Por incrível que pareça o senso de humor dos sul-coreanos não é muito diferente de nós brasileiros, eles estão sempre rindo, sempre solícitos, algo bem diferente do que faria sentido, uma vez que o recebe forte influência cultural norte americana, um povo bem introspectivo. Isso é algo que sempre acho bacana de observar, seja em qual tipo de mídia for, a expressão natural de humanidade de uma cultura, e os sul-coreanos não se preocupam com isso. Fazem suas graças seja onde for, estando seguros de não dever satisfação por seus comportamentos a ninguém. Do jeito que realmente deve ser!

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Explicado um pouco sobre esse grau de naturalidade com o qual esse povo tão distante se mostra, fica mais fácil dizer que tudo em Black é fluído. As atuações e diálogos são impressionantes. Esse é o tipo de série que verdadeiramente te distrai, sendo capaz de te empurrar para uma maratona sem nem perceber. Divertidíssimo, porém de bastante tato quando há necessidade de mais seriedade, a narrativa traz muito sobre dilemas familiares, lutos, superações e, sempre que o faz, somos afetados pela emoção que esse elenco consegue transbordar. São profissionais que realmente encarnam seus personagens e dão o máximos de si. O roteiro de Black consegue se manter firme pelos seus dezoito episódios, onde cada um deles tem entre 68 e 87 minutos. Achou longo? Acredite, você nem consegue notar que esse tempo todo passou.

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Com uma produção polida, o ‘K-drama’ (produções sul-coreanas lançadas em série para TV), que erroneamente é chamado por muito gente de ‘dorama’ (produções japonesas), não apresenta muitas falhas. Seu roteiro bem amarrado tem uma direção competente, executando cenas de ação bastante empolgantes. As lutas e perseguições são bem coreografadas, mesmo com as rígidas normas de trânsito do país, o que traz uma boa dose de adrenalina. Acho que é óbvio, mas digo tudo isso considerando esta ser uma série, e não um filme, que é bem mais compacto e fácil de editar.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Song Seung-heon, Go Ara, Jae-young Kim, Kim Dong-jun, Lee El, Won-hae Kim, Jo Jae-yoon, Choi Min-chul, Park Doo-sik, Kim Tae Woo, Chul-min Lee, Jae-Ho Heo, Seok-yong Jeong e Choi Won-hong compõem o elenco. Com roteiro de Choi Ran, a série é dirigida por Kim Hong-sun. Obra do sul-coreano Studio Dragon, tem produção executiva de Kim Jong-sik e Song Jae-joon. Estúdio esse também responsável por outras séries já resenhadas aqui, como The K2 (2016), Tunnel (2017) e Stranger (2017). Na Coreia do sul, Black, foi distribuída pela Orion Cinema Network, mais conhecida como OCN, e foi internacionalizada pelo serviço de assinatura Netflix. Lançada em 2017, a série, que de forma correta deve ser tratada como um K-drama, possui dezoito episódios, e até onde se compreende, tem sua história concluída, dificultando a possibilidade de continuação.

CONCLUSÃO
Embora eu ainda não tivesse feito a resenha sobre nenhuma produção sul-coreana até o momento, já assisti muitas coisas do país, e estou seguro em afirmar, esta é uma das melhores e mais divertidas séries daquelas bandas. Tendo uma história muito intrigante, ela te prende em assistir sequencias de episódios de mais de uma hora cada sem nem perceber. Uma produção muito boa que acertou em cheio em seu roteiro e direção, e que fez mais bonito ainda na escolha de seu elenco. Black tem drama, romance, policial, mistério, fantasia, comédia e ação, e não se engane achando que uma série com tantos gêneros misturados não tem condições de ser bom em tudo que propõe. Muito pelo contrário, os caras acertaram e fizeram bonito em tudo! Duvida? Te desafio a assistir pelo menos o primeiro episódio e não se apaixonar por este K-drama. A série é recomendada para maiores de dezesseis anos e está disponível no serviço por assinatura Netflix.

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GLITCH – SÉRIE DA NETFLIX (CRÍTICA)

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SINOPSE
A polícia da pequena e pacata cidade Yoorana recebe um chamado de perturbação no cemitério, então o Sargento James Hayes parte a caminho. Sete pessoas por conta própria simplesmente saíram de seus respectivos túmulos, não com os corpos em decomposição ou coisa do tipo, mas com plena saúde. O policial então sem compreender exatamente o que estava acontecendo imagina que aquelas pessoas estavam sob efeito de drogas ou participando de algum ritual esquisito. James encontra cinco deles, e os leva para a clínica Elishia McKellar, os outros dois tomaram rumos diferentes pela cidade sem que ele notasse.

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Havia algo ainda mais estranho do que gente nua cheia de terra num cemitério, após todos serem atendidos e limpos na clínica, James reconhece um deles como sua falecida esposa, Kate Willis. Incrédulo e nervoso, fica atônito diante daquela situação, no entanto o sentimento da saudade faz com que ignore toda a estranheza e aceite aquilo como um milagre. A noite caótica exigia que James pensasse rápido, as autoridades não podiam tomar ciência de nada, sabe-se lá o que fariam com eles. Aquelas pessoas aos poucos iam recobrando algumas memórias, e era descoberto que cada um morreu em épocas bem diferentes. Tornou-se pessoal, ele precisava entender porque aquilo estava acontecendo, ao mesmo tempo que precisava fazer de tudo para mantê-los protegidos.

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COMENTÁRIOS
Glitch é uma série australiana que estreou em 2015 pelo serviço de assinatura Netflix, e se concluiu com três temporadas de seis episódios cada. Com uma temática de drama, paranormal e muito mistério, a produção mostra muita qualidade e personalidade em seu desenvolvimento como história. Não espere nada assustador ou sombrio, a temperatura aqui é outra, e foca muito mais nos mistérios do porque aquilo tudo aconteceu, e em repentinos flashbacks de cada um daqueles indivíduos para que recordem suas memórias. O que mais me surpreendeu em Glitch foi o entrosamento excepcional dos atores. Não existe elo fraco, todos se saem bem e conseguem entregar uma performance sem máculas.

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O roteiro do trio de escritores, Louise Fox, Kris Mrksa e Giula Sandler, é bem fechado, mantendo a coerência por todas as três temporadas, e combinado à excelente direção de Emma Freemanm, faz ser muito merecido os vários prêmios que a série recebeu. A trilha original de Cornel Wilczek é um espetáculo à parte, e também foi premiada. A fotografia australiana traz ainda mais autenticidade e identidade para a produção, com tomada aéreas muito bonitas e cenas panorâmicas espetaculares. A cidade de Yoorana é fictícia, e suas gravações ocorreram em Victoria, sudeste da Austrália. Glitch finalizou nesta terceira temporada lançada em 2019, e uma coisa incomodou muitos os fãs, a Netflix não deu ênfase alguma. O que se passa na cabeça dos executivos que não valorizam nem seus trabalhos originais? Ainda mais se tratando de uma série muito bem aceita pelo público. Enfim, esmiuçar esse assunto fica para outra hora, mas realmente é revoltante.

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COMENTÁRIOS COM SPOILERS
Mistérios e mais mistérios! Fiquei com a pulga atrás da orelha pelos dezoito episódios, e queria muito um décimo nono para me desenhar que raios eu preciso entender! Sou o tipo de pessoa ansiosas que precisa sim da visão conceitual do autor, por mais que ele considere ‘o charme’ deixar algumas questões em aberto. Mágica? Ciência? Cadê o outro lado? Tem um outro lado? Quem ou o que orquestrava e definia todas as regras para a sinfonia da natureza? Deus? Fiquei agoniado querendo essas explicações e acreditava até o último segundo que as teria. E não tive! Tem dois dias que terminei de assistir e ainda estou arrancando cabelos. Fiquei por um fio de chutar o balde e praguejar pelos quatro cantos do mundo o quanto essa série é horrorosa, mas seria mentira. Seria apenas eu putaço querendo minhas respostas. Me diz você aí que já assistiu, o que achou do final? Tem sua teoria? Ajuda aí esse cara que não tem religião, é cético pra cacete com tudo, mas quer um ‘ah, é isso’ para se agarrar. Essa série é horrível! Não vê não! mentira, é boa. Saco!

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Patrick Brammall, Genevieve O’Reilly, Emma Booth, Hannah Monson, Sean Keenan, Daniela Farinacci, Ned Dennehy, Rodger Corser, Emily Barclay, Andrew McFarlane, Aaron McGrath, Rob Collins, Pernilla August, Luke Arnold, James Monarski, John Leary, Anni Finsterer, Lisa Flanagan, Leila Gurruwiwi, Robert Menzies e Greg Stone compõem parte do elenco. Escrito por Louise Fox, Kris Mrksa e Giula Sandler, Glitch foi dirigido por Emma Freeman. A produção fica por conta de Noah Burnett e Noah Fox, com Tony Ayres servindo como produtor executivo. A série recebeu o Prêmio AACTA nas categorias Melhor Série de Drama e Melhor Trilha Sonora Original. Também recebeu dois Prêmios Logie nas categorias Melhor Série de Drama e Melhor Direção em Série de Drama.

CONCLUSÃO
Se gosta de um mistério, não pense duas vezes, cai dentro porque Glitch é conteúdo para você! A série te prende com naturalidade, fazendo com que tenha disposição, e caso tenha tempo também, maratone seus dezoito episódios rapidinho. Já concluída na terceira temporada, a obra está disponível com exclusividade no serviço por assinatura Netflix. Sua classificação é de dezesseis anos, aborda alguns temas delicados e tem cenas de nudez, mas tudo sem recorrer a extremos. Portanto se tem um moleque de uns doze anos, consciente dos paranauês básicos da vida, pode colocar ele do seu lado no sofá e curtir de boa. Boa série para você!

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SOBRENATURAL (CRÍTICA)

Supernatural

ESSA SÉRIE É VELHA! PRA QUE FALAR DELA?!
Estamos em pleno 2019 quando escrevo esta resenha, e isso que dizer que estou falando de uma série de quase 14 anos. Sério mesmo?! É, sério mesmo. E porque raios falar de algo tão antigo assim? Não tem nada mais atual pra comentar não? Tem, e tem coisa pra caramba. No entanto esta é uma daquelas séries que se tornaram clássicas e que muita gente que pensa em começar assistir agora se assusta pela quantidade alta de temporadas. Claro, não é nenhum Doctor Who, mas se já passou dos 300 episódios é porque a coisa ficou crítica. Então aqui tenho a missão de convencer você, tarado por séries mas que ainda não mergulhou no mundo sobrenatural de Sobrenatural. Gostei dessa frase. Embora ninguém tenha perguntado. E aos fãs de longa data, é sempre bom dar aquela refrescada nostálgica nas aventuras dessa dupla de caçadores do além.

Mãe de Sam e Dean

PLOT COM SPOILERS NADA COMPROMETEDORES!
Era noite e a Família Winchester estava confortável dentro de casa. Localizados em Lawrence, cidade tranquila do Estado do Kansas, Mary Winchester foi verificar um ruído estranho vindo do quarto do pequeno Sam, quando percebe uma sinistra figura debruçada sobre o berço. Ela então entra em confronto com aquela criatura medonha dos olhos amarelos, e John, seu marido, acorda assustado em meios os gritos. Quando o pai da família entra no quarto é tudo silêncio. Vai ao berço e toca o filho, quando gotas de sangue caem em sua mão. Ele olha pro alto e vê sua esposa suspensa no teto, com o abdome aberto e um semblante de total agonia. Seu corpo começa incendiar e John corre em direção ao bebê, tomando ao colo e correndo para fora do cômodo. Encontra Dean, seu filho um pouco mais velho, perto dos cinco, e lhe entrega Sam ordenando que corresse e saísse da casa o mais rápido que pudesse! John então retorna ao quarto mas nada mais podia ser feito, as labaredas consumiram tudo muito rápido.

Sam e Dean

Vinte e dois anos se passam e Dean procura o irmão que agora vivia com a namorada, Jessica Moore num campus de universidade. Haviam anos que não se falavam, e Dean dizia estar preocupado com seu pai, que estava em uma viagem de caça, e haviam muitos dias que não retornava. Sam entendeu a mensagem do irmão e pediu licença para conversar com Dean a sós. Sam relutou, não queria mais se meter em caçadas, desejava uma vida normal, ou pelo menos segura. Para sempre. Mas o irmão insiste, precisava da ajuda de Sam. Não conseguia e nem queria fazer isso sozinho, e então consegue um pouco mais da atenção do caçula. Dean diz que não tinha notícias do pai por três semanas, e que então recebeu uma mensagem de voz no dia anterior com a seguinte mensagem, “Dean, alguma coisa está começando a acontecer. Acho que é sério. Preciso tentar compreender o que está acontecendo.” Um pouco de interferência prejudica a mensagem, mas ela continua, “Seja muito cuidadoso Dean, todos estamos em perigo.” e mais interferência prejudica o áudio. Sam diz que há um fenômeno eletrônico de voz causando o ruído, e Dean concorda. Então ele diz que processou a mensagem diminuindo a velocidade, rodando num software, e limpando o som. Conseguiu uma cristalina e curta frase: “Eu nunca posso ir para casa.” Sam fica convencido e decide acompanhar o irmão.

Impala

VALEU! VALEU! MANEIRO, MAS PORQUE
EU TENHO QUE ASSISTIR ESSE DIACHO?!
Talvez essa historinha até agora não pareça muito melhor que um episódio do Scooby-Doo, mas as coisas não são tão simples assim. Eu ainda nem comecei a te aliciar a torrar mais de duzentas horas da sua vida assistindo dois malucos atrás de fantasmas, demônios, monstros, e todo tipo de criaturas sobrenaturais. Mas vamos lá! Os irmãos Dean e Sam Winchester são dois jovens adultos que foram treinados a vida inteira por seu pai, John Winchester, nas mais complexas e obscuras técnicas em lidar com o sobrenatural. E fazem isso melhor que quaisquer outros caçadores, pode apostar. Atravessam os Estados Unidos a maior parte do tempo num belíssimo Impala preto ano 67, passado para Dean por seu pai. E se tem uma coisa da qual Dean tem ciúmes, é desse carro. Tudo em Supernatural tem sua história, é um universo riquíssimo onde os planos de fundo são criados episódio à episódio com total naturalidade. Uma série que embora tenham alguns episódios independentes, é imprescindível ser assistida na ordem original. Herda esse formato de Arquivo-X, obra essa que serve de total influência para a criação de Eric Kripke.

Dean Eye of the Tiger

Quando decidi começar a série, ela já devia estar na sétima ou oitava temporada, não recordo, só sei que eu tinha muita coisa pra assistir. Então eu chegava do trabalho cansado, tomava um banho, jantava, deitava na cama, e maratonava as vezes uns cinco episódios seguidos. Até ser obrigado a dormir para acordar e trabalhar de novo. Na época eu estava solteiro, então minhas obrigações eram apenas comigo mesmo, e enquanto alguns farreavam tomando gorós, eu me trancava no quarto com o Scooby e o Salsicha. Eu já vinha nessa mesma vibe, tinha recém terminado de maratonar Arquivo-X, estava órfão, e acidentalmente Sobrenatural preencheu esse vazio que ficou. Quando eu gosto de algo eu me projeto dentro da coisa, sofro com os caras, roo as unhas nos momentos de tensão, e rio sozinho das palhaçadas. Dean principalmente é um cara gente boa, meu amigaço! Aquele cara descolado mas com um lado idiota. E bota idiota nisso. Diferente de Sam, ele é relaxado, não se concentra em nada, e tem sucesso nas suas ações geralmente no improviso. Mas não importa, se um ou outro se mete numa furada, o irmão está lá para se impor e ajudar. Caem no pau, desfazem e refazem laços, compram a briga do outro, e estão quase sempre unidos priorizando a família. Quase sempre.

Dean Sam FBI

042_07Dois caras vagando por aí como nômades vivem do que? Bem, ao mesmo tempo que caçam aberrações, também são letrados na falcatrua. Vivem do uso de cartões de créditos clonados ou roubados, e essa é a pequena taxa que cobram sem remorso pelos seus esforços em manter a sociedade um pouco mais segura de um mal que nem elas sabem que correm. Os cenários de mistérios são diversos, e nos momentos de investigação eles estão lá, apresentando documentos falsos ou simplesmente um cartão das Casas Bahia que a autoridade do momento foi distraída e não verificou direito. Encontrando uma suspeita, seguem os rastros e se metem em todo tipo de enrascada. Na maioria das vezes são exitosos nos casos, mas vez ou outra o final não é tão feliz assim. E cada conquista ou insucesso pode resultar num evento lá na frente, as vezes várias temporadas depois. Existe uma quantidade enorme de personagens, e mais uma vez, cada um com seus planos de fundo e motivações. Alguns duram um ou dois episódios, e outros duram várias e várias temporadas, sendo as vezes tão relevantes quanto a dupla principal. Com tantos episódios assim, é natural termos temporadas que não começam ou não terminam tão bem, não que sejam ruins, mas é que no geral Sobrenatural é uma série bem sólida em qualidade, e quando o ritmo esfria um pouco, é porque ficamos mal acostumados e exigimos de volta aquela mesma montanha russa de emoções. Existe algumas pessoas que torcem pelo fim da série, dizem já ter enchido o saco, e que está na hora de finalizar. Mas na boa, uma pessoa que diz isso é porque realmente não acompanha. É aquele cara que deve ter assistido um episódio ou outro, certamente sortido, e não conseguiu enxergar a solidez devida por estar descontextualizado.

Elenco Sobrenatural

ELENCO, TRILHA SONORA E FICHA TÉCNICA
O que eu mais gosto em Sobrenatural é seu clima aconchegante. Na maioria das vezes nublado e com uma atmosfera saturada, onde a neblina é constante. Viajando de carona com os irmão enquanto Dean tem sempre um cassete com os melhores clássicos de puro rock’n’roll. Led Zeppelin, AC/DC, Blue Öyster Cult, Bon Jovi, e minha preferida, Kansas. Mais precisamente com o hit Carry On Wayward Son. São apenas alguns dos gigantes que fazem parte das trilhas. Sobrenatural, diferente da maioria das séries, também tem suas composições originais, que são os trabalhos dos músicos Christopher Lennertz e Jay Gruska. Por toda a série e suas inúmeras temporadas, um sem número de personagens se acumulou, portanto preferi escolher citar apenas os mais relevantes da primeira temporada. Jared Padalecki. Jensen Ackles, Jeffrey Dean Morgan, Nicki Aycox, Adrianne Palicki, Samantha Smith, Sebastian Spence, Graham Wardle, Loretta Devine, A. J. Buckley, Travis Wester, Taylor Cole, Terence Kelly e Jim Beaver, são os principais nomes nesse começo de série. A série americana é produzida pela Warner Bros. Television, numa parceria com a Wonderland Sound and Vision, e estreou no dia 13 de setembro de 2005 no canal The WB Television Network. Mais tarde se tornou grade de programação do canal The CW para TV. Mesmo retratando os Estados Unidos, Sobrenatural curiosamente é inteiramente gravado em Vancouver, no Canadá.

Castiel

Sobrenatural não nasceu de uma hora para outra, foram quase dez anos que seu criador, Eric Kripke, levou escrevendo até que chegasse no formato para TV que conhecemos. Pensou-se ser um filme, ou mesmo uma série de caçadores do paranormal, onde um grupo de jornalistas viajava numa van “lutando contra demônios em busca da verdade”. Lindamente cafona. O importante para Kripke era abordar a grande variedade de contos e lendas famosas que fascinavam sua imaginação desde criança. Hoje podemos respirar aliviados, pois sabemos do bom rumo que o projeto tomou. Já imaginou Sobrenatural nesses moldes propostos pelo formato original? Ainda bem que a Warner não gostou e exigiu que outra proposta fosse ofertada.

Sobrenatural

CONCLUSÃO: SÉRIE OBRIGATÓRIA!
Uma série muito divertida que pode te fazer perder horas de sono e chegar morto ao trabalho. Pelo menos era essa a dificuldade pra mim. Os episódios terminavam e eu não conseguia me conter, queria mais e mais. Sobrenatural é um dos melhores seriados de todos os tempos, quanto a isso não há dúvidas. A série tem seus altos e baixos, e nessas quedas não se trata de termos que assistir porcaria à força para dar continuidade à série, mas que os seus picos de qualidade são realmente muito expressivos. Isso nos acostuma mal nos tornando exigentes, mas não se preocupe, os climax vem e vão. Prepare-se para criar fortes vínculos afetivos com diversos personagens, eles te divertirão, farão sentir raiva, ficar pensativo, e até chorar. Eu me segurei em todo momento escrevendo esse texto, e é complicado descrever algo da magnitude desta série sem dar spoilers. Um universo tão grande como esse precisa ser verdadeiramente testemunhado, e não apenas lido sobre. Mas espero ter conseguido aguçar sua curiosidade, e pode confiar, você não vai se arrepender!

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