HALO 3 – ODST (CRÍTICA)

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SINOPSE
No ano de 2552, a cidade de Nova Mombasa, no Quênia, se encontra sob o domínio da raça alienígena COVENANT, que busca algo misterioso nas entranhas da cidade. O jogador será o Novato da ODST (Tropa de Choque de Desembarque Orbital), divisão de elite da UNSC (Comando Espacial das Nações Unidas) que terá de recompor os passos de seus amigos e reencontrar seu pelotão e, por fim, escapar da cidade dominada pela guerra.

Alternando entre os eventos presentes, nos quais o Novato procura pistas de seus amigos, e os flashbacks, que contam a história de cada companheiro após o pouso e dispersão do pelotão, o jogador terá que controlar diversos soldados com recursos mínimos alternando entre a furtividade e a ferocidade para se reagrupar e ainda descobrir um segredo que pode mudar os rumos da guerra.

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O JOGADOR E A HISTÓRIA (Análise)
Uma pequena busca pela rede e você terá de detonados a análises muito mais completas das que eu aqui proponho. As minhas impressões se centram em aspectos simples: o fato de não jogar em console já há bastante tempo (finalizei esse game no Xbox 360 de um amigo) e, por ser professor de literatura, abordar os aspectos do enredo com mais ênfase. Não terá super dicas ou spoilers, mas impressões que lhes podem ser úteis ou não.

Quanto a jogabilidade de alguém que voltou aos consoles recentemente, jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) sempre foram os que mais me chamaram a atenção. Sou herdeiro de uma geração de Goldeneye 007 do Nintendo 64 (já resenhados aqui) e lá nos primórdios de meu vício no gênero também curti lutar contra raças extraterrestres em outros games do mesmo console como toda sequência de Turok e Perfect Dark (2000). Este último com alguma semelhança com Halo no que diz respeito ao conceito e design das armas, o  radar de combate e o espaço. Então no geral, tirando minha debilidade em coordenar movimentos no joystick, considerei uma ótima experiência.

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No Modo Campanha, fonte de minha análise, a história possui certas peculiaridades e clichês que são comuns a qualquer enredo de guerra. No entanto aqui são abordados de forma empolgante e é preciso muita capacidade de adaptação por parte do jogador mais inexperiente (como eu). Seguimos de perto múltiplas narrativas. Cinco companheiros preencherão as lacunas por trás da missão em Nova Mombasa: o Novato, Edward Buck, Veronica Dare (líder da missão), Taylor “Dutch” Miles, Kojo “Romeo” Agu e Michael “Mickey” Crespo. O ritmo se torna diferente quando o jogador assume o controle de cada um dos amigos. Por exemplo as missões do Novato exigem mais furtividade e menos tiros, as dos amigos são mais ferozes e podem contar com a ajuda de veículos especiais como tanques e caminhonetes ou até mesmo planadores do inimigo. Eu me senti mais à vontade pilotando do que sendo pilotado (como no tanque) e acho que deve ser o mais fácil para um cara com pouca habilidade como eu.

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Enquanto o Novato precisa de esgueirar pela cidade escapando dos alienígenas (ao meu ver pouco diversificados e quase sempre os mesmos), mas também encontrar pistas de seus amigos. Cada detalhe encontrado ao final de cada missão é um gatilho para um flashback e a partir desse momento encarnamos a perspectiva de um dos outros colegas de pelotão. O Novato (que não possui fala alguma e representa você) executa uma investigação e os flashbacks reconstroem a história. Assim alternamos entre a tensão silenciosa e a ação frenética do fronte de batalha.

O enredo enfoca a sobrevivência (tá na cara né?), contudo ainda há espaço para fortalecimento dos vínculos de amizade e amor (tem um romance no meio) bem dosados além de um resgate improvável. São poucas as reviravoltas na trama e por mais que o enredo não seja linear (com as constantes voltas ao passado), a história em si é, visto que se trata de uma chegada, uma complicação e uma saída do combate em Nova Mombasa.

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CURIOSIDADES

  1. Linha do tempo: O jogo nasceu para integrar a lacuna de tempo entre Halo 3 e Halo: Reach, mas acabou situando-se temporalmente entre Halo e Halo 3. Assim, o diretor de história, Joseph Staten, escreveu uma espécie de narrativa de detetive utilizando elementos de design filme noir em cujas músicas, Martin O’Donnell, impôs um ritmo mais leve que lembra o jazz.
  2. Top de vendas: Mesmo tendo alcançado boas críticas em relação ao enredo e trilha sonora, Halo 3 – ODST foi questionado por suas missões de campanha curtas e poucos extras. Porém conseguiu ser top de vendas do Xbox 360 no ano de 2009, somando mais de 2 milhões de cópias mundiais vendidas nas primeiras 24 horas.
  3. Recursos limitados e inovações: O jogador não possuirá os radares de movimento e escudos tão comuns a série (exceto em ocasiões especiais), mas somente um sistema mais tradicional de barra de vitalidade e kits médicos, além de não poder manusear duas armas ao mesmo tempo. Isso combina com o clima de sobrevivência que o jogo imprime. Todavia o esquadrão possui duas novas armas, a M7S Submachine Gun e a M6C/SOCOM, além do limite de carregamento de granadas aumentado para três de cada tipo.

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FICHA TÉCNICA
Desenvolvido pela Bungie e publicado pela Microsoft Game Studios, Halo 3: ODST é um game de ação de tiro em primeira pessoa lançado em 22 de setembro de 2009. Seu roteiro é escrito por Joseph Staten, responsável pela direção das cinemáticas de todos os jogos da franquia até aquele momento. As composições são de Martin O’Donnell e Michael Salvatori, dois experientes compositores de trilhas sonoras. Trazendo tanto o modo campanha quanto o multiplayer online, Halo 3: ODST foi lançado com exclusividade para o Xbox 360, e há previsão de que venha a ser lançado um dia para PC.

CONCLUSÃO
Para os jogadores veteranos, Halo 3 ODST (2009) pode apresentar algumas limitações para quem está habituado à franquia, mas para um iniciante ou velha-guarda enferrujado como eu, pode ser uma experiência prazerosa por possuir uma jogabilidade simples e bem dosada. Confesso que é fácil de gostar da ação frenética e a troca constante de armas para se adequar as mais diversas situações de combate.

Essa é a chave de Halo 3 ODST: adaptação. Tanto as armas humanas ou adquiridas dos cadáveres dos COVENANTs como o controle dos diversos veículos (tanque Scorpion ou Wartogs), exigirão muito julgamento e habilidade por parte do jogador. Cada item possui suas características e conhecê-las fazem a diferença na imersão e êxito da campanha.

Outro ponto relevante são os diálogos não só nas cenas CG (computação gráfica) e filmes entre as missões, como também nas fases em que o jogador contará com a ajuda de seus companheiros de pelotão. No meio do combate eles dão dicas importantes, alertam ou mesmo tem uma piada ou ironia a ser feita. Eles não morrem, então não se preocupe em protegê-los, eles dão conta do recado.

No mais aproveitem para metralhar muitos Brutes, salvar seus amigos e descobrir um valioso segredo. Este jogo curto de dificuldade moderada fará com que as horas passadas diante da tela sejam pura diversão e tensão. Lembre-se: “Há um trunfo prioritário na cidade”. E resgatar é preciso, Novato!

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HORIZON ZERO DAWN (CRÍTICA)

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SINOPSE
Lançado em no início de 2017 exclusivamente para o Playstation4, Horizon Zero Dawn é um RPG de Ação de mundo aberto que nos põe na pele de Aloy, uma jovem que foi abandonada ainda bebê e adotada por Rost. Ambos, Aloy e Rost, são exilados de uma tribo matriarcal – os Nora – por motivos que serão explicados durante a sua jornada de auto conhecimento. Ao longo do jogo, você embarca em uma jornada que desvenda a história da personagem, desde os mistérios do seu nascimento, sua evolução como guerreira e caçadora, e seu pertencimento a esse mundo. Em meio a isso, uma série de reviravoltas tornam o roteiro envolvente e o expandem para a compreensão do próprio mundo onde ela habita, incluindo uma trama perigosa de dominação do mesmo.

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COMENTÁRIOS
O jogo se passa no futuro de um planeta Terra que (pasmem), contrariando nossas expectativas mais comuns, não está destruído e apocalíptico, mas encontra-se revertido a um estado natural; com uma sociedade pré-histórica recém restabelecida, mas com a presença de grandes “animais robóticos” que todos parecem apenas aceitar que funcionem, sem ter o conhecimento técnico necessário para seu funcionamento.

Aqui entramos na pele de Aloy, uma jovem adotada e criada por Rost, um velho caçador, ambos renegados pela tribo dos Nora (sua tribo natal? Não sabemos ainda), uma sociedade coletora que ainda não domina o conhecimento da agricultura, e caçam para sobreviver. Os Nora são matriarcais, e sua religião venera a “Grande Mãe”, nos abrindo os olhos para a diferenciação do ponto de vista histórico ao qual estamos acostumados. Determinada a descobrir mais sobre seu passado, Aloy se submete à prova de maioridade dos Nora, quando um atentado acontece durante essa prova, desencadeando-se a sequência de problemas que guia a narrativa do jogo.

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A jogabilidade de HZD (Horizon Zero Dawn) é a de um RPG de ação de mundo aberto, algo entre um Farcry e um Tomb Raider, porém com dinâmicas de batalha bem diferenciadas. A quantidade de recursos que o jogador vai obtendo e desenvolvendo no percorrer do jogo permitem uma gama enorme de opções para cumprir os objetivos que se apresentam: desde rastrear uma pessoa, ou mesmo um animal; a caçar uma enorme besta mecânica. Aqui vale ressaltar que esse é outro fator diferencial do jogo: todos os recursos necessários para suas melhorias de equipamentos, ou confecção de munições e aprimoramento de armas, é feito mediante coleta de recursos; sejam eles de origem natural (animais e plantas) ou high tech (partes mecânicas, baterias, fios e várias outras partes).

O mundo em si é outro trunfo desse título. Desde a geografia do local, as paisagens, os povos, as plantas e animais (sejam eles mecânicos ou não), tudo ali é orgânico e vivo, no melhor sentido da palavra. Desde a beleza com que se apresenta o design de produção, trazendo um primor de obra audiovisual, até a Inteligência Artificial dos seres que habitam esse mundo; se preocupando em corresponder ao comportamento que esperamos daquele tipo de animal, seja robótico ou não: animais que andam em bando, predadores, animais que fogem quando você aparece; ou animais que correm, mas ao se sentirem muito ameaçados e percebendo que estão em maior número, partem para um ataque com fim de se defender. Esse foi um dos poucos jogos que, mesmo com a opção de “fast travel” (transporte rápido entre pontos pré determinados do mapa), eu preferia sempre viajar as distâncias a pé, fosse para coletar materiais para meus equipamentos, descobrir uma ou outra ruína tomada pela vegetação, ganhar novas missões secundárias ou, em muitas das vezes, só ver esse local bonito, vivo e pulsante.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Horizon: Zero Dawn
 foi revelado na E3 de 2015 e, desde então, o marketing da Sony em cima de seu mais novo exclusivo não foi pequeno. O jogo apareceu quase em todo evento seguinte como uma das principais demos na estreia do PS4 Pro. Lançado oficialmente em Fevereiro de 2017, HZD é uma IP (Intellectual Property – Propriedade Intelectual) um termo usado para designar conceito completamente novo exclusivo de uma distribuidora, neste caso, a Sony Entertainment Network. Desenvolvido pela Guerilla Games, responsáveis pelo desenvolvimento da franquia Killzone por mais de 13 anos, o jogo se distancia muito da dinâmica do carro chefe anterior da sua desenvolvedora, utilizando um novo motor gráfico (uma engine), o Decima. E foi essa engine que o desenvolvedor Hideo Kojima utilizou para desenvolver o atual Death Stranding.

Todo localizado para o Brasil (textos, legendas e dublagem), a dublagem do jogo foi realizada -e muito bem realizada, diga-se de passagem- pelo estúdio UniDub, e conta com Tatiane Keplmair (Aloy), Ricardo Bressan (Rost), Adriana Pissardini (Marea), Luiz Antônio Lobue (Karst), Silvia Goiabeira (Olara), Nestor Chiesse (Erend), Mauro Ramos (Sylens), Leonardo Camillo (General Herres), Alexandre Marconato (Helis) e Anna Giulia (Aloy criança).

Vale ressaltar aqui também que o jogo é completamente offline, não possuindo um modo de multiplayer (nem online e nem offline), o que hoje em dia causa até certa estranheza dado a normalidade da necessidade de se estar conectado à internet mesmo para jogos completamente single player. Dito isso, não é um demérito, uma vez que o jogo se propõe a contar uma história e o faz magistralmente, com muito conteúdo, que pode ser expandido naturalmente ao se buscar realizar todas as side quests (missões secundárias) e coletar todos os colecionáveis, que destrincham ainda mais a história do mundo de Aloy; e fica a dica: vale muito a pena ouvir todos as gravações de áudio que se encontram em todos os lugares explorados, pois eles constroem toda a história do evento que criou esse mundo único.

CONCLUSÃO
Horizon possui soluções muito elegantes para questões que não são mais novidades para quem está habituado a jogar games de aventura e ação: Os tutoriais estão embutidos nos momentos em que você obtém determinado item. Você não possui a famosa “parede invisível” que lhe impede de chegar a algum lugar, todos os limites são acidentes geográficos bem claros que você reconhece ao cruzar com eles. Não há uma exigência de nível para acesso a uma área específica, sendo o mapa todo acessível (claro, que em alguns pontos, após a realização de algum objetivo) independente do seu “poder”. A dificuldade acaba vindo da diversidade de inimigos que são encontrados pelo decorrer do caminho.

Há muito o que fazer, e mesmo após gastar várias horas na história principal, ainda restará uma porção de conteúdo para ser explorado. Nada disso funcionaria se as missões secundárias não tivessem histórias bem desenvolvidas ou tarefas desafiadoras — o que, felizmente, não é o caso aqui. A coleta de recursos também é uma tarefa essencial para uma progressão bem-sucedida. Por muitas vezes, fiquei sem um componente necessário para criar flechas de fogo, o que me obrigou a interromper a missão principal apenas para caçar uma máquina específica que ofereceria o item necessário. É um game que exige alguma dedicação, o que é algo fantástico hoje em dia.

Óbvio que nem tudo são flores, e se o jogo possui muitos acertos, ele não se exime de alguns erros, mas que não chegam a comprometer a experiência. O combate com seres humanos é muito instável, e possui poucas opções, com o jogo encorajando mais uma aproximação furtiva do que o conflito mano a mano, com uma inteligência artificial muito inconstante.  As mecânicas de escalada e montaria também são meio inconstantes e poderiam ser melhor trabalhadas. Também me desagrada que os personagens secundários e mesmo algumas mitologias de tribos e povos do jogo não sejam tão aprofundadas, criando alguns personagens extremamente descartáveis.

Dito tudo isso, volto a dizer que HZD é uma experiência válida, e que se esse review não apresentou spoilers e pareceu um tanto vago, é porque esse é um dos casos que a jornada é fundamental para a experiência, e eu deixo pra você a porta aberta para essa aventura. Descobrir o que houve, como o mundo chegou a esse ponto, porque há máquinas, de onde vêm todas essas tecnologias, qual a ligação da Aloy com esse mundo; essas descobertas vêm organicamente e montam uma história com toques Asimoovianos como há muito eu não via

É possível encontrar na data desse review (janeiro de 2020), o jogo em sua versão “completa”, já com a expansão Frozen Wilds em promoção como um dos “Greatest Hits” do Playstation 4, chegando a custar menos de 60 reais (em formato digital para download). O que, dado tudo o que foi dito no decorrer desse review, configura um investimento válido e bem honesto.

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OS 10 MELHORES JOGOS DE RPG DE TODOS OS TEMPOS (VIDEOGAMES)

ATENÇÃO! Esta é uma lista baseada nas minhas experiências e gostos pessoais! Muito provavelmente várias pessoas discordarão de alguns jogos citados, da ordem em que coloquei, ou até mesmo de tudo. E a ideia é esta mesmo, discordar, trocar ideia e se posicionar. Não gostou da minha lista? Então comenta aí qual é a sua, e os motivos de ter escolhido tais games. Então vamos ao que interessa!

10. VANDAL HEARTS II
Konami (PS / 1999)

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Imagino que seja consenso considerar o final dos anos 90 como a Era de Ouro dos RPG’s, afinal, o que não faltava era uma enxurrada de títulos do gênero para Super Nintendo e principalmente o PlayStation. Final Fantasy Tactics era o queridinho da galera quando se falava de RPG Tático, e é inegável, esse é um puta jogão! Mas particularmente eu fui seduzido por um jogo esquecido por bastante gente, Vandal Hearts II (ヴァンダルハーツ II 天上の門). Dentro do gênero esse foi o jogo que eu mais gostei, gastei horas e me diverti. Seu visual era meio saturado e tinha um enredo mais maduro que os demais jogos da época. Seu antecessor fez um grande sucesso e se tornou um clássico cult. Esse inicia a minha lista, e é o meu décimo RPG favorito.

9. FALLOUT 4
Bethesda Game Studio (PC, PS4, XOne / 2015)

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Jogos com os mapas gigantes! E não só isso, jogos com mapas gigantes e com uma altíssima densidade de coisas para fazer e explorar! A Bethesda é mestra nisso, embora uma tal de CD Projekt RED surgiu para brigar pelo pódio. Comecei tarde na franquia, meu primeiro foi Fallout 3, e cara, que jogaço! Depois experimentei os antecessores, até o primeiro eu joguei. E é bom? É espetacular! E se engana quem acha que por ter gráficos simples e uma visão isométrica, o jogo não traz imersão. Acredite, aquele joguinho de 1997 atropela como um rolo compressor muita coisa moderna. Mas meu coração ficou com Fallout 4! Depois de ter jogado centenas de horas seu antecessor, eu não imaginava que o novo game poderia ultrapassar suas qualidade tão bem assim. Fallout 4 é um jogo controverso que em seu lançamento sofreu muito com problemas técnicos, sofrendo muito bullying por isso, mas particularmente jogando no PC eu nunca tive problemas sérios. Já conhece a franquia né? Caso não, corre atrás que esse é obra de arte!

8. TALES OF VESPERIA
Namco Tales Studio (X360, PC / 2008)

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Final Fantasy é uma franquia renomada, dificilmente exista um jogador de videogames que não conheça. Mas Tales Of também é uma clássica série que começou lá atrás, no Super Nintendo, e que possui muitos títulos de altíssima qualidade. Famosa por seu visual colorido e batalhas frenéticas, é em Tales of Vesperia (テイルズ オブ ヴェスペリア) que a coisa fica bonita de verdade. Trazendo um enredo fenomenal, o game também conta com o melhor e mais criativo desenvolvimento de heróis de todos os jogos da série. Seu design e trilha sonora são de cair o queixo, e fazem com que as horas passadas jogando sejam as mais agradáveis possíveis. Mergulhe nesse mundo de fantasia e veja como seu tempo é drenado da sua vida sem que você nem perceba!

7. DEUS EX: HUMAN REVOLUTION
Eidos Montréal (PC, OS X, PS3, Wii U, X360 / 2011)

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Deus Ex: Human Revolution é um RPG de Ação que combina elementos de jogos de tiro com stealth. Sua jogabilidade riquíssima, possibilita que você possa desfrutar da jogatina de várias formas possíveis, podendo ser uma sombra para os inimigos e minimizar sua letalidade, ou simplesmente sair como o Rambo destruindo tudo que se mover na sua frente. Outra coisa muito interessante nesse game cyberpunk, é seu sistema de diálogo e negociações contra os vilões. Devida sua robusta mecânica, você pode usar sua lábia, negociar de forma inteligente com o inimigo, e liberar um refém por  exemplo. Ou pode simplesmente agir como um anarquista e tacar o zaralho em tudo. Deus Ex: Human Revolution é isso, ter liberdade quase total em como jogar. Seu enredo mistura conspirações industriais, organizações secretas, golpes de governos, ou seja, você é mergulhado numa trama onde está sozinho e não deve confiar em ninguém!

6. MASS EFFECT 2
BioWare (PC, PS3, X360 / 2010)

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Star Trek nunca teve uma representação tão boa quanto essa! Tá, eu sei que isso não é Star Trek, mas estou falando sério, a franquia Mass Effect tem exatamente essa inspiração. O primeiro game é um jogaço, mas possui muitos pontos fracos. Sua mecânica não é tão boa, o level design, principalmente no início, é bem fraco, possui muitas linhas de diálogos “opcionais”, mas que não alteram em bulhufas, enfim, não é nem de longe um jogo perfeito. Mas Mass Effect 2 é outra história. Todas as falha e pontos fracos do antecessor foram contornados. A mecânica de combate que antes broxava a adrenalina, agora te lança em combates frenéticos onde não é mais necessário esperar sua arminha esfriar. Mas o foco de Mass Effect 2 não é gameplay, e sim seu enredo. E quanto a isso, é um dos melhores textos escritos para um jogo ocidental. Não se trata de nada absurdo em complexidade, mas a forma como é roteirizado faz tudo ser muito natural. A sensação do começo ao fim é de realmente estar inserido num filme de ação e ficção científica de primeira qualidade!

5. CHRONO TRIGGER
SquareSoft (SNES, PS, DS, Android, PC / 1995)

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Para a grande maioria dos consumidores do gênero, este é o melhor jogo de RPG de todos os tempos, se não o melhor jogo de todos. Não quero desrespeitar quem pensa diferente, mas ele só alcança o quinto lugar no meu ranking pessoal. Chrono Trigger (クロノ・トリガー) é um jogo único que reuniu os melhores de sua época. A princípio o game seria mais um Final Fantasy, mas começou a ganhar identidade própria e se tornou uma nova franquia. Até mesmo porque conflitaria com as vendas de Final Fantasy VI. Akira Toriyama, Hironobu Sakaguchi e Yuji Horii, são só alguns dos gigantes envolvidos no desenvolvimento de Chrono Trigger. Me perdoem os saudosistas, mas nem o enredo maravilhoso com sua alta carga emocional, os personagens cativantes, as viagens no tempo, a trilha sonora épica, as artes maravilhosa, e tudo mais que gira ao redor de Chrono Trigger, me impedem de considerar os próximos quatro jogos ainda melhores.

4. THE ELDER SCROLLS IV: OBLIVION
Bethesda Game Studio (PC, PS3, X360 / 2006)

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Eu já falei sobre Fallout 4, então, The Elder Scrolls IV: Oblivion é a mesma coisa só que medieval. Então é isso, está tudo explicado. Bem, essa é a impressão de muita gente com relação a comparação entre as duas franquias, porém as coisas não são tão simples assim. O estúdio desenvolvedor é o mesmo, a engine costuma ser a mesma, os dois possuem enormes mundos abertos, mas não, os dois jogos não são nem de longe diferentes apenas visualmente. Eu já havia jogado The Elder Scrolls III: Morrowind, e esse até então era o meu prefiro. Mas aí saiu o quarto episódio da série, Oblivion. E eu mastiguei. Mastiguei muito! Acredito ter depositado mais de mil horas nessa obra de arte. Esse para mim é o mundo de fantasia medieval mais encantador e imersivo dos videogames (embora eu tenha jogado no PC), e a sensação de explorar cada milímetro do mapa era algo sem igual. Skyrim é maravilhoso, mas quando você conhece intimamente os dois bem de perto, você vê que faltou um ‘tchan’ a mais para ele superar Oblivion. A inserção de enormes dragões não foi suficiente. Vamos ver no sexto jogo que está por sair. Isso se a Bethesda não estragar tudo, já que ultimamente tem se mostrado uma empresa despreocupada demais em agradar seu público. Espero estar equivocado.

3. STAR OCEAN: THE SECOND STORY
Tri-Ace (PS, PSP, PS3, PS4 / 1998)

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Você tem algum jogo qua quase ninguém se importa, mas você acha fodão ao ponto de voltar a jogar várias e várias vezes? Bem, esse aqui é o dito cujo para mim. Eu nem sabia de sua existência na época, peguei em meio a vários outros jogos de PlayStation. Deve ter ficado na estante quase um mês até chegar a vez de ser experimentado. Eu só sei que foi amor a primeira vista! Tudo, absolutamente tudo em Star Ocean: The Second Story (スターオーシャン セカンドストーリー) me cativa! Um jogo de longos diálogos que assusta muita gente, mas que se você realmente se atentar, vai ver que cada conversa trocada alimenta ainda mais essa empolgante história do lendário ‘Warrior of Light’. Seu conceito é lindíssimo, tem personagens carismáticos, uma trilha sonora matadora, um número sem fim de itens para encontrar ou forjar, e acredite, Star Ocean: The Second Story possui 87 fucking finais!

2. SUIKODEN II
Konami (PS / 1998)

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Pelotão, preparar! Atenção! Segurem!! Atacar!!! Guerra! Um épico sem precedentes, e que até hoje não foi superado por nada com proposta parecida! Suikoden II (幻想水滸伝II) poderia estar em primeiro lugar nessa lista. Só não está por uma pequena faísca a mais de amor por seu concorrente direto, Final Fantasy VII. Se você diz gostar de jRPG, e não conhece este game, eu tenho de te falar, você só tem comido o papel e jogado a bala fora. Suikoden II é brutal! Começar a falar sobre ele é correr o risco de escrever durante o dia inteiro. Vamos começar com algumas informações instigantes. Curte Game of Thrones e acha aquelas guerras por poder legais? Suikoden II tem (e no antecessor também). Gosta de muitos personagens para recrutar em RPG? Suikoden II tem mais de 100. E sim, você leu certo, mais de 100 (cem). A jogabilidade é igual aos outros jRPG’s? Em Suikoden II você combate na maneira tradicional da franquia tendo até seis aliados contra seis inimigos, também existe o modo de duelo, e por que não, você pode pegar a sua centena de personagens recrutados e selecionar quem vai ser carne de canhão para a guerra! Lembrando, se ele morrer no conflito, adeus amiguinho! Ah, agora eu te pego! Você pode ter um castelo, aparelhar todo ele, e colocar toda essa galera dentro? Sim. Te garanto, não adianta o quanto eu fale, este é um jogo que precisa ser jogado, e não apenas lido a respeito.

1. FINAL FANTASY VII
SquareSoft (PS, PC / 1997)

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Quando se fala de um melhor Final Fantasy, a briga sempre gira em torno de Final Fantasy VI e Final Fantasy VII, e tem alguns que até evocam Final Fantasy IX. Final Fantasy VII (ファイナルファンタジーVII) foi o primeiro jogo da franquia a utilizar modelos poligonais por cima de cenários pré-renderizados. O sétimo jogo do principal produto da SquareSoft causou um frenesi mundial, sendo aclamado pela crítica especializada e conseguindo uma nota média mundial de 92,35% no GameRanking e 92% no Metacritic. Quebrou recordes de vendas mundialmente, e se tornou o jogo que alavancou o sucesso do PlayStation. Tamanho sucesso é justificado pelo seu maravilhoso enredo, e por possuir os personagens mais carismáticos da história dos RPG’s. Os conflitos internos de Cloud, a busca pela verdade, e sua odisseia na companhia de seus amigos contra um formidável inimigo, fez nascer Sephiroth como o Darth Vader do mundo dos videogames. Tudo em Final Fantasy VII é maravilhoso, e se fosse diferente disso, não veríamos seu remake anunciado para 2020 como uma das mais ambiciosas produções da indústria do jogos eletrônicos. Então é isso, o meu melhor RPG de todos os tempos, definitivamente é Final Fantasy VII!

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INICIADO NA SEITA (VIDEOGAME)

Atari 2600

É em 1984 que tudo começa, pelo menos pra mim foi assim. Não sei em que ano você nasceu, mas pelo menos no meu caso esse é o número. Quando você é criança a sua percepção de mundo se resume apenas em sou pequeno mas um dia irei crescer, então não sei precisar exatamente em que momento da minha infância se passa o começo dessa história nos videogames. Acredito que entre meus três ou quatro anos, mas isso não importa tanto, a graça maior fica com o como foi.

Lembro de um dia que meu falecido tio, irmão da minha mãe, que morava com a minha vó, e qual eu frequentemente visitava, ter pegado do alto daquele já antigo guarda-roupas de dezoito metros de altura, uma grande caixa mágica. Dentro tinha algo peculiar e que eu nunca havia visto parecido. Não lembro se foi movido do seu esconderijo para ser mostrado à mim, ou se havia sido pego para ser usado por aquele adulto que eu admirava tanto. Mas é certeza de aquilo ter sido pego apenas para minha pessoa, afinal, não vejo razão melhor pra tanto esforço. Após assistir aquela triunfal conquista de alcançar o inalcançável e misterioso pico daqueles dezenove metros, fomos com muita curiosidade e perplexidade para sala. O ambiente comum à mim estava lá, sofá, mesinha com o telefone azul claro de discar, uma TV Telefunken de vinte polegadas, imagino, e aquele jogo de sofás feitos de bambu envernizado. Tudo sobre um carpete verde escuro e áspero que se expandia por toda a casa, tirando a cozinha e o banheiro, óbvio.

Ele sentou-se no chão, abriu a caixa, foi tirando coisas pretas aos poucos, e desembolando fios. Eu assistia com atenção aquele ritual, vai que eu precisaria repetir algum dia e não pudesse contar com o auxílio do meu auxiliar. Coisas pretas espalhadas no chão, e ele escolhe um fio para levar para trás da TV, levando junto uma ferramenta de girar coisas. Alguns segundos e amarrou aquele fio. Dali partiu para um outro fio, qual levou até uma tomada. Sim, tomada eu tinha consciência do que era, era o lugar onde você não colocava chaves (de portas) para não tomar choques. Mas meu tio parecia ser responsável e eu imaginava que ele sabia disso também. Ele colocou aquele fio naquela tomada, sem tomar choque, claro, ele não levou junto uma chave, já em seguida foi para frente da TV. Ligou e escolheu o canal que não passava nada além de chiado. Veio em minha direção e se sentou ao meu lado, no carpete mesmo. Mexeu em um saco plástico, que até então eu não havia notado, e tirou vários quadrados pretos com adesivos coloridos. Peguei um e encarei aquele homem de óculos. A imagem daquele homem me assusta até hoje. Está carimbado no meu consciente e subconsciente. Não me assusta por medo, me assusta por ter sido minha descoberta do fogo, da roda, e do videogame, tudo ao mesmo tempo. Minha vida se divide no a.D. e d.D., antes daquilo, e depois daquilo.

Meu tio remexeu entre várias daquelas coisas e olhou pra mim, essa fita, deixa eu ver. Dei à ele aquela preciosa fita. Olhou com atenção pra ela, virou de um lado e pro outro, levou até próximo à boca, e assoprou. Encaixou a fita na parte preta maior e mexeu num botão, isso causou um pequeno estalo. Ele olhou pra TV e eu quis ver também. O que era aquilo? Pequenas coisinhas se moviam de um lado à outro com um som que invadiu a minha mente. Ele se acomodou melhor de pernas cruzadas, pegou uma caixa preta não muito grande com um cabinho, essa qual também tinha um botão vermelho. Era aquele homem! O homem da fita que via de forma aterradora aquelas pequenas coisas descendo freneticamente pela tela enquanto a navezinha sofria para impedir de ser comida!

Olhando de forma mais atenta eu pude ver que não era só isso. Quer dizer, que não era bem isso. Não era o homem da fita que pilotava a nave, era meu próprio tio! Era isso! Eu entendi tudo!

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