STAR WARS: CLONE WARS – SÉRIE DO CARTOON NETWORK (CRÍTICA)

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Como fogo, por toda a Galáxia as Guerras Clônicas se espalham. Ao perverso Conde Dookan, aliados mais planetas se tornam. Contra essa ameaça, aos Cavaleiros Jedis é designada a tarefa de liderar o recém formado Exército da República. Enquanto aumenta o fervor da batalha, na mesma proporção a bravura do mais talentoso estudante da Força cresce. (Yoda, narração inicial)

Após a fatídica Batalha de Geonosis (final do O Ataque dos Clones, 2002), os jedis, os grandes emissários da paz na Galáxia, são convertidos em generais e estão à frente do exercito de clones da República. Nesta animação do criador de Samurai Jack, presenciamos os reveses desta batalha épica que mudou para sempre o destino da Galáxia e jovem e talentoso Anakin Skywalker, futuro Darth Vader. Nesta animação, que influenciou a criação em computação gráfica Clone Wars, conheceremos novos vilões e tudo que um verdadeiro jedi terá que fazer para cessar o avanço do Lado Sombrio sobre o destino do universo, nem que para isso tenha que perder a própria alma.

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Título original: Star Wars: Clone Wars.
Direção: Genndy Tartakovsky.
Roteiro: Bryan Andrews (1 episodio, 2003), Darrick Bachman (25 episódios, 2003-2005), Paul Rudish (1 episódio, 2003) e Genndy Tartakovsky (25 episódios, 2003-2005).
Duração: 2h 13min
Lançamento: 2003-2005 (série).

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Elenco: André Sogliuzzo (Capitão ARC), Mat Lucas (Anakin Skywalker), James Arnold Taylor (Obi-Wan Kenobi), Grey Griffin (Asajj Ventress), Tom Kane (Yoda), Corey Burton (Conde Dookan) e Nick Jameson (Chanceler Supremo Palpatine).

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1. ANÁLISE TÉCNICA: SAMURAI-JEDI
Esta animação que é assinada pelo criador de Samurai Jack, Genndy Tartakovsk, é um compilado 20 episódios de 3 minutos e outros 5 episódios de 15 minutos que eram exibidos nos intervalos da Cartoon Network. Cada capítulo foi transmitido inicialmente antes do primeiro programa no horário nobre e, no dia seguinte, ficava disponível para download no site Clone Wars da própria emissora. Desta forma o desenho animado Clone Wars era transmitido simultaneamente na televisão e na internet e tecnicamente se tornou a primeira série da web a figurar no Emmy Winning. O desenho animado gerou um filme, Star Wars: The Clone Wars (2008), e uma série em computação gráfica (CG) de mesmo nome, The Clone Wars, que recentemente ganhou uma sétima e última temporada pela Disney+.

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Enquanto o desenho animado de Genndy Tartakovsk tem uma narrativa alucinante e que abarca em mais de 2 horas diversos embates das Guerras Clônicas de forma resumida, os eventos das sete temporadas em CG não é uma reinicialização completa desta obra, mas uma expansão da série original, pois fornece uma história de fundo para personagens recorrentes. Assim a série animada do criador de Samurai Jack precede o mundo ampliado na animação em computação gráfica. No entanto, quando a franquia passou a Disney, esta animação deixou de fazer parte das obras consideradas oficiais (cânone) de Star Wars, o que gera debates calorosos por boa parte dos fãs. Por isso considero injusta a decisão da animação de Genndy Tartakovsk não ter sido levada em conta, pois os elementos por ela abordados não anula, mas enriquece ainda mais a série animada em CG.

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Do ponto de vista da narrativa, a animação é composta por dois blocos distintos: uma primeira parte na qual os diálogos são raríssimos ou quase nulos e o foco é a ação frenética que mescla a técnica de animação 2D, essência desta obra, com o apoio mínimo das técnicas em computação gráfica. Nestes momentos o recurso de cel-shading, que mescla o 3D com o traço a mão, passa a impressão de que tudo é feito efetivamente na base do papel e caneta. Um exemplo disso é a luta de Asajj Ventress e Anakin Skywalker.

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2. ENREDO: O CAMINHO DO LADO SOMBRIO / SPOILERS
Ao longo de toda a animação acompanhamos os passos de múltiplos personagens em suas batalhas e que abarcam o intervalo de tempo entre o episódio II (O Ataque dos Clones, 2002) e o episódio III (A Vingança dos Sith, 2005). A narração de Yoda no início deste compilado de duas horas de episódios animados nos dão o tom do que virá: sentir todas as formas e amplitudes que as batalhas clônicas e como elas assolaram a galáxia.

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A divisão da obra consiste em uma compilação em duas partes. A primeira é composta pela junção de episódios de três minutos exibidos originalmente da TV e focadas quase que integralmente na batalha por Muunilinst, o país sede do Clã Bancário, um dos principais aliados dos Separatistas. Aqui vemos as vitórias, em pequenas histórias, das tropas de elite dos clones, os Arc-Troopers, e do diversos jedis que permeiam a academia, o templo e o conselho. Já o segundo volume, os episódios de 15 minutos, lidam com os eventos que imediatamente precedem A Vingança dos Sith (2005) com o surgimento do General Grievous e o sequestro de Palpatine do planeta sede da República, Coruscant.

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Se por um lado vemos a evolução de cavaleiros e mestres jedi, suas perícias e técnicas de combate principalmente em Yoda e Mace Windu (este último fantástico), testemunhamos a petulância e o egocentrismo de Anakin Skywalker para o Lado Sombrio. A história começa logo após os eventos da Batalha de Geonosis, com o padawan ainda de cabelo curto, com sua trancinha característica, liderando um ataque a pedido de Palpatine e contrariando Obin Wan Kenobi e o próprio Yoda, maior representante do Conselho Jedi.

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A animação Genndy Tartakovsk ainda nos brinda com outros momentos do lado obscuro de Anakin. Além da desobediência e arrogância, o vemos deixar aflorar sua perversidade quando enfrentando a primeira aparição de Asajj Ventress, recrutada por Dookan. Em certo momento o jovem se apodera do sabre vermelho de Ventress e a cada golpe que desferia contra a Irmã da Noite, fantasiava que enfrentava os demais Cavaleiros Jedi. Mesmo assim é promovido a cavaleiro sem passar pelos testes convencionais, por desejo de seu mestre Kenobi, devido não só a valentia do padawan como também as terríveis baixas que a Guerra Clônica trouxera à Ordem. E por fim, ainda em um planeta remoto e primitivo, quase vencido, tem visões de como um herói da justiça se tornaria o maior vilão da Galáxia na figura de Darth Vader.

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Além de Ventress, essa animação nos mostra a primeira aparição do general droide Grievous, em plena força e perícia. Seus primeiros assassinatos, o início de sua coleção de sabres de luz. Ele dá as caras por volta do episódio 20 presente nesse compilado e ainda não tinha sua voz ofegante e interrompida pela tosse o tempo todo. Ela seria sequela de sua batalha contra Mace Windu, que lhe esmagou os pulmões e quase o derrotou. No entanto é Grievous que está a frente do sequestro de Palpatine e que o entrega a Dookan, sequestro esse que marca o início do filme A Vingança dos Sith (2005).

3. CURIOSIDADES

  • 142_12A voz do General Grievous é significativamente diferente nesta animação. Isso se deu porque o ator que o interpretaria no Episódio III: A Vingança dos Sith ainda não havia sido escolhido. Assim no episódio final, quando Mace Windu esmagou os pulmões de Grevious, produziu uma voz levemente alterada não causando estranhamento entre as diferenças entre o desenho e o filme de 2005.
  • 142_13Uma cena deletada de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith (2005) mostra Obi Wan e Anakin testemunhando Shaak-Ti sendo morta nas mãos do General Grievous em sua missão de resgatar o Chanceler Palpatine. Isso atua como um final alternativo à missão de Shaak-Ti do desenho, no entanto, foi considerado algo não oficial.
  • 142_14No capítulo 24, Anakin vê uma mensagem enigmática detalhando um guerreiro Nelvaan que perdeu a mão na batalha, recebeu uma nova e quase destruiu sua própria aldeia. Este é um prenúncio da passagem de Anakin para o Lado Sombrio como acontece no último filme da trilogia prequel,  A Vingança dos Sith.

4. CONCLUSÃO
Se você é um fã do canal Cartoon Network, um fã raiz, vai apreciar bastante esta animação com os traços de Samurai Jack, que considero um dos grandes desenhos da época de ouro desse canal. Compensa muito ver as cenas de ações mortais, rechearem a tela principalmente as que envolvem não só Anakin, futuro Vader, mas a todos os jedis, em geral, mas principalmente Mace Windu e Yoda. Percebemos o porquê desses últimos serem considerados os jedis mais valorosos e eficientes da Ordem.

Outro ponto importante é a estreia de dois vilões importantíssimos para franquia: Asajj Ventress e o General Grievous. Ela porque é uma das peças centrais do filme e da série animada em computação gráfica; ele por ser um dos melhores vilões de A Vingança dos Sith (2005). As batalhas nas quais se envolvem vale cada minuto de seu tempo.

Já para quem é fã de longa data de Star Wars, fica a curiosidade para ver se a Disney cometeu ou não uma injustiça ao excluir essa série animada da mitologia oficial da franquia. Questão essa, para vocês eu deixar (tentando ser Yoda aqui). Adianto que considero uma obra digna e bem construída para ser descartada, mas não há como saber que rumos para Força a empresa do Mickey tomará. Sendo assim, assista e tire suas conclusões. No mais, prepare uma pipoca e que a Força esteja com vocês.

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STAR WARS: A GUERRA DOS CLONES (CRÍTICA)

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SINOPSE E FICHA TÉCNICA

Uma galáxia dividida. Em um veloz contra-ataque após a batalha de Geonesis, o exército droide de Conde Dookan conquistou o controle das principais rotas do hiperespaço separando a República da maior parte do Exército Clone.
Com poucos clones, os generais jedis não conseguem uma posição segura na Orla Exterior, enquanto mais planetas se juntam ao Separatistas de Conde Dookan. Com os jedis ocupados com a guerra, não sobra ninguém para manter a paz. A desordem e o crime tomam conta e os inocentes tornam-se reféns de uma galáxia sem lei.
O filho do chefe do crime Jabba, o Hutt, foi sequestrado por um bando rival de piratas. Desesperado em salvar seu filho, Jabba pede ajuda.

Após a batalha de Geonosis, eventos contados em Star Wars: Episódio II – O ataque dos clones (2002), os conflitos contra os Separatistas se intensificam. Na frente de batalha no planeta Christophsi, o cavaleiro jedi Obi Wan Kenobi e o agora também cavaleiro, Anakin Skywalker, lideram as forças clônicas. Acuados no planeta Christophsi e em menor número, as forças da República são auxiliadas por uma nova padawan, Ahsoka Tano, que é designada como aprendiz de Skywalker.

Mas logo a trama muda de foco e passar a girar em torno do sequestro do filho de Jabba, o Hutt, mafioso intergalático que reside em Tatooine. Ele controla as rotas da Orla Exterior, essenciais tanto para a República quanto para os Separatistas que necessitam delas para movimentar suas tropas. Na sua busca por ajuda, o Hutt requisitará o auxílio jedi, ao mesmo tempo que Conde Dookan se oferece para o serviço de resgate. Começa assim um corrida contra o tempo entre mestres e aprendizes. Enquanto Anakin precisa se acostumar com a padawan Asooka; Assaj Ventress, aprendiz do Conde Dookan, precisa mostrar seu valor e cumprir os obscuros planos do mentor.

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Título original: Star Wars: The Clone Wars
Direção: Dave Filoni
Roteiro: Henry Gilroy, Steven Melching
Duração: 1h 38min
Lançamento:
15 de agosto de 2008

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Elenco (vozes): Matt Lanter (Anakin Skywalker), Ashley Eckstein (Ahsoka Tano), James Arnold Taylor (Obi-Wan Kenobi), Dee Bradley Baker (Capitão Rex / Cody), Tom Kane (Yoda), Nika Futterman (Asajj Ventress) Catherine Taber (Padmé Amidala) e Christopher Lee (Conde Dookan).

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ISSO É UM FILME MESMO?
Sendo um filme spin-off (derivado) da franquia Star Wars, surge a dúvida sobre a organização da trama que por vezes parece fragmentada para o observador mais atento. Na verdade este longa é composto por quatro episódios originalmente produzidos para a primeira temporada da série animada Star Wars: The Clone Wars (2008). Desta forma o longa foi concebido para ser o episódio piloto que daria início a série animada, porém tomou o rumo das telonas.

Por isso parece que o enredo tem pelo menos dois momentos: a crise no planeta Christophsi e o rapto de filho de Jabba, o Hutt. Não que isso atrapalhe a trama geral, mas explica a ligação com dois outros episódios do desenho animado que precedem os eventos do filme e terminam lançando luz sobre alguns aspectos da batalha em Christophsi. De forma resumida e na ordem cronológica, tratam-se dos seguintes episódios:

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2×16 – Brincando de gato e rato (Cat and Mouse)
Nesta aventura prólogo, mostra a chegada de Anakin e Obin Wan a frente de batalha no planeta Christophsi, importante por seus recursos destinados a República. O senador Organa (aquele que criará a princesa Leia) está em apuro e precisa de apoio e suprimentos. Porém, Skywalker e Kenobi devem enfrentar um veterano e astuto almirante de guerra: Trench. Impedidos de chegar ao planeta, a batalha espacial seria decidida pela coragem e estratégia de Anakin e seus subordinados  à bordo de uma nave com camuflagem especial.

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1×16 – O inimigo escondido (Hidden Enemy)
Já neste episódio, ainda mais próximo do eventos do filme, observamos Anakin e Obiwan às voltas com um espião dentro da tropa de clones que está informando as posições das forças da República aos separatistas. A trama apresenta um dos personagens clones mais importantes de toda série animada: Rex, um cara durão e disciplinado. Também nos mostra que Asajj Ventress está por trás da sabotagem entre os clones. Além de elucidar como as forças da Repúblicas ficaram sem ajuda e quase sem munição, situação que aparece no início do filme, chama à atenção para um problema moral: será que a República não é tão má quanto os Separatistas, visto que cria seres humanos em laboratório para morrer em batalha?

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SURGE AHSOKA TANO, A PADAWAN!
O ponto chave desse longa fica realmente por conta de Ahsoka Tano, uma padawan destemida e indomável. Partindo da perspectiva de que Anakin sai da condição de padawan (como aparece em Star Wars – Episódio II) e se torna cavaleiro jedi, nada mais natural do que passar seus conhecimentos à nova geração. E os dois são imprudentes e fazem o que bem entendem. Esta simetria (Anakin e Ahsoka) é que marcará afinidade entre os dois jedis  ao longo deste filme e e depois na série animada.

Por outro lado, é aqui que também temos a estreia da aprendiz sith, Assajj Ventress. Neste longa, ela está extremamente insinuante e, arquitetando fake news junto com Conde Dookan, seu mestre Darth Tyranus, tenciona incriminar os jedis pelo rapto do filho de Jabba, o Hutt.

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Tudo culmina para o planeta Tatooine, sede da organização de Jabba. Na corrida contra o tempo, é preciso devolver a criança ao pai. Estar no deserto desperta lembranças recentes de Anakin: ele estivera aqui, tentara salvar sua mãe, mas acabou por dizimar toda uma aldeia de povos da areia (eventos presentes no Episódio II). A certa altura Anakin observa com tristeza:

O deserto é impiedoso, tira tudo de você.

Isso se mostra ainda mais latente na primeira batalha de sabres de luz contra o Conde Dookan. Anakin perdeu a mão no combate de Geonosis (Episódio II – O ataques dos clones) sendo substituída por uma prótese robótica, caso semelhante se dará com seu filho no Episódio VI: O retorno do Jedi (1983). Assim durante a luta, Conde Dookan sente a dor da perda em Skywalker. Nada mais natural estando em Tatooine, local de morte de sua mãe e a chacina do povo da areia. Isso ecoa a fala de Ashoka Tano, parafraseando Yoda:

Erros antigos projetam grandes sombras.

ALGUMAS CURIOSIDADES

  1. 065_08Este foi o primeiro filme de Star Wars a não ter um texto introdutório durante a sequência do título. Em vez disso, a premissa da história é estabelecida pela narração de um locutor descrevendo cenas de fundo. Deixamos a transliteração dessa fala no início dessa crítica.
  2. 065_09O clone Capitão Rex tem uma cicatriz no queixo, inspirada na de Harrison Ford. O símbolo “Jaig Eyes” em seu capacete foi originalmente concebido por Joe Johnston como decoração para o capacete de Boba Fett.
  3. 065_10De acordo com Dave Filoni, Ashoka Tano foi inspirado em San, o personagem-título da princesa Mononoke (1997).

CONCLUSÃO: Skyfora é melhor que Skywalker!
O mais interessante do Star Wars: The Clone Wars é conseguir o que o Episódio II não conseguiu: cativar pela força que cada personagem possui. Longe da atuação pífia de Hayden Christensen, no segundo filme da trilogia prequela (pré-sequência), o Anakin Skywalker da animação é mais carismático e expressivo, assim como Obin Wan. Além de introduzir personagens novos (Ahsoka Tano e Asajj Ventress), o longa-metragem é o pontapé inicial para quem quiser acompanhar a série animada. Sem sombra de dúvidas, este filme e o desenho animado (aqui exibido pela Cartoon Network) são as produções derivadas mais bem trabalhadas da franquia, expandindo e explicando lacunas de toda a saga dos três primeiro episódios.

Além disso, compensa por abranger, ainda que de forma branda, questões de gênero (como um Hutt homoafetivo e mulheres empoderadas com sabre de luz ou um blaster), um romance (bem contido) e batalhas épicas ao som de uma trilha sonora bem rock. Nunca foi tão fácil seguir o Lado Bom da Força. Bom filme!

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